sexta-feira, 31 de julho de 2020

... do anime Navegantes da Lua


Hoje falarei aqui de um anime de sucesso no nosso País, o das Navegantes da Lua, um programa que já foi transmitido em vários canais no nosso País, e sempre com algum sucesso. 

Foi mais uma produção da Toei Animation, com uma temporada de 46 episódios lançada em 1992, e baseada em parte no Mangá de Naoko Takeuchi (de 1991), que passou no nosso País com uma dobragem em Português de sucesso, com um genérico que ainda hoje faz as delícias de muitos. Segundo a pesquisa que fiz, a série estreou na SIC em 1994 (no Super Buéréré) mas tinha a impressão de ter visto isto no segundo canal, mais alguém partilha dessa ideia ou é apenas um devaneio meu? Se isso realmente aconteceu, é mais um daqueles casos raros de um programa que deu nos 3 canais Portugueses, já que a TVI também transmitiu isto (em 2000) no Batatoon. Mais recentemente, tivemos oportunidade de rever isto no canal Panda, que tem dado os episódios todos no horário nobre.



A dobragem era dirigida por António Semedo e Fernanda Figueiredo com nomes como a Cristina Cavalinhos ou Cristina Paiva a fazer parte do elenco, enquanto que a fabulosa música do genérico pertencia a José Natário e Emanuel Lima. O Estúdio Novaga fez um bom trabalho na adaptação, tentando adaptar o lado um pouco "louco" do anime, em especial da protagonista que era meio "aluada" (perdoem a piada fácil).

Bunny (Fernanda Figueiredo) tinha 14 anos e vivia a vida de um modo despreocupado e alegre na capital do Japão, que um dia salva um gato de um bando de crianças que o estava a maltratar e decide adoptá-lo. O problema foi que chegando a casa o gato começa a falar, assustando completamente Bunny e dizendo-lhe que agora iria virar uma guerreira que tinha como missão encontrar a Princesa da Lua. O gato Luna (António Semedo) ajuda-a a ganhar os poderes com a oferta de um alfinete que a torna assim numa Navegante da Lua que irá ter ajuda de 4 outras guerreiras, a Navegante de Mercúrio (Isabel Wolmar), Navegante de Júpiter (Cristina Cavalinhos), Navegante de Vénus (Cristina Paiva) e Navegante de Marte (Cristina Cavalinhos). Todas juntas combatiam o reino das trevas e tentavam salvar e encontrar então a princesa da Lua.

Não era muito fã disto, nem quando repetiu, mas mais uma vez a dobragem ajudava a que eu tivesse algum interesse a ver isto por mais do que uma vez. E quem não se lembra da frase "Em nome da Lua eu vou castigar-te"?

Vive a vida,
como uma festa,
Sob o vento
da floresta.

Lua navegante,
segue o teu rumo.
Vai em ti a paixão
Do meu destino.
Com o teu poder e a tiara,
E com o meu gato Luna
Vamos vencer as batalhas,
Dessas causas esquecidas.

Luna, Luna, conto contigo
Nestas lutas
Contra o inimigo
Monstros, sonhos são
Lendas ou imaginação
Luna, Luna, vem
Lutar pelo bem.





















segunda-feira, 20 de julho de 2020

... do concurso do Hugo





Um dos concursos de maior sucesso dos anos 90, todos queríamos telefonar e participar, para podermos comandar este pequeno herói.

O Hugo era um concurso interactivo que tinha a sua origem na Dinamarca, país onde se estreou no começo da década de 90, que consistia em pessoas ligarem para o programa e jogarem o mesmo com as teclas do seu telefone. O jogo tinha o nosso herói a tentar salvar a sua família das garras da bruxa Maldiva, que os tinha presos na Caverna das Caveiras na Hugolândia

A produção estava a cargo da Costa do Castelo, com direcção de Paulo Trancoso e António Luís Campos, a dobragem a cargo de Paulo Coelho, com os textos de Mário Botequilha e Pedro Castro. O programa tinha uma toada leve e os seus apresentadores ajudavam a manter o jogo num tom jovial e divertido, eles tinham um à vontade com os concorrentes e mais tarde brincavam com o próprio boneco, isto num programa que era transmitido em directo.

Pedro Pinto e Alexandra Cruz (Xana), foram os primeiros apresentadores de um programa que se mantinha sempre fresco, com novos jogos e cenários reformulados que ajudavam a que não se perdesse o interesse pelo jogo. Antes do programa passar para o Canal 1, sai Pedro Pinto e entra Fernando Martins, que continua a apresentá-lo quando este muda de canal, e tem a companhia de uma nova apresentadora, a Joana Seixas, que substituía a Xana.

