2019 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

... da série Murphy Brown

segunda-feira, novembro 18, 2019 0
... da série Murphy Brown

Uma daquelas séries que só consegui entender anos depois de a ter visto pela primeira vez.


Quando a série Murphy Brown foi transmitida pela primeira vez na RTP, no final da década de 80, eu não entendia todo o seu potencial, achava piada a algumas coisas mas não conseguia compreender o conteúdo político e a crítica mordaz nela presente. 

Durou uma década, de 1988 a 1998, num total de 247 episódios em 10 temporadas de sucesso, sendo que em 1992 chegou a fazer parte do discurso político do vice Presidente dos Estados Unidos, Dan Quayle, intrometendo-se assim numa storyline da série que acabou por ganhar outras proporções.

Candice Bergen era a protagonista, interpretando uma ex-alcoólica quarentona com um feitio complicado e irascível, que a coloca em situações complicadas. Murphy era uma entrevistadora dura mas competente, e o seu temperamento provocava situações hilariantes com o seu chefe, e com um número sem fim de secretários/as que colocavam a trabalhar com ela.

No começo vemos ela a sair de um período de recuperação na clínica Betty Ford, e a voltar ao trabalho onde encontra 2 caras novas, Miles Silverberg (Grant Shaud), um jovem de 25 anos que era ingénuo e neurótico apesar de bastante inteligente, tornando-se assim responsável pela redacção, e Corky Sherwood (Faith Ford), uma ex-Miss America que tem umas origens simples, e irá acompanhar Murphy como entrevistadora.

Os outros membros da equipa do FYI são: um veterano pivot, Jim Dial (Charles Kimbrough), que é de uma outra geração e apresenta as notícias de uma forma sóbria, e que adora recordar-se dos outros tempos do jornalismo, e o repórter de investigação Frank Fontana (Joe Regalibuto) que é o melhor amigo de Murph (é assim que ele a trata) e que apesar de ser um repórter destemido, tem bastantes inseguranças, em especial nas relações amorosas.




A acção passava-se normalmente entre a redacção e a casa de Murphy, ocasionalmente era mostrado a transmissão do programa noticioso, e fora disso mostravam o grupo a conviver amigavelmente num bar. O dono era como se fosse um membro da equipa, e gostava da Murphy como se de um filho se tratasse. Falar em filho, é falar na storyline que levou a série a ser falada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, aquela em que Murphy decide ser uma mãe solteira. 

Como no discurso do político nunca foram usadas palavras que referissem ele falar de uma série de TV, os produtores conseguiam usar imagens desse discurso num episódio onde ela e a equipa falam como um mãe solteira também tem direitos a criar uma criança, respondendo dessa forma ao discurso. Quando Candice ganhou um Emmy, agradeceu a Dan Quayle, pela ajuda que deu à série a implementar-se na cultura Norte-Americana.

Gostava bastante da relação entre o elenco, as discussões constantes entre Murph e Frank e os ataques neuróticos de Miles eram bastante divertidos, e as maluquices do pintor contratado pela Murphy para pintar a sua casa também provocavam situações bastante engraçadas.













quarta-feira, 9 de outubro de 2019

... do jogo Quem é Quem?

quarta-feira, outubro 09, 2019 0
... do jogo Quem é Quem?


Ainda sou do tempo em que os jogos de tabuleiro dominavam a diversão em família, e um deles era o Quem é Quem?

MB era já bem conhecida entre nós devido aos seus jogos divertidos e aos seus anúncios televisivos bem apelativos, e o  Quem é Quem? deve parte do seu sucesso ao reclame divertido que explicava o conceito do jogo.

O jogo consistia num tabuleiro com 24 fotos e nomes, do outro lado uma pessoa tinha uma foto e nós tínhamos que ir tentando adivinhar qual seria essa foto com perguntas do género "é Homem?" "é Mulher?" "Tem bigode?" e assim ir colocando para baixo os que não se enquadravam nesse perfil e chegar à foto desejada.

