Ainda sou do tempo

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

segunda-feira, outubro 15, 2018 0
... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

No meu tempo, tínhamos na disciplina de trabalhos manuais, alguns ofícios ainda comuns, como trabalhar com madeira, azulejos, ou até o têxtil.

Para mim isso foi um pesadelo, já não tinha muito jeito para as outras coisas, mas tinha ainda menos vontade para isto. Muitas vezes dependia da ajuda das minhas primas, ou da minha mãe, para fazer os trabalhos. Quem mais não tinha jeito nenhum?








segunda-feira, 8 de outubro de 2018

... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas

segunda-feira, outubro 08, 2018 0
... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas


O Blog chegou à marca dos 14 Milhões de visitantes, e agradeço a todos vocês que fazem parte desta viagem que faço pelas memórias de todos nós. Espero que continuem por aí, que continuarei sempre a fazer o meu melhor para relembrarmos coisas de outros tempos.

Como o desenhar nas caras das pessoas que apareciam nas revistas, um bigode, uns cornos, uma pala no olho, uma cicatriz na testa, tudo servia para nos divertirmos um bocado. E por vezes até nos livros da escola fazíamos isso. Quem mais?





terça-feira, 2 de outubro de 2018

Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

terça-feira, outubro 02, 2018 0
Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

Dia 3 de Outubro é o lançamento do primeiro livro relacionado com as festas Revenge of the 90's, escrito por Diogo Faro. Segue uma pequena entrevista para ficarem a saber um pouco mais sobre o livro. 

As festas Revenge 90s têm sido um sucesso, e o grupo por trás destes eventos, decidiu que era altura de lançar um livro com as memórias dessa década. Será lançado pela Manuscrito Editora, e escrito por um dos melhores comediantes da nova geração, o Diogo Faro. Dia 3 de Outubro pelas 18 no Bolero, podem assistir ao lançamento da obra, aqui segue uma pequena entrevista com o autor:



1 - O Diogo começou com a sua página Sensivelmente idiota, e a coisa foi crescendo de tal forma que agora é um dos comediantes mais conhecidos desta nova geração. Como encara todo essa evolução?

Com naturalidade. Apesar de ser um trabalho com grande visibilidade para o público, não deixa de ser um trabalho. E quando nos dedicamos às coisas, a probabilidade de evolução e sucesso é muito maior, como é óbvio. Não há grandes segredos aqui. É trabalhar. 


2 - Como encara o fazer humor, numa altura em que os sentimentos das pessoas andam à flor da pele e tudo serve para uma nova polémica?

Muitas das discussões pelas quais a sociedade está a passar neste momento são excelentes para a sua evolução. E muitas vezes o humor contribui para essa discussão que pode ter resultados bastante positivos. Portanto, o humor continua a ser uma arte tão difícil quanto prazerosa e não sinto agora que seja mais difícil do que noutras alturas. Todas as alturas da História tiveram as suas dificuldades. 


3 - O Diogo cresceu na década de 90, como era um dia normal na vida do Diogo criança/adolescente?

Era muito à base de TPCs e jogar à bola, tendo em conta que nos anos 90 tive entre 4 e 14 anos. Claro que também houve muitos amigos novos, milhões de horas passadas à frente da TV a ver Dragon Ball e ainda lá coube o primeiro beijo de língua e tudo. 


4 - O crescimento das festas Revenge of the 90's tem sido avassalador, como surgiu o convite para este livro, que irá sair no dia 3?

Tenho uma ligação muito próxima ao pessoal da Revenge, somos amigos há anos e sou até agenciado por eles já há 4. A editora Manuscrito fez-lhes o convite e eles passaram-me essa responsabilidade, visto que a arte deles é fazer festa e não escrever livros. Se os tivesse deixado fazer o livro sem mim, acho que só teria imagens. 


5 - Deu-lhe algum gozo recordar aqueles tempos? Tem algum material proveniente dessa década ainda?

Muito. Numa década passam-se milhões de coisas e é impossível termos presente todas elas. Aliás, devemos ter presente uns 0,000002% do que se passou. Mas como já há net - e mal havia na altura - ficou muito mais fácil andar a pesquisar tudo. E claro que deu muito gozo rever episódios do Dartacão ou ouvir Britney Spears e poder dizer aos amigos "eu nem gosto, é só para investigação!". 


