2020 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 9 de abril de 2020

... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

quinta-feira, abril 09, 2020 0
... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

Hoje deixo aqui uma memória de uma brincadeira, que muitos devem ter feito também.

Lembram-se de quando iam com os amigos procurar tubos de pvc, para depois fazer armas rudimentares? Usava-se depois para batalhas ocasionais, disparar contra pessoas que iam a passar na rua, carros na estrada, etc.

No meu bairro, era comum escondermo-nos na berma da estrada, no meio do mato e disparar contra quem ia a passar. Normalmente com caroços de azeitona, usando um tubo simples, ou fazendo algo mais complexo como nesta imagem. Quem mais fez disto?

Imagem de Paulo Amaro

terça-feira, 7 de abril de 2020

... do John McEnroe

terça-feira, abril 07, 2020 0
... do John McEnroe

McEnroe foi dos melhores jogadores de todos os tempos, deixando o seu nome na história do ténis.

John McEnroe nasceu na Alemanha, tendo se mudado cedo para Queens, nos Estados Unidos. Iniciou-se nos courts aos 8 anos de idade, demonstrando logo um talento inato para o jogo. Estreou-se como amador aos 18 anos no torneio de Wimbledon, indo até às meias finais (onde perdeu com Jimmy Connors), um recorde para um amador, e a melhor perfomance de sempre para um tenista que vinha das qualificações.

Dois anos mais tarde, em 1979, venceu o seu primeiro grande Grand Slam (US Open), tornando-se o mais jovem vencedor desde Pacho Gonzales em 1948. Nesse ano, teve ainda uma grande vitória contra Bjorn Borg (no WTC Finals), terminando o ano com 10 títulos com singular e 17 conquistas nos torneios de pares,  o que marcou um recorde para a época de estreia de um tenista.

O seu mau feitio levava a que discutisse frequentemente com árbitros, apanha bolas e até com o público. Isto ajudou-o a formar uma imagem de Bad Boy rebelde, completamente de acordo com a década que se iniciava, e onde ele iria se tornar um dos seus maiores nomes.

Teve 3 grandes rivalidades, com Bjorn Borg, com Jimmy Connors e ainda com Ivan Lendl, com alguns destes jogos a serem dos mais importantes e emocionantes deste desporto, o que levou a que o Ténis ganhasse outra dimensão para o público em geral.


                                    

Isto levou a que os seus primeiros tempos em Wimbledon fossem meio complicados, em 1980 foi bastante assobiado pelo público quando entrou para a final que ia ter contra Borg, que 
acabou por vencer este jogo, que é considerado por muitos como a melhor final de sempre em Wimbledon ,muito por causa do seu comportamento na meia final contra Connors.

No ano seguinte voltou a ter vida complicada neste torneio, foi multado por diversas vezes e a imprensa Britânica colocou-lhe a alcunha de SuperBrat, devido ao seu temperamento intempestivo. Foi neste ano que McEnroe usou por diversas vezes a frase "You cannot be serious", em direcção aos árbitros, algo que se viria a tornar a sua imagem de marca.

Em mais uma final contra Borg, o preferido dos Ingleses, o Americano saiu vitorioso, algo que voltou a repetir-se no US Open acabando assim uma rivalidade que tinha apaixonado todos os adeptos. Entre 1983 e 1985 foram os seus confrontos contra Lendl e Connors que dominaram as atenções do público, dando alguns excelentes espectáculos como a final de Roland Garros em 1984 entre Lendl e McEnroe, que Lendl venceu em cinco sets dramáticos e emocionantes.





Foi nesse ano que ele fez a melhor época de sempre no ténis profissional, com 82 vitórias e 3 derrotas, vencendo 13 torneios, 2 grand slams e foi o segundo na taça Davis. Nem a sua suspensão de 21 dias por causa do seu comportamento manchou essa época.