Joguei em algumas ocasiões, na casa de uma prima, gostava do factor "mistério" e ter que pensar nas opções disponíveis para descobrir a carta em questão. No começo era bem interessante, mas ao mesmo tempo caía rapidamente numa monotonia, para além que começava a ser fácil de adivinhar as caras devido à pouca variedade. O anúncio acabava por ser o melhor do jogo, o que não significa que não me tenha divertido com ele, apenas era de pouca duração.



fotos de Isabel Direito















terça-feira, 1 de outubro de 2019

... da Novela Sassaricando

terça-feira, outubro 01, 2019 0
... da Novela Sassaricando

Na década de 80, o horário nobre era preenchido por uma Telenovela Brasileira que juntava toda a família, em frente à sua TV a preto e branco (uma da Fundição de Oeiras no meu caso).

Sassaricando foi transmitida pela Rede Globo entre Novembro de 1987, e Fevereiro de 1988, no horário das 19h. Por cá a RTP usou o seu horário nobre, pelas 20h, e a novela teve bastante sucesso no nosso país. Com um forte conteúdo cómico, a história prendia-nos ao ecrã, ainda hoje se brinca com o marido a ir comprar cigarros e não voltar, além de nos fazer repetir chavões como "A cobra está fumando" ou "óia os meus melões". 

Nos actores o grande Paulo Autran, no seu último papel regular, interpretava o papel de um velhote simpático (Aparício Varella) completamente dominado pela sua esposa Teodora Abdalla (Jandira Martini), que era herdeira de uma fortuna considerável. Foi por essa fortuna que Aparício deixou o amor da sua vida, Rebeca (Tônia Carrero), para casar-se com Teodora. Fedora (Cristina Pereira) era a filha de Aparício, e protagonizava alguns dos melhores momentos de humor da novela. Extremamente arrogante, gostava de se armar em superior, em especial para o seu amado Leonardo Raposo (Diogo Vilela), ao qual chamava de Estropicío, e com o qual vivia uma relação amorosa cheia de altos e baixos.

Mas o maior atractivo da novela era uma família de parcas posses e marcada pelo abandono do pai, que foi comprar cigarros e nunca mais voltou, que se metiam constantemente em discussões e em confusões. Ricardo de Pádua (Carlos Zara) desapareceu deixando Aldonza Gutierrez de Pádua (
Lolita Rodrigues) com quatro filhos por criar: Jorge "Guel" Miguel (Edson Celulari), Constancia "Tancinha" (Cláudia Raia), Isabel "Bel" (Angelina Muniz) e Juana (Denise Milfont).


Tancinha estava sempre em conflito com o seu namorado Apolo (Alexandre Frota), o que só piorou quando se apaixona pelo "tampinha" Beto (Marcos Frota), e cria com isso alguns dos momentos mais engraçados que já vi numa novela, com a ingénua e pouco instruída Tancinha deslumbrada com o mundo mais sofisticado de Beto. O resto da família não lhe ficava atrás, e as peripécias do trabalho deles numa feira davam muito que falar entre os telespectadores.

Mas foi o irmão que acabou por ganhar um destaque inesperado, já que ajudou a desvendar o mistério de uma Seita, conhecida por deixar as pessoas à mercê de uma "cobra" com o conhecido cântico "a cobra, a cobra, a cobra está fumando". Para além do humor e deste mistério da seita, o fio condutor da novela mostrava um Aparício viúvo a tentar conquistar 3 solteironas fazendo-se passar por um Faxineiro, para reconquistar o seu amor da juventude que agora quer apenas um marido rico, e também por um Lorde Inglês, de modo a seduzir as amigas dela, Penélope (Eva Wilma) e Leonora (Irene Revanche).

Foi uma novela bastante divertida, cheia de chavões e personagens carismáticas numa altura que uma novela das 19h funcionava por cá em horário nobre sem muito problema. Em 2016 houve um remake, de seu nome Haja Coração, que não tinha o mesmo charme.










segunda-feira, 30 de setembro de 2019

... dos Donos do Jogo

segunda-feira, setembro 30, 2019 0
... dos Donos do Jogo

Hoje recordo um programa que era transmitido diariamente pela hora de  almoço, Os Donos do Jogo, apresentado por um jovem que dava os primeiros passos na TV Nacional, o Jorge Gabriel.

