Fevereiro 2019 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

... das Aranhas de plástico

quinta-feira, fevereiro 28, 2019 0
... das Aranhas de plástico



No Carnaval, era comum tentarmos assustar as outra meninas, ou as nossas familiares, com umas aranhas de plástico, que comprávamos numa papelaria ou drogaria. Apesar da grande maioria ter um aspecto muito fajuto, o facto é que resultava. Mais alguém fez isto?













terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

... do Snoopy

terça-feira, fevereiro 26, 2019 0
... do Snoopy

Hoje recordo uma das maiores personagens de BD de todos os tempos, o cão mais cool de sempre, o Snoopy.

Snoopy foi criado em 1950, por Charles M. Schulz, para ser o animal de estimação de Charlie Brown, e rapidamente tornou-se a personagem mais popular de Peanuts, e um sucesso de merchandising a nível mundial. Inspirado no cão que tinha tido na infância, Schulz desenhou-o como sendo da raça beagle. Durante os 2 primeiros anos, Snoopy portava-se muito como um cão normal, andando em 4 patas e nem falava, falando pela primeira vez a 19 de Outubro de 1952. Era por balões de pensamento que víamos as suas falas, e ele começou a ganhar algum destaque, interagindo com os outros personagens, percebendo tudo o que estes lhe diziam.

As mudanças foram graduais, primeiro começou a dormir em cima da barraca, e depois começou a ganhar uma série de alter egos, alternando entre os sonhos e a vida real. A mais popular era a de aviador, onde se vestia a rigor com um capacete, óculos de aviação e imagina a sua casota como um avião, e tentando fugir das balas do seu inimigo, o Barão Vermelho.

Depois há o Joe Cool, que não faz nada a não ser ficar encostado a uma parede com um ar fixe, e chega até a ser um escritor famosos, usando uma máquina de escrever no topo da sua casota. Mas volta e meia era diversas coisas, como um jogador de Hóquei no gelo, um patinador olímpico ou até um advogado.


Na vida real, fazia a vida do seu dono um inferno, mas era-lhe muito fiel e demonstrava gostar muito dele. Jogava na sua equipe de Basebol, e tinha uma relação peculiar com alguns dos amigos do seu dono. Com Lucy passava a vida a beijá-la, apesar do nojo que esta sentia depois., já Peppermint Patty não se importava nada com os seus beijos, em parte porque no começo achava que ele era apenas um rapaz.

O pássaro amarelo Woodstock é o seu melhor amigo, aparecendo com ele tanto nas tiras como nos desenhos animados. Snoopy apareceu em todos os especiais e séries televisivas, que a dada altura teve também o seu nome no título. Isto levou a que começasse a ser muito usado no merchandising, aparecendo um pouco por todo o lado.

Tive muita coisa do Snoopy, desde bonecos a puzzles de deslizar, passando por cadernos e alguma roupa. O meu filme preferido com ele, é o especial de acção de graças, onde ele resolve tudo de uma forma bem interessante, e nas tiras adorava a sua dança especial. Dei o nome de Snoopy ao meu primeiro cão, e isso mostra como gostava da personagem.

Muitos acham que o destaque que foi conquistando na BD, fez com que esta perdesse alguma qualidade, porque tinha outro tipo de personalidade.

Não deixa de ser um ícone da BD, e é considerado uma das 10 personagens mais populares do género.















sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

... do Alex Kidd

sexta-feira, fevereiro 22, 2019 0
... do Alex Kidd

Alex Kidd foi uma das personagens mais famosas dos videojogos nos anos 80, foi a primeira grande mascote da SEGA e uma que ajudou a popularizar a consola Master System

Alex era um rapaz pequeno com orelhas grandes e que vestia normalmente um macacão colorido, dizia-se que tinha 14 anos mas que essa idade não correspondia aos anos humanos e que este já tinha centenas de anos. Um rapaz de 14 anos que vivia grandes aventuras num universo colorido e cheio de emoções,.os jogos mais populares da personagem eram do tipo arcade, e ganhou uma legião de seguidores por este mundo fora. Mas em 1991 a SEGA substituiu-o pelo Sonic, e a personagem foi relegada ao esquecimento, aparecendo por vezes em cameos num ou noutro jogo.

