segunda-feira, 10 de maio de 2021

... dos Brinquedos da Pepe

 

Um clássico que atravessou gerações, muitos de nós brincaram com algum brinquedo desta empresa.

Quase todos que foram criança até a geração de 90, brincaram com brinquedos fabricados pela Pepe, uma empresa Portuguesa, que deu todo o tipo de brinquedos que uma criança podia querer para se divertir. Ainda se conseguem encontrar brinquedos desta empresa, mas está já longe do sucesso que teve noutros tempos.

José Augusto Júnior era um homem talentoso, que fabricava brinquedos em folha e madeira em 1928, abrindo na década seguinte uma fábrica que foi evoluindo e mudando de nome, até se tornar na década de 70 a maior produtora de brinquedos em Portugal. Brinquedos coloridos, com um charme próprio castiço e que todos podiam comprar, era raro o menino que não tivesse um carro desta marca, ou uma menina que tivesse um ferro de engomar, ou um acessório de cozinha de brincar da Pepe.

Máquinas de costura, tábuas e ferros de engomar, táxis, carros variados, havia um pouco de tudo para a nossa diversão. Lembro-me de ter um dos produtos "comuns" desta marca, um jovem em cima de uma pequena mota que puxava uma espécie de cesta atrás, como se fosse uma "carrinha caixa aberta", onde podíamos colocar algo e nos divertirmos a andar com aquilo de um lado para o outro.



Em 1977, e já com o nome de Pepe, começa a dedicar-se exclusivamente à produção de material feito em plástico, continuando assim pelos anos 80 com algum sucesso ainda, mesmo já com a concorrência de muita marca estrangeira e mais "apelativa". A dada altura começou a ser proibido a fabricação de brinquedos com este tipo de material, levando ao fecho da fábrica, mas não ao desaparecimento dos seus brinquedos, que costumam aparecer ainda por qualquer feira ou mercado do nosso País.

Lembro-me das minhas primas terem umas máquinas costura e umas pequenas tábuas e ferros de engomar, e de eu brincar muito com uma ambulância e a tal mota com o cesto atrás. As cores daquilo apaixonavam-me sempre, um plástico muito colorido e que fascinava qualquer criança naquela altura.














segunda-feira, 3 de maio de 2021

... do Tom & Jerry

 



Um daqueles desenhos animados intemporais, que atravessam gerações, conquistando tudo e todos.


Sou um fã da dupla de criadores William Hanna e Joseph Barbera pelas diversas horas de diversão que me proporcionaram ao longo dos anos, sendo que muitas dessas horas pertencem a uma das suas melhores criações, a dupla Tom & Jerry.

Em 1940 começaram a surgir as primeiras curta-metragens pelos estúdios Metro-Goldwyn-Mayer, e aquilo começou a pegar de tal forma que era um dos principais motivos para as pessoas irem ao cinema ver um filme, o facto de poderem ver uma animação onde um gato e um rato protagonizavam uma divertida luta. A dupla Hanna-Barbera realizou 114 curta-metragens entre 1940 e 1958, sendo que sete ganharam o Óscar da academia de melhor curta de Animação igualando assim o recorde das Silly Simphonies de Walt Disney. Eles moldaram a dupla de tal forma, que a evolução que tiveram nesses 18 anos pouco se alterou nos restantes anos. Tom (o gato) mudou a sua aparência e forma de estar e foi o que sofreu mais alterações da dupla,.ele era bastante mais peludo e quadrúpede nas primeiras aparições, algo que se foi alterando e foi ficando mais dependente de se apoiar em 2 patas como o seu adversário.

Era impressionante a forma como algo tão básico, como a perseguição entre um gato e um rato, conseguia se tornar uma experiência intensa e divertida. Existia sempre algo diferente em cada episódio e as variantes eram mais que muitas de algo que parecia ter uma premissa tão simples. A dada altura notou-se um aumento na velocidade e energia dada em cada curta-metragem, levando até a um aumento na violência das perseguições (o que muitos atribuem à entrada para os estúdios de um tal de Tex Avery).

Em Agosto de 1958 com o abrandar do interesse das pessoas nas curta metragens cinematográficas e com o sucesso da produções televisivas, os estúdios cortaram drasticamente os orçamentos para que se mantivesse uma qualidade aceitável nos episódios, levando assim à saída dos talentosos autores e a consequente mudança destes para que começassem a criar programas televisivos.




Foi a fase de ouro das personagens e alguns dos meus episódios favoritos saíram destas 114 curta-metragens. O pequeno sobrinho de Jerry como Mosqueteiro, o cão Spike e mais tarde o seu filhote, a dona de Tom e os seus ultimatos para que este apanhasse o rato, e em especial um pequeno patinho que dava cabo da paciência a ambos os protagonistas,, tudo isto chegava a atingir para mim píncaros de genialidade.