6 - Vamos fazer um pequeno jogo:

Parker Lewis ou Já Tocou - Parker Lewis
Água na Boca ou Jogo do Ganso - Jogo do Ganso
Pega Monstros ou Tazos - Tazos
Tou's Bollycao ou Fantasmas brilhantes da matutano - Fantasmas brilhantes

7 - O Diogo tem uma alma de viajante, gostaria de fazer algo relacionado com esse mundo?

Tenho aí alguns planos em vista, embora não saiba muito bem quais deles concretizar. Mas sim, é possível que apresente ao público qualquer coisa para breve. 


8 - Quão importante são as redes sociais neste momento? Como encara as diferentes redes onde se pode encontrar o Diogo?

As redes sociais continuam a ser fundamentais para o meu trabalho, mas felizmente estou cada vez menos dependente destas. É preciso usá-las com moderação - mais do que o álcool, por exemplo - para não darmos em malucos. Gosto do Facebook, Instagram e Twitter por razões diferentes, mas acho que ainda me consomem mais tempo da vida do que o desejável. 


9 - Quais os projectos actuais, e futuros, do Diogo?

Estou neste momento a escrever um espectáculo novo de stand-up comedy e cujo objectivo é levá-lo em tour pelo país. Deve estrear no final deste ano ou início do próximo. 


10 - Porque devemos comprar o livro que vai sair?

Essencialmente porque tem imagens muito lindas e nostálgicas, e uma piada ou outra, vá. 











sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Entrevista a Paula Neves

sexta-feira, setembro 28, 2018 0
Entrevista a Paula Neves

Volto às entrevistas, desta feita a uma das actrizes mais talentosas da nossa televisão, a Paula Neves. Iremos saber um pouco sobre a sua infância e adolescência, e sobre os seus trabalhos na TV, como Riscos ou Anjo Selvagem.

Paula Neves nasceu a 17 de Novembro de 1977, brincou como tantas outras crianças na década de 80 e começou a ficar conhecida logo no seu primeiro trabalho de Televisão em 1997. Foi na série Riscos da RTP que Paula se estreou nos nossos ecrãs, começando assim uma carreira que continuaria a crescer, participando regularmente em novelas e séries, tanto na RTP como na SIC, e teve o papel da sua vida quando interpretou a "trinca-espinhas" Mariana em Anjo Selvagem.

Foi protagonista, ou parte do elenco principal, em uma série de novelas da TVI, e paralelamente pisou diversos palcos de teatro do nosso país, fosse em comédias, fosse em dramas. Vamos então conhecer um pouco melhor Paula Neves:

Ainda Sou do Tempo - A Paula é, como eu, da geração que cresceu tanto na década de 80, como na de 90. O que era um dia normal para a jovem Paula, e para a adolescente? 

Paula Neves - Passei a juventude de uma forma bastante normal. A escola era importante, sempre estudei de manhã e assim ficava com muito tempo livre para a diversão. Gostava muito de andar na rua e de estar com amigos. Na altura andávamos em bando, éramos muitos, percorríamos as ruas e passávamos horas à porta dos cafés a conversar. É curiosos como as pessoas de que nos
rodeamos tendem a ser cada vez menos à medida que vamos crescendo.

AST - Quais são as suas melhores memórias desses dias? Fez coisas como criação bichos da seda, trincar azedas, tocar campainha e fugir e tantas outras, um pouco impensáveis nos dias de hoje?

PNPenso que fiz as coisas todas normais dessa época, Claro que fiz a criação de bichos de seda com a sua caixinha e folhas de árvore e quem é que não trincou azedas? Faz tudo parte de aprender a lidar com o mundo. No entanto cresci na cidade, aquela coisa de subir às árvores passou-me ao lado. O meu contacto com o campo aconteceu muito mais tarde. Lembro-me que fazíamos muitas partidas pelo telefone, algo que hoje seria impensável porque só atendemos os números que conhecemos, mas naquela altura os telefones eram fixos e atendiam-se sempre.

AST - Estreou-se na mítica série Riscos da RTP, em 1997, o que a Paula, e o resto do elenco, sentiam ao contracenar com alguns nomes bem conhecidos da televisão?