Estreou em 1994, logo a seguir ao Primeiro Jornal por volta das 14h, e rapidamente começou a ser motivo de conversa na escola pelo pessoal que ia almoçar a casa e conseguia ver o programa. Foi imaginado por Pedro Bordalo Pinheiro, e rapidamente conquistou um lugar nas audiências, devido a apelar a algo tão comum no público masculino, o conhecimento que temos sobre Futebol.

O conceito era simples, 2 jogadores respondiam às perguntas de Jorge Gabriel numa tentativa de marcar golo ao seu adversário. O jogo era mostrado num computador em que as duas equipas dos concorrentes apareciam numa táctica, normalmente o 4-3-3, e o grau de dificuldade era conforme esse nível de jogadores (no meio-campo era de nível 3 por exemplo). Cada resposta certa avançava os jogadores em campo até que estes marcassem o esperado golo.

O equipamento das equipas era conforme as preferências clubistas, o que em casa ajudava para escolhermos por quem queríamos torcer. Como em todos os programas de perguntas e respostas, dava sempre para rir quando falhavam as fáceis, ou para nós tentarmos também respondermos primeiro do que eles.

A pensar nisso chegou a existir uma versão caseira deste jogo, mas não obteve assim muito sucesso. O mesmo não se aplica ao programa, que teve mais de 600 edições durando quase 4 anos, de 1994 a 1997.







quinta-feira, 12 de setembro de 2019

... da Borracha para caneta

quinta-feira, setembro 12, 2019 0
... da Borracha para caneta

A Borracha para apagar tinta de caneta, foi uma das maiores desilusões escolares, porque não fazia aquilo que queríamos.

Todos nós tivemos uma caneta destas, normalmente era da Pelikan, mais fina que as outras normais e com 2 cores, a vermelha/alaranjada para lápis (que ocupava maior parte da borracha) e uma pequena parte a azul, que supostamente daria para apagar a tinta da caneta.

Todo o rapaz ficou contente com isto, era comum termos cadernos todos riscados de erros e com algum mau aspecto, e esperávamos assim melhorar o aspecto. Na verdade ficávamos com algo que parecia uma rede, isto quando não tentávamos (porque alguém dizia que resultava) molhar um pouco a parte azul, que ajudaria a apagar a tinta.


Todos nós tentámos entusiasmados utilizá-la, mas o resultado final era um papel todo rasgado e destruído, obrigando-nos a repetir tudo de novo, quando no fundo bastava apenas riscar aquele erro.

Mais tarde aprendi que em outro tipo de papel, como cartolina, a coisa resulta mesmo, e que esta borracha é também utilizada por alguns informáticos, para a limpeza de PC's e coisas internas. Em todo o caso foi um dos objectos que mais nos marcou na escola e na infância, até mais tarde ser substituída pela "chique" caneta correctora.







terça-feira, 27 de agosto de 2019

... do Sims

terça-feira, agosto 27, 2019 0
... do Sims

Continua a ser um jogo muito popular, mas hoje vai-se recordar como tudo começou, e como era viciante um jogo onde fazíamos coisas banais do dia a dia.

The Sims foi lançado pela Electronic Arts a 31 de Janeiro de 2000, virando rapidamente uma febre, tornando-se assim o principio de uma franquia de sucesso, com cerca de 200 Milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Nunca joguei este simulador de vida,por isso convidei uma pessoa que era muito fã do título, a Carina Pinto. Vamos então a mais um memórias dos outros:

Estávamos algures no ano 2000, e eu tinha acabado de ter o meu primeiro computador. Não conhecia muitos jogos para além dos que vinham em revistas ou aqueles que os colegas da minha mãe me arranjavam. Um dia estava eu no meu emprego, e quando vou à sala dos informáticos fazer uma pergunta qualquer, vejo uns bonequinhos, numa casa, a mexerem-se no computador.

- O que é isso? – perguntei sem rodeios!

- É um jogo novo, posso “emprestar-te” se quiseres.

Claro que queria, nem eu sabia quanto! Nessa noite cheguei a casa e depois de todos irem dormir coloquei o CD, devo certamente ter andando às cabeçadas para por aquilo a funcionar, porque naquela altura era sempre assim, ou faltavam as drivers da gráfica ou outra coisa qualquer, instalar um programa à primeira não era assim tão normal.