Em 1960 a MGM decidiu reviver a dupla do Gato e do Rato de modo a tentar aproveitar a onda de sucesso que as curtas dos Looney Tunes iam tendo, e encomendaram a um estúdio do outro lado da cortina de ferro (em Praga) 13 curtas-metragens. Gene Deitch entregou umas animações que podiam ser consideradas, no mínimo, bizarras com a típica imagem acelerada e efeitos sonoros algo atribulados tão típicos das animações de Leste (que podíamos comprovar no programa do saudoso Vasco Granja).

Apesar de não terem a qualidade anterior quer na animação quer na escrita, estes episódios atingiram o seu objectivo e destronaram os Looney Tunes do primeiro lugar das bilheteiras. Não consegui gostar muito desta fase, odeio o novo dono do Tom, a animação usada e os constantes diálogos em algo que devia ser quase mudo.

Em 1963 é dada a oportunidade a um dos melhores realizadores da Warner e dos Looney Tunes, Chuck Jones. Até 1967 e em 34 curta-metragens não há dúvidas que ele deixou a sua marca no legado Tom & Jerry, seja no estilo de histórias produzidas seja pelo factor de que introduziu mudanças bastante significativas no visual das personagens, especialmente em Jerry que ganhou uma cabeça muito mais expressiva em conjunto com os seus olhos. O estilo psicótico e psicadélico de Jones deu azo a algumas das minhas histórias preferidas como o episódio na praia ou o da ópera.

Em todo o caso esta dupla continua a ser dos melhores desenhos animados que já vi na minha vida, é impossível ainda hoje não soltar uma ou outra gargalhada e fiquei para sempre fã incondicional deles. A dada altura a editora Abril lançou por cá também a revista em banda desenhada que ambos estrelavam, e apesar de longe do glamour destas produções, tinha os seus bons momentos.

Por cá vimos isto pela primeira vez no programa do Vasco Granja, tendo depois se tornado um dos cartoons preferidos da RTP para dar naqueles momentos mortos entre um programa e outro, ou ainda quando a emissão parava por algum problema inesperado.














sábado, 24 de abril de 2021

... da série Uma Casa na Pradaria

 


Uma série que conquistou todos os portugueses, talvez por se reverem nas dificuldades desta família, e se apaixonarem pelas suas aventuras.

Uma Casa na Pradaria (Little House on the Prairie) era uma daquelas séries de fazer chorar as pedras das calçadas, carregadinha de drama mas sabiamente temperada com alguns momentos de humor e acima de tudo uma mensagem de união familiar e valores como a Amizade e a Honestidade.

RTP transmitiu-a no final da década de 70 e começo da década de 80, mas foi algo que nunca me interessou muito, as únicas séries do Michael Landon que eu gostava eram o Bonanza ou o Um Anjo na Terra. Foi aquando da sua repetição na SIC Gold que pude apreciar mais esta série e ficar completamente viciado nela, os dramas aguentam-se bem no meio daquele elenco maravilhoso de actores, e a cumplicidade que eles transmitem para o público.

Foi transmitida pela NBC entre 1974 e 1983, com 9 temporadas e cerca de 203 episódios adaptados dos livros Little House de Laura Ingalls Wilder. Comprei os dvd's que saíram por cá, e só tenho pena do preço salgado que essas edições tiveram e especialmente a má qualidade de imagem dessas edições.

Charles Ingalls (Michael Landon) e a sua esposa Caroline (Karen Grassle) decidiram pegar nas suas filhas Mary (Mellisa Sue Anderson), Laura (Mellisa Gilbert) e Carrie (Lindsay e Sidney Greenbush) e tentarem a sorte em Walnut Grove, uma localidade onde puderam construir uma pequena casa e uma quinta onde viviam com dificuldades mas sempre de uma forma honrada e honesta.


Charles era um trabalhador por natureza, para além do trabalho na sua quinta, começou logo a procurar emprego na cidade e fazia de tudo um pouco, mesmo sendo enganado em algumas ocasiões e recebendo muito pouco por esse mesmo trabalho. Honesto e amigo do seu amigo, fazia de tudo para ajudar alguém em apuros e para proteger a sua família com a ajuda da sua esposa Caroline que partilhava destes ideais e era uma exímia cozinheira.




Como já disse, gostava muito dos momentos de humor  que apareciam nos episódios,  e a comédia maior vinha da família Oleson, que era proprietária do "supermercado" da cidade e tinha um estilo de vida acima das possibilidades dos Ingalls, algo que a Senhora Harriet Oleson (Katherine MacGregor) fazia questão de esfregar na cara de Caroline, muito para desagrado do seu marido Nells (Richard Bull), que tinha outra educação e sentido moral,  chegando a sentir inveja do amor que existia na família Ingalls.

Esta rivalidade era transporta para os mais novos, a Nellie (Alison Arngrim) era uma menina mimada que tinha inveja da inteligência da filha mais velha dos Ingalls, a Mary, e de todos preferirem estar com elas mesmo eles sendo pobres. Já o filho Willie (Jonathan Gilbert) pegava-se com a Maria Rapaz que era a Laura Ingalls, muitas das vezes instigado por Nellie que também não gostava nada de Laura. Outro foco de humor vinha do amigo de Charles, Isaiah Edwards (Victor French) e de alguns dos habitantes da cidade como o bom médico Hiram Baker (Kevin Hagen) ou   o bondoso Reverendo Robert Alden (Dabbs Greer).