Foi um jogador que ajudou a revitalizar o interesse dos Americanos pela Taça Davis, o que levou o país a vencer duas finais em 1984 e 1985. Depois de um ano de pausa, McEnroe demorou a recuperar a sua forma, mas mesmo assim nunca teve longe do que se esperava de um jogador do seu calibre, vencendo categoricamente um Roland Garros em 1988, e estando sempre perto das finais nos outros Grand Slam. O seu mau feitio continuava em forma, sendo expulso do torneio Australiano em 1990 por insultar e ameaçar os oficiais desse grand slam.

Continuou a competir em bom plano até 1992, vencendo torneios importantes na categoria de pares, e tendo grandes jogos nos torneios singulares mesmo que não chegasse regularmente a uma final. Entrou para o Ténis Hall of Fame em 1999, trabalhando como comentador em diferentes estações televisivas, e tornou-se uma figura na importância que voltou a ser dada ao campeonato de veteranos, mostrando estar ainda em boa forma, e reeditando até algumas das suas maiores rivalidades.

É impossível ficar indiferente aos números da sua carreira, à qualidade do seu ténis e ao carisma da sua personalidade. Foi um dos meus tenistas preferidos e daqueles que ajudou a que eu me interessasse pelo desporto numa década onde foi possível ver tantos jogos bons e de grande qualidade. 
Era um jogador com uma técnica acima da média, um vólei fantástico e um mau feitio que o fazia ter explosões dentro do court, para o deleite de muitos.






terça-feira, 31 de março de 2020

... da série Sarilhos com elas

terça-feira, março 31, 2020 0
... da série Sarilhos com elas

Uma série bem divertida, com um elenco diferente do habitual.

Susan Harris criou a série Golden Girls, que mostrava que os mais velhos também podiam ser divertidos.Durou sete temporadas, que foram transmitidas entre 1985 e 1992, ajudando a quebrar alguns preconceitos que existiam acerca de personagens da terceira idade nas séries televisivas. Deu no horário nobre da RTP na segunda metade da década de 80, com o nome Sarilhos com Elas, mas tenho ideia que também cheguei a ver isto por volta da hora de almoço (ou pelo início da tarde).

Era frequente abordarem temas sexuais no programa, mostrando que apesar da idade que tinham, viviam uma vida activa e acreditavam, e que ainda tinham muito para dar e a sua vida não estava terminada. Todas as protagonistas venceram pelo menos um Emmy, e o programa foi também alvo de vários Emmys e Globos de Ouro.

A série mostrava quatro mulheres acima dos Cinquenta anos que viviam juntas na mesma casa, cada uma com a sua personalidade própria, mas unidas por uma grande amizade. Apesar de haver muitas discussões, devido a essas personalidades diferentes, acabavam quase sempre a abraçar-se ou a comer um bolo na cozinha.

Dorothy Zbornak (Bea Arthur) tinha um temperamento muito complicado, divorciada de Stanley (que tentava várias vezes a reconciliação) era um pouco amarga e algo desconfiada das coisas. Era a mais inteligente do grupo, e por vezes a voz da razão.

Sophia Petrillo (Estelle Getty) era a mãe de Dorothy que acaba por ir viver com ela e com as suas companheiras depois de um incêndio no lar onde vivia. Apesar da sua aparência frágil e idosa, esta era bastante desbocada, e tinha sempre uma resposta na ponta da língua. Criticava constantemente as companheiras da sua filha, com comentários mordazes e certeiros, que era raro não arrancarem uma gargalhada do público.

As duas companheiras de Dorothy não podiam ser mais diferentes, Blanche Deveraux (Rue McClanahan) era uma típica beldade sulista, toda atiradiça e extrovertida, que depois de enviuvar, decidiu viver uma vida sexual muito activa, e aparecia com um namorado novo em quase todos os episódios. 

Já Rose Nylund (Betty White)  era mais calma e ingénua, cheia de histórias estranhas sobre a sua terra natal, e sem o mesmo interesse por uma vida sexual activa que as suas companheiras tinham.