Alex Kidd in Miracle World foi o maior sucesso da personagem, surgiu em 1987 e rapidamente conquistou tudo e todos, ao ponto da Sega apostar nele para mascote da companhia, incorporando-a nas consolas Master System e Master System II. Isto faz com que seja hoje extremamente complicado encontrar o cartucho do jogo, tornando-se uma peça rara de coleccionador.

As revistas da especialidade deram notas altas, acima de 80% e 90%, elogiando a jogabilidade e inovação do jogo.Um jogo de plataforma que ia mostrando Alex a usar  o seu murro para destruir rochas e os seus inimigos, alternando entre níveis com um só cenário e outros onde se ia avançando. Confesso que não achei muita piada e gostei muito mais do Sonic no Mega Drive.














quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

... da Novela Sonho Meu

quarta-feira, fevereiro 20, 2019 0
... da Novela Sonho Meu

Foi uma das últimas novelas brasileiras que vi com atenção, prendendo-me logo com a música do genérico e depois com o sorriso da menina protagonista.

A parceria entre a SIC e a Rede Globo, implicava a transmissão das novelas em horário nobre, mas não só, e a partir de 1993.começamos a ter mais novelas do que estávamos habituados. Na hora de almoço estava reservado lugar para as novelas com mais humor, e no final de tarde transmitia-se as novelas com um pouco mais de drama à mistura, e a novela Sonho Meu foi um dos maiores sucessos desse horário.

A novela tinha a particularidade de ser das poucas da Globo que não se encontravam no Rio ou em São Paulo. A 
acção desenrolava-se na cidade de Curitiba, e era uma pequena criança que chamava a atenção de todos, a pequena Maria Carolina (interpretada por Carolina Pavanelli) a qual se viu afastada dos pais, Cláudia (Patrícia França) e Geraldo (José de Abreu). Uma separação complicada, onde a mãe perdeu a guarda da criança enquanto fugia do seu violento marido, deixando-a sobre a guarda da sua tia Elisa (Nívea Maria). Esta perde a paciência facilmente, e coloca-a num orfanato, de onde ela foge para uma pequena vila longe de todos.

Lembro-me que apesar dos momentos de choro de pedra da calçada, a novela era interessante e com algumas grandes interpretações, em especial do veterano Elias Gleizer, que encarnava um simpático velhote que acolheu e protegeu a pequena fugitiva. O genérico era bem cativante, com uma música engraçada e a pequena a desenhar coisas infantis em folhas de papel diversas.

A novela estreou em Setembro de 1993, e teve 197 capítulos, terminando em 14 de Maio de 1994. Por cá estreou quase na mesma altura e foi transmitida com tanto sucesso como no seu País Natal. Não era fã da parte do romance, necessário numa novela, se bem que o papel do vilão Jorge (Fábio Assunção) era bastante interessante. Só me interessava a parte com os miúdos e com o velhote, e os diferentes obstáculos que eram colocados à felicidade da pequena garota. Não via religiosamente, mas tentava seguir sempre que podia e gostei da mesma.














terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

... do Imesh

terça-feira, fevereiro 19, 2019 0
... do Imesh

Volto a relembrar um dos programas utilizados para o download de ficheiros, neste caso o Imesh.

Confesso que usei pouco este programa, já tinha outros que usava mais, e dos quais já falei. Em todo o caso, é merecedor de post, já que foi usado por muitos desde que apareceu em 1999. Mais focado na música, este programa P2P, funcionava como tantos outros, numa partilha de ficheiros entre utilizadores. O Imesh teve alguma popularidade, mas não tinha o mesmo número de utilizadores de outros programas concorrentes.

Em 2016 encerrou definitivamente, depois de uns anos antes ter-se reformulado por completo, e apresentado como um p2p inteiramente legal.