Mas a série retratava as dificuldades daquela altura, em especial como quando a natureza estragava as colheitas e obrigava as famílias a procurar outros rendimentos. Existiram episódios onde Charles teve que viajar e procurar empregos perigosos como o de transportar Nitroglicerina, de modo a poder sustentar a sua família. Amor, Família, Amizade, Alcoolismo, Deficiências físicas, diferenças raciais, de tudo um pouco era abordado de uma forma séria, mas ao mesmo tempo muito humana e leve, podendo ser vista por toda a família e servindo como uma boa lição. Era também interessante ver a relação entre Charles e Laura, muito unidos e sempre em grande destaque.

Adorava os episódios que envolviam os Oleson, em especial um em que ambas as famílias disputam várias provas numa feira da cidade, ou aqueles em que Charles conseguia saldar a sua dívida no mercado para regozijo de Nels e arreliação de Harriet. É uma série que aconselho a todos, já que ao longo das temporada soube sempre se reinventar bem com a adopção de meninos por parte da família Ingalls e do casamento das suas filhas mostrando assim o seu crescimento e amadurecimento.









quinta-feira, 15 de abril de 2021

... dos Cigarrinhos de chocolate

 



Quem nunca fingiu fumar com um destes? Parecíamos todos mais cool, com mais estilo. Mas eram outros tempos.

O tempo do politicamente incorrecto, onde era possível colocar uma criança a fingir que fuma num pacote de cigarrinhos de chocolate, para aliciar a sua compra.

Nos anos 70 ainda era considerado chique fumar, era ver os homens um pouco por todo o Mundo (Portugal e Brasil não foram excepção) a fumar em cadeia. Foi por isso normal que ninguém levasse a mal quando alguém se lembrou de colocar no mercado uns cigarrinhos de chocolate de leite, para qualquer criança poder imitar o seu pai (e quem não gostava de fazer isso?) mas em vez de colocar um cigarro na boca, podia então "deliciar-se com este pedaço de chocolate enrolado e fingir que fumava. As aspas são por causa da qualidade deste chocolate, que não era da melhor.

No Inverno lembro-me de tudo fingir que soprava o fumo deste "tabaco", usando a condensação do hálito que o ar frio permitia, o que nos fazia ter mais pinta. Era comum ficarmos com este cigarro na boca quase até o chocolate derreter, só para o estilo, e só depois é que comíamos. A marca PAN foi uma das mais populares, com as suas embalagens com um menino negro e outro branco a darem um ar de fumantes e a entusiasmarem-nos a usá-lo daquela forma.

Curiosamente nem todos os que andavam com isto viravam fumadores, provando por isso que o politicamente incorrecto dos anos 70 e 80 não era assim tão descabido, dependia um pouco da educação e do bom senso incutido em nós pelos nossos progenitores.







quinta-feira, 8 de abril de 2021

... da série Pretender

 


Era a minha série preferida, todas as sextas eu fazia de tudo para não perder um episódio, já que adorava o seu conceito.


TVI (ou o 4º canal como era conhecido na altura), no seu começo enchia o horário nobre com séries, todos os dias da semana era uma diferente e à Sexta-Feira era o dia do Pretender. Era completamente viciado nesta série, com um protagonista cheio de carisma, já que não é qualquer um que vende a ideia de todas as semanas ser um Ás nas mais diferentes profissões, desde Médico a piloto de carros de corrida.

Jarod (Michael T.Weiss) era um jovem que tinha sido raptado enquanto criança por uma organização chamada The Center. Esta impediu-o de ter uma infância normal, fechando-o num quarto e criando-o para que este se tornasse um Pretender, alguém com capacidade de integrar qualquer tipo de personalidade, tornando-se um expert em qualquer tipo de área profissional. Com o seu elevado QI e capacidades acima da média, ele revelou-se uma escolha ideal para este tipo de trabalho desde tenra idade.

Quando ele descobre que as suas habilidades eram usadas para experiências com um objectivo maléfico, decide fugir do Center e começar uma viagem pela América, ajudando pessoas no seu caminho, tentando descobrir o destino de seus pais e redescobrindo a infância que tinha perdido. Alguns dos momentos mais engraçados dos episódios, eram quando Jarod encontrava alguma criança a brincar e ficava fascinado com aquele brinquedo, mesmo que fosse algo básico como aquela típica mola elástica para colocar a descer escadas, e viciava-se nele com os olhares espantados pelas suas reacções.


A série tinha bastante acção e um feeling "Fugitivo", já que era mostrada a perseguição de agentes do Center, com a Miss Parker (Andrea Parker) à cabeça, a um dos seus activos mais valiosos e onde tinham gasto tanto tempo e dinheiro no seu treino. O maléfico Mr. Raines (Richard Marcus) era uma figura assustadora, completamente careca e tendo que transportar uma garrafa de oxigénio consigo devido a problemas de saúde, que queria a todo o custo Jarod de volta.

