quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

... das Gasosas e laranjadas da B.B.


Volto a recordar guloseimas de outros tempos, neste caso as laranjadas e gasosas da B.B.

Sempre tivemos uma boa variedade de sumos e gasosas no nosso país, e nos anos 60 e 70, eram várias as empresas nacionais à nossa escolha. A B.B. situava-se em Linda-a-velha, e até era bastante popular, com as suas garrafas bem largas, e o sabor característico do seu produto.




Imagem retirada de enciclopediadecromos








quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

... do Rambo


Uma das personagens mais marcantes do cinema, Rambo faz parte da galeria de heróis de acção, e tornou-se um símbolo dos anos 80.

Sylvester Stallone interpretou pela primeira vez esta personagem em 1982, e assim como com Rocky, o primeiro filme foi mais pessoal, com mais história e bastante elogiado pela crítica. A primeira aparição de John Rambo foi então em First Blood (Fúria do Herói), onde víamos um veterano do Vietname a sofrer com o seu regresso a casa.

Ao chegar a uma pequena cidade, sofre com a perseguição dos polícias locais, e acaba por ter que fugir e fazer com que toda a força policial fosse atrás de si. Neste filme a acção é menos explosiva, já que Rambo usa tácticas de guerrilha, usando o que encontra na floresta da cidade, existindo muito combate corpo a corpo, e mostrando como uma boa faca podia ser muito útil.

A faca de Rambo ficou famosa, todos queriam uma, e o visual do herói com uma fita na cabeça foi muito popular na década de 80. Não foi por isso de espantar que saísse uma sequela, o que veio a acontecer em 1985, e nesta segunda parte ele volta ao Vietname, para libertar uns prisioneiros de guerra. Neste filme, o nosso herói é mais violento, utiliza bastantes armas, e está bastante mais musculado.

Existia bastante merchandising à venda relacionado com a personagem, e por isso em 1988 sai mais uma película, onde o herói fica quase uma caricatura, com o exagero nas cenas de acção e explosões a torto e direito. Pelo meio existiu também uma série de desenhos animados, livros de banda desenhada e livros baseados na personagem.

Em 2008, Stallone ressuscitou a personagem, e o sucesso do filme fez com que já esteja a ser feito uma sequela.













domingo, 27 de janeiro de 2019

... do Miklós Fehér


Todos se recordam da trágica morte do jovem jogador do Benfica, que colapsa em campo para desespero dos colegas, e dos muitos portugueses que acompanhavam o jogo nesse dia.

Miklós "Miki" Fehér nasceu a 20 de Julho de 1979, na Hungria, e começou muito cedo a demonstrar os seus dotes de goleador, chamando a atenção dos olheiros do FC Porto, que o contratou em 1998. Devido à sua juventude, demorou a impor-se no nosso futebol, sendo emprestado primeiro ao Salgueiros, e depois ao Sporting de Braga, onde teve a sua melhor época.

Marcou 14 em 26 jogos, na temporada de 2000/01, ajudando o Braga a conseguir o 4º lugar, num campeonato conquistado pelo Boavista. Os arsenalistas eram treinados por Manuel Cajuda, que apostou bastante no jovem avançado, fazendo então com que o Porto o chamasse de volta para iniciar lá a época seguinte.

Mas uma discussão entre Pinto da Costa e o agente de Fehér, que se recusou a abandoná-lo, fizeram com que saísse pela porta pequena dos dragões. Assinou pelo Benfica em 2002, e foi ganhando o seu espaço na equipa de José António Camacho, apesar de ser tapado por nomes como o de Nuno Gomes.


Com 24 anos, a sua carreira estava ainda a começar a explodir, mostrando que tinha alguma qualidade técnica, para além de se entregar totalmente dentro das quatro linhas. Fora delas, era muito querido pelos adeptos e pelos seus colegas, por ser um "menino" educado e sempre com um sorriso nos lábios.

