2019 - Ainda sou do tempo

domingo, 7 de julho de 2019

... do Vento nos Salgueiros (Wind in the willows)

domingo, julho 07, 2019 0
... do Vento nos Salgueiros (Wind in the willows)


Tivemos sempre acesso às produções de qualidade que vinham de Inglaterra, como é o caso do Vento nos Salgueiros.

Wind in the Willows (Vento nos Salgueiros), foi um livro infantil escrito por Kenneth Grahame em 1908, mostrando as aventuras de 4 animais antropomórficos numa Inglaterra bucólica, de outros tempos e com outra classe e encanto. Grahame tinha escrito a história em diversas cartas para o seu pequeno filho, Anos mais tarde lembrou-se de as reunir, e editar um livro que lhe rendeu uma fortuna, dando-lhe a oportunidade de deixar o seu emprego e tudo.

Começou a ficar mais famoso ainda quando a obra começou a ser adaptada para o teatro, dando um maior destaque ao sapo, algo que continuou a acontecer aquando das adaptações para TV. Em 1983 a Cosgrove Hall films produziu para a Thames Television um filme em stop motion, que veio a ganhar um Bafta e um Emmy. O filme de 80 minutos foi transmitido pela iTV, com alguns actores conhecidos a emprestarem as vozes a estas personagens carismáticas, e com música de artistas de bandas como Herman's Hermits.

Com o sucesso do filme produziu-se uma série que teve 5 temporadas e 65 episódios, transmitida entre 1984 e 1987 (a 5ª em 89), e que passou na RTP. Já não me recordo se dobrada em Português se no seu original e com legendas, mas sei que a música do genérico era em Português e pela voz de Jorge Palma, eis a letra da música:




VENTO NOS SALGUEIROS

Enquanto eu seguia caminhando
Em uma manhã na primavera
Eu encontrei alguns viajantes
Em uma velha estrada rural

Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorriu enquanto disse

REFRÃO:
"Com o vento nos salgueiros
Os pássaros no céu
Há um sol radiante para nos aquecer
Onde quer que deitemos...
Nós temos pão e peixes
E um jarro de vinho tinto
Para dividir em nossa jornada
Com toda a humanidade."

Então eu lhes pedi
Que me dissessem seus nomes e sua raça
Assim eu poderia me lembrar
De cada sorriso em seus rostos

"Nossos nomes, não querem dizer nada...
Eles mudam ao longo do tempo
Então venha se sentar ao nosso lado
E dividir nosso vinho"

REFRÃO

Então eu me sentei ao lado deles
Com flores por toda parte
Nós pegamos um manto
Estendemos no chão

Eles me contaram sobre os profetas
E povos e reis
E tudo de um Deus
Que tudo sabe

"Nós estamos viajando para Glaston
Sobre as estradas verdes da Inglaterra
Para ouvir sobre os problemas dos homens
Para ouvir suas dores
Nós viajamos o mundo todo
Sobre terra e mar
Para dizer a todas as pessoas
Como elas podem ser livres..."

REFRÃO

Tão tristemente eu as deixei
Naquela velha estrada rural
Pois eu sabia que nunca mais os veria
Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorria enquanto dizia...

No filme foram omitidos alguns capítulos do livro, e tinh uma ou outra diferença, mas a série já foi bastante mais fiel à fonte. Vemos assim como uma Toupeira cansa-se das limpezas da Primavera e decide ir apanhar ar e passear, indo parar a um local onde encontra o Rato e o seu barco, depois de alguns passeios trava amizade com ele, e começam a andar muito tempo juntos. No verão decidem visitar o Sapo, um animal rico que vive num salão imponente. O sapo por norma é sempre bastante animado e divertido, e está sempre a trocar de hobbys e de passatempos.

Mais tarde conhecem o Texugo, completando assim o grupo de animais que vai viver as aventuras juntos e se tornam bons amigos. Aparecem mais animais nas histórias e capítulos, mas este grupo torna-se aquele de onde parte toda a acção.