A ajudar a Miss Paker encontrávamos o típico sidekick cómico, um nerd inteligente viciado em computadores chamado Broots (Jon Gries) que morria de medo de Miss Parker, mas que gostava do seu trabalho, e ainda o psiquiatra Sydney (Patrick Bauchau), que tinha sido como um pai para Jarod e que mantinha contacto às escondidas com o seu protegido que o procurava para conselhos. Sydney tem sentimentos paternalistas e nunca se esforça muito nesta procura pelo regresso de Jarod, embora no fundo também queira isso no começo.

As duas primeiras temporadas são bem interessantes, mostram profissões interessantes para o Jarod, a sua loucura sempre que encontra um brinquedo novo e o gosto que lhe dá escapulir e brincar com a vontade de Miss Parker o prender. A série depois complica um pouco, com twists sobre quem é mau e é bom, sobre relações familiares com descobertas de irmãos e afins, e começa  ter muitas pessoas no elenco, o que numa série com feeling "Fugitivo" nunca é boa coisa.

A série teve 4 temporadas e foi cancelada sem ter tido um final certo, foram então filmados dois telefilmes que ajudaram a pelo menos fechar as storylines da série. Foram 86 episódios, de 1996 a 2000, tendo sido transmitidos pela TVI às Sextas pelas 21h30 começando em 1997. Mais tarde o canal voltou a transmitir isto de madrugada.











sexta-feira, 2 de abril de 2021

... da Nota de 5.000 escudos Antero de Quental

 


5 Contos era já uma pequena fortuna nos anos 80, e ainda era assim na década de 90, quando surgiu esta.


A primeira nota saiu de circulação em 1992, entrando para o seu lugar esta com o Antero de Quental. Esta nota era do mesmo tamanho da sua antecessora, 170 mm x 75 mm, mantendo assim a imponência que o seu valor exigia, e no verso tinha algo que algo simbolizava o esforço conjugado da Liberdade e Trabalho. Tinha uma cor esverdeada, e apesar de continuar a ser muito valiosa quando apareceu pela primeira vez, a 7 de Agosto de 1987, esta já não era tão rara de aparecer nas mãos dos adultos, e em algumas raras ocasiões até podíamos ter a sorte de receber uma.

Lembro-me bem de um dia em que ao andar na rua com os meus pais no típico passeio de Domingo, encontrei uma toda enrolada no passeio e a qual me deixaram ficar com ela para poder gastar como quisesse. Isto em 1988 fazia-me sentir como o homem mais rico do mundo.

A nota só foi retirada de circulação em 1996, quando infelizmente pegou a moda em Portugal de se ter notas muito pequenas e com aquela coisa de terem um símbolo que brilhava aquando se aproximava da luz.












quinta-feira, 25 de março de 2021

... da Heidi

 


Um dos desenhos animados de maior sucesso no nosso país, apaixonando miúdos e graúdos

A escritora Suiça Johanna Spyri criou esta personagem num livro editado em 1880, e em 1974 o conhecido estúdio Nippon Animation, em conjunto com a Eizo Zuiyô, adaptou a história para um desenho animado que foi um sucesso internacional. Foram 52 episódios de mais um anime de fazer chorar as pedras da calçada, com cenários lindíssimos de Hayao Miyazaki (que viajou do Japão para os Alpes Suiços para desenhar os fundos da série) e banda sonora a cargo de Takeo Watanabe.

Portugal rendeu-se aos encantos de uma pequena menina que vivia nos Alpes Suiços com o seu Avô, a Heidi. Foi presença constante na RTP durante as décadas de 70 e 80, cativando assim diversas gerações de meninos e meninas com a história enternecedora desta pequena Orfã.

Para terem uma pequena noção, a  RTP transmitiu isto pela primeira vez em 1976 (na versão Japonesa legendada em Português), mas na sua primeira repetição (pouco tempo depois) já a apresentou com a dobragem Portuguesa que a ajudou a ficar famosa e a ser repetida por diversas vezes ao longo de toda a década de 80.

Heidi (Carmen Santos) é uma menina órfã que vive com sua Tia Dete (Isabel Ribas) desde pequenina. Um dia, a Tia arranja trabalho em Frankfurt e decide deixar Heidi aos cuidados do seu Avô paterno (Canto e Castro) que vive nas montanhas. Nunca se soube o nome do Avô, e ele no começo impunha bastante respeito e até algum medo, mas com o tempo começamos (assim como a pequena orfã) a gostar daquele velhote, que começou ele também a gostar muito da sua neta. Um pequeno pastor chamado Pedro (Irene Cruz) vira o maior amigo de Heidi, e brincava sempre com ela nas montanhas onde viviam.

O problema foi quando um dia a Tia Dete regressa às montanhas para levar Heidi para Frankfurt. A menina vai viver para a casa de uma família rica, onde conhece Clara (Ana Madureira), uma jovem muito só e parapelégica. Apesar de ficar amiga de Clara, Heidi não é feliz, pois tem saudades das montanhas, do avô e do seu amigo Pedro.