Alguém por aí usou isto regularmente?












segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

... do Pierluigi Collina

segunda-feira, fevereiro 18, 2019 0
... do Pierluigi Collina

Continuando pelo futebol dos anos 90, hoje falo daquele que é considerado o melhor árbitro de sempre, Pierluigi Collina.

Pierluigi Collina nasceu a 13 de Fevereiro de 1960, em Bolonha, Itália, começando a sua incursão pelo mundo de futebol como defesa central, sendo convencido a experimentar o papel de árbitro em 1977, revelando desde logo um talento nato para esse lugar.

Formou-se em Economia, e na arbitragem foi escalando rapidamente os diversos escalões do futebol, e no começo da década de 90 já apitava jogos na Série B e Série A. Foi também nessa altura que perdeu todo o seu pêlo facial, o que fez com que ganhasse a alcunha de Kojak, e ganhasse também um ar ainda mais ameaçador.

Aliás ele rapidamente virou uma estrela, sobressaindo mais do que os jogadores, devido a essa aparência física, em conjunto com a sua expressão facial, que fazia tremer qualquer um. Em 1995 já era uma presença constante na Série A, e começou também a ser internacional, fazendo parte dos quadros da FIFA.


Arbitrou vários jogos nos jogos olímpicos de 1996, incluindo a final, entre a Nigéria e Argentina, e começou a ser também uma figura de destaque  nas competições europeias de clubes. Em 1999 é o escolhido para a final da Liga dos Campeões, entre o Bayern Munique e o Manchester United.

Nos anos 90 se falássemos de árbitros, falávamos obrigatoriamente de Colinna. Até em Portugal ele era sobejamente conhecido, apreciado e motivo de conversa de café, como se fosse um jogador de um grande clube europeu. Todos apreciavam a sua rigidez, o seu olhar fulminante e até o seu sorriso, que aparecia de tempos em tempos.

Em 2002 é premiado com a sua escolha para árbitro da final do Mundial, com a grande final entre o Brasil e a Alemanha. Um prémio mais que merecido, até porque se aproximava a idade da reforma, o que veio a acontecer em 2005. Antes disso ainda apitou a final da Taça Uefa, entre o Valência e o Marselha, e o seu último jogo internacional foi no nosso país, num jogo de apuramento para o Mundial de 2006, entre Portugal e Eslováquia.

A federação italiana decidiu prolongar a idade obrigatória para a reforma, de modo a que este pudesse continuar a apitar jogos na Série A. O problema foi quando a federação acho que o contrato feito entre Coliina e a Opel, para uns anúncios, entravam em conflito pelo facto destes serem patrocinadores do Milão. Isso fez com que fosse ele a pedir reforma antecipada, e abandonar assim os relvados.

O seu último jogo foi para a qualificação para a liga dos campeões, entre o Everton e o Villareal. Continuou a aparecer em anúncios televisivos e jogos de caridade, e por incrível que pareça apareceu na capa de jogos de consola, algo reservado só para jogadores. Foi no Pro Evolution Soccer 4 e 5, mesmo que aparecesse rodeado de outros jogadores, não deixava de ser um feito considerável.

Deixou o seu nome na história do futebol, sendo árbitro do ano na FIFA de 98 a 2003, e em Itália em 1997, 98, 2000, e de 2002 a 2004. Uma figura incontornável de todos os que apreciam futebol.










domingo, 17 de fevereiro de 2019

... da Ondamania (Mola Maluca)

domingo, fevereiro 17, 2019 0
... da Ondamania (Mola Maluca)

Existiam brinquedos que nos divertiram muito na nossa infância, mas que agora ao olharmos para trás não percebemos bem como isso foi acontecer. A Mola Maluca é um desses exemplos, basicamente ficávamos a olhar para uma mola que normalmente se colocava a "descer" escadas e ficávamos contentes por isso mesmo.