As atitudes exageradas de Sophia eram o que atraía muitos de nós nesta série, se bem que agora é das coisas que se calhar menos gostamos de ver, pelo exagero típico dos anos 80, que eram somente para provocar shock value, e que afastavam por vezes um pouco a atenção dos assuntos abordados nos episódios  que eram até bastantes interessantes e pertinentes.

Uma série de alguma qualidade, e que provou que não precisamos de ter só séries juvenis na nossa televisão Chegámos a ter uma versão Portuguesa das Golden Girls, que também era interessante e com um elenco de qualidade.





terça-feira, 24 de março de 2020

... do Fort Boyard

terça-feira, março 24, 2020 2
... do Fort Boyard

Um programa interessante, lembro-me de ver e ficar entusiasmado com as provas e os enigmas.

O Canal 4 (como era conhecida a TVI) transmitiu em
 1994 o Fort Boyard, aos Sábados depois da hora de almoço, numa tentativa de combater a jovialidade da SIC. Mas como sempre, optavam pela versão original, e com legendas. A língua francesa, em conjunto com um velho de barbas longas a ajudar nos enigmas, dava um ar  solene a tudo, apesar de ter também muita emoção, com as provas físicas.

O programa começava 
com uma música de genérico fenomenal, e víamos um grupo de concorrentes num bote a aproximar-se do forte, que se encontrava no meio do oceano. A sua missão era conquistar o ouro de Boyard, e para isso teriam que ir resolvendo os enigmas que ele lançava, ao mesmo tempo que tinham que ultrapassar algumas provas físicas. A emoção era intensa, com um cronómetro que mostrava o tempo limite que todos tinham para resolver cada prova/enigma.

O objectivo passava por apanhar várias chaves, que estavam em diversas celas pelo forte fora, existindo uma chave extra, no topo do forte, tendo que responder a um enigma para obte-la. Podia-se trocar concorrentes por chaves, ficando presos e impedidos de dar o contributo à equipa até o final do programa. Lembro-me que isto raramente dava bom resultado, já que era menos uma ajuda para as diferentes fases que o programa tinha. Um dos meus momentos preferidos era o do velho, as barbas compridas eram sinónimo de grande conhecimento e reverência nos anos 80, e adorava o seu tom de voz.

O programa teve várias versões nos mais diversos países, uma do Reino Unido alcançou bastante sucesso, e ainda hoje é lembrado com saudade por todos os que o viram. Por França costumam acontecer programas especiais com concorrentes famosos, sempre com sucesso.



















quinta-feira, 19 de março de 2020

... da Bia, a pequena feiticeira

quinta-feira, março 19, 2020 0
... da Bia, a pequena feiticeira

Recordo mais um daqueles desenhos animados que ficou na memória de todos.

Majokko Meg-Chan era o nome original do Anime, baseado num Manga criada por Akio Narita e Tomo Inoue, teve 75 episódios, entre 1974 e 1975. A RTP 2, na década de 80 e de 90. passou uma versão Europeia, neste caso da versão Italiana que tinha menos episódios, cerca de 65, ficando com o nome Bia, a Pequena Feiticeira.

A série era muito boa a nível gráfico, era um daqueles animes com inspiração europeia, mas mantendo a alma oriental. Neste desenho animado podemos ver as aventuras da Bia (Cláudia Cadina), uma jovem feiticeira que disputava o trono do reino da magia com a sua rival, Nádia (Helena Isabel). Uma particularidade engraçada era ver como as roupas reflectiam a personalidade das protagonistas, Bia estava sempre com cores suaves e leves, e Nádia tinha cores mais fortes, mais pesadas.


A Bia veio viver para a casa de Ana (Fernanda Montemor), uma velha feiticeira que decidiu viver no nosso planeta, e constituir família. Enfeitiçou o seu marido Paulo (António Semedo), e os seus filhos, para que estes considerassem a Bia como a filha/irmã mais velha da família. Existia ainda o bruxo Xoné (Adriano Luz) que devia vigiar o desempenho das pequenas feiticeiras, mas tinha na verdade outros planos.