Quando voltei a olhar para o relógio eram seis da manhã. Numa altura que Portugal ainda estava a dar os primeiros passos na tecnologia, principalmente no que tocava ao utilizador doméstico, este foi um jogo que chegou e viciou.

Esta primeira versão do jogo vendeu mais de 16 milhões de cópias no mundo todo, teve sete packs de expansão e foram feitos variados packs e edições. O jogo era extremamente avançado para a altura, e apesar de ter sido criado como um jogo de arquitetura, o que nos chegou foi na verdade um jogo de simulação da vida real, onde o que conta na verdade são os bonequinhos que hoje todos conhecemos como Sims.


Temos de manter as necessidades dos Sims satisfeitas, e elas são: Fome, Conforto, Higiene, WC, Energia, Diversão, Social e Ambiente . No entanto era possível configurar a autonomia do Sim sendo que o jogo podia ser mais autónomo, ou então com mais intervenção do jogador conforme o gosto. 

Além disto um Sim pode aprender, tem desejos e relacionamentos, e podemos desenvolver cada uma dessa áreas de formas distintas e com variações infinitas. Um sim pode ter filhos e envelhece naturalmente até a sua morte. O bom deste jogo é que não há como ganhar, podes jogar para sempre.

Quanto à construção de casas, como eu disse ele foi desenhado para ser um jogo de arquitectura, e por isso podemos encontrar pela internet verdadeiras obras de arte criadas neste jogo. Na verdade não acredito que haja um limite para os sonhos de construção que se podem tornar realidade no The Sims.

Ao longo dos anos o jogo só tem melhorado. No The Sims 2, lançado em 2004, o ambiente torna-se totalmente 3D, e além dos 8 packs de expansão também foram lançados 8 packs de objectos adicionais, contando ainda com 9 edições especiais.


Finalmente deixavam-nos criar os nossos Sims (honestamente até me custa lembrar de quando isso não era assim), no The Sims 3 em 2009, tendo sido a grande revolução desta versão do jogo. Não só a nível físico mas também a personalidade eram pela primeira vez únicas para cada Sim. Actualmente estamos no The Sims 4 e foi lançado em 2014.

Nota-se um avanço na AI do jogo no que toca à complexidade emocional dos personagens, e existe inclusive uma correlação entre a personalidade e os movimentos da personagem.

Ao construir um Sim podemos ir a pormenores nunca vistos, não há nada que não seja editável num sim. Esta versão conta com um pack de expansão chamado Strangerville que tem um mistério por resolver, uma espécie de missão dentro do jogo. Para os fãs que jogaram o primeiro jogo, conhecem a Bella Goth, que era uma personagem do primeiro jogo. 

No The Sims 2 ela é raptada por aliens, mas podemos encontrá-la a passear em Strangerville. Para os mais distraídos, ela também aparece no The Sims 3, mas como criança. Esta é uma história que os fãs têm acompanhado, mas não a única, existem bastantes teorias sobre os The Sims.

Neste momento está anunciado o The Sims 5 para 2020, e espera-se que como sempre venha acompanhado de melhores gráficos e de ainda maior personalização. Não se prevê que venham a apostar no online, já foi demonstrado que este jogo é um single user. No entanto prevê-se que nos tragam de volta a capacidade de conduzir, e também se espera que os sims possam ter mais acesso ao mundo ao seu redor, podendo ir até uma determinada rua, desde que limitado ao seu bairro, por exemplo.

Uma das maiores críticas ao jogo, é em relação ao tempo que as personagens demoram a fazer algumas tarefas mundanas, que nunca demorariam nem metade na vida real, e ainda que o The Sims não pretenda ser uma duplicação da vida real.

A minha filha mais velha já joga este jogo há uns anos, e apesar de estar longe de passar o tempo que eu passava neste jogo, a verdade é que é um jogo intemporal, que entretanto gera muito conteúdo feito pelos jogadores, desde teorias sobre linhas temporais a canais de youtube, com histórias com as personagens.







domingo, 7 de julho de 2019

... do Vento nos Salgueiros (Wind in the willows)

domingo, julho 07, 2019 1
... do Vento nos Salgueiros (Wind in the willows)


Tivemos sempre acesso às produções de qualidade que vinham de Inglaterra, como é o caso do Vento nos Salgueiros.