Nunca fui muito fã deste tipo de programa, feito por stop-motion mas este realmente tinha um encanto especial e lembro-me de gostar de ficar a ver com encanto aquelas paisagens todas e as aventuras que eles viviam.











segunda-feira, 1 de julho de 2019

... dos X-Files (Ficheiros Secretos)

segunda-feira, julho 01, 2019 0
... dos X-Files (Ficheiros Secretos)

Foi uma das séries de mais importantes da década de 90, com as frases "I want to believe" e "The truth is out there", a aparecerem um pouco por todo o lado.

Ficheiros Secretos (Arquivo X no Brasil, X-Files no original) foi um marco na Televisão, a série esteve no ar quase 10 anos, de 1993 a 2002 com 9 temporadas. Foram 202 episódios que deram origem ainda a 2 filmes anos mais tarde, e um regresso à televisão recentemente, num nova temporada. Em Portugal foi transmitido pela TVI na segunda metade da década de 90,, tornando-se uma das imagens de marca do canal, e no Brasil foi transmitido pela rede Record

A Segunda feira à noite era sagrada, todos sabíamos que era dia de X-Files, e por isso a seguir ao jantar, mudávamos para a TVI para assistir a mais um episódio desta série, que nos conquistava com as suas teorias da conspiração, a abordagem constante à possibilidade da vida Alienígena entre os Humanos, e o carisma dos seus 2 protagonistas.

David Duchovny era Fox Mulder, um agente do FBI que crê no Sobrenatural e na existência de vida Extra Terrestre, vivendo atormentado pelo rapto da sua irmã (segundo ele por aliens) e ganhando com isso inimigos, para além de ser alvo de gozo dentro do FBI. 
A sua parceira Dana Scully, interpretada por Gillian Anderson, servia como uma âncora para a realidade, com o seu sentido céptico da vida, a tentar encontrar sempre razões lógicas, e explicações científicas para as teorias de Mulder.




A série vivia do mistério nos seus plots, do suspense e de alguma acção temperada Q.B. com alguns momentos de humor, e até alguma química romântica entre os 2 protagonistas. Durante as primeiras sete temporadas, há uma evolução na história que permite descobrir que existia realmente uma invasão Alienígena, com a própria Scully a render-se às evidências que culminam no rapto de Mulder por parte desses aliens (uma forma de afastar o actor devido a conflitos em tribunal entre ele e os produtores), que é assim substituído pelo actor Rober Patrick (John Dogget) nas duas últimas temporadas, com Mulder a aparecer apenas esporadicamente.

Scully recebe ainda a ajuda de Monica Reyes (a actriz Annabeth Gish) que acaba por ficar como protagonista quando Scully abandona o FBI. A série tinha ainda 2 personagens muito importantes, o supervisor de Mulder e Scully, Walter Skinner(Mitch Pilegi) e o Smoking Man (William B. Davis), para além de outras que apareciam regularmente, como o grupo de geeks a quem os agentes pediam ajuda em alguns casos.

Uma série que marcou a cultura Pop e ainda hoje é referenciada como uma das melhores da televisão. Nem sempre tinha paciência para os constantes monstros diferentes todas as semanas, mas gostava de alguma das teorias e o fio condutor das histórias da série.












quinta-feira, 27 de junho de 2019

... da Mulher do Sr. Ministro

quinta-feira, junho 27, 2019 0
... da Mulher do Sr. Ministro

Um dos melhores programas de humor dos anos 90, Mulher do Sr. Ministro mostrou todo o talento de Ana Bola como autora e actriz.

A Mulher do Sr. Ministro podia-nos lembrar a britânica "Yes prime minister" mas era muito mais do que isso, tinha uma personalidade própria, e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e assim como nos seus programas, também Ana Bola soube reunir um elenco de extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, o Ministro Rocha, a pessoa ideal para representar um ministro incompetente, ingénuo, que se deixava levar por alguém mais forte, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa (a afilhada de Lola Rocha), uma pessoa simples, que vinha da terrinha, e 
que se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João Cabral.

No escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro, e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".




A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha, sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos, até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados, ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa, que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá.

















segunda-feira, 24 de junho de 2019

... do Bronzaline

segunda-feira, junho 24, 2019 0
... do Bronzaline

Muitos devem ter usado este bronzeador, que garantia um belo escaldão em pouco tempo.