PNSentimos uma grande emoção! Era algo completamente diferente, estarmos só nós, os putos ou estarmos com os mais velhos, os atores consagrados, era outra realidade. Sentíamos uma grande responsabilidade e emoção por estar a trabalhar com eles. Para mim foi decisivo pois foi ao
contracenar com a Alexandra Lencastre ( que fazia de minha mãe) que percebi que queria muito ser atriz, que podia ser um caminho profissional possível para mim.



AST - Percebiam o impacto que tinham junto do público? Que cá fora repetia-se coisas ouvidas na série, e comentava-se o que tinha acontecido?

PNNa altura dos Riscos apercebemo-nos que era um projeto com um grande impacto, tínhamos muita atenção por parte da imprensa, o projeto era muito arrojado para a altura, era algo diferente que se estava a fazer em Portugal e isso atraiu a atenção, mas o impacto que teve junto dos espectadores só o percebemos mais tarde. Gostava muito que repetissem a serie, julgo que ainda seria bem atual para os dias de hoje.

AST - Há pouco tempo revi, pela terceira vez, a sua prestação como Milu na novela os Lobos. Como foi estar assim pela primeira vez numa telenovela?

PNFoi maravilhoso, foi emocionante! Era algo que queria muito fazer, queria continuar a trabalhar como atriz, crescer e evoluir, aprender mais e perceber se aquela poderia ser a minha profissão. Lembro-me que fazia de amante do Diogo Infante, adorei trabalhar com ele, e no fim fugíamos de helicóptero e aquilo foi uma emoção para mim!

AST - A sua carreira deu um grande salto na viragem de século, quando interpretou a Mariana em anjo selvagem. O que sentiu ao ver a imensa popularidade da sua personagem?

PNA Mariana foi das personagens mais especiais e impactantes na minha vida, não só pela duração e intensidade do projeto, como pelas pessoas com quem contracenei e que conheci, como pela reação do público. A duração e intensidade (2 anos a gravar 12 horas por dia, mais uma hora de estudo diário, mais a preparação ao fim-de-semana, enfim..) foi algo que se faz quando se é jovem e um pouco inconsciente. Não era um ritmo de trabalho normal, seria difícil de aguentar para qualquer pessoa, mas a pessoa é jovem, enérgica e vai fazendo. Foi uma personagem muito intensa e a relação entre ela e a avó (interpretada pela Isabel de Castro) saltou do ecrã para a vida real. A Isabel foi
das pessoas mais importantes na minha vida, o nosso laço de afeto era real, era forte, durou até ao fim, até à morte dela, para mim ainda dura. A reação do público foi algo de inacreditável, algo que ainda hoje me custa a acreditar. Foi uma reação forte e em massa. Lembro-me de enchermos a Praça da Figueira com milhares de pessoas que queriam ver as personagens ao vivo, fizemos um
episódio de uma hora em direto, o que foi das coisas mais loucas e emocionantes que já fiz! O mais incrível é que a reação do público a esta novela e a esta personagem dura até aos dias de hoje, falam-me dela com muito carinho, como se fizesse parte da vida e da história daquelas pessoas, das suas famílias, ainda não parou e isso é das coisas que mais me deixa feliz e orgulhosa.



AST - Também foi Maria rapaz na sua infância? Ou na adolescência?

PN - Não! Nunca fui maria-rapaz, era até bastante feminina, andava sempre de saltos, toda produzida. Usei os meus primeiros ténis com a Mariana, no início nem sabia andar de ténis, parecia uma pata. Confesso que depois desta personagem não voltei aos saltos, descobri toda uma outra vida de conforto e descontração ;)

AST - A Paula é bastante activa nas redes sociais, acha que estas podem ser um excelente meio de contacto com os fãs, ou um mundo meio complicado com as tensões actuais em relação a tudo o que se diz e publica-se? 