Foi com um sorriso nos lábios que o vimos com vida pela última vez, tendo sido esta a reacção do jovem húngaro depois de levar um amarelo de Olegário Benquerença no jogo que opunha os da Luz e o Vitória de Guimarães. Pouco depois curvou-se e caiu inanimado no relvado, sendo logo socorrido pelos seus colegas e pelos bombeiros. Sokota chegou a tirar a língua da garganta do seu colega para que este não sufocasse, enquanto os restantes jogadores começavam a temer o pior.

Tudo estava incomodado com a situação, com o jogo a terminar logo aos 90 minutos, e a conferência de imprensa a não demorar muito também. Jorge Jesus, que treinava o Guimarães na altura, disse logo que só falaria do jogador e que só queria que este recuperasse logo.

Infelizmente foi mesmo nesse dia. 25 de Janeiro de 2004, que Fehér viria a falecer, por complicação cardíaca. Os dias que se seguiram foram de grande comoção, ficou na memória de todos a imagem do treinador espanhol José António Camacho, conhecido por ser um homem duro, a chorar no velório do seu jogador, ou das promessas do recém eleito presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, que prometeu dedicar o título de campeão a Fehér, conseguindo isso no ano seguinte.

Todos ficaram afectados pela morte deste jovem jogador, e o seu sorriso ficou assim imortalizado entre nós.











quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

... do Henrique Mendes


Hoje recordo aqui um dos maiores comunicadores do nosso pais, Henrique Mendes.

Henrique Mendes nasceu a 2 de Janeiro de 1931 na Ajuda, começando a sua carreira no audiovisual como locutor da Rádio Renascença em 1950. Artur Agostinho decidiu dar-lhe uma oportunidade na televisão, e em 1958 apresentou o Festival da Canção, evento que voltou a apresentar por diversas vezes.

Na RTP apresentou também o Telejornal, sendo uma cara bastante conhecida dos portugueses, especialmente pelo público feminino, que o considerava um galã. Teve diversos problemas na altura da revolução dos cravos, tendo que emigrar para o Canadá com a sua segunda mulher, a actriz Glória de Matos.

Fundou uma rádio, apresentou noticiários e tornou-se uma cara querida da comunidade portuguesa nesse país. O amigo Raul Solnado ajudou para que regressasse a Portugal em 1979, onde voltou à Rádio Renascença, assumindo o cargo de director de programas, mas continuando a dar voz a inúmeros programas, estando na rádio 18 anos.

Emídio Rangel decidiu apostar nele para apresentar programas na SIC, e foi ele a cara do mega sucesso Ponto de Encontro, para além de ter apresentado também o Caça ao Tesouro. Foi também actor na série Médico de Família, tornando-se de novo uma personalidade muito querida dos portugueses.

Faleceu a 8 de Julho de 2004, dois anos depois de ter sido considerado pelo Expresso uma das figuras mais importantes do último quarto de Século do nosso país.







segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

... da Novela O Rei do gado


Hoje recordo a novela Rei do Gado, um dos sucessos da Globo no final dos anos 90, com uma grande interpretação de Antônio Fagundes.

Rei do Gado estreou a 17 de Junho de 1996, estando no ar até 14 de Fevereiro de 1997, no mítico horário das 20h da Rede Globo. Por cá foi transmitida pela SIC, também em horário nobre, e assim como no Brasil, teve algum sucesso, notando-se especialmente na popularidade que o nome Luana ganhou no nosso país.

Não teve os números esperados, mas ainda assim foi das melhores da segunda metade da década de 90, e popularidade não lhe faltou, com as expressões das personagens a serem repetidas pelo público. No Brasil, chegou a ser alvo de discussão no Senado, pela forma como foram retratados senadores na trama, e o popular programa Casseta e Planeta fez várias paródias, com nomes como Rei Drogado, ou Rei Cagado. Por cá a popular Rádio Cidade fez o Rei Tardado.