Era um produto da Nally, empresa sediada no Campo Grande, em Lisboa, fundada ainda nos anos 30 conhecida pelo seu creme Benamôr, usada por nomes importantes da nossa sociedade. Em 2009 foi comprada por 3 empresários que decidiram relançar alguns destes produtos, para um mercado de luxo.

O Bronzaline foi um dos seus sucessos, embora muitos se queixassem de não ser muito eficaz a evitar um escaldão.

Primeira e última imagem retiradas do Santa Nostalgia.















sábado, 22 de junho de 2019

... do Indiana Jones

sábado, junho 22, 2019 0
... do Indiana Jones

Lembro-me de ver o Indiana Jones pela primeira vez na televisão, devia ser entre 1986/88, e fiquei logo fã da personagem. 

Raiders of the Last Ark estreou em 1981, e foi uma prova do amor de Steven Spielberg pelos seriados de aventura, ressuscitando esse género em Hollywood, depois de Indiana Jones ser um sucesso de bilheteira

O filme começava mostrando um aventureiro numa selva, entrando dentro de um templo para tentar roubar um ídolo de ouro. Este tem que enfrentar diversas armadilhas rústicas, com a ajuda da sua inteligência e do seu chicote, enquanto que ao fundo ouvimos uma música que dá ainda mais emoção à coisa toda. O que mais me recordo, foi do medo que tive quando o nosso herói e a sua parceira feminina se encontram num buraco escuro cheio de cobras, e tinham que arranjar forma de escaparem daquilo tudo e chegarem à superfície.

A história envolve ainda Nazis e a procura de uma arca sobrenatural que roça conteúdos religiosos, o que dá ao filme uma aura um pouco polémica para o que estávamos habituados a ver. Mas o que interessa é que aquilo tudo deu um excelente filme de aventuras, mais um belo filme da casa do Steven Spielberg e que rapidamente se tornou um marco e um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica. Um Harrison Ford em forma e carismático ajuda à coisa toda, as suas tiradas cómicas ajudavam a aliviar a acção da coisa, e nos prendia ainda mais à personagem.

Cenas como a bola de pedra a rolar para cima do Indiana ficaram na nossa mente e tornaram-se um ícone do cinema, assim como a troca do ídolo de ouro por um saco cheio de areia. O filme é cheio de peripécias, que acaba com elementos sobrenaturais a eliminarem os vilões da história e a pregarem-nos um grande susto

Foi uma pena o segundo filme seguir uma toada muito mais sombria, muito mais sóbrio e perder assim muito do espírito do primeiro. Enquanto que nos Salteadores da Arca Perdida os elementos sobrenaturais eram apenas um complemento ao plot, com a aventura em primeiro plano, no Templo Perdido a coisa inverte-se, e afasta assim aquele público adolescente e pré adolescente que tanto tinha vibrado com o primeiro filme.




Spielberg apercebe-se disso, e decide então terminar a trilogia com um filme mais leve e de regresso à toada de aventura, regada com humor, do primeiro filme. E foi assim que no final da década de 80 e começo da década de 90, todos nós vibrámos com o Indiana Jones e a grande Cruzada, um filme que tinha o bónus de ter o James Bond Sean Connery no papel de pai do nosso herói.

Tive algum material de merchandising deste filme, como um Dossier para a escola e um estojo, e gostei muito de ver o filme, já que este foi regado com muita acção, com aquela música maravilhosa sempre em destaque, e com bons momentos de humor. É impossível não rirmos com a cena em que Ford encontra-se com Adolph Hitler, e este autografa o seu livro, ou com os diálogos entre pai e filho que têm momentos bem engraçados entre os dois, enquanto trocam farpas sobre o passado do nosso herói.

Esta é outra coisa interessante do filme, temos muitas cenas que nos mostram mais sobre o passado do nosso herói, mostrando como ele usou o chicote pela primeira vez, como recebeu o chapéu de aventureiro ou como ficou com o medo patológico de cobras. O papel de Indiana Jones jovem era desempenhado pelo actor River Phoenix, e as cenas agradaram tanto o público que se produziu uma série de TV que mostrava as crónicas de um jovem Indiana Jones e várias graphic novels. Um herói que atravessou várias vertentes da comunicação social, já que até uma série de banda desenhada teve direito, publicado pela editora Marvel Comics e que teve algum sucesso.