Não me lembro de tudo dos episódios, nem via isto regularmente, mas lembro-me que me divertia com este desenho animado, e que ainda hoje consigo cantarolar a música do genérico, uma batida Italiana à Eurodance com uma letra Portuguesa divertida e interessante.

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

Assim também tu podes imitar a Bia
e fazer qualquer magia.
Aparecer desaparecer num sonho
e transformar a noite em dia.
Cavalgando uma estrela,
ou um arco íris sobre o mar.
Mas cantemos juntos a canção
da Bia para ajudar

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu

B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu
B - A
B - E - Ba Be
B - I - Ba Be Bi
B - O - Ba Be Bi Bo
B - U - Bu Ba Be Bi Bo Bu













segunda-feira, 16 de março de 2020

... do programa Não se esqueça da escova de dentes

segunda-feira, março 16, 2020 0
... do programa Não se esqueça da escova de dentes

Hoje recordo um dos programas mais divertidos da nossa televisão, um símbolo da SIC dos anos 90.

Em 1995 a SIC ia para o seu terceiro ano de existência, continuando a afirmar-se como uma estação televisiva rebelde e animada, contra o conservadorismo do canal 4, e a estagnação da RTP. Os seus programas eram originais, divertidos e movimentados, e um dos melhores exemplos disso era o Não se esqueça da escova de dentes.

O programa consistia em jogos animados, que habilitavam a diversos prémios, entre os quais viagens, sendo por isso obrigatório terem consigo o passaporte e a escova de dentes. Teresa Guilherme era a apresentadora, mostrando aqui um registo mais moderno do que nos havia habituado, e a química que tinha com o seu parceiro, Humberto Bernardo, ajudava ao sucesso do programa.

As noites de terça ganhavam assim uma animação extra, o público estava sempre bastante animado (há rumores que a produção dava bastante álcool ao público), e existia até um jogo de strip-tease, o que garantia a atenção de todos.

Lembro-me que o programa era longo, tendo por isso alguns momentos mortos, como no caso dos convidados musicais, mas no geral era bastante divertido e engraçado de se ver. Foi o começo de uma Teresa Guilherme cheia de empatia para com os concorrentes e o público.










sexta-feira, 13 de março de 2020

... dos Jovens Heróis de Shaolin

sexta-feira, março 13, 2020 0
... dos Jovens Heróis de Shaolin

Uma série que deixou todos a quererem ser mestres do Kung-fu.

O nome da série no original era Ying hung chut siu nin, ficando conhecida por cá como Jovens Heróis de Shaolin. produzida em 1981 e transmitida pela RTP a meio da década de 80 (86 presumo) aos Sábados à tarde, para gáudio de miúdos como eu que deliravam com os efeitos especiais manhosos da série que na altura eram mais que suficientes para nos conquistar.

Foi transmitida na sua língua original e com legendas em Português, com um genérico fantástico numa língua completamente estranha, mas que tinha tudo a ver com o programa e o que este nos queria dar. 
Ficávamos vidrados na TV a ver as aventuras de 3 amigos que falavam numa linguagem muito estranha, que tinham aventuras fantásticas, e que davam uns saltos fantásticos antes de andar à porrada.

A série tinha bastante humor (algo que ajudou ao sucesso dela), mas as artes marciais eram tratadas com respeito, mostrando-nos o quão difícil eram os treinos de Kung-Fu para todos aqueles que estavam no templo de Shaolin. A história focava-se em 3 amigos, Hung Hei Goon, Fong Sai Yuk e Woo Wai Kin, que tentam tornar-se mestres do Kung Fu enquanto tentam colocar a Dinastia Ming no poder, destronando a Dinastia Ching.

















segunda-feira, 2 de março de 2020

... da Novela Cambalacho

segunda-feira, março 02, 2020 0
... da Novela Cambalacho

Recordo aqui uma novela divertida, que tornou a palavra parte do vocabulário popular tanto no Brasil como em Portugal. 