Via isto com uma vizinha amiga, nunca fui muito fã do programa devido ao excesso de carga emocional deste e de ter um ar muito "para menina". Mas confesso que me emocionei e até me diverti em alguns episódios. Logicamente que gostava mais de cantar a versão da música do Avozinho inventada nos recreios das escolas.














quarta-feira, 10 de março de 2021

... dos filmes com a dupla Bud Spencer e Terence Hill

 


O que me diverti a alugar filmes desta dupla, onde podia ver porrada e rir-me com tudo o que acontecia neles.


Sábado era dia de alugar um filme da dupla Bud Spencer e Terence Hill do video clube, o meu pai assim o exigia e eu também não me chateava nada com isso. Era certo e garantido que nos iríamos rir e nos divertir com os filmes de estes dois, e por isso era uma tradição que era cumprida à risca.

Carlo Pedersoli Mario Girotti eram dois actores Italianos, que no final da década de 60 alteraram os seus nomes para Bud Spencer Terence Hill e começaram a protagonizar filmes em conjunto, que iam deste o Western Spaghetti ao género acção-comédia, todos eles com algum sucesso pela Europa e não só.

Por cá eles foram um sucesso das k7s VHS, todo o mundo alugava-as e por vezes combinava-se uns encontros para se ver os filmes em grupo de amigos. No Brasil para além de também serem um sucesso nas locadoras, eram uma constante nas sessões da tarde de alguns canais de TV, ajudando a que esta dupla fosse bem sucedida também nesse País. O facto de Bud Spencer também falar Português, por ter trabalhado no consulado Italiano no Brasil, ajudava a esse sucesso já que fez a dupla visitar o País por algumas vezes e aparecer em programas de TV como os Trapalhões, onde foram entrevistados.



Um dos meus filmes preferidos da dupla é A Super Patrulha, filme que mostra alguns dos clichés habituais nos filmes não western com estes dois actores, desde mostrar que Bud não gosta de Terence mas tem que o aturar porque alguém fez deles uma dupla, à pancada forte e feia que distribuíam pelos vilões da trama, até à menina bonita pela qual o Hill engraça e promete ajudar num problema que a aflige.

O engraçado nos filmes era perceber que eles eram dobrados em Inglês (no Brasil então eram dublados de novo para o Português do Brasil), já que os actores falavam Italiano e por isso para terem sucesso nos Estados Unidos (e outros Países), procediam a essa dobragem. Só descobri isso muito tarde, apanhando um choque. O barulho exagerado nas cenas da pancadaria ajudava à coisa também, os murros de Bud (ou as suas estaladas com toda a força) eram quase sempre acompanhados por um efeito sonoro de grande intensidade.


Para além destes filmes com uma temática comum, passadas na cidade ou em locais exóticos, existiam também os Western, onde o maior sucesso da dupla veio com os filmes com Trinitá no seu título. Confesso que não era tão fã destes filmes, mas eram um grande sucesso entre os Pais que gostavam de ver uma boa cowboyada.

Revi há pouco tempo 2 filmes com esta dupla e posso dizer que ainda nos conseguem divertir bastante, as situações absurdas onde os dois se metiam, as picardias fraternais entre os dois com o Hill a conseguir sempre chatear o Spencer ou o enervar de tal modo que acabava por bater em alguém, ou a loucura nas cenas da pancada continuam a ser uma boa escolha para ver numa tarde chuvosa ou num dia solarengo também.










segunda-feira, 8 de março de 2021

... do jogo Road Rash

 


Um dos jogos mais divertidos para a Mega Drive, afinal envolvia conduzir motas e andar à porrada  e qualquer criança no começo da década de 90 vibrava com isso.

Road Rash foi criado pela Electronic Arts em 1991 para a consola da Mega Drive da Sega, Neste jogo para além de conduzirmos a mota, podíamos também andar à pancada utilizando pés de cabra, nunchakus, bastões de basebol e outras coisas mais, que nos deixavam extasiados e tornava a coisa ainda mais emocionante, do que apenas o simples objectivo de cortar a meta em 1º lugar.

A história consistia em corridas de motos ilegais,, em cada nível havia uma corrida e tínhamos que terminar num certo lugar para avançarmos para a próxima. Em cada novo nível a corrida ficava mais difícil e mais violenta de modo a dificultar a coisa. Com o dinheiro que ganhávamos em cada corrida, podíamos melhorar a nossa mota para que esta ficasse mais rápida e mais resistente, para além de conseguirmos melhor armas também.

No ano seguinte houve uma sequela que foi ainda melhor. Os menus do jogo eram mais fáceis de navegar, e a pancada em cima das motas tornou-se mais fluída e rápida ,o que tornava a coisa ainda mais divertida.







quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

... das Petas Zetas

 


Uma guloseima futurista, que todos queriam experimentar para ouvir o barulho que ela fazia na nossa boca.

Era incrível as coisas que podíamos comprar para comer durante a década de 80, guloseimas para todos os gostos e feitos que dependiam muitas vezes de um marketing inteligente para sobreviverem nas prateleiras. As Peta Zetas são um bom exemplo disso, era vendido como algo "espacial", aprovado pelos Astronautas e afins.


