quinta-feira, 28 de julho de 2022

... do Mighty Max

 


Os canais privados também apostavam em desenhos animados, e tiveram alguns sucessos consideráveis, no caso do canal Quatro, este foi um bom exemplo de como ainda se podia conquistar o público mais novo.

A TVI, na altura ainda o Canal Quatro, seguia a RTP e a SIC na ânsia de tentar conquistar mais público para os seus canais, e isso incluía os mais novos. Então era normal a aposta em alguns desenhos animados quando começou as suas transmissões, e um dos que teve mais sucesso foi o Mighty Max. O rapaz de chapéu vermelho conquistou os mais jovens e tornou-se numa imagem de marca da estação e da sua programação para os mais novos.

Mighty Max foi baseado numa linha de brinquedos de sucesso, sendo uma co-produção entre os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. Foi transmitida originalmente em 1992, tendo duas temporadas num total de 40 episódios que foram emitidos pela TVI em 1994, numa dobragem portuguesa com nomes como João Lagarto a abrilhantar o elenco.

A história consistia num rapaz que não gostava muito de ir à escola (algo normal), e que preferia passar os dias fora a passear ou brincar. Max (Carlos Macedo) vê a sua vida mudar quando recebe uma encomenda que tinha uma estatueta com um boné, um boné especial que lhe concedia a possibilidade de abrir portais no espaço-temporal, e foi-lhe atribuído por Virgil (João Lagarto), uma ave que tentava que o Universo mantivesse o seu equilíbrio cósmico.

A sua Mãe (Helena Isabel) e o guerreiro Norman (Jorge Sequerra) ajudavam Max nestas aventuras, especialmente para que o vilão Skullmaster (João Lagarto) não roubasse o boné a Max, e ficasse ele com este poder de viajar pelo espaço-tempo. Uma série muito animada e moderna, muito a ver com a década que estávamos a entrar e diferente dos desenhos que estávamos habituados. Foi normal o seu sucesso e vieram vários semelhantes neste formato que tiveram também o seu espaço. Isto foi ainda repetido pela RTP e pelo Canal Panda, provando que ele continuou a cativar o público noutras décadas.
















quarta-feira, 13 de julho de 2022

... da série A Mulher do Sr. Ministro

 


Uma série divertida, numa altura que a RTP apostava muito em material nacional e que teve aqui um dos seus melhores produtos.


Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e que provou ser uma herdeira digna desse género de humor nos seus próprios programas. A Mulher do Sr. Ministro é um bom exemplo disso, uma série baseada na britânica "Yes prime minister" mas com uma personalidade própria e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Como nos programas do Herman, também Ana Bola soube reunir um elenco com extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, protagonizando o Ministro Rocha, e esteve perfeito na interpretação de umpolítico incompetente, ingénuo e que se deixava levar por alguém mais forte e com uma personalidade muito mais vincada, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa, a afilhada de Lola Rocha, uma pessoa simples que vinha da terrinha e se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João CabralNo escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".

A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá. Mais recentemente chegou a haver uma nova série, chamada "A Mãe do Sr. Ministro" que também não conseguiu recapturar o charme da original.