Sílvio de Abreu aproveitou a oportunidade de não ter a censura, e já não estar sobre uma ditadura militar, para criticar alguns valores ainda presentes na sociedade Brasileira, usando para isso dois anti heróis, dois vigaristas que tiveram bastante destaque na trama.

A Novela Cambalacho esteve no ar entre 10 de Março e 3 de Outubro de 1986, no horário das sete da tarde, com o público a apaixonar-se pelo bom humor e divertimento presente na história. Em Portugal foi transmitido pela RTP pouco tempo depois, à hora de almoço, tornando-se também uma das preferidas do público Português, que adoptou (assim como o brasileiro) o termo Cambalacho, usando-o para definir tramóias ou trapaças.


Jorge Fernando dirigiu a novela, e soube conciliar a forte crítica de Sílvio de Abreu à condição "vergonhosa" (segundo ele) que o Brasil vivia, criticando o comportamento condescendente de pessoas em altas instâncias com os subornos recebidos. Para isso colocou dois "trambiqueiros" em grande destaque, Fernanda Montenegro interpretou Naná e Gianfrancesco Guarnieri era Jejê.




Estes dois actores, em conjunto com Natália do Vale, protagonizaram alguns dos melhores momentos da novela, que tinha também Regina Casé como Tina Pepper, uma fã enorme de Tina Turner que estava constantemente a imitá-la.

O par romântico da história fugia um pouco ao habitual também, Edson Celulari era Thiago, um bailarino apaixonado por Ana Machadão (Débora Bloch) que era uma mecânica de automóveis. Uma inversão nas profissões, aproveitando assim para abordar o preconceito que acontece nessas inversões de papéis entre elementos do sexo Masculino e Feminino.

A novela sofreu com as mudanças que o governo de José Sarney implementou no Brasil, em especial com a entrada do Plano Cruzado e desta nova moeda, que complicou assim todas as cenas que envolviam ainda a moeda antiga Cruzeiro, forçando a que tivessem que colocar a conversão de valores no ecrã.

A cidade São Paulo, onde se filmou, fazia tanto parte da história que era quase como uma personagem. No final tivemos um número enorme de bailarinos pelas ruas da cidade, e formavam a palavra Cambalacho em plena metrópole Brasileira, sendo mostrado ao filmar a cena de um helicóptero.


Uma novela divertida e interessante, uma trama que merecia até um remake aproveitando a onda actual que a Globo tem optado, em adaptações de algumas das suas novelas mais emblemáticas.















quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

... da Formiga Ferdy

quarta-feira, fevereiro 26, 2020 0
... da Formiga Ferdy


Hoje recordo mais um daqueles desenhos animados surreais, que divertiram as crianças da década de 80 e 70.

A formiga Ferdy já existia em livros, criada pelo autor Checo Ondrej Sekor na década de 30, mas foi só em 1984 que alguém decidiu transpor a personagem para o pequeno ecrã, numa parceria entre Ingleses e Checos através da European Cartoon Production. A RTP transmitiu este desenho animado em 1985, na sua versão Alemã (que ajudava a que ficasse ainda mais surreal) com legendas em Português, tendo sido repetida por diversas vezes ao longo dos anos.

A Formiga Ferdy vivia num vale com os seus amigos, o seu cão Snuffer, o TollPatsch, a joaninha Gwendoline (a sua grande paixão), o Caracol Oscar, a aranha Arambula, entre outros. Ela era uma formiga aventureira e que gostava sempre de tocar a sua viola, para assim apimentar as suas aventuras com alguma música.

Chegou a haver uma segunda série em 1996 (que também foi transmitida por cá, desta vez dobrado), mas que não teve o mesmo impacto. Não que a primeira tenha sido um desenho animado de grande sucesso, mas há muitos que se recordam bem das aventuras desta formiga.
























terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

... do programa Isto Só Vídeo

terça-feira, fevereiro 18, 2020 0
... do programa Isto Só Vídeo

Um programa que nos apresentava vídeos caseiros, uns divertidos, outros nem por isso. Uma espécie de youtube, que fez algum sucesso nos anos 90.