É uma daquelas sagas históricas de Hollywood e que deve ser visionada por todos os fãs de bom cinema para se deliciarem com umas películas bem divertidas e cheias de acção.










domingo, 16 de junho de 2019

... do Art Attack

domingo, junho 16, 2019 0
... do Art Attack

Pedro Penim apresentou a versão portuguesa do programa Art Attack, sendo um dos principais responsáveis pelo sucesso que teve no nosso país.

O programa teve origem na Inglaterra, criado por Neil Buchanan para a Independent Television em 1990. A ideia era mostrar às crianças como podiam criar "arte" a partir de objectos que tinham lá por casa, ensinando-os também a reciclar. Podiam ser quadros, brinquedos, esculturas, valia tudo, utilizando coisas como massa, cartolina, cola ou elásticos.

Em 1998 a Disney comprou os direitos para transmitir o programa internacionalmente, e criou versões próprias, com apresentadores nativos desses países. algumas com muito sucesso, como a do Brasil, Espanha e Portugal. Pedro Penim foi o apresentador escolhido, e o seu passado como actor ajudou a que tivesse um grande à vontade com a câmera, e nem precisasse de teleponto.

Os ingleses adoravam-no, chegou a ir várias vezes aos estúdios em Londres, e em 2005 chegou a apresentar também o do Brasil. Em estúdio Penim era acompanhado pelo cabeçudo, e o "mãozinhas" (que era o próprio Buchanan). Juntos encantaram uma geração, que sabia assim aproveitar coisas como rolos papel higiénico, e fazer brinquedos que podiam usar.

Em 2012 é substituído por Salvador Nery, mudando também o cenário e genérico.











terça-feira, 11 de junho de 2019

... do Lecas (José Jorge Duarte)

terça-feira, junho 11, 2019 0
... do Lecas (José Jorge Duarte)

José Jorge Duarte é um actor conhecido da nossa televisão. a sua voz é reconhecida por muitos, pelos seus trabalho de dobragem, mas para uma certa geração, ele é simplesmente o Lecas.

José Jorge Marques Duarte de Jesus nasceu a 7 de Abril de 1963 em Almada. e ficou conhecido no mundo artístico quando venceu o concurso Écran Mágico da RTP 2 em 1979. Artur Semedo, que era júri no programa, decidiu apostar nele e o actor começou a aparecer em sketchs de diversos programas. Em 1984 era já uma presença constante nos nossos ecrãs, colaborando em programas como Eu Show Nico e Zarabadim.

Eduardo Gomes, director de programa da RTP na altura, convida-o para apresentar o programa que dava aos Sábados de Manhã, onde eram transmitidos os desenhos animados para os mais novos. Com liberdade total para criar a personagem, deu-lhe um cunho próprio e esta tornou-se um enorme sucesso. O nome Lecas veio do coelho de Eduardo Gomes, mas tudo o resto foi criação do actor.

Foi então no Juventude e Família que estreia a personagem, que teve direito a um background e tudo, José Duarte deu-lhe o nome de Idalécio Completo Sepúlveda, que em pequeno era chamado de "meia-leca", e a alcunha ficou. Até teve direito a família, a sua namorada era a Lola (interpretada por Paula Fonseca), e tinha um primo chamado Desatino (José Pedro Gomes).



O modo original e castiço como apresentava o programa depressa conquistou-nos a todos, os mais novos deliravam com o seu à vontade e forma de falar. e os pais até lhe achavam alguma piada, tornando-o um dos rostos mais populares da RTP. Alguma crítica não era fã do seu modo de apresentar, e só o do Expresso elogiou a sua forma de estar, algo que deu força ao actor nesta nova carreira.

Confesso que no começo não lhe achava muita piada, mas depois comecei a engraçar com ele, e houve outros programas onde gostei mais de o ver. Começou a ser a principal cara de programas infanto-juvenis, apresentando "A hora do Lecas" e o "Lecas, mais certo que sem dúvida", e não estava só limitado aos Sábados de manhã.

Os seus programas tinham uma constante, divertir a ensinar, com canções e passatempos didácticos, tudo de uma forma irreverente e muito divertida. Foi por isso que sempre agradou a pais e filhos, e começou a ter outras oportunidades na TV, noutro tipo de programas, isto para além de ser uma presença regular em peças de teatro.