Foi um Químico que inventou esta guloseima ainda nos anos 50. William A. Mitchell concebeu este produto que era uma mistura de Açúcar, Lactose, Xarope de Milho e alguns condimentos em 1956, sendo patenteada pela General Foods Americana mas sem grande sucesso comercial. Não ajudou a criação de um mito urbano, em que se comessem esta guloseima e bebessem Coca-Cola ao mesmo tempo, podia haver uma explosão no estômago.

A empresa Espanhola Zeta Espacial compra então os direitos de produção e muda o nome de Pop Rocks para Peta Zetas começando a exportar para outros Países como Portugal, onde fez um sucesso tremendo. Apareceu em todo o lado e na publicidade mostrava um Astronauta todo contente a recomendar a ingestão deste produto, dizendo que é algo espacial e recomendado por todos os que andam pelo Espaço.

Curiosamente quando começaram a importação para os EUA, as Peta zetas chegaram a ter mais sucesso que o seu predecessor, provando que um bom marketing faz toda a diferença. Aquilo tinha vários "sabores", mas a piada era que quando metíamos aquilo na boca aquilo começava a fervilhar e "ardia" um pouco, era logo pura diversão para toda a criançada dos anos 80.

Quem não tentou falar com a boca cheia de Peta Zetas e ouvir aquele barulho estrilhante?








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

... do Tamagotchi

 


Uma das maiores febres de todos os tempos, todos viviam em função deste bicho.


Os Tamagotchi dominaram a década de 90, um brinquedo electrónico que viciou tanto as crianças como os adultos. Um animal de estimação virtual que dava tanto ou mais trabalho que um real.

Bandai, uma das maiores empresas de brinquedos, criou este aparelho e lançou-o no mercado em 1996 no Japão onde se tornou logo um grande sucesso. Por norma este brinquedo vinha numa num computador numa forma oval, com 3 botões que nos deixavam aceder às funções básicas que nos deixava tratar do animal no seu interior.

Não tive nenhum, mas no final dos anos 90 eles também foram uma febre em Portugal, e tinha uma namorada que estava constantemente agarrada a um. Tinha-se que dar de comer ao bicho, brincar com ele, limpar as suas porcariass e até dar-lhe remédio se ficasse doente. Era uma verdadeira canseira, e isto apitava de forma irritante quando precisava de algo, por isso não o podias ignorar durante muito tempo.

Existiam vários ícones no ecrã que nos permitia controlar todos esses aspectos da vida do bicho, e falo em bicho porque maior parte deles eram em forma de pequenos animais, mas também existia em forma de pessoas. Criava muitas confusões na escola, por causa das crianças levarem o aparelho para a escola e para dentro das salas de aula.

Em 2010 tinham já sido vendidas mais de 76 Milhões de unidades, continua a ser fabricado em diversos formatos, existindo até uma app para os telemóveis Android,







terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

... da série Manimal

 


Uma daquelas séries que ficou para sempre na nossa memória, de tão má que era acabava por ser boa.

Manimal é mais uma série do grande produtor Glen A. Larson, homem que nos tinha dado o Knight Rider, mostrando as aventuras de Jonathan Chase (Simon MacCorkindale), um britânico que tinha o poder de se transformar em diversos animais, e ajudava assim a Polícia a resolver alguns casos, ajudando também as pessoas que estavam em apuros. As transformações eram ao estilo do videoclip Thriller, e iam desde uma Pantera até uma Águia passando por algo comum como um periquito ou canário.


O actor não era lá essas coisas, mas o que nos interessava era mesmo as transformações e os animais que ele ia encarnar. Foi uma série que teve 8 episódios, de Setembro a Dezembro de 1983 e que foram transmitidos pela RTP na segunda metade da década de 80 aos Sábados à Tarde. Entusiasmou a petizada por cá, sendo um dos temas de conversa no recreio. Cai naquela categoria em que é melhor não rever e ficar apenas com as poucas memórias que temos.












quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

... do desenho animado do Babar

 


Um daqueles desenhos do qual guardo memórias afectivas, de finais de tarde chuvosos a assistir mais uma aventura do rei elefante.


Babar foi criado por Jean de Brunhoff, que escreveu os livros baseados nas histórias que a sua esposa contava aos filhos deles para adormecerem. As histórias relatam as aventuras de um pequeno elefante que sai da floresta e chega à cidade começando a vestir-se como um homem, quando mais tarde ele regressa à floresta, é eleito rei dos elefantes.

Essa premissa é utilizada também na série de TV, Babar casa-se com a sua prima Celeste e constituem família tendo 4 filhos, Flora, Pom, Alexandre e Isabel. Ele viveu muitas aventuras enquanto novo e conta elas aos seus filhos, os episódios mostravam então primeiramente um Babar adulto e suas crianças e depois passava para as aventuras dele quando criança mostrando um Babar mais novo e seus amigos.