Foi em 1992 que Virgílio Castelo apareceu nos nossos ecrãs, apresentando o Isto Só Vídeo em pleno horário nobre da RTP 1. Um programa simples que vivia dos vídeos caseiros Nacionais e Internacionais, sempre com a voz off do apresentador, que atirava uma ou outra chalaça relacionada com o que víamos no vídeo. Era transmitido às Terças-Feiras, e tenho ideia que a dada altura começou a ter público ao vivo, com os vencedores do prémio da semana passada a receberem a sua recompensa.

Mas não era só de vídeos caseiros nacionais que o programa era feito, imitando os inúmeros programas que existiam no Estrangeiro (um ou outro já tinha passado fugazmente pela nossa TV), iam buscar também de outros países. Uma espécie de avô do Youtube, com a diferença de ter um apresentador, e quase sempre uma narração com piada (ou sem) durante a transmissão desse vídeo.

Passado três anos saiu do ar, e quando voltou, tinha a apresentação de Rute Marques, que para além de não ter o mesmo carisma do seu antecessor, sofreu com o facto das pessoas começarem a ficar algo cansadas com o programa. Este não evoluía muito e a dada altura o interesse esmorecia. 


















quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

... dos ténis Reebok Pump

quarta-feira, fevereiro 12, 2020 0
... dos ténis Reebok Pump

Foram uns dos artigos mais desejados dos anos 80, todos queriam andar a carregar no botão que "enchia"os ténis..

Os Reebok Pumpe surgiram no final dos anos 80, com o intuito de ajudar a melhorar o desempenho de um jogador de basquetebol, com o seu sistema de inflação. Foram um sucesso na NBA, e apesar do  seu valor alto, existia um público sedento para os comprar.

Para isso a Reebok começou a fabricar ténis úteis para outros desportos também, como o ténis ou o futebol. Michael Chang começou a utilizar um modelo que variava do original pum nos seus jogos, e ajudou assim a que este tipo de modelo se tornasse popular junto de todos. No Wrestling, John Cena utilizava um modelo Pump quando tinha uma gimmick mais urbana e hip-hop, chegava a utilizar o bombear dos sapatos como parte do seu ataque, quando queria finalizar com um adversário já caído no chão.

Portugal não foi excepção e os sapatos fizeram algum sucesso por cá também, e nas Praças e Feiras do nosso País começaram a surgir n imitações para as pessoas com menos posses. Eu tive um desses modelos da feira, e podia não ter todas as funcionalidades do modelo original mas servia o seu propósito, o de dar um ar mais "cool" ao nosso vestuário. Os originais custavam cerca de 30 contos em 1991, o que era mesmo muita massa para gastar nuns ténis.

Os Reebok Pump eram macios e confortáveis (além de terem um ajuste personalizado), feitos em cabedal e malha, que conferia apoio e respirabilidade, enquanto a palmilha em espuma proporciona uma grande tração para os utilizadores, algo possível graças à sua tecnologia única.

Confessem que dava um gozo do caraças baixar-mo-nos e bombar a língua do ténis, era só tentar arranjar uma situação em que parecesse que ao fazer aquilo iríamos ter mais sucesso em algo. A Reebok tem lançado de novo este modelo, com um design mais moderno mas pensando sempre no conforto do utilizador.















quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

... dos Livros da Anita

quarta-feira, fevereiro 05, 2020 0
... dos Livros da Anita


Quantos dos que estão a ler isto não receberam como prenda um dos livros da Anita? Desde os anos 60 que são uma prenda comum para os mais novos (principalmente para as meninas) e continuam a ser publicados até aos dias de hoje, mesmo já não tendo o apelo de outrora. Um mundo simples e inocente, tentando mostrar a pureza do mundo aos olhos de uma criança.

