quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

... do desenho animado do Babar

 


Um daqueles desenhos do qual guardo memórias afectivas, de finais de tarde chuvosos a assistir mais uma aventura do rei elefante.


Babar foi criado por Jean de Brunhoff, que escreveu os livros baseados nas histórias que a sua esposa contava aos filhos deles para adormecerem. As histórias relatam as aventuras de um pequeno elefante que sai da floresta e chega à cidade começando a vestir-se como um homem, quando mais tarde ele regressa à floresta, é eleito rei dos elefantes.

Essa premissa é utilizada também na série de TV, Babar casa-se com a sua prima Celeste e constituem família tendo 4 filhos, Flora, Pom, Alexandre e Isabel. Ele viveu muitas aventuras enquanto novo e conta elas aos seus filhos, os episódios mostravam então primeiramente um Babar adulto e suas crianças e depois passava para as aventuras dele quando criança mostrando um Babar mais novo e seus amigos.

Por cá foi transmitido no começo da década de 90 nos finais de tarde do canal 1, com uma dobragem Portuguesa, que tinha o grande António Feio a dirigir.

Para além das histórias que contava, os episódios também mostravam aventuras do Babar como adulto em especial quando tinha que enfrentar as artimanhas do seu rival, o rei da Rinolândia. Lembro-me que gostava tanto dessas aventuras como das histórias que ele contava, a animação era colorida e bastante movimentada  , o que contrastava com o que estávamos habituados de desenhos animados semelhantes como o Panda Tao Tao, e a dobragem transmitia essa alegria envolvendo-nos completamente. Estes desenhos animados passaram também pela SIC em 1994 e 95, voltando aos ecrãs nacionais à sua casa original, mas com uma nova dobragem, em 2007 dando na RTP 2 pela hora do jantar.










segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

... da Moeda de 50 escudos

 


Uma das minhas moedas preferidas.

A moeda de 50 Escudos foi uma das que mais usei na minha vida, o desenho da caravela e o relevo da moeda eram muito interessantes, e era mais uma daquelas que se tornava giro colocar um papel por cima e "raspar" com o Lápis para ficar com a imagem dela no papel.

Esta moeda em particular esteve em circulação desde 1987 até 2002, era de Cupro-Níquel com 31 mm de diâmetro e com o bordo denteado. Era uma moeda muito utilizada para comprar o lanche na escola, para carteiras de cromos ou máquinas de jogos. Fazia-se muito a combinação de 2 para chegar aos 100 escudos, e uma moeda destas garantia sempre que pelo menos ficaríamos bem alimentados.

Uma das maiores moedas que houve, quer em tamanho, quer no uso que se dava à mesma.






quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

... do Winamp

 


Quando tinha que formatar o meu PC, um dos programas que voltava logo a instalar era o Winamp.

Winamp era o programa que a maioria utilizava para escutar música no computador. Em 1999 era o rei e senhor para ouvir as nossas músicas preferidas, quer fosse em cd quer fosse em MP3 já que suportava quase todos os formatos de áudio.

A Nullsoft lançou o programa em 1997, e em 1998 já eram mais de 3 milhões os utilizadores deste media player desenvolvido por dois estudantes do Utah, Justin Frankel e Dmitry Boldyrev.

As músicas eram vistas numa playlist com o nome do artista e da canção, tudo de uma forma muito intuitiva assim como as mudanças que se podiam efectuar nos agudos e graves da música, de forma a podermos a ouvir na sua plenitude. Mas um dos maiores sucessos era a possibilidade de mudar a skin onde o leitor se encontrava, modificando por completo o aspecto do mesmo. Existia de tudo um pouco, desde formatos de Naves a algo relacionado com séries de TV, passando por filmes e personalidades conhecidas, e desta forma  podíamos nos divertir a modificar o leitor e não ver sempre a mesma coisa no nosso desktop.

O programa possibilitava a conexão com o mIRC ou o MSN, e assim todos sabiam o que escutávamos, um pré-Facebook nesse aspecto. Havia quem escutasse música no Windows Media Player ou outro programa, mas este era de longe o mais usado pelo pessoal, no qual me incluía. Lembro-me como perdia tempo a colocar logo várias skins de modo a poder variar sempre o aspecto dele, e de gravar playlists enormes de modo a não ter que me preocupar com a quantidade de músicas que ia ouvir.










domingo, 10 de janeiro de 2021

... do Já tocou?

 



Uma das minhas séries preferidas do começo da TVI, com as peripécias hilariantes de um grupo de adolescentes.

Ainda sou do tempo em que a TVI , ainda com a designação canal 4, se diferenciava dos outros canais com a aposta em séries Norte-Americanas em pleno horário nobre. Este era o canal de cabo para os adolescentes dos anos 90 e a alternativa aos Telejornais e Telenovelas que dominavam os outros canais. Uma das minhas preferidas era a Saved by the Bell, que aqui ficou com o nome de Já Tocou.