PNPenso que é sempre um pau de dois bicos. Uso diferentes redes sociais para diferentes coisas. No twiter é onde me sinto mais à vontade, onde sou mais eu, onde interajo com os outros, onde me sinto mais acompanhada por “amigos virtuais”, no instagram ou facebook é onde vou pondo um registo da minha vida e das minhas vontades, mais virado para um lado profissional. As redes sociais têm um impacto enorme na nossa vida e podem ser usadas das formais mais variadas, eu evito ter discussões ou grandes defesas de causas nas redes socias, uso-as mais como conversa de café, as minhas discussões gosto de as ter noutro sítio e de saber com quem as estou a ter ;)

AST - Vamos a um pequeno jogo:

Bota botilde ou limão? 
Revista bravo ou super jovem? 
Onda choc ou ministar? 
Jogo elástico ou corda? 
Amigos do Gaspar ou Árvore dos patafurdios? 

PN - Ui, vamos a isto:
Bota botilde
Revista Bravo
Onda Choc
Jogo elástico
Árvore dos Patafurdios

AST - A Paula é também uma excelente actriz de teatro, algum trabalho actual, ou futuro, que queira anunciar?

PN - Neste momento estou na fase final da digressão da peça “5 Lésbicas e Uma Quiche” e vou iniciar os ensaios da peça “Muito Barulho Por Nada” de William Shakespeare que será apresentada no Teatro do Bairro em Janeiro.

AST - Agradeço imenso a sua disponobilidade e votos de felicidades.

PN - Eu é que agradeço a entrevista. Beijos grande e até breve!












segunda-feira, 24 de setembro de 2018

... da Telecel

segunda-feira, setembro 24, 2018 0
... da Telecel

Foi das primeiras operadoras de telecomunicações em Portugal. chegando a ser líder, e a mais original na publicidade aos seus produtos. A Telecel foi transformada anos mais tarde em Vodafone, mas hoje recordamos um pouco a sua origem.

A Telecel foi criada a 15 de Maio de 1991, sendo a segunda empresa a entrar no mercado das telecomunicações, começando a competir com a TMN em 1992, apresentando o prefixo 0931. Passado um ano já tinha quase 40 mil clientes, e em 1994 eram já 90 mil portugueses a preferir esta rede, sendo líder do mercado nacional.

Quando a concorrência abalou o mercado com um cartão que podia ser carregado no multibanco, a Telecel responde com a criação da Vitamina. Vinham dentro de uma caixa grande, que se parecia com um comprimido gigante, e que apresentavam sempre uns anúncios bastante originais e engraçados.

O cartão Vitamina tinha de ser carregado de 3 em 3 meses, com 7500$00 (cerca de 37€), dispensando uma assinatura mensal. Ao contrário da concorrência, até possibilitava o carregamento pelo aparelho, além de se poder ver o saldo no visor.



Começou a inovar apresentando várias vitaminas, para alem da T, como a R (para os mais novos) e a P (para profissionais). No virar do Milénio apresenta um produto pioneiro, o Yorn, que iniciou aquela que ainda hoje é uma grande guerra entre as operadoras.

A operadora primou sempre pela inovação e originalidade, os seus anúncios eram sempre bem interessantes, e o Tou Xim ficou para a história, e não foi por isso de estranhar que tenha sido escolhida pela gigante Vodafone, como parceira na entrada da multinacional no nosso pais.

Anos mais tarde deu-se a mudança de nome para Vodafone, continuando a ter um lugar de destaque no coração dos portugueses. O meu primeiro telemóvel foi um Telecel :) ~












domingo, 23 de setembro de 2018

... destes Cadernos escolares

domingo, setembro 23, 2018 0
... destes Cadernos escolares

terça-feira, 18 de setembro de 2018

... das Sebentas escolares

terça-feira, setembro 18, 2018 0
... das Sebentas escolares

Quem usou uma Sebenta na escola primária? Um complemento, ou mesmo um substituto, ao caderno, permitindo tirar apontamentos, desenhar ou fazer exercícios.

Durante alguns anos, era-nos entregue uma Sebenta como as da imagem, destacava-se por ser volumosa, e trazer muitas folhas em branco, para fazer o que quiséssemos com ela. Um complemento, ou mesmo um substituto, ao caderno, permitindo tirar apontamentos, desenhar ou fazer exercícios. Devia ser só para uso escolar, mas também era usado de forma recreativa, e muitos devem lembrar-se das brincadeiras em redor do nome dela, como por exemplo "Se És Bom Estudante Não Tires Apontamentos".

Imagem retirada do blog santanostalgia


Imagem retirada de página facebook Toydoll Brinquedos