segunda-feira, 30 de novembro de 2020

... dos Gummi Bears

 


Hoje recordo um desenho animado da Disney, bem divertido e cheio de acção.


Michael Eisner não é uma figura consensual, mas teve algumas ideias interessantes quando no comando da Disney, e uma delas foi quando olhou para uns Ursinhos de Gomas que comprou para o seu filho, e decidiu que aquilo podia dar um bom desenho animado, e aassim nasceram os Ursinhos Gummi (Gummi Bears).

O programa foi idealizado em 1985, Jymn Magon e Art Vitello foram as mentes à frente da animação, desenvolvendo uma bela mitologia, que acabou por nos dar algo que pouca semelhança tinha com esses ursinhos de gomas. Era um reino medieval e mitológico, mostrando um grupo de 6 Ursos que eram os sobreviventes de uma raça que tinha de tudo um pouco, desde Feiticeiros a Conselheiros Reais, que foram caçados e perseguidos pelos homens que queriam os segredos do Grande Livro dos Gummi.

Eles são descobertos por um pequeno rapaz, Calvin, que tem um medalhão pertencente à raça dos Ursos, e que ajuda a abrir o Grande Livro. O problema vem do Duque Igthorn e dos seus Ogres, que querem apanhar os ursos remanescentes e descobrir os seus segredos.

Isto foi transmitido pela RTP no final da década de 80, no mítico espaço do Clube Amigos Disney aos Domingos à tarde, na sua versão original e legendada em Português. Desta forma conhecemos um genérico fantástico e muito divertido, com uma excelente música e uma boa animação, que nos deixava logo excitados para o episódio que aí vinha.

Foram 6 temporadas com 94 episódios, de 1985 a 1991, em que nos podíamos divertir com as aventuras destes 6 ursos, dois já com alguma idade, 1 cria, 1 adolescente, uma pré adolescente, e um adulto sempre mal humorado. A cria era a animação do programa, sonhava ser um grande guerreiro e procurava sempre as aventuras, encontrando quase sempre grandes sarilhos.

O que me lembro era de quando bebiam o sumo especial que a matriarca preparava, isto dava a eles a habilidade de saltarem até grande altura a uma grande velocidade, e assim conseguirem escapar dos ogres ou dos outros vilões da série. Lembro-me também de fazer a caderneta de cromos, e de ler algumas histórias nas revistas da editora Abril, não foram muitas mas lembro-me de algumas. Continua a ser um desenho animado interessante com uma boa animação, histórias engraçadas e personagens carismáticas. Um dos bons produtos da Disney, sem sombra de dúvidas.













quinta-feira, 19 de novembro de 2020

... do Tahiti Duche

 

foto da Primorosa colecção


Quem não se lembra do mítico anúncio deste gel duche?

Falar hoje de uma marca que já não é comercializada no nosso país, um gel de duche que tinha um anúncio cativante, e que deixava todos a cantarolar a música desse reclame. O Tahiti Duche fez parte assim do banho de muitos de nós que começavam a deixar os sabonetes, e abraçar o mundo dos sabonetes líquidos.

Uma pequena caixa aparecia nos supermercados e prometia revolucionar a higiene diária de muitos de nós, um gel de duche que cativava pelas suas embalagens originais e cheiros activos. Nos finais dos anos 80, um anúncio ajudou a promover ainda mais esta marca por cá. Nele apareciam imagens de uma paisagem paradisíaca, com as pessoas à espera que começasse a chover, a seguir vinham jovens desnudadas a tomarem duche e a lavarem-se com este gel, enquanto uma música repetia constantemente "Tahiti duche.." ficando tudo a cantarolar isso durante uns dias.

Ele fazia muita espuma, e isso em conjunto com os seus fortes cheiros faziam as delícias dos mais novos, que achavam piada àquela forma diferente de tomar banho, nada a ver com o que se estava habituado até então. Continua a ser fabricado e comercializado na França, mas há muito que abandonou os escaparates do nossos super e hipermercados.












segunda-feira, 16 de novembro de 2020

... da série Riscos

 


Boas memórias desta série juvenil, que apesar de algumas falhas, conquistou uma geração.

A RTP já tinha tido algo direcionado aos adolescentes , Os Melhores Anos, e em 1997 decidiu voltar a arriscar com algo que se pode considerar o primeiro "Morangos com Açúcar", a série Riscos. Ao contrário da antecessora, tinha mais cor e movimento, para além de investir muito mais no melodrama e nos temas fortes, como gravidez na adolescência, toxicodependência ou o bullyng.

Rapidamente se tornou tema de conversa no liceu, mas não pelos melhores motivos, e sim porque o acting era um pouco exagerado, o elenco juvenil tinha grandes lacunas nesse aspecto, se bem que viu nascer algumas caras que nos iríamos habituar a ver pela Televisão como a Paula Neves. Apostou-se num elenco adulto com nomes consagrados para contracenar com os novatos, assim podíamos ver nomes como Canto e Castro, Virgílio Castelo ou João Lagarto a ensinar miúdos como Ana Rocha, Paula Neves ou Joana Seixas.