Slinky no original, e em alguns Países Ondamania, foi um daqueles brinquedos que foi criado "por acidente". A ideia surgiu de um engenheiro, que trabalhava num estaleiro de navios de guerra, onde a sua função era criar umas molas que ajudassem a estabilizar e transportar alguns equipamentos no alto mar. O Engenheiro Richard James teve essa ideia em 1943, quando ao esbarrar numa dessas molas a viu cair por uma série de livros, para cima de uma mesa e depois para o chão, onde ficou em pé. Ele achou então que aquilo podia ser uma bela ideia para um brinquedo, e pediu um empréstimo de cerca de 500 dólares, para fabricar as suas primeiras 400 unidades.

Aquilo virou uma moda tal, que rapidamente se tornou um sucesso de vendas que continuou pelos anos fora, e voltou a ter alguma força na década de 80. Nos anos 90 já tinham sido vendidas mais de 300 Milhões de unidades. A partir dos anos 60 a empresa ficou sob o controle da mulher de Richard, que continuou a apostar forte neste brinquedo, e a manter o mesmo a um preço muito acessível. Segundo ela, este devia ser o brinquedo para as crianças que não tinham muito dinheiro, e que assim podiam ter algo simples e muito divertido.

 Nunca tive nenhuma mola destas, nem muito interesse em ter uma, mas confesso que achava alguma piada a ver aquilo a descer as escadas por si mesmo, mas passado 3 degraus ficava farto e não percebia como alguém queria continuar a ver aquilo.












sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

... das Meias de renda

sexta-feira, fevereiro 15, 2019 1
... das Meias de renda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

... da mini-série Raízes

quarta-feira, fevereiro 13, 2019 0
... da mini-série Raízes

Uma das melhores mini-séries de todos os tempos, Raízes mostrou-nos uma história de coragem e sofrimento, recebendo inúmeros prémios e mantém até hoje o terceiro lugar do episódio final com mais espectadores.

A mini-série Roots (Raízes) estreou em Janeiro de 1977, no canal ABC, e os 8 episódios tiveram muito boa aceitação por parte do público, tendo tido bons níveis de audiência, com o último capítulo a ser ainda hoje o 3º mais visto de todos os tempos. Tinham cerca de 70 minutos de duração, tendo sido editados mais tarde, para ficar em 6 episódios e ser editado em dvd.

Por cá foi transmitido pela RTP em horário nobre, pelas 20:30h, em 1982, e anos mais tarde pudemos rever, ou ver pela primeira vez como no meu caso, na SIC Gold. Na sua primeira emissão teve bastante sucesso, sendo uma presença constante na revista TV Guia. No Brasil também teve muito sucesso, fosse na Rede Globo, que emitiu os episódios ainda na década de 70, fosse na SBT, nos anos 80.

Baseado no livro de Alex Haley, que participou também no argumento da série, a história abordava o tema da escravatura, usando como fio condutor Kunta Kinte, um guerreiro africano que se torna escravo contra a sua vontade. LeVar Burton foi o jovem Kinte, e John Amos foi a sua versão adulta, e o climax da acção situa-se nos episódios onde eles aparecem.



O episódio onde cortam parte do pé de Kinte, para este não fugir mais, está na memória de todos, assim como a sua relação com Fiddler (Louis Gosset jr.). A história continua com os descendentes directos de Kinte, nomeadamente Chicken George (Ben Vereen), e vai até a guerra civil Norte-Americana.

Apesar dos erros históricos na série, e de algumas mudanças feitas para não alienar o público branco, a mesma continua a ser  muito apreciada, tendo tido direito a episódios extra anos mais tarde, e até um remake bem recente, feito pelo canal História. A série viveu da força do seu elenco, que para além de actores negros já com alguma experiência, contou com actores brancos de renome, como Lorne Greene e Robert Reed.

O nome da filha de Kinte, Kizzy, tornou-se imensamente popular, provando o impacto da série junto dos afro americanos, que adoraram este conto de gerações de uma família africana, desde Kinte até o seu neto George, que consegue a liberdade tão almejada pelo seu avô. 9 Emmys, 1 Globo de Ouro e 1 Peabody, foram alguns dos prémios de uma série que ainda hoje é mencionada em séries e filmes.