O teor leve e cómico da série seduzia, apesar de ela abordar na mesma temas mais sérios como a droga ou o alcoolismo e era uma forma divertida de se acabar o dia  enquanto se jantava. O maior problema que eu tinha ao ver um episódio destes em 1993, prendia-se com o facto de que na minha casa a TVI ser vista com alguma dificuldade, com os chamados "fantasmas" e "sombras" que obrigavam a muitas mexidas na antena do telhado de tempos a tempos.

Saved by the bell foi transmitido pela NBC entre 1989 e 1993, num total de 4 temporadas e 88 episódios, originando 2 spin offs e 2 telefilmes com o regresso do elenco original. Em 2020 anunciou-se um reboot no serviço de streaming da NBC.

Gostava dos pormenores fora do comum para a altura, como o pormenor da personagem principal falar para nós telespectadores envolvendo-nos assim em tudo o que acontecia no episódio. Zack Morris, interpretado por Mark-Paul Gosselaar, era um betinho com a mania das grandezas e que andava sempre com esquemas que acabavam sempre por falhar com resultados hilariantes. O seu melhor amigo era o Samuel "Screech" Powers (Dustin Diamond), que era o típico nerd e em troca de fazer o trabalho de casa do seu amigo, recebia assim protecção contra os bullys da escola onde era um alvo apetecível com as suas roupas berrantes e as suas paixões geeks. A.C. Slater (Mario Lopez) completava o elenco masculino, começou como rival de Zack mas rapidamente o colocaram como membro do grupo, ocupando assim o lugar do "brutamontes" e "menos inteligente" dos 3.

No elenco feminino o destaque era dado à beldade Kelly Kapowski, interpretada por Tiffani-Amber Thiesen, uma cheerleader que no começo era disputada por Zack e Slater tendo o primeiro conquistado o seu coração e ficaram como um casal até ao final da série. Lisa Turtle (Lark Voorhies) era a menina rica do grupo, sempre bem vestida e interessada pela moda e que era o alvo constante das tentativas de conquista amorosa por parte do Screech. O elenco juvenil era fechado com Jessie Spano (Elizabeth Berkley) que tinha o papel da "sabe-tudo" do grupo e que ao longo das temporadas se envolvia em diversas lutas como o interesse pelo ambiente e coisas assim.


O único adulto regular era o director da escola, Mr. Belding (Dennis Haskins), que sofria as maiores tropelia, em especial nos esquemas de Zack, e era um dos maiores alívios cómicos fosse qual fosse a temporada. O seu riso em conjunto com o "roncar" de Screech eram das maiores imagens de marca da série, conseguíamos logo identificar em qualquer lugar.

Comprei as primeiras 2 temporadas e apesar dela ter envelhecido mal, ainda tem uns momentos bastante divertidos e consegue nos trazer boas lembranças. O robô do Screech e a sua paixão por Xadrez e Ciência em geral, os momentos em que ele se escondia no cacifo, a sua voz quando se entusiasmava com algo ou ainda o achar-se um engatatão apesar das recusas constantes da sua paixão.

Um dos meus episódios favoritos é quando Zack decide usar de mensagens subliminares em k7's gravadas de modo a conseguir encontros com a miúda que gostava. Lógico que depois decide usar para outras coisas, como para evitar castigos com Mr. Belding e a coisa acaba por correr mal.

Lembro-me quando o Screech dá explicações à Kelly e quase que acabam por andar mas decidiram não entrar por esse caminho devido a serem de mundos diferentes e nunca me esquecerei da expressão TIME OUT! que o Zack usava colocando assim todos ao seu redor em stand by como se tivessem congelados.

A música do genérico também era bastante viciante e deixava-nos logo animados já que era bastante mexida e divertida. Continuo com boas lembranças desta série e leva-me aos tempos áureos deste canal quando dava séries divertidas como esta 






quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

... do desenho animado do Pica-Pau

 


Tive pena de por cá nunca se ter apostado no desenho animado do Pica-Pau, eu era bastante fã da personagem, tanto na BD, como na TV.

A RTP nunca apostou muito nos desenhos animados do Pica-Pau (Woody Woodpecker), normalmente eram usados como tapa buracos na programação, mas eu ficava vidrado no ecrã sempre que dava. Foi criado por, Walter Lantz, que teve a ideia depois de ter sido atormentado por um destes animais numas férias. Foi difícil vender a ideia aos estúdios da Universal, mas nos anos 40 este animal começou a ganhar destaque nas curta metragens cinematográficas do estúdio, atingindo algum sucesso.

No começo ele era desenhado de uma forma mais rude, com um aspecto "louco" e uma aparência grotesca, com as histórias recheadas de violência, que só viu um abrandamento quando começou a ser transmitido na televisão em 1957. Até 1972, altura em que o criador decidiu encerrar o estúdio, o desenho foi ganhando contornos mais simpáticos e simples, com o seu comportamento sendo acalmado e abandonando os teores agressivos do começo.