A história é dividida em 2 fases, uma em 1943 e outra na actualidade, mostrando a trajectória de duas famílias de imigrantes italianos (que não se davam), os Berdinazzi e os Mezenga. Como em todas as tramas do género, os filhos apaixonam-se um pelo outro, e vivem um amor proibido. Tarcisío Meira e Antônio Fagundes eram os patriarcas, com Vera Fischer e Eva Wilma nos papeis das esposas, um elenco de luxo, que contava ainda com nomes como Leticia Spiller, Raul Cortez, Fábio Assunção e Patrícia Pillar em papeis secundários.

Não fui fã da novela, apesar de gostar do genérico, mas estas histórias de época nunca me puxam muito, mas recordo-me do brilharete do Fagundes, que para além de patriarca, continuou na novela quando passou para a actualidade, representando o seu neto.













sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

...das Caixas de plástico Edmar

Era rara a cozinha portuguesa sem uma destas caixas de plástico da Edmar.

Uma empresa portuguesa, sediada em Leiria, que aproveitou a febre pelo plástico e lançou uma série de produtos, com o campeão de vendas a ser uma série de caixas para a cozinha. Açúcar, sal. pão, farinha, e muito mais, havia várias caixas para guardar de tudo um pouco. Lá por casa eram umas cremes.



Fotos retiradas de https://www.facebook.com/1900aprimorosacoleccao/












quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

... do Pit, o Coelhinho Verde


Hoje recordo uns desenhos animados de produção nacional, as aventuras de Pit, o coelhinho verde.

Uma criação de Maria Tomásia Correia, Pit, o coelhinho verde, teve uma série de livros aos quadradinhos editados nos anos 70, com desenhos do seu marido, Fernando Correia. Na década de 90, a RTP decidiu criar uma série de animação baseada nestes livros, com a realização a cargo de Fernando Correia.

Foram 13 episódios, transmitidos entre 10 de Dezembro de 1994 e 29 de Março de 1995, ao sábado de manhã no Canal 1. Eram episódios com cerca de 10 minutos de duração, com Isabel Wolmar a dar a voz ao pequeno coelho Pit, para além de cantar a música do genérico. No elenco tínhamos ainda Rui de Sá, Fernanda Figueiredo e António Semedo.

Ramon Galarzza tratava da produção musical, nos estúdios da produtora do desenho, a Tobis. Os autores dos livros, voltavam aos seus papeis originais, com o argumento e diálogos a serem feitos por Maria Tomásia, e os desenhos por Fernando Correia.




alguma informação retirada do site Brincabrincando




domingo, 13 de janeiro de 2019

... do Ovo estrelado da carta de condução


Hoje deixo uma lembrança rápida, de algo que atormentava os que tinham acabado de tirar a carta, um dístico amarelo que tinham que colar no seu carro.

Era um autocolante com o número 90 dentro de um círculo amarelo, rodeado por um fundo branco, o que fez com que ganhasse o nome de "Ovo estrelado". Todos os que tinham carta há menos de um ano tinham que usar isto, e não podiam ultrapassar os 90 km. Existia um lado positivo, percebia-se logo quem tinha carta há pouco tempo, e por isso facilitava-se a vida a eles. Tiveram que usar isto?








quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

...da Rádio Comercial (anos 80)


A Rádio Comercial faz 40 anos, e neste post deixo as minhas memórias desta estação, dos programas que ouvia na companhia da minha avó.

Já falei no blog de programas de rádio da Comercial, afinal era a estação preferida da minha avó, e eu passava muitos dias com ela. Lembro-me do problema que era ao mudar de posto, e depois não sintonizar a tempo para o que a minha avó queria ouvir.

Ruy Castelar era o seu preferido, o programa Café da manhã era ouvido com toda a atenção, e lembro-me dela ficar triste depois do programa ter terminado. Não me recordo bem do que se falava por lá, ficava a ler ou a brincar no chão, mas ainda hoje consigo reconhecer a voz do senhor, e que voz que ele tinha.