Foi um dos primeiros rostos da SIC, mas depois decidiu dedicar-se à dobragem, tornando-se um dos maiores nomes do meio, e um dos melhores directores de dobragem do nosso país. Ainda hoje é reconhecido na rua como o Lecas. algo acabou por aceitar na sua vida.



sexta-feira, 7 de junho de 2019

... das Raspadinhas da Matutano

sexta-feira, junho 07, 2019 0
... das Raspadinhas da Matutano

Lembram-se destas Raspadinhas? Mais um brinde popular da Matutano, onde tínhamos que raspar as setas e ver se conseguíamos o prémio. Mais uma imagem da bela colecção do Hugo Fernandes.











terça-feira, 28 de maio de 2019

... destas garrafas de Vinagre

terça-feira, maio 28, 2019 0
... destas garrafas de Vinagre

sexta-feira, 17 de maio de 2019

... do Programa Encontros Imediatos

sexta-feira, maio 17, 2019 0
... do Programa Encontros Imediatos

Um dos programas de maior sucesso da SIC, especialmente quando começou a ser apresentado por Maria Vieira.

Encontros Imediatos foi uma adaptação de alguns programas televisivos Norte-Americanos dos anos 60, em especial do Dating Game, e o conceito era simples, o de tentar promover uma nova relação. SIC começou a transmitir isto em 1992, tendo tido como primeira apresentadora a veterana actriz Manuela Maria, sendo depois substituída pela Maria Vieira, e com esta à frente, o concurso subiu ainda mais nas audiências. 


A actriz cómica tentava tirar o melhor partido das situações e extrapolava tudo o que acontecia, e muitas vezes aparecia transformada numa personagem qualquer, como uma empregada de limpeza ou um cupido, e apresentava aquilo encarnando essa personagem.

3 rapazes, ou 3 raparigas, ficavam à mercê das perguntas que vinham de um pretendente, que estava do lado de lá de uma parede que os separava. Com essas perguntas tentava-se filtrar qual das pessoas podia ser a alma gémea, e tentar sair dali com uma relação.

Esteve no ar até 1994, sei que dava aos fins de semana mas não sei a que dia, se bem que tenho memória de ver os apresentados pela Maria Vieira ao Sábado. No final de cada programa para além do encontro romântico, oferecido pelo canal (e que podiam ir desde um jantar num restaurante de luxo a uma viagem aos Açores), recebiam também cheques avultados e vales de compra. Amor comercial no seu melhor.

Alguém se lembra disto?












quarta-feira, 15 de maio de 2019

... da Karto

quarta-feira, maio 15, 2019 0
... da Karto

A Karto foi uma das concorrentes da Majora, de certeza que alguns de nós já tiveram pelo menos um ou dois jogos desta companhia.

Não consegui dados da empresa, mas lembro-me de alguns dos jogos mais importantes. Existia o da Bolsa, O Risco, e o das Eleições (com os partidos políticos), tudo bastante elaborado e um pouco complexo. Aliás até tenho ideia de que os seus jogos por vezes eram um pouco mais elaborados, apesar de também terem tido jogos típicos de tabuleiro, ou outros de mesa mais infantis.

Nos de tabuleiro, deram-nos a versão portuguesa do Snakes and ladders, chamado Sobe e Desce, e tiveram versões também do jogo da Glória. Tiveram clássicos como Batalha Naval, Dominó ou Loto, e vários Puzzles e afins mais infantis com personagens como a Heidi e a Família Pituxa.

Também faziam sucesso com temas mais desportivos, como A Volta a Portugal em bicicleta e um do Mundial de futebol de 74. Lembro-me de jogar o das eleições, e de até gostar das coisas mais elaboradas desta empresa, apesar de ter tido mais da Majora.


Imagens Mistério Juvenil
Imagem Jogopedia

Primeira e última imagem de amojogos.wordpress




quinta-feira, 9 de maio de 2019

... do Nokia N-Gage

quinta-feira, maio 09, 2019 1
... do Nokia N-Gage

Uma tentativa da Nokia para entrar no mercado das consolas portáteis, criando um híbrido com todas as características de um telemóvel, e com a possibilidade de jogar também.