Por cá deu a versão original, com a voz do lendário Mel Blanc. Mais tarde vi a versão Brasileira e a mesma está extremamente bem feita, os dubladores captaram na perfeição a loucura da personagem e aumentavam o carisma dela, um pouco como a dobragem Portuguesa do Ren & Stimpy.

Ben Hardaway e Grace Stafford foram as outras vozes da personagem, mantendo a risada usada por Blanc e que virou imagem de marca do desenho, sendo que sofriam da mesma "aceleração" para dar aquele tom "esganiçado" ao pássaro, que combinava com o seu espírito louco e agressivo. Apesar disso tudo, Pica-Pau foi dos primeiros desenhos animados a ter direito a uma estrela no passeio da fama em Los Angeles, e teve uma música baseada nele que alcançou sucesso no top de vendas.

Lembro-me que gostava bastante da revista da editora Abril, tanto quando aparecia ele ou os seus personagens secundários como a Morsa, ou ainda companheiros como o Picolino, um pinguim bem engraçado. Na TV quando ele virou algo mais engraçado e calmo, perdeu muito da piada e do carisma, piorando quando se juntaram a ele 2 sobrinhos pequenos.








segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

... do programa Contra-Informação

 


Um dos meus programas preferidos, onde marionetas iguais a figuras públicas nos faziam rir com situações baseadas em acontecimentos reais.

Estreou em 1992 na SICum programa baseado no Spitting Image da BBC, com o nome Jornalouco, que apesar do conteúdo irreverente do programa, e do canal, não obteve o sucesso esperado. Foram dadas mais duas oportunidades, 2 programas com nomes diferentes que não tiveram as audiências esperadas, e a produtora Mandala mudou-se para a estação Pública, a RTP. Assim nasceu o Contra-Informação a 29 de Abril de 1996 tendo estado 15 anos no ar, um feito para um programa de humor no nosso País.

Transmitido na RTP1, rapidamente conquistou todos com o seu tipo de humor e com os bonecos a representarem figuras públicas do nosso País, desde o desporto à Política passando pela TV ou o "Jet-7", todos tiveram direito a um boneco que em algumas ocasiões era mais popular que a personalidade que imitava. O trabalho de vozes era fenomenal, e os bonecos por vezes tinham uma vida própria de tão parecidos que eram com o original.

O programa foi transmitido em diversos horários, sempre bem perto do Telejornal, 19:55, 21:00 e 22:00 foram os diferentes slots deste programa que em pouco mais de cinco minutos nos divertia e deixava com um sorriso nos lábios após mais um dia cansativo. Um período de grande inspiração das Produções Fictícias onde se destacavam o Filipe Homem Fonseca ou o José de Pina, e onde os seus textos eram abrilhantados pelas vozes de talentos como Rui Pimpão ou Canto e Castro.

Eu lembro-me de rir bastante em quase todos os programas, e a dada altura eles davam especiais, como em eventos desportivos ou a Eurovisão, e eram quase sempre ainda melhores que os programas normais. Tóni Vitorino (António Vitorino) e a dupla Professor Martelo (Marcelo Rebelo de Sousa) e Marques Pentes (Marques Mendes) eram dos meus predilectos. O "Granda nóia" do Pentes era quase sempre hilariante e bem colocado como punchline do sketch. Outro dos preferidos do público era o Bimbo da Costa (Pinto da Costa) sempre bem acompanhado pelo seu cão Bóbi e o seu gato Tareco.


A popularidade era tanta, que em 3 meses já o queriam tirar do ar e acabar ali com o programa. Segundo rumores, existiram ameaças de acabar com os jogos de futebol na RTP se não parassem com aquela paródia. Mas 
Joaquim Furtado, director de programas na altura, mostrou-se logo intransigente e apoiou o seu programa. Um ano depois e o próprio Pinto da Costa admitia que achava piada ao seu boneco e ao programa, assim como a grande maioria dos visados, em especial os Políticos.


Chegaram a aparecer pessoas que pediam à Mandala para criar um boneco baseado neles, aquilo dava um estatuto mas que nem todos mereciam porque um boneco era caro e convinha ser mesmo de uma personalidade bastante conhecida e que desse grandes sketchs. José Pina admite que era fácil escrever textos para Santana Flopes (Santana Lopes) devido à vida social da pessoa em questão, ou para bordões como o "Carago, ai não carago não" do Ferrenho Gomes (Fernando Gomes) por este ter dito num evento aos guionistas "eu não digo carago".

A 9 de Dezembro de 2010 assistiu-se tristemente ao fim de um programa que alguns afirmaram que ajudou à queda da credibilidade de um primeiro Ministro, Toneca Guterres (António Guterres), que com o seu simples "É a vida" transparecia uma simplicidade e pouca capacidade de resolver problemas. Voltou à sic, e aos seus canais temáticos, entre 2013 e 2015, com o nome contra-poder, mas sem a mesma chama e sucesso. Em Junho de 2020 a produtora MauMauMaria e João Quadros falaram de um possível regresso.

Espero que ele volte, é um programa necessário porque rir continua realmente a ser o melhor remédio.