quarta-feira, 26 de agosto de 2020

... da Moeda de 25 Escudos

 



Uma das moedas que mais usei na minha vida. Cromos, doces, máquinas de jogos, tudo era pago com esta moeda.

Se há moeda que marcou a criança e o adolescente dos anos 80, essa moeda foi a de 25 escudos. Era a moeda de valor mais alto em circulação e a maior em tamanho, com um diâmetro de 26 mm, um peso de 9,5 gramas e com um bordo serrilhado. Esteve em circulação de 1977 a 1986, já que em 87 foi suplantada pela moeda de 50 escudos.


Um jogo de arcade numa galeria comercial, ou num café, por norma custava esses 25 escudos por exemplo. Dava para uma mão cheia de carteirinhas de cromos, para comprar um livro de Banda Desenhada ou para uns quantos doces. Era uma prenda comum de alguns familiares, e um grande achado no saco do Pão por Deus.


Era completamente redonda, notava-se logo quando a tínhamos quer na carteira, quer no bolso. Na face lia-se "Liberdade, Democracia", enquanto que na outra vinham as Quinas de Portugal. Uma moeda que ou tinha um fim rápido, ou durava algum tempo na nossas mãos, multiplicada pelo troco que nos davam na compra de algo mais barato com esta moeda.












quinta-feira, 20 de agosto de 2020

... dos filmes do João Broncas


Um clássico  das idas ao video clube no final dos anos 80, uma série de filmes com um tipo de humor muito peculiar.

Ainda sou do tempo em que ir alugar um filme era uma aventura, por vezes trazia-se uma cassete VHS com algo que não conhecíamos, nem percebíamos bem do que se tratava, mas acabávamos por nos divertir bastante com essa escolha. Os filmes do João Broncas são um bom exemplo disso, umas comédias que fizeram as delícias das crianças e adultos na década de 80.


Alvaro Vitali nasceu a 3 de Fevereiro de 1950, trabalhou como electricista durante anos, até ter participado em alguns filmes do Fellini, que era conhecido por dar assim oportunidades a desconhecidos. Começou a dar nas vistas com as suas expressões faciais de teor cómico, e na década de 70 criou a personagem Pierino, começando a entrar em filmes que eram um sucesso de bilheteira em Itália.

Nos anos 80 esses filmes começaram a fazer sucesso nas fitas em VHS um pouco por toda a Europa, com especial destaque para Portugal e Espanha, que adoraram os filmes deste pequeno actor que sabia como poucos fazer-nos rir às gargalhadas.

Em Portugal recebeu o nome sugestivo de João Broncas, para combinar com o tipo de filmes que ele protagonizava, onde interpretava sempre personagens em idade colegial (apesar de já ter alguma idade) que se metia em bastantes encrencas.

O humor era básico, assentava muito nas expressões faciais de Vitali e depois descambava para trocadilhos sexuais (muitas vezes acompanhado por meninas semi-nuas ou em trajes menores) e/ou humor físico, com muita pancada e peidos à mistura.

Ria-me muito com estes filmes, que faziam sucesso também com os meus pais, e tinha preferência para aqueles ambientados em orfanatos e/ou escolas. O facto de poder ver mulheres semi nuas faziam-me ver os outros filmes dele, mas esses não tinham tanta piada.













terça-feira, 11 de agosto de 2020

... da série Árvore dos Patafúrdios

Uma excelente produção nacional, um trabalho fantástico de marionetes a anteceder o que viria acontecer em os Amigos do Gaspar. Na Árvore dos Patafúrdios víamos as divagações de um grupo de habitantes de uma árvore, que pareciam pássaros mas não podiam voar.

Árvore dos Patafúrdios  foi criada em 1984, sendo um produto da mente de João Paulo Cardozo. Foram 11 episódios, que a RTP transmitiu por diversas vezes ao longo dessa década, por vezes em conjunto com a outra criação do mesmo grupo, o ainda mais conhecido Amigos do Gaspar. Também nesta série podíamos contar com letras e músicas de Sérgio Godinho, que deixou o seu legado na fantástica música "Por incrível que pareça...", que muitos ainda hoje cantam quando algo de surreal acontece.

Os bonecos de Carlos Dias e Inês Guedes de Oliveira viviam numa árvore, e o seu maior sonho era o de poderem voar, era assim que víamos os episódios, com os seus habitantes a cantarem os seus lamentos a meio de algumas tiradas divertidas. Para além dos Patafúrdianos (cada um com sua característica marcante), tínhamos ainda os bichos de uma Maçã, e um caixeiro viajante que penso que surgiu em todos os episódios a visitar o pessoal da árvore.

Gostei mais da produção que a sucedeu, mas mesmo assim gostei de ver e adoro a música que todos ainda se recordam.