Por cá foi transmitido no começo da década de 90 nos finais de tarde do canal 1, com uma dobragem Portuguesa, que tinha o grande António Feio a dirigir.

Para além das histórias que contava, os episódios também mostravam aventuras do Babar como adulto em especial quando tinha que enfrentar as artimanhas do seu rival, o rei da Rinolândia. Lembro-me que gostava tanto dessas aventuras como das histórias que ele contava, a animação era colorida e bastante movimentada  , o que contrastava com o que estávamos habituados de desenhos animados semelhantes como o Panda Tao Tao, e a dobragem transmitia essa alegria envolvendo-nos completamente. Estes desenhos animados passaram também pela SIC em 1994 e 95, voltando aos ecrãs nacionais à sua casa original, mas com uma nova dobragem, em 2007 dando na RTP 2 pela hora do jantar.










segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

... da Moeda de 50 escudos

 


Uma das minhas moedas preferidas.

A moeda de 50 Escudos foi uma das que mais usei na minha vida, o desenho da caravela e o relevo da moeda eram muito interessantes, e era mais uma daquelas que se tornava giro colocar um papel por cima e "raspar" com o Lápis para ficar com a imagem dela no papel.

Esta moeda em particular esteve em circulação desde 1987 até 2002, era de Cupro-Níquel com 31 mm de diâmetro e com o bordo denteado. Era uma moeda muito utilizada para comprar o lanche na escola, para carteiras de cromos ou máquinas de jogos. Fazia-se muito a combinação de 2 para chegar aos 100 escudos, e uma moeda destas garantia sempre que pelo menos ficaríamos bem alimentados.

Uma das maiores moedas que houve, quer em tamanho, quer no uso que se dava à mesma.






quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

... do Winamp

 


Quando tinha que formatar o meu PC, um dos programas que voltava logo a instalar era o Winamp.

Winamp era o programa que a maioria utilizava para escutar música no computador. Em 1999 era o rei e senhor para ouvir as nossas músicas preferidas, quer fosse em cd quer fosse em MP3 já que suportava quase todos os formatos de áudio.

A Nullsoft lançou o programa em 1997, e em 1998 já eram mais de 3 milhões os utilizadores deste media player desenvolvido por dois estudantes do Utah, Justin Frankel e Dmitry Boldyrev.

As músicas eram vistas numa playlist com o nome do artista e da canção, tudo de uma forma muito intuitiva assim como as mudanças que se podiam efectuar nos agudos e graves da música, de forma a podermos a ouvir na sua plenitude. Mas um dos maiores sucessos era a possibilidade de mudar a skin onde o leitor se encontrava, modificando por completo o aspecto do mesmo. Existia de tudo um pouco, desde formatos de Naves a algo relacionado com séries de TV, passando por filmes e personalidades conhecidas, e desta forma  podíamos nos divertir a modificar o leitor e não ver sempre a mesma coisa no nosso desktop.

O programa possibilitava a conexão com o mIRC ou o MSN, e assim todos sabiam o que escutávamos, um pré-Facebook nesse aspecto. Havia quem escutasse música no Windows Media Player ou outro programa, mas este era de longe o mais usado pelo pessoal, no qual me incluía. Lembro-me como perdia tempo a colocar logo várias skins de modo a poder variar sempre o aspecto dele, e de gravar playlists enormes de modo a não ter que me preocupar com a quantidade de músicas que ia ouvir.










domingo, 10 de janeiro de 2021

... do Já tocou?

 



Uma das minhas séries preferidas do começo da TVI, com as peripécias hilariantes de um grupo de adolescentes.

Ainda sou do tempo em que a TVI , ainda com a designação canal 4, se diferenciava dos outros canais com a aposta em séries Norte-Americanas em pleno horário nobre. Este era o canal de cabo para os adolescentes dos anos 90 e a alternativa aos Telejornais e Telenovelas que dominavam os outros canais. Uma das minhas preferidas era a Saved by the Bell, que aqui ficou com o nome de Já Tocou.

O teor leve e cómico da série seduzia, apesar de ela abordar na mesma temas mais sérios como a droga ou o alcoolismo e era uma forma divertida de se acabar o dia  enquanto se jantava. O maior problema que eu tinha ao ver um episódio destes em 1993, prendia-se com o facto de que na minha casa a TVI ser vista com alguma dificuldade, com os chamados "fantasmas" e "sombras" que obrigavam a muitas mexidas na antena do telhado de tempos a tempos.

Saved by the bell foi transmitido pela NBC entre 1989 e 1993, num total de 4 temporadas e 88 episódios, originando 2 spin offs e 2 telefilmes com o regresso do elenco original. Em 2020 anunciou-se um reboot no serviço de streaming da NBC.