... destas marmitas

quarta-feira, fevereiro 13, 2019 0
... destas marmitas

Uma memória rápida, de ver pessoal com estas marmitas, de alumínio acho, com as suas refeições lá dentro. Lá por casa havia uma igual à com tampa vermelha, e fosse em casa de vizinhos ou de familiares, encontrava-se sempre uma destas.













terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

... do Arsenal dos anos 90

terça-feira, fevereiro 12, 2019 0
... do Arsenal dos anos 90

Os anos 90 foram muito bons para os fãs de futebol, e hoje volto a esses tempos para recordar a equipa do Arsenal. Um clube que manteve os 5 jogadores da sua defesa durante uma década, e que contou com nomes como Dennis Bergkamp, David Platt, Ian Wright, Schwartz e Patrick Vieira.-

O Arsenal começou a escrever algumas das melhores páginas da sua história, mesmo no final dos anos 80, e isso continuou a acontecer no começo da década de 90. Em 1990/91, o treinador George Graham tentava ser campeão de novo, como tinha sido em 88/89, e reforça o clube com o guarda redes David Seaman, um nome que se viria a tornar um símbolo do clube.

Foram bem sucedidos, acabando por ser campeão com apenas uma derrota em 38 jogos, muito por culpa de uma defesa sólida, que sofreu apenas 18 golos. Nela constavam nomes como Nigel Winterburn, Lee Dixon, Seaman e Steven Bould, que fizeram os 38 jogos, e ainda Tony Adams, que veio a falhar apenas 8 jogos.

Na temporada seguinte manteve-se o mesmo esquema, com uma contratação de peso, o atacante Ian Wright, que juntamente com Seaman, tornou-se um dos maiores nomes do clube de Londres. Nesse ano as coisas não correram tão bem, acabando a época num 4º lugar, não conseguindo também ir muito longe nas taças internas, e na Europa, foi eliminado pelo Benfica logo no começo da prova.


Já a época de 1992/93 foi um pouco estranha, terminaram o campeonato num 10º lugar, mas conseguiram conquistar a Taça de Inglaterra e da Liga, o que fez com que Graham fizesse algumas mudanças para o ano seguinte, contratando o médio sueco Stefan Schwartz, bem conhecido dos portugueses.

A nível interno ficaram pelo 4º lugar no campeonato, e foram eliminados precocemente das taças internas, mas a nível europeu a coisa foi diferente, com os gunners a conquistarem a Taça das Taças, com uma vitória sobre o Parma, que tinham conquistado o troféu no ano anterior.

1994/95 foi para esquecer, apesar de manter basicamente a mesma equipa, e a mesma defesa, o clube ficou pelo 12º lugar, e foi finalista vencido na Taça das Taças, não conseguindo ir muito longe nas outras competições internas. Isso fez com que Graham saísse do clube em Fevereiro, sendo substituído por Stewart Houston.

Bruce Rioch foi o substituto, mantendo os veteranos na defesa, que não davam sinais da sua idade, e contratando dois médios de grande qualidade, David Plat e Dennis Bergkamp. Mesmo assim o clube não esteve envolvido na luta pelo título, ficando pelo 5º lugar na competição.


Rioch durou um ano no clube, saindo em Setembro de 1996, entrando o francês Arséne Wenger, que se tornou o primeiro treinador estrangeiro do clube. Patrick Vieira e Anelka foram as contratações mais sonantes, com o clube a manter a mesma defesa (desde 1990) e nomes como Platt, Bergkamp e Wright. Rioch saiu devido a desacordos com a direcção, e Houston voltou a assumir interinamente, mas quando lhe disseram que não seria oficializado, decide também abandonar Highbury Park.

O terceiro lugar dessa época foi um prenúncio do que ainda viria, com o clube a voltar a sentir o gosto do primeiro lugar em 1997/98, numa temporada cheia de caras novas, com as contratações de Overmars, Luís Boa Morte e Emmanuel Petit para o meio campo, e mais alguns nomes para reforçar outros sectores do clube. A defesa continuava a mesma, um feito notável e fantástico, com esses jogadores a voltarem a ser campeões sete anos depois.

