segunda-feira, 21 de setembro de 2020

... do Turbo Vídeo Driver

 


Mais um daqueles brinquedos que fazia uma barulheira desgraçada, mas que nos divertia imenso.

Na década de 80 apareciam por vezes aqueles brinquedos que eram apenas sonho de consumo para muita criança, muitos pais não iriam gastar tanto dinheiro num brinquedo barulhento. Turbo Video Driver foi um desses brinquedos.

Fez muito sucesso no Brasil, com a companhia Tec Toy a distribuir este simulador no Brasil, mas não faço ideia de quem tenha distribuído isto por cá. O brinquedo tinha um visor e um volante, e simulava como era a condução de um carro, com as mudanças e pedais necessários para esse efeito.

Lembro-me de jogar isto na casa de um amigo meu e da barulheira desenfreada que aquilo fazia, e de como era pouco visível a imagem no visor, mas era até algo bem divertido para quem era fã de carros.








quinta-feira, 17 de setembro de 2020

... do jogo Mikado

 


Um daqueles jogos que dava quase sempre em discussão, mas que muito nos divertia.

Nos anos 70 e 80, muita criança recebeu de algum adulto o jogo Mikado, um conjunto de varetas de plástico afiadas que no calor do momento, e na mão de um mau perdedor, podia ajudar a furar o olho de alguém. Hoje era impensável darem algo do género.

Não ouvi nada sobre casos desses, o que também só abona à minha geração, brincávamos com coisas perigosas mas não nos aleijávamos por aí além. O jogo tem séculos de existência, e na década de 80 estava em grande, sendo que a Majora lançava para o mercado uma versão multicolorida de varetas de plástico, e uma versão mais adulta, com varetas de madeira e riscas coloridas. 

O jogo consiste em várias varetas de cerca de 20 cm, podendo ser jogado por 2 ou mais jogadores (normalmente 4), e que consiste em atirar as varetas todas para uma superfície sólida de modo a que elas ficassem amontoadas em cima umas das outras, e que obrigasse a uma ginástica mental, e física, para que retirasse uma vareta sem fazer mexer as outras. Quase sempre jogava-se no chão, algo que ainda nos divertia ainda mais.

As varetas tinham diversas cores, e cada uma correspondia a um certo número de pontos. Existia uma Branca (MIkado) que era a mais valiosa, 20 pontos, havia 5 Amarelas (Mandarin) que valiam 10 pontos, 5 Azuis (Bonzen) que valiam 5 pontos, 15 Verdes (Samurai) que valiam 3 pontos e 15 Vermelhas (Kuli) que valiam 2 pontos. O jogo foi um dos mais vendidos pela Majora, assim como no Brasil era dos mais vendidos pela Estrela, que produzia o jogo desde 1961 renovando sempre o seu aspecto visual, mesmo com a concorrência de marcas mais baratas que fazem várias versões deste mesmo jogo.

Divertia-me muito a jogar isto com os meus primos na casa da minha avó, o chão de cimento era o ideal para agarrar nas varetas e passarmos ali uns bons momentos.






segunda-feira, 14 de setembro de 2020

... da série Um Anjo na Terra

 


A última série de Michael Landon, um sucesso recheado de humor e valores morais.

Michael Landon sabia como contar uma história, era perito em mostrar histórias familiares com algum drama, e algum humor, que todos da família podiam ver e se divertirem.

Um Anjo na Terra (Highway to Heaven) estreou nos Estados Unidos da América em 1984, e mostrou-nos um Michael Landon mais velho, depois o termos visto como um rapaz novo em Bonanza, e como um pai de família em Casa na Pradaria. Juntou-se ao seu amigo Victor French (que também aparecia na série anterior), numa série na mesma linha de outras como o Cão Vagabundo, onde alguém viajava pelo País ajudando outras pessoas a resolver os seus problemas.

Lembro-me de ver isto depois da hora de almoço, a RTP a dada altura transmitia séries neste horário, e que gostava do teor leve da mesma, para além do carisma que emanava do Michael Landon. A série mostrava Landon como um anjo que não podia entrar no céu enquanto não passasse por uma série de provações na Terra, e era ajudando as pessoas que ultrapassava essas provações e ascendia aos céus. Os problemas iam desde os amorosos aos policiais, passando por disputas familiares ou apenas problemas de saúde.

Durou 5 temporadas, até 1989, e teve 111 episódios sendo que as últimas temporadas foram bastante fracas. Lembro-me bem do começo disto, de como ele tinha que convencer French, que era um ex-polícia, para o ajudar. French era o contraponto perfeito para o bonacheirão Landon, tinha um aspecto mais cínico e rude, o que ajudava a sobressair ainda mais o sorriso e boa vontade de Michael.

Para variar foi mais uma série dessa década com um genérico marcante e que nos prendia ao ecrã, apesar de ser um pouco fraca em argumentos.












quarta-feira, 2 de setembro de 2020

... dos Estojos Canetas Rotring

 


Um clássico do regresso às aulas.

As aulas de Educação Visual implicavam sempre a compra de material diferente do costume, e a dada altura era necessário adquirirmos uns estojos da Rotring, com canetas e outros acessórios.


Canetas finas para delinear os desenhos, lapiseiras com recargas para um desenho simples e elegante, e uma borracha branca para apagar qualquer erro que surgisse. Também havia uns com compassos e transferidores, réguas, etc. Tudo o necessário para desenharmos no papel cavalinho, outro objecto mítico desta aula tão cheia de objectos que marcaram a nossa vida escolar.

Alguém teve um destes Estojos?