O participante começava com uma pequena conversa com o apresentador. Este explicava as regras do jogo: e para começar, o participante tinha que carregar na tecla 5. O Hugo andava sozinho; o controlo incidia sobre as direcções e movimentos que este fazia. Normalmente o código era: tecla 4 para salto à esquerda, tecla 6 para salto à direita, tecla 2 para salto, tecla 8, para agachamento e, tecla 0 para consulta de mapa, quando o caminho do jogo tinha várias direcções possíveis. Dependendo do nível, só estavam disponíveis alguns movimentos.



O jogador tinha que acumular pontos para poder passar à fase final, à caverna. Para tal, este tinha que fazer com que o Hugo tocasse, com qualquer parte do corpo, em bolas de ouro presentes no cenário do jogo. Cada bola de ouro valia 10000 pontos, e um mínimo de 80000 eram necessários para entrar na caverna. Porém, quase sempre havia uma bola que era falsa, e retirava 20000 pontos aos conseguidos até então. Mas também havia uma bola polivalente, que adicionava 30000 pontos, em vez dos habituais 10000. Quando se apanhava uma bola vulgar, ouvia-se um som parecido com moedas a tilintar; quando se apanhava a bola falsa, ouvia-se um riso de bruxa, semelhante ao riso que a bruxa Maldiva fazia quando Hugo não conseguia salvar a família e; quando se apanhava a bola polivalente, ouvia-se o som da bola normal, acompanhado de cordas.

Existiam bastante armadilhas durante cada jogo. O jogador tinha 3 oportunidades para caír nas armadilhas e, poder continuar o jogo. Por cada armadilha, o jogador perdia 10000 pontos. Na caverna, existiam 3 opções que decidiam o final do jogo. Tais opções eram representadas por cordas no cenário do jogo. Duas delas, permitiam que a família de Hugo saísse do cativeiro e, consequentemente, que o jogador ganhasse o jogo. Uma delas, triplicava a pontuação conseguida até então e, outra apenas a dobrava. Uma terceira corda, fazia com que Hugo fosse projectado para fora da caverna, não salvando a família e, o jogador perdia toda a pontuação conseguida ao longo do jogo.

Os jogos eram interessantes, fossem numa linha de comboio ou na neve, era sempre divertido ver os obstáculos constantes, e como os concorrentes lidavam com estes. Depois era as situações engraçadas que colocavam no ecrã sempre que o Hugo perdia, e isso ainda ficava mais engraçado com as frases dele como "é tramado mas este jogo está acabado". O típico programa que se fica a ver quando não há mais nada para ver mas que até divertia bastante, e quem é que ainda não se lembra da letra?


Precisas de ajuda
para lá chegar.
Amarra a bruxa
para a catapultar.

Hugo,
à esquerda e à direita,
sem fazer asneiras.

Hugo,
para cima e para baixo,
até à Caverna das Caveiras.

De lembrar que ainda existiam telefones de disco, mas isto só funcionava com os de teclas.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

... da série Crime, disse ela


Uma das séries mais populares por cá nos anos 80, com uma protagonista carismática, e uma música de genérico facilmente reconhecida.

Crime, disse ela (Murder, She wrote) foi uma série policial de grande sucesso da década de 80, que mostrava as aventuras de uma escritora que se envolvia sempre em grandes mistérios que ajudava a resolver com a sua inteligência e intuição.

A série foi transmitida pela CBS entre 1984 e 1996, num total de 283 episódios e 12 temporadas,, sendo um sucesso nos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo. A RTP transmitiu a série na segunda metade dos anos 80, não sei quantas temporadas ou em que dia, mas tenho lembrança de a dada altura isto dar ao Sábado à tarde na RTP 1, ou então durante as tardes dos dias de semana.

A história gira ao redor de Jessica Fletcher (Angela Lansbury), uma escritora Inglesa (ex-professora de Inglês) que está a viver na cidade fictícia de Cabot Cove e a escrever o seu livro Murder, she wrote
Acaba por começar a colaborar com a polícia enquanto esta investigava alguns crimes, e começa a resolver alguns deles com a sua inteligência e atenção aos detalhes. Mesmo quando ia para outras cidades, acabava sempre por se ver envolvida em algum assassinato, roubo ou fraude.

Uma das coisas que atraía na personagem era o facto de manter sempre a sua compostura e boa educação, fosse qual fosse a situação. Eu como fã de outras séries do género, como Poirot ou Sherlock Holmes, acabava por espreitar os episódios e acabar por ficar a vê-los.

O Dr. Seth Hazlitt (William Windom) era o médico da cidade e o melhor amigo de Jessica, enquanto que os diferentes Sherifes da cidade tinham obviamente um papel de destaque na série, que teve ainda uma lista interminável de actores conhecidos como convidados especiais. Ela teve sempre boas audiências no seu horário do Domingo à noite nos EUA, e cá por Portugal ficou na memória de todos os que a viram, e a recordam logo mal ouvem a música do genérico.