Gostava dos pormenores fora do comum para a altura, como o pormenor da personagem principal falar para nós telespectadores envolvendo-nos assim em tudo o que acontecia no episódio. Zack Morris, interpretado por Mark-Paul Gosselaar, era um betinho com a mania das grandezas e que andava sempre com esquemas que acabavam sempre por falhar com resultados hilariantes. O seu melhor amigo era o Samuel "Screech" Powers (Dustin Diamond), que era o típico nerd e em troca de fazer o trabalho de casa do seu amigo, recebia assim protecção contra os bullys da escola onde era um alvo apetecível com as suas roupas berrantes e as suas paixões geeks. A.C. Slater (Mario Lopez) completava o elenco masculino, começou como rival de Zack mas rapidamente o colocaram como membro do grupo, ocupando assim o lugar do "brutamontes" e "menos inteligente" dos 3.

No elenco feminino o destaque era dado à beldade Kelly Kapowski, interpretada por Tiffani-Amber Thiesen, uma cheerleader que no começo era disputada por Zack e Slater tendo o primeiro conquistado o seu coração e ficaram como um casal até ao final da série. Lisa Turtle (Lark Voorhies) era a menina rica do grupo, sempre bem vestida e interessada pela moda e que era o alvo constante das tentativas de conquista amorosa por parte do Screech. O elenco juvenil era fechado com Jessie Spano (Elizabeth Berkley) que tinha o papel da "sabe-tudo" do grupo e que ao longo das temporadas se envolvia em diversas lutas como o interesse pelo ambiente e coisas assim.


O único adulto regular era o director da escola, Mr. Belding (Dennis Haskins), que sofria as maiores tropelia, em especial nos esquemas de Zack, e era um dos maiores alívios cómicos fosse qual fosse a temporada. O seu riso em conjunto com o "roncar" de Screech eram das maiores imagens de marca da série, conseguíamos logo identificar em qualquer lugar.

Comprei as primeiras 2 temporadas e apesar dela ter envelhecido mal, ainda tem uns momentos bastante divertidos e consegue nos trazer boas lembranças. O robô do Screech e a sua paixão por Xadrez e Ciência em geral, os momentos em que ele se escondia no cacifo, a sua voz quando se entusiasmava com algo ou ainda o achar-se um engatatão apesar das recusas constantes da sua paixão.

Um dos meus episódios favoritos é quando Zack decide usar de mensagens subliminares em k7's gravadas de modo a conseguir encontros com a miúda que gostava. Lógico que depois decide usar para outras coisas, como para evitar castigos com Mr. Belding e a coisa acaba por correr mal.

Lembro-me quando o Screech dá explicações à Kelly e quase que acabam por andar mas decidiram não entrar por esse caminho devido a serem de mundos diferentes e nunca me esquecerei da expressão TIME OUT! que o Zack usava colocando assim todos ao seu redor em stand by como se tivessem congelados.

A música do genérico também era bastante viciante e deixava-nos logo animados já que era bastante mexida e divertida. Continuo com boas lembranças desta série e leva-me aos tempos áureos deste canal quando dava séries divertidas como esta 






quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

... do desenho animado do Pica-Pau

 


Tive pena de por cá nunca se ter apostado no desenho animado do Pica-Pau, eu era bastante fã da personagem, tanto na BD, como na TV.

A RTP nunca apostou muito nos desenhos animados do Pica-Pau (Woody Woodpecker), normalmente eram usados como tapa buracos na programação, mas eu ficava vidrado no ecrã sempre que dava. Foi criado por, Walter Lantz, que teve a ideia depois de ter sido atormentado por um destes animais numas férias. Foi difícil vender a ideia aos estúdios da Universal, mas nos anos 40 este animal começou a ganhar destaque nas curta metragens cinematográficas do estúdio, atingindo algum sucesso.

No começo ele era desenhado de uma forma mais rude, com um aspecto "louco" e uma aparência grotesca, com as histórias recheadas de violência, que só viu um abrandamento quando começou a ser transmitido na televisão em 1957. Até 1972, altura em que o criador decidiu encerrar o estúdio, o desenho foi ganhando contornos mais simpáticos e simples, com o seu comportamento sendo acalmado e abandonando os teores agressivos do começo.


Por cá deu a versão original, com a voz do lendário Mel Blanc. Mais tarde vi a versão Brasileira e a mesma está extremamente bem feita, os dubladores captaram na perfeição a loucura da personagem e aumentavam o carisma dela, um pouco como a dobragem Portuguesa do Ren & Stimpy.

Ben Hardaway e Grace Stafford foram as outras vozes da personagem, mantendo a risada usada por Blanc e que virou imagem de marca do desenho, sendo que sofriam da mesma "aceleração" para dar aquele tom "esganiçado" ao pássaro, que combinava com o seu espírito louco e agressivo. Apesar disso tudo, Pica-Pau foi dos primeiros desenhos animados a ter direito a uma estrela no passeio da fama em Los Angeles, e teve uma música baseada nele que alcançou sucesso no top de vendas.

Lembro-me que gostava bastante da revista da editora Abril, tanto quando aparecia ele ou os seus personagens secundários como a Morsa, ou ainda companheiros como o Picolino, um pinguim bem engraçado. Na TV quando ele virou algo mais engraçado e calmo, perdeu muito da piada e do carisma, piorando quando se juntaram a ele 2 sobrinhos pequenos.