Gilbert Delahaeye escrevia os textos que eram ilustrados de forma fantástica por Marcel Marlier, começando em 1954 com o livro Anita na Quinta, e no mesmo ano o Anita aprende a ler. Após a morte de Gilbert (em 1977), o seu filho Jean-Louis continuou o legado, escrevendo as aventuras desta petiz. que tinha o nome original de Martine.

A editora Verbo foi a responsável pela publicação destes livros, tanto em Portugal como no Brasil. Chegou a 
Portugal em 1965,  rapidamente se tornou um sucesso e começou a ser uma prenda comum que as Avós ou Tias compravam para as meninas mais novas da família (e por vezes aos rapazes também).


Anita tem uns 5 ou 7 anos, e os títulos dos livros mostram as "aventuras" que alguém daquela idade pode ter, desde uma ida à quinta, ter aulas no Ballet ou até andar num balão. Também apareciam coisas "básicas", como o aprender a ler, o ir à escola, o estar com um burrito, basicamente tudo servia para escrever um livro. Anita estava quase sempre acompanhada pelo seu cão Pantufa, e por vezes pelo seu irmão.

Os textos nunca eram muito longos, serviam apenas de suporte para as magníficas ilustrações de Marcel. e era isso que "contava" a história. Chegaram-me a oferecer 2 livros disto, mas isto realmente era mais para menina e nada daquilo me prendeu muito. Ainda hoje podemos encontrar estes livros à venda e aposto que muita Avó continua a comprar para oferecer à sua netinha.

O maior problema é que, apesar de isto retratar a pureza com que as crianças encaram o mundo, aquilo tudo ficou muito preso noutros tempos, é demasiado inocente e castiço para os dias de hoje, as coisas já não são assim tão surpreendentes ou básicas. Mesmo assim continua a ser editado e alvo de procura, logo há crianças ainda fascinadas com o mundo da Anita. Hoje em dia decidiram adoptar por cá o nome Martine.










segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

... dos Ursinhos Carinhosos

segunda-feira, fevereiro 03, 2020 0
... dos Ursinhos Carinhosos

Mais um desenho animado dos anos 80, também ele baseado numa linha de brinquedos. Por cá não teve muito sucesso, mas lembro-me de ler as revistas e ver os vhs.

Os Care Bears (Ursinhos Carinhosos) foram uma criação da artista Elena Kucharik, para uma linha de postais e cartões da American Greetings. A linha teve uma boa aceitação no seu lançamento em 1981, e 2 anos depois a Kenner começou a criar uma série de peluches, cada ursinho com uma cor diferente e uma insígnia própria na barriga. Mais tarde foi criada uns especiais para TV que deram origem à série de desenhos animados, transmitida entre 1985 e 1988.

A família dos Ursinhos Carinhosos habita na Nuvem Rosa (no original, "Care-a-Lot"), repleta de nuvens e arco-íris. Lá encontramos o Templo dos Corações, um salão em forma de coração vermelho, além da Casa da Vovó e o "Carinhômetro", que avisa de problemas relacionados aos sentimentos. Eles protegem a terra das sombras do mal e do vilão Coração Gelado, que quer acabar com o amor todo no mundo.

Existiam outros animais também, os "primos" que vivem na Floresta dos Sentimentos e com as mesmas características dos Ursinhos, apenas eram outros animais como Leões, Coelhos, Macacos e afins. Ternura, Fiel, Dorminhoco, Amizade e Campeão eram alguns dos ursinhos mais comuns nos episódios da série.

Não me lembro se isto deu na TV por cá, se foi algo que só vi em VHS, sei que a dobragem era Brasileira, e que era um daqueles Desenhos Animados cheios de cor e animação no estilo do Meu Pequeno Pónei. Vi na segunda metade da década de 80, e lembro-me de ler algumas revistas da Abril também, e de ter a mesma sensação de quando via ou lia o Moranguinho, dava para passar o tempo e me divertir mas somente isso. Nos anos 90 lembro-me de ver isto na RTP com dobragem em Português.