O modelo N-Gage foi lançado pela Nokia a 7 de Outubro de 2003, e algumas lojas não sabiam como o comercializar. Umas colocavam-no junto das consolas, outras junto dos telemóveis. Isso também não ajudou ao seu sucesso, com o aparelho a nunca incomodar o Game Boy Advance, e a ser um falhanço de vendas.

Com um ecrã de 3.5 cm por 4 cm, possibilitava ver os jogos com alguma qualidade, tendo um bom processador de imagem e pecando apenas nas teclas, que não eram muito práticas para os jogadores. o aparelho complementava isso com as vantagens de se poder fazer e receber chamadas, enviar SMS, ouvir MP3 ou rádio e até e-mails era possível.

Foram lançados 64 jogos, com o apoio de produtoras como Activision, Sega ou Codemasters, entre outros. Títulos como FIFA, Call of Duty, Bomberman ou Sonic, permitiam agradar todo o tipo de jogadores, mas nem isso ajudou para que a consola vingasse. Como telefone era pouco prático, e por isso o modelo foi morrendo aos poucos. A Nokia tentou de novo reformulando o seu design (mais oval), mas não foi o suficiente.










quarta-feira, 8 de maio de 2019

... dos 2 Stupid dogs

quarta-feira, maio 08, 2019 0
... dos 2 Stupid dogs

Foi um dos programas mais divertidos da década de 90, um dos últimos a ser transmitido no nosso país com uma dobragem em português do Brasil.

Os 2 Cachorros Trapalhões/Bobos (2 Stupid Dogs) foram criados por Donovan Cook nos estúdios da Hanna-Barbera em 1993, numa altura que estes faziam parte do império de Ted Turner, e por isso estes desenhos animados foram transmitidos pela TBS de 5 de Setembro de 1993 a 13 de Fevereiro de 1995.

Por cá pudemos ver a série em 1995, no programa Buéréré transmitido na SIC, na sua versão dobrada em Português do Brasil. Há muito que isso não acontecia pelo nosso país, mas até foi uma boa opção já que a dobragem adequava-se à loucura do desenho animado, e respeitava o seu espírito na perfeição, o que pude comprovar quando anos mais tarde vi a versão original no Cartoon Network.

Foram duas temporadas de 36 episódios que mostravam as aventuras de 2 cães não muito inteligentes, numa animação algo incomum para a época, com um aspecto mais simplista lembrando as animações clássicas do estúdio HB, mas com um humor à anos 90.

2 Stupid Dogs é o responsável pelo revitalizar dos estúdios da Hanna-Barbera, com um sucesso em vários países devido a um tipo de humor muito próprio, e que realçava sempre na perfeição a estupidez dos dois cães. Gostava sempre quando um osso ficava preso na cabeça do pequeno cão e este perdia o episódio todo à procura dele, ou este apaixonado por um cão de brinquedo. Outra parte que gostava, era quando surgia uma pequena capuchinho vermelho que era bastante sádica e torturava os 2 cães sem dó nem piedade.


O cão pequeno era o líder, apesar de em algumas ocasiões ser menos inteligente que o cão grande, e era bastante energético e hiperactivo com um grande medo de gatos. O cão grande, que na verdade era mais preguiçoso do que estúpido, apenas queria que o deixassem em paz, e não se preocupava muito com as coisas ao seu redor, mas sempre pronto para ajudar o seu amigo.

Existiam personagens que apareciam em diversos episódios, como um homem grande que invariavelmente surgia no caminho dos cachorros, e tinha pouca paciência para eles. Quando lhes explicava algo e eles não entendia, reagia sempre "isn't that cute...BUT IT''S WRONG".

Um dos meus episódios favoritos, é quando ele tem que colocar gotas nos olhos e fica sem conseguir ver, ao procurar um cão guia, acaba por ficar com estes 2 que só lhe causam problemas. Um programa bem divertido, foi raro o episódio que não teve piada, e um dos desenhos animados que ninguém com um bom sentido de humor deve perder.





quinta-feira, 2 de maio de 2019

... da Mini-série Shōgun

quinta-feira, maio 02, 2019 0
... da Mini-série Shōgun

Richard Chamberlain estrelou esta mini-série que mostrava as aventuras de um major inglês no Japão feudal.