Não há dúvidas que isso tenha sido um dos principais factores nessa reconquista, assim como as grandes exibições de Bergkamp, que foi considerado o melhor jogador do campeonato. O clube venceu também a Taça de Inglaterra, enquanto que na da Liga, ficou pelas meias finais, tendo sido eliminado precocemente na Taça Uefa.


O final da década corria bem aos arsenalistas, com o clube a revitalizar o plantel, contratando vários jogadores estrangeiros, como os argentinos Caballero, para o meio campo e Nelson Vidas para a defesa, ou o nigeriano Kanu para o ataque, que via a referência Ian Wright abandonar o clube depois de tantos golos marcados pelos gunners.

Os fabulosos quatro mantinham-se na defesa, assim como o bigode de Seaman era presença assídua entre os postes de Highbury Park, num caso de longevidade poucas vezes visto no futebol. Isto apesar de Wenger promover uma maior rotatividade, criando maior frescura e competitividade no plantel.

Ficaram em segundo no campeonato, ficando pelas meias finais da Taça Uefa, e a mostrarem um futebol atraente, puxando os adeptos ao estádio. No final da década, vimos a primeira baixa na defesa de Higbury, com Bould a sair para o Sunderland, e no ataque viu-se entrar jogadores como Davor Suker e Thierry Henry, um nome que iria deixar a sua marca em Inglaterra.

Voltaram a ficar em segundo no campeonato, e na Europa, chegaram à final da Taça Uefa, perdendo com o Galatasaray nas grandes penalidades. Foi uma década com altos e baixos, mas com o clube a ganhar adeptos um pouco por todo o mundo, como por cá. Confesso que era um dos meus favoritos, a assistir aos resumos no segundo canal ao Sábado de tarde.









quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

... dos Bonecos da Timpo

quinta-feira, fevereiro 07, 2019 0
... dos Bonecos da Timpo

Tive alguns destes cruzados da Timpo, uma empresa de brinquedos britânica, fundada em 1938, que produzia bonecos de diferentes materiais, como chumbo, madeira, ou plástico. Ofereceram-me uns quantos quando era criança, e confesso que gostava bastante dos mesmos. Ficam aqui algumas imagens dos diferentes bonecos que fizeram.














segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

... dos Sumos Kas

segunda-feira, fevereiro 04, 2019 0
... dos Sumos Kas

Hoje recordo uns sumos que foram vendidos por cá durante algum tempo, oriundos de Espanha.

Os sumos Kas foram fundados no país basco em 1962, tendo aparecido no nosso país, penso que na década de 70, sendo vendidos por cá até o final do Século XX, tendo desaparecido dos nossos supermercados e hipers, apesar de ainda ser vendido no país vizinho. Lembram-se do sabor intenso?





Duas últimas imagens retiradas da página A Primorosa Colecção




domingo, 3 de fevereiro de 2019

... do Sinhozinho Malta

domingo, fevereiro 03, 2019 0
... do Sinhozinho Malta

Uma das personagens mais queridas das telenovelas, Sinhozinho Malta foi magistralmente interpretado por Lima Duarte na novela Roque Santeiro, e o seu bordão "Tô certo ou tô errado", ficou na memória de todos nós.

Francisco Teixeira Malta, conhecido como Sinhozinho Malta, era o manda chuva não oficial de Asa Branca, a cidade conhecida pelo seu santo padroeiro, Roque Santeiro. O actor Lima Duarte deu vida a esta personagem, que apesar de ser um dos vilões da trama, era também protagonista de muitos momentos de humor, especialmente ao contracenar com sua paixão eterna, a viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte.

Conhecido pela sua fazenda enorme, e sua criação de gado, odiava ser chamado de Coronel, mas ao mesmo tempo não se importava do respeito que lhe tinham e usava isso para controlar tudo e todos, inclusive o prefeito da cidade.

