Junho 2019 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 27 de junho de 2019

... da Mulher do Sr. Ministro

quinta-feira, junho 27, 2019 0
... da Mulher do Sr. Ministro

Um dos melhores programas de humor dos anos 90, Mulher do Sr. Ministro mostrou todo o talento de Ana Bola como autora e actriz.

A Mulher do Sr. Ministro podia-nos lembrar a britânica "Yes prime minister" mas era muito mais do que isso, tinha uma personalidade própria, e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e assim como nos seus programas, também Ana Bola soube reunir um elenco de extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, o Ministro Rocha, a pessoa ideal para representar um ministro incompetente, ingénuo, que se deixava levar por alguém mais forte, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa (a afilhada de Lola Rocha), uma pessoa simples, que vinha da terrinha, e 
que se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João Cabral.

No escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro, e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".




A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha, sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos, até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados, ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa, que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá.

















segunda-feira, 24 de junho de 2019

... do Bronzaline

segunda-feira, junho 24, 2019 0
... do Bronzaline

Muitos devem ter usado este bronzeador, que garantia um belo escaldão em pouco tempo.

Era um produto da Nally, empresa sediada no Campo Grande, em Lisboa, fundada ainda nos anos 30 conhecida pelo seu creme Benamôr, usada por nomes importantes da nossa sociedade. Em 2009 foi comprada por 3 empresários que decidiram relançar alguns destes produtos, para um mercado de luxo.

O Bronzaline foi um dos seus sucessos, embora muitos se queixassem de não ser muito eficaz a evitar um escaldão.

Primeira e última imagem retiradas do Santa Nostalgia.















sábado, 22 de junho de 2019

... do Indiana Jones

sábado, junho 22, 2019 0
... do Indiana Jones

Lembro-me de ver o Indiana Jones pela primeira vez na televisão, devia ser entre 1986/88, e fiquei logo fã da personagem. 

Raiders of the Last Ark estreou em 1981, e foi uma prova do amor de Steven Spielberg pelos seriados de aventura, ressuscitando esse género em Hollywood, depois de Indiana Jones ser um sucesso de bilheteira

O filme começava mostrando um aventureiro numa selva, entrando dentro de um templo para tentar roubar um ídolo de ouro. Este tem que enfrentar diversas armadilhas rústicas, com a ajuda da sua inteligência e do seu chicote, enquanto que ao fundo ouvimos uma música que dá ainda mais emoção à coisa toda. O que mais me recordo, foi do medo que tive quando o nosso herói e a sua parceira feminina se encontram num buraco escuro cheio de cobras, e tinham que arranjar forma de escaparem daquilo tudo e chegarem à superfície.

A história envolve ainda Nazis e a procura de uma arca sobrenatural que roça conteúdos religiosos, o que dá ao filme uma aura um pouco polémica para o que estávamos habituados a ver. Mas o que interessa é que aquilo tudo deu um excelente filme de aventuras, mais um belo filme da casa do Steven Spielberg e que rapidamente se tornou um marco e um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica. Um Harrison Ford em forma e carismático ajuda à coisa toda, as suas tiradas cómicas ajudavam a aliviar a acção da coisa, e nos prendia ainda mais à personagem.

Cenas como a bola de pedra a rolar para cima do Indiana ficaram na nossa mente e tornaram-se um ícone do cinema, assim como a troca do ídolo de ouro por um saco cheio de areia. O filme é cheio de peripécias, que acaba com elementos sobrenaturais a eliminarem os vilões da história e a pregarem-nos um grande susto

Foi uma pena o segundo filme seguir uma toada muito mais sombria, muito mais sóbrio e perder assim muito do espírito do primeiro. Enquanto que nos Salteadores da Arca Perdida os elementos sobrenaturais eram apenas um complemento ao plot, com a aventura em primeiro plano, no Templo Perdido a coisa inverte-se, e afasta assim aquele público adolescente e pré adolescente que tanto tinha vibrado com o primeiro filme.




Spielberg apercebe-se disso, e decide então terminar a trilogia com um filme mais leve e de regresso à toada de aventura, regada com humor, do primeiro filme. E foi assim que no final da década de 80 e começo da década de 90, todos nós vibrámos com o Indiana Jones e a grande Cruzada, um filme que tinha o bónus de ter o James Bond Sean Connery no papel de pai do nosso herói.

Tive algum material de merchandising deste filme, como um Dossier para a escola e um estojo, e gostei muito de ver o filme, já que este foi regado com muita acção, com aquela música maravilhosa sempre em destaque, e com bons momentos de humor. É impossível não rirmos com a cena em que Ford encontra-se com Adolph Hitler, e este autografa o seu livro, ou com os diálogos entre pai e filho que têm momentos bem engraçados entre os dois, enquanto trocam farpas sobre o passado do nosso herói.

Esta é outra coisa interessante do filme, temos muitas cenas que nos mostram mais sobre o passado do nosso herói, mostrando como ele usou o chicote pela primeira vez, como recebeu o chapéu de aventureiro ou como ficou com o medo patológico de cobras. O papel de Indiana Jones jovem era desempenhado pelo actor River Phoenix, e as cenas agradaram tanto o público que se produziu uma série de TV que mostrava as crónicas de um jovem Indiana Jones e várias graphic novels. Um herói que atravessou várias vertentes da comunicação social, já que até uma série de banda desenhada teve direito, publicado pela editora Marvel Comics e que teve algum sucesso.