O problema maior do programa era a choradeira constante, existiam sempre grandes dramas, familiares ou escolares, que combinados com um excesso na representação e, por vezes, uma má realização, davam origem a algo um pouco doloroso de se ver. Ao mesmo tempo era esse o principal interesse para ver a coisa, o poder comentar a porcaria que tinha sido transmitida naquele episódio. Ocasionalmente existiam daqueles momentos "tão mau que dá a volta e fica bom".

Havia uma rebelde, com o cabelo colorido e atitudes extremas que iam desde as relações sexuais de uma forma regular (sim, naquele tempo era rebeldia), a experimentações lésbicas, passando por envolvimento com marginais. Mesmo assim tinha amigos no grupo dos betinhos,  e era isto que apimentava a vida na escola  A banda sonora era o melhor do programa, passavam sempre músicas actuais e de qualidade que iam de Primitive Reason a Cardigans.

Foram 70 episódios, entre 1997 e 98, com a realização de Manuel Amaro da Costa e Santa Martha. Era transmitido ao final da tarde no Canal 1, e como já disse, era depois motivo de conversa no liceu.









segunda-feira, 9 de novembro de 2020

...do TV Rural

 


Um programa mítico, que nos deu a conhecer tudo sobre a agricultura, apresentado por uma personagem carismática que todos aprendemos a adorar.

TV Rural foi um daqueles programas que marcou gerações de Portugueses, mais que não fosse por ser aquele que ficávamos a ver enquanto esperávamos que começassem os desenhos animados. Muita criança ficou a saber termos agrícolas e como cuidar de uma colheita ao ver este programa.

Foi dos primeiros programas da RTP, e também um dos que teve vida mais longa (até mesmo na Europa) com mais de 30 anos de antena (entre 6 de Dezembro de 1960 e 15 Setembro de 1990). Na apresentação tínhamos uma personalidade simples mas carismática, o Engenheiro Sousa Veloso. Foi idealizado pelo ministério da Agricultura (onde o engenheiro trabalhava), procurando dar a conhecer ao público tudo relacionado com a agricultura, os problemas e nuances deste sector, acabando também por ser uma ferramenta útil para o próprio agricultor, com conselhos úteis e notícias sobre o que de novo se fazia nesta área.

Foram mais de 1500 emissões, em que o carismático apresentador viajava por todo o País, falando-nos de locais tão distintos como uma simples quinta, ou uma qualquer convenção agrícola ou feira internacional. Por mais de três décadas podemos assim saber qual a melhor forma de combater o Oídio, ou como preservar milho durante muito tempo, entre outras coisas. O programa teve vários horários na televisão estatal, mas para o fim dava ao Domingo de manhã, logo antes dos desenhos animados, deixando muitas crianças ansiosas para que o programa terminasse, para poderem ver as aventuras das suas personagens favoritas.

O apresentador parecia-nos castiço, um qualquer agricultor de uma aldeia, ali com sobrancelhas bem grossas, umas patilhas bem alinhadas e uma voz que nos cativava pela sua simpatia e sabedoria. Mostrava que sabia do que falava, e todos adorávamos a sua despedida padrão "senhores tele-espectadores despeço-me com amizade até ao próximo programa". Até a música do genérico era-nos querida, ela foi mudando ao longo dos anos, mas durante muito tempo era um clássico do Folclore Português "A Tirana".












quarta-feira, 4 de novembro de 2020

... do Candeeiro a Petróleo


Um objecto muito útil, e uma presença constante em muitas casas portuguesas.
 

Candeeiro a Petróleo, foi um objecto muito importante nas casas Portuguesas, em especial no interior e nas Aldeias, até a década de 70 onde começou a cair em desuso e a perder terreno, quer para a electricidade, quer para outros meios de iluminação.

A minha avó entrou no Século XXI ainda a usar candeeiros a Petróleo, nunca chegou a ter electricidade, e por ela tudo bem, aquilo até dava um ar acolhedor quando nos sentávamos todos ali no sofá à conversa, iluminados apenas pela luz desse candeeiro. Mesmo o cheiro que o mesmo emitia não era incomodativo, e a parte mais chata era apenas o cuidado que se tinha que ter ao encher o mesmo com Petróleo, para que não se entornasse nada.

Uma das grandes vantagens deste objecto, era o ser fácil de transportar de divisão para divisão, e podia-se regular a intensidade da luz, mexendo no regulador que puxava para cima ou para baixo a faixa que estava embebida em petróleo, e que dava a luz necessária a todos nós. O aparelho em si chega a ser económico, já que dura muito mais que umas velas (e ilumina mais que elas também), e lembro-me de ir comprar o petróleo à drogaria em períodos de tempo bem espaçados, apesar de ser um produto usado todos os dias logo a partir das 18h (horário de inverno).

Tinha um na minha casa, mas só era usado quando faltava a luz mas lembro-me de passar alguns serões a ler apenas com a luz deste candeeiro, e de alguma forma aquilo melhorar a experiência toda, e parecer que o livro sabia-me melhor lido daquela forma.