Shōgun foi uma mini-série de 5 episódios, transmitida pela NBC em 1980, baseada no livro do mesmo nome de James Clavell (que serviu também como produtor) de 1975. Por cá passou pela RTP no começo da década de 80, em horário nobre, como já era comum no canal, e teve relativo sucesso.

Nos Estados Unidos, as audiências foram bastantes boas, continuando assim o sucesso deste tipo de produções, e fazendo com que as emissoras continuassem a apostar nisso. A produção teve lugar no Japão, ainda hoje é a única a atingir esse feito, e o investimento foi acertado com esta a conseguir o 1º lugar nas suas emissões.

Apesar de não ter sido a primeira escolha, Richard Chamberlain convenceu os produtores, que adoraram a sua performance. Chamberlain interpretou o Major John Blackthorne, que depois do seu navio naufragar na costa japonesa, vê-se na obrigação de negociar com dois homens que lutavam para chegar ao poder. Durante a trama Chamberlain vai mudando a sua opinião pelos japoneses, começando a admirá-los e a adaptar-se à sua cultura.












terça-feira, 30 de abril de 2019

... das Calças Lois

terça-feira, abril 30, 2019 2
... das Calças Lois

As calças Lois já foram muito populares, e é uma daquelas marcas que ficou na nossa memória.


Conhecidas pelo símbolo do touro preto, as calças Lois rivalizavam com as Levis, chegando a ter anúncios feitos pelos ABBA, pelo Rod Stewart ou pelo tenista Bjorn Borg. Foi fundada em 1962, em Espanha, e fazia parte do grupo Sáez Merino, que apostou forte na marca na década de 70, altura em que ficaram conhecidos mundialmente e os seus anúncios faziam sucesso.

Por cá só tivemos direito a elas em 1973, altura que começaram a ser vendidas legalmente por cá, depois de vários anos a serem vendidas via contrabando, nas malas de carros ou em casa de pessoas que as traziam de Espanha. Começaram a perder alguma popularidade nos anos 90, e em 2008 não resistiram  à crise, e abriram falência.










sexta-feira, 26 de abril de 2019

... do Franco Baresi

sexta-feira, abril 26, 2019 0
... do Franco Baresi

Um dos maiores defesas de todos os tempos, um símbolo do Milão e um daqueles capitães que davam tudo de si dentro e fora de campo.

Franco Baresi nasceu a 8 de Maio de 1960, em Itália, e começou a sua carreira nas camadas jovens do AC Milão, depois de ter sido dispensado pelo Inter (onde jogava o seu irmão) que o achou magro e franzino. A sua estreia profissional deu-se na temporada de 1977/78, e na seguinte já era titular, jogando a líbero ou central, ajudando o clube a ser campeão de Itália.

O começo da década de 80 foi atribulada, com o clube a descer de divisão por duas vezes, a primeira por castigo, por estar envolvido no escândalo de corrupção, em 1980, e depois de vencer a Série B e voltado ao convívio entre os grandes, desceu de novo em 81/82, terminando entre os 3 últimos. Apesar de ser já um internacional, tendo sido campeão no mundial de 1982, Baresi optou por permanecer no seu clube do coração, e voltou a vencer a Série B, numa altura que foi nomeado capitão do clube aos 22 anos.

Começou aí o seu reinado no clube, sendo o coração e alma dos rossoneri,e no final dos anos 80, começo de 90, era a peça central numa linha defensiva com nomes como Maldini, Costacurta, Tassotti e Panucci, que ajudou o clube a dominar a Série A sob o comando de Sacchi e depois Capello.

Apelidado de Kaizer Franz, pelas semelhanças com Beckenbauer, liderava o clube com o seu sentido posicional, cortando todo o perigo e sabendo começar o ataque com pés e cabeça. Ajudou o Milão a ser campeão em 1987/88, sofrendo apenas 14 golos, e isso fez com que ficasse em segundo na eleição para Bola de Ouro (perdendo para o seu parceiro Van Basten), e em 89/90 foi considerado o melhor jogador da Série A.