É uma daquelas sagas históricas de Hollywood e que deve ser visionada por todos os fãs de bom cinema para se deliciarem com umas películas bem divertidas e cheias de acção.










domingo, 16 de junho de 2019

... do Art Attack

domingo, junho 16, 2019 0
... do Art Attack

Pedro Penim apresentou a versão portuguesa do programa Art Attack, sendo um dos principais responsáveis pelo sucesso que teve no nosso país.

O programa teve origem na Inglaterra, criado por Neil Buchanan para a Independent Television em 1990. A ideia era mostrar às crianças como podiam criar "arte" a partir de objectos que tinham lá por casa, ensinando-os também a reciclar. Podiam ser quadros, brinquedos, esculturas, valia tudo, utilizando coisas como massa, cartolina, cola ou elásticos.

Em 1998 a Disney comprou os direitos para transmitir o programa internacionalmente, e criou versões próprias, com apresentadores nativos desses países. algumas com muito sucesso, como a do Brasil, Espanha e Portugal. Pedro Penim foi o apresentador escolhido, e o seu passado como actor ajudou a que tivesse um grande à vontade com a câmera, e nem precisasse de teleponto.

Os ingleses adoravam-no, chegou a ir várias vezes aos estúdios em Londres, e em 2005 chegou a apresentar também o do Brasil. Em estúdio Penim era acompanhado pelo cabeçudo, e o "mãozinhas" (que era o próprio Buchanan). Juntos encantaram uma geração, que sabia assim aproveitar coisas como rolos papel higiénico, e fazer brinquedos que podiam usar.

Em 2012 é substituído por Salvador Nery, mudando também o cenário e genérico.











terça-feira, 11 de junho de 2019

... do Lecas (José Jorge Duarte)

terça-feira, junho 11, 2019 0
... do Lecas (José Jorge Duarte)

José Jorge Duarte é um actor conhecido da nossa televisão. a sua voz é reconhecida por muitos, pelos seus trabalho de dobragem, mas para uma certa geração, ele é simplesmente o Lecas.

José Jorge Marques Duarte de Jesus nasceu a 7 de Abril de 1963 em Almada. e ficou conhecido no mundo artístico quando venceu o concurso Écran Mágico da RTP 2 em 1979. Artur Semedo, que era júri no programa, decidiu apostar nele e o actor começou a aparecer em sketchs de diversos programas. Em 1984 era já uma presença constante nos nossos ecrãs, colaborando em programas como Eu Show Nico e Zarabadim.

Eduardo Gomes, director de programa da RTP na altura, convida-o para apresentar o programa que dava aos Sábados de Manhã, onde eram transmitidos os desenhos animados para os mais novos. Com liberdade total para criar a personagem, deu-lhe um cunho próprio e esta tornou-se um enorme sucesso. O nome Lecas veio do coelho de Eduardo Gomes, mas tudo o resto foi criação do actor.

Foi então no Juventude e Família que estreia a personagem, que teve direito a um background e tudo, José Duarte deu-lhe o nome de Idalécio Completo Sepúlveda, que em pequeno era chamado de "meia-leca", e a alcunha ficou. Até teve direito a família, a sua namorada era a Lola (interpretada por Paula Fonseca), e tinha um primo chamado Desatino (José Pedro Gomes).



O modo original e castiço como apresentava o programa depressa conquistou-nos a todos, os mais novos deliravam com o seu à vontade e forma de falar. e os pais até lhe achavam alguma piada, tornando-o um dos rostos mais populares da RTP. Alguma crítica não era fã do seu modo de apresentar, e só o do Expresso elogiou a sua forma de estar, algo que deu força ao actor nesta nova carreira.

Confesso que no começo não lhe achava muita piada, mas depois comecei a engraçar com ele, e houve outros programas onde gostei mais de o ver. Começou a ser a principal cara de programas infanto-juvenis, apresentando "A hora do Lecas" e o "Lecas, mais certo que sem dúvida", e não estava só limitado aos Sábados de manhã.

Os seus programas tinham uma constante, divertir a ensinar, com canções e passatempos didácticos, tudo de uma forma irreverente e muito divertida. Foi por isso que sempre agradou a pais e filhos, e começou a ter outras oportunidades na TV, noutro tipo de programas, isto para além de ser uma presença regular em peças de teatro.

Foi um dos primeiros rostos da SIC, mas depois decidiu dedicar-se à dobragem, tornando-se um dos maiores nomes do meio, e um dos melhores directores de dobragem do nosso país. Ainda hoje é reconhecido na rua como o Lecas. algo acabou por aceitar na sua vida.



sexta-feira, 7 de junho de 2019

... das Raspadinhas da Matutano

sexta-feira, junho 07, 2019 0
... das Raspadinhas da Matutano

Lembram-se destas Raspadinhas? Mais um brinde popular da Matutano, onde tínhamos que raspar as setas e ver se conseguíamos o prémio. Mais uma imagem da bela colecção do Hugo Fernandes.