Wind in the Willows (Vento nos Salgueiros), foi um livro infantil escrito por Kenneth Grahame em 1908, mostrando as aventuras de 4 animais antropomórficos numa Inglaterra bucólica, de outros tempos e com outra classe e encanto. Grahame tinha escrito a história em diversas cartas para o seu pequeno filho, Anos mais tarde lembrou-se de as reunir, e editar um livro que lhe rendeu uma fortuna, dando-lhe a oportunidade de deixar o seu emprego e tudo.

Começou a ficar mais famoso ainda quando a obra começou a ser adaptada para o teatro, dando um maior destaque ao sapo, algo que continuou a acontecer aquando das adaptações para TV. Em 1983 a Cosgrove Hall films produziu para a Thames Television um filme em stop motion, que veio a ganhar um Bafta e um Emmy. O filme de 80 minutos foi transmitido pela iTV, com alguns actores conhecidos a emprestarem as vozes a estas personagens carismáticas, e com música de artistas de bandas como Herman's Hermits.

Com o sucesso do filme produziu-se uma série que teve 5 temporadas e 65 episódios, transmitida entre 1984 e 1987 (a 5ª em 89), e que passou na RTP. Já não me recordo se dobrada em Português se no seu original e com legendas, mas sei que a música do genérico era em Português e pela voz de Jorge Palma, eis a letra da música:




VENTO NOS SALGUEIROS

Enquanto eu seguia caminhando
Em uma manhã na primavera
Eu encontrei alguns viajantes
Em uma velha estrada rural

Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorriu enquanto disse

REFRÃO:
"Com o vento nos salgueiros
Os pássaros no céu
Há um sol radiante para nos aquecer
Onde quer que deitemos...
Nós temos pão e peixes
E um jarro de vinho tinto
Para dividir em nossa jornada
Com toda a humanidade."

Então eu lhes pedi
Que me dissessem seus nomes e sua raça
Assim eu poderia me lembrar
De cada sorriso em seus rostos

"Nossos nomes, não querem dizer nada...
Eles mudam ao longo do tempo
Então venha se sentar ao nosso lado
E dividir nosso vinho"

REFRÃO

Então eu me sentei ao lado deles
Com flores por toda parte
Nós pegamos um manto
Estendemos no chão

Eles me contaram sobre os profetas
E povos e reis
E tudo de um Deus
Que tudo sabe

"Nós estamos viajando para Glaston
Sobre as estradas verdes da Inglaterra
Para ouvir sobre os problemas dos homens
Para ouvir suas dores
Nós viajamos o mundo todo
Sobre terra e mar
Para dizer a todas as pessoas
Como elas podem ser livres..."

REFRÃO

Tão tristemente eu as deixei
Naquela velha estrada rural
Pois eu sabia que nunca mais os veria
Um era um homem velho
O segundo uma moça
O terceiro era um jovenzinho
Que sorria enquanto dizia...

No filme foram omitidos alguns capítulos do livro, e tinh uma ou outra diferença, mas a série já foi bastante mais fiel à fonte. Vemos assim como uma Toupeira cansa-se das limpezas da Primavera e decide ir apanhar ar e passear, indo parar a um local onde encontra o Rato e o seu barco, depois de alguns passeios trava amizade com ele, e começam a andar muito tempo juntos. No verão decidem visitar o Sapo, um animal rico que vive num salão imponente. O sapo por norma é sempre bastante animado e divertido, e está sempre a trocar de hobbys e de passatempos.

Mais tarde conhecem o Texugo, completando assim o grupo de animais que vai viver as aventuras juntos e se tornam bons amigos. Aparecem mais animais nas histórias e capítulos, mas este grupo torna-se aquele de onde parte toda a acção.

Nunca fui muito fã deste tipo de programa, feito por stop-motion mas este realmente tinha um encanto especial e lembro-me de gostar de ficar a ver com encanto aquelas paisagens todas e as aventuras que eles viviam.











segunda-feira, 1 de julho de 2019

... dos X-Files (Ficheiros Secretos)

segunda-feira, julho 01, 2019 0
... dos X-Files (Ficheiros Secretos)

Foi uma das séries de mais importantes da década de 90, com as frases "I want to believe" e "The truth is out there", a aparecerem um pouco por todo o lado.

Ficheiros Secretos (Arquivo X no Brasil, X-Files no original) foi um marco na Televisão, a série esteve no ar quase 10 anos, de 1993 a 2002 com 9 temporadas. Foram 202 episódios que deram origem ainda a 2 filmes anos mais tarde, e um regresso à televisão recentemente, num nova temporada. Em Portugal foi transmitido pela TVI na segunda metade da década de 90,, tornando-se uma das imagens de marca do canal, e no Brasil foi transmitido pela rede Record

A Segunda feira à noite era sagrada, todos sabíamos que era dia de X-Files, e por isso a seguir ao jantar, mudávamos para a TVI para assistir a mais um episódio desta série, que nos conquistava com as suas teorias da conspiração, a abordagem constante à possibilidade da vida Alienígena entre os Humanos, e o carisma dos seus 2 protagonistas.

David Duchovny era Fox Mulder, um agente do FBI que crê no Sobrenatural e na existência de vida Extra Terrestre, vivendo atormentado pelo rapto da sua irmã (segundo ele por aliens) e ganhando com isso inimigos, para além de ser alvo de gozo dentro do FBI. 
A sua parceira Dana Scully, interpretada por Gillian Anderson, servia como uma âncora para a realidade, com o seu sentido céptico da vida, a tentar encontrar sempre razões lógicas, e explicações científicas para as teorias de Mulder.




A série vivia do mistério nos seus plots, do suspense e de alguma acção temperada Q.B. com alguns momentos de humor, e até alguma química romântica entre os 2 protagonistas. Durante as primeiras sete temporadas, há uma evolução na história que permite descobrir que existia realmente uma invasão Alienígena, com a própria Scully a render-se às evidências que culminam no rapto de Mulder por parte desses aliens (uma forma de afastar o actor devido a conflitos em tribunal entre ele e os produtores), que é assim substituído pelo actor Rober Patrick (John Dogget) nas duas últimas temporadas, com Mulder a aparecer apenas esporadicamente.

Scully recebe ainda a ajuda de Monica Reyes (a actriz Annabeth Gish) que acaba por ficar como protagonista quando Scully abandona o FBI. A série tinha ainda 2 personagens muito importantes, o supervisor de Mulder e Scully, Walter Skinner(Mitch Pilegi) e o Smoking Man (William B. Davis), para além de outras que apareciam regularmente, como o grupo de geeks a quem os agentes pediam ajuda em alguns casos.

Uma série que marcou a cultura Pop e ainda hoje é referenciada como uma das melhores da televisão. Nem sempre tinha paciência para os constantes monstros diferentes todas as semanas, mas gostava de alguma das teorias e o fio condutor das histórias da série.












quinta-feira, 27 de junho de 2019

... da Mulher do Sr. Ministro

quinta-feira, junho 27, 2019 0
... da Mulher do Sr. Ministro

Um dos melhores programas de humor dos anos 90, Mulher do Sr. Ministro mostrou todo o talento de Ana Bola como autora e actriz.

A Mulher do Sr. Ministro podia-nos lembrar a britânica "Yes prime minister" mas era muito mais do que isso, tinha uma personalidade própria, e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e assim como nos seus programas, também Ana Bola soube reunir um elenco de extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, o Ministro Rocha, a pessoa ideal para representar um ministro incompetente, ingénuo, que se deixava levar por alguém mais forte, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa (a afilhada de Lola Rocha), uma pessoa simples, que vinha da terrinha, e 
que se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João Cabral.

No escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro, e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".




A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha, sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos, até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados, ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa, que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá.

















segunda-feira, 24 de junho de 2019

... do Bronzaline

segunda-feira, junho 24, 2019 0
... do Bronzaline

Muitos devem ter usado este bronzeador, que garantia um belo escaldão em pouco tempo.

Era um produto da Nally, empresa sediada no Campo Grande, em Lisboa, fundada ainda nos anos 30 conhecida pelo seu creme Benamôr, usada por nomes importantes da nossa sociedade. Em 2009 foi comprada por 3 empresários que decidiram relançar alguns destes produtos, para um mercado de luxo.

O Bronzaline foi um dos seus sucessos, embora muitos se queixassem de não