Tinha resistência, elegância, apesar de não ser muito alto, sabia posicionar-se e cortar as bolas, mesmo as que vinham pelo ar. Muito inteligente, estava no seu melhor como líbero, devido à sua visão de jogo e saber ler o jogo, tanto a defender como a lançar o ataque. Não era de estranhar os prémios individuais e colectivos.

Os títulos sucediam-se, duas Taças de Campeões Europeus de seguida, e três campeonatos seguidos, num deles sem sofrer uma única derrota. Foi a três finais da Liga dos Campeões, perdendo duas para o Marselha e Ajax, mas vencendo a outra de forma categórica frente ao Dreeam Team do Barcelona de Cruyff.

Pela selecção, jogou no Mundial de 82, e falhou o de 86, voltando em 1990, sendo já o titular no centro da defesa. No mundial de 1994, lesionou-se no primeiro jogo, tendo que ser operado ao joelho, recuperando em tempo recorde e voltou a ser titular no jogo da final. Mesmo depois dessa lesão, faz um jogo fantástico, e tombou apenas nos penalties.

Um dos meus defesas preferidos, adorava a sua sobriedade e  forma de estar em campo. Um verdadeiro capitão.








terça-feira, 23 de abril de 2019

... das Máquinas costura Singer

terça-feira, abril 23, 2019 0
... das Máquinas costura Singer

Uma máquina costura Singer era sinónimo de qualidade, alicerçado na tradição de passar de geração para geração, e pela fiabilidade das mesmas. Recordem aqui vários modelos dos anos 70 e 80.














domingo, 21 de abril de 2019

... das Sapatarias Charles

domingo, abril 21, 2019 0
... das Sapatarias Charles

Muitos devem ter tido um par de sapatos comprados numa loja Charles, que era uma das marcas mais conhecidas dos anos 80.

As Sapatarias Charles existiam um pouco por todo o lado, e eram um dos nomes mais conhecidos da nossa praça, empregando mais de mil pessoas nas várias lojas que tinham e na fábrica de Vila nova de Gaia. Eram conhecidos pela qualidade dos seus sapatos, e por terem meios números, algo não muito comum.

Lembro-me de ir à loja de Cascais, que ficava perto da farmácia Cordeiro, e de vir com aqueles sacos dourados, com umas asas rígidas que dava para prender com uns botões, Procurei, mas não vejo nenhuma imagem deles para colocar no post.

A dada altura começaram a vender roupa também, mas isso não ajudou muito, e em 2010 tiveram que encerrar por ordem do fisco, deixando centenas de pessoas no desemprego. Lembram-se dos anúncios deles?











quarta-feira, 17 de abril de 2019

... da Game Gear

quarta-feira, abril 17, 2019 0
... da Game Gear

Game Gear foi a aposta da Sega para combater o sucesso do Game Boy.

Game Gear foi lançada pela Sega no Japão em 1990, saindo para a Europa e para os Estados Unidos nos anos seguintes, e tentando assim ameaçar o líder do segmento das consolas portáteis, o Game Boy. O facto de ser a cores espantou muitos de nós, ela era em tudo semelhante ao Master System, tinha 8 bits, mas permitia som em stereo e uma palete de 4016 cores (512 ao mesmo tempo). Tinha tudo para dominar o mercado, mas a própria Sega ajudou a que o produto não tivesse sucesso, ao não lançar jogos originais para este terminal, ao contrário do que acontecia com a consola da Nintendo por exemplo.

Para além disso havia outros inconvenientes, como o facto de ser bem maior do que a sua concorrente (não sendo nada prático o seu transporte), e o facto de levar 6 pilhas, que se gastavam num instante devido a um ecrã que consumia muita energia. Se juntarmos a isso o facto de tudo estar já habituado a jogar com o Game Boy, a coisa não estava fácil.


O aparelho chegou a vender mais de 11 Milhões de unidades, o que fazia ficar bastante atrás da Nintendo, que vendia 10x mais isso. Para além de se poder jogar a cores, a Sega decidiu colocar outras funcionalidades, e ao comprar um certo tipo de acessórios, podia-se ver tv ou ouvir rádio na Game Gear, tentando assim fazer com que ela se destacasse do resto, sendo mais que um simples videojogo.

Não tive nenhuma, mas lembro-me de jogar na de um amigo meu, e realmente não era tão agradável nem tão prático como o Game Boy.