Foi dele a ideia de explorarem o mito Roque Santeiro, e de criar a personagem Viúva, e ficou por isso furioso quando se descobriu que este estava vivo e de volta a Asa Branca. Criou-se um triângulo amoroso com a viúva, e todo o sucesso comercial e turístico ficou ameaçado, chamando-o por isso de Carcará sanguinolento.


Usava o capataz da sua fazenda para serviços sujos, tentando matar várias personagens da trama, mas depois vinham os momentos de humor, seja a ajeitar o seu capachinho (Lima Duarte já era careca), seja a girar o seu pulso, abanando a sua pulseira e dizendo "Estou certo ou estou errado?".

Apesar de ser dito com um tom ameaçador, o público ria-se e achava piada ao bordão, tornando-se imensamente popular, tanto no Brasil, como em Portugal. Outros momentos de humor, vinham da sua relação com Porcina, com este a imitar um cachorro, lambendo a mão da sua dona.

A relação conflituosa com a sua filha, também ajudou a humanizar a personagem e mostrava todo o talento do actor. Uma grande personalidade da história da TV.












sábado, 2 de fevereiro de 2019

... do Pacheco

sábado, fevereiro 02, 2019 0
... do Pacheco

Hoje falo de um dos meus jogadores preferidos no final dos anos 80, começo da década de 90, António Pacheco.

António Manuel Pacheco Domingos nasceu a 1 de Dezembro de 1966, em Portimão, estreando-se no futebol em 1979, alinhando pelo Torralta e o Portimonense na sua juventude, e foi por esses 2 clubes que se estreou como sénior, dando nas vistas pela sua rapidez e qualidade técnica, tendo sido contratado pelo Benfica em 1987.

Apesar da qualidade do plantel encarnado, não tardou a afirmar-se como titular, e foi aumentando a sua influência no clube da luz com o passar dos anos. Jogando como extremo esquerdo, foi titular nas duas finais da Taça dos Campeões, perdendo para PSV e Milão, e conquistou dois campeonatos e uma taça de Portugal de águia ao peito,

Ao todo fez 162 jogos pelo Benfica, tendo marcado 30 golos e tornando-se uma figura querida dos adeptos, ao ponto de a dada altura reclamar do seu treinador Eriksson, por este o colocar a suplente. O treinador sueco colocou-o logo de castigo, e decidiu filmar um treino do extremo, mostrando-lhe de seguida, com este a admitir que era preguiçoso, e decidiu mudar a forma de encarar os treinos.



Com essa nova atitude, voltou a ser opção no 11 titular, e por aí ficou até o verão quente de 93, onde rescindiu com os encarnados e assinou pelo Sporting de Sousa Cintra, uma decisão tomada por discordar das decisões dos responsáveis do clube na altura.

O plantel do Sporting era jovem e de qualidade, mas Pacheco mereceu a confiança de Bobby Robson, estreando-se a titular logo no primeiro jogo da época, frente ao Salgueiros, e marcou o seu primeiro golo pelos leões no jogo seguinte, marcando o terceiro golo ao Setúbal, no Bonfim.

Eu estava contente, por ser fã do jogador, mas infelizmente não esteve sempre ao mesmo nível, tanto por culpa das lesões, como por depois não ser primeira opção de Carlos queiroz, saindo em 1995, assinando pelo Belenenses, onde também não foi muito feliz.

Foi contratado pelo Reggiana na temporada seguinte, onde fez 14 jogos e marcou 1 golo, voltando a Portugal para alinhar pelo Santa Clara dos Açores. No final da sua carreira, voltou a Lisboa onde alinhou pelo Estoril e pelo Atlético, onde ainda marcou muitos golos e jogou regularmente, retirando-se em 2001 com 34 anos.

Na selecção nunca foi uma aposta regular, tendo feito apenas 5 jogos com as quinas ao peito, tendo-se estreado pelas mãos do seleccionador Juca. Estreou-se como treinador mal acabou a sua carreira de jogador, tendo treinado o Atlético e o Portimonense.