quinta-feira, 25 de março de 2021

... da Heidi

 


Um dos desenhos animados de maior sucesso no nosso país, apaixonando miúdos e graúdos

A escritora Suiça Johanna Spyri criou esta personagem num livro editado em 1880, e em 1974 o conhecido estúdio Nippon Animation, em conjunto com a Eizo Zuiyô, adaptou a história para um desenho animado que foi um sucesso internacional. Foram 52 episódios de mais um anime de fazer chorar as pedras da calçada, com cenários lindíssimos de Hayao Miyazaki (que viajou do Japão para os Alpes Suiços para desenhar os fundos da série) e banda sonora a cargo de Takeo Watanabe.

Portugal rendeu-se aos encantos de uma pequena menina que vivia nos Alpes Suiços com o seu Avô, a Heidi. Foi presença constante na RTP durante as décadas de 70 e 80, cativando assim diversas gerações de meninos e meninas com a história enternecedora desta pequena Orfã.

Para terem uma pequena noção, a  RTP transmitiu isto pela primeira vez em 1976 (na versão Japonesa legendada em Português), mas na sua primeira repetição (pouco tempo depois) já a apresentou com a dobragem Portuguesa que a ajudou a ficar famosa e a ser repetida por diversas vezes ao longo de toda a década de 80.

Heidi (Carmen Santos) é uma menina órfã que vive com sua Tia Dete (Isabel Ribas) desde pequenina. Um dia, a Tia arranja trabalho em Frankfurt e decide deixar Heidi aos cuidados do seu Avô paterno (Canto e Castro) que vive nas montanhas. Nunca se soube o nome do Avô, e ele no começo impunha bastante respeito e até algum medo, mas com o tempo começamos (assim como a pequena orfã) a gostar daquele velhote, que começou ele também a gostar muito da sua neta. Um pequeno pastor chamado Pedro (Irene Cruz) vira o maior amigo de Heidi, e brincava sempre com ela nas montanhas onde viviam.

O problema foi quando um dia a Tia Dete regressa às montanhas para levar Heidi para Frankfurt. A menina vai viver para a casa de uma família rica, onde conhece Clara (Ana Madureira), uma jovem muito só e parapelégica. Apesar de ficar amiga de Clara, Heidi não é feliz, pois tem saudades das montanhas, do avô e do seu amigo Pedro.

Via isto com uma vizinha amiga, nunca fui muito fã do programa devido ao excesso de carga emocional deste e de ter um ar muito "para menina". Mas confesso que me emocionei e até me diverti em alguns episódios. Logicamente que gostava mais de cantar a versão da música do Avozinho inventada nos recreios das escolas.














quarta-feira, 10 de março de 2021

... dos filmes com a dupla Bud Spencer e Terence Hill

 


O que me diverti a alugar filmes desta dupla, onde podia ver porrada e rir-me com tudo o que acontecia neles.


Sábado era dia de alugar um filme da dupla Bud Spencer e Terence Hill do video clube, o meu pai assim o exigia e eu também não me chateava nada com isso. Era certo e garantido que nos iríamos rir e nos divertir com os filmes de estes dois, e por isso era uma tradição que era cumprida à risca.

Carlo Pedersoli Mario Girotti eram dois actores Italianos, que no final da década de 60 alteraram os seus nomes para Bud Spencer Terence Hill e começaram a protagonizar filmes em conjunto, que iam deste o Western Spaghetti ao género acção-comédia, todos eles com algum sucesso pela Europa e não só.

Por cá eles foram um sucesso das k7s VHS, todo o mundo alugava-as e por vezes combinava-se uns encontros para se ver os filmes em grupo de amigos. No Brasil para além de também serem um sucesso nas locadoras, eram uma constante nas sessões da tarde de alguns canais de TV, ajudando a que esta dupla fosse bem sucedida também nesse País. O facto de Bud Spencer também falar Português, por ter trabalhado no consulado Italiano no Brasil, ajudava a esse sucesso já que fez a dupla visitar o País por algumas vezes e aparecer em programas de TV como os Trapalhões, onde foram entrevistados.



Um dos meus filmes preferidos da dupla é A Super Patrulha, filme que mostra alguns dos clichés habituais nos filmes não western com estes dois actores, desde mostrar que Bud não gosta de Terence mas tem que o aturar porque alguém fez deles uma dupla, à pancada forte e feia que distribuíam pelos vilões da trama, até à menina bonita pela qual o Hill engraça e promete ajudar num problema que a aflige.

O engraçado nos filmes era perceber que eles eram dobrados em Inglês (no Brasil então eram dublados de novo para o Português do Brasil), já que os actores falavam Italiano e por isso para terem sucesso nos Estados Unidos (e outros Países), procediam a essa dobragem. Só descobri isso muito tarde, apanhando um choque. O barulho exagerado nas cenas da pancadaria ajudava à coisa também, os murros de Bud (ou as suas estaladas com toda a força) eram quase sempre acompanhados por um efeito sonoro de grande intensidade.


Para além destes filmes com uma temática comum, passadas na cidade ou em locais exóticos, existiam também os Western, onde o maior sucesso da dupla veio com os filmes com Trinitá no seu título. Confesso que não era tão fã destes filmes, mas eram um grande sucesso entre os Pais que gostavam de ver uma boa cowboyada.

Revi há pouco tempo 2 filmes com esta dupla e posso dizer que ainda nos conseguem divertir bastante, as situações absurdas onde os dois se metiam, as picardias fraternais entre os dois com o Hill a conseguir sempre chatear o Spencer ou o enervar de tal modo que acabava por bater em alguém, ou a loucura nas cenas da pancada continuam a ser uma boa escolha para ver numa tarde chuvosa ou num dia solarengo também.










segunda-feira, 8 de março de 2021

... do jogo Road Rash

 


Um dos jogos mais divertidos para a Mega Drive, afinal envolvia conduzir motas e andar à porrada  e qualquer criança no começo da década de 90 vibrava com isso.

Road Rash foi criado pela Electronic Arts em 1991 para a consola da Mega Drive da Sega, Neste jogo para além de conduzirmos a mota, podíamos também andar à pancada utilizando pés de cabra, nunchakus, bastões de basebol e outras coisas mais, que nos deixavam extasiados e tornava a coisa ainda mais emocionante, do que apenas o simples objectivo de cortar a meta em 1º lugar.

A história consistia em corridas de motos ilegais,, em cada nível havia uma corrida e tínhamos que terminar num certo lugar para avançarmos para a próxima. Em cada novo nível a corrida ficava mais difícil e mais violenta de modo a dificultar a coisa. Com o dinheiro que ganhávamos em cada corrida, podíamos melhorar a nossa mota para que esta ficasse mais rápida e mais resistente, para além de conseguirmos melhor armas também.

No ano seguinte houve uma sequela que foi ainda melhor. Os menus do jogo eram mais fáceis de navegar, e a pancada em cima das motas tornou-se mais fluída e rápida ,o que tornava a coisa ainda mais divertida.