Setembro 2019 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

... dos Donos do Jogo

segunda-feira, setembro 30, 2019 0
... dos Donos do Jogo

Hoje recordo um programa que era transmitido diariamente pela hora de  almoço, Os Donos do Jogo, apresentado por um jovem que dava os primeiros passos na TV Nacional, o Jorge Gabriel.

Estreou em 1994, logo a seguir ao Primeiro Jornal por volta das 14h, e rapidamente começou a ser motivo de conversa na escola pelo pessoal que ia almoçar a casa e conseguia ver o programa. Foi imaginado por Pedro Bordalo Pinheiro, e rapidamente conquistou um lugar nas audiências, devido a apelar a algo tão comum no público masculino, o conhecimento que temos sobre Futebol.

O conceito era simples, 2 jogadores respondiam às perguntas de Jorge Gabriel numa tentativa de marcar golo ao seu adversário. O jogo era mostrado num computador em que as duas equipas dos concorrentes apareciam numa táctica, normalmente o 4-3-3, e o grau de dificuldade era conforme esse nível de jogadores (no meio-campo era de nível 3 por exemplo). Cada resposta certa avançava os jogadores em campo até que estes marcassem o esperado golo.

O equipamento das equipas era conforme as preferências clubistas, o que em casa ajudava para escolhermos por quem queríamos torcer. Como em todos os programas de perguntas e respostas, dava sempre para rir quando falhavam as fáceis, ou para nós tentarmos também respondermos primeiro do que eles.

A pensar nisso chegou a existir uma versão caseira deste jogo, mas não obteve assim muito sucesso. O mesmo não se aplica ao programa, que teve mais de 600 edições durando quase 4 anos, de 1994 a 1997.







quinta-feira, 12 de setembro de 2019

... da Borracha para caneta

quinta-feira, setembro 12, 2019 0
... da Borracha para caneta

A Borracha para apagar tinta de caneta, foi uma das maiores desilusões escolares, porque não fazia aquilo que queríamos.

Todos nós tivemos uma caneta destas, normalmente era da Pelikan, mais fina que as outras normais e com 2 cores, a vermelha/alaranjada para lápis (que ocupava maior parte da borracha) e uma pequena parte a azul, que supostamente daria para apagar a tinta da caneta.

Todo o rapaz ficou contente com isto, era comum termos cadernos todos riscados de erros e com algum mau aspecto, e esperávamos assim melhorar o aspecto. Na verdade ficávamos com algo que parecia uma rede, isto quando não tentávamos (porque alguém dizia que resultava) molhar um pouco a parte azul, que ajudaria a apagar a tinta.


Todos nós tentámos entusiasmados utilizá-la, mas o resultado final era um papel todo rasgado e destruído, obrigando-nos a repetir tudo de novo, quando no fundo bastava apenas riscar aquele erro.

Mais tarde aprendi que em outro tipo de papel, como cartolina, a coisa resulta mesmo, e que esta borracha é também utilizada por alguns informáticos, para a limpeza de PC's e coisas internas. Em todo o caso foi um dos objectos que mais nos marcou na escola e na infância, até mais tarde ser substituída pela "chique" caneta correctora.