Depois ao almoço era tempo de Graça com todos, com os míticos Parodiantes de Lisboa, que confesso que me faziam rir de tempos a tempos. Eram piadas simples, num programa cheio de ritmo, e onde o anúncio às Chaves do Areeiro era uma presença constante.

imagem retirada do blog radio critica

Outro nome que me habituei a ouvir, foi o de Carlos Ribeiro, outro que a minha avó gostava de ouvir, e depois havia o Luís Pereira de Sousa, que eu adorava ouvir e ela não. Outro programa que ouvíamos juntos, era o quando o telefone toca. onde eu ficava muitas vezes a tentar gravar as músicas que mais gostava.

As poucas noites que passei na casa dela, fica-me na memória dois programas,O passageiro da noite, e o No calor da noite.  Como ouvia tanto a estação na casa dela. foi normal que na minha, ouvisse por vezes, o posto, se bem que na versão FM. Apanhei alguns como Todos no Top ou Rock em Stock mas o que gostava mais, era o Tardes de desporto ao Domingo. Nomes fantásticos, e onde tentava saber tudo sobre a jornada desportiva, e o meu Sporting.

Uma rádio fantástica, que voltei a acompanhar regularmente no final da década de 90, e que tantos bons momentos me proporcionou.








segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

... das lojas Por-fi-ri-os





As lojas Por-fi-ri-os eram muito populares, conhecidas pelas suas roupas coloridas e arrojadas, isto num Portugal ainda muito cinzento.

A marca nasceu no Porto nos anos 50, em Santa Catarina, fundada por Porfírio Augusto de Araújo, e a loja era conhecida como Porfirio das meias, por ser esse o produto mais vendido por lá. Existiam anúncios nos eléctricos, e chegou até a ser mencionado num filme português, o "A costureirinha da Sé", onde segundo o apresentador de um concurso, um dos prémios era gentilmente oferecido pelos Porfirios das meias.

A loja do Porto apresentava logo à entrada um espaço com meias, cintos e outro vestuário, e mais para dentro podíamos encontrar um corredor decorado com luz negra (como nas boites), onde se situava de um lado a roupa masculina, do outro a feminina.



A 5 de Dezembro de 1965, é inaugurada uma loja Por-fi-rios em Lisboa, na rua da Victória, pelos irmãos António e Luís Porfírio. conhecida como Por-fi-ri-os Contraste. Com a particularidade das empregadas se apresentarem de mini-saia, começou a ser alvo de romarias, principalmente pelos mais novos.

Na versão lisboeta mantinha-se a decoração com salas escuras, mas fazia-se um contraste com luzes psicadélicas, para acompanhar a música sempre bem alta, imitando as lojas de Londres.

A roupa colorida, inovadora, era uma pedrada no charco de um Portugal ainda muito cinzento. Como os dois irmãos visitavam as principais feiras de confecções na Alemanha, França e Reino Unido, apresentavam na sua loja roupas inovadoras, com os modelos mais modernos e irreverentes a virem de Londres.

O sucesso junto do público jovem era normal, lá podia-se encontrar calças boca de sino, mini-saias, collants coloridos, blusões e camisas estampadas e muitos anéis, colares, cintos, lenços para todos os gostos.

foto da página a primorosa colecção
Nos jornais e revistas enaltecia-se essa juventude e irreverência, comentava-se como a loja era um sucesso, sempre cheia, e trouxe a cor e jovialidade a um povo ainda muito sereno, mas cheio de vontade de se libertar e se divertir.

Deixavam assim de se vestir com roupa datada, tipo fardas, para se parecerem mais com os jovens do resto da Europa. O problema eram os mais velhos, com muitos pais a acharem as filhas parecidas com prostitutas, e os filhos uns hippies calões. Era também conhecida por ser uma loja com preços mais em conta, ao alcance de todos, e isso foi parte integrante para o seu sucesso.

Só foi perdendo gás no final do Século XX, fechando a de Lisboa e do Porto  no começo do Século XXI. Alguém aí comprou roupa lá?





Últimas fotos e alguma informação retirada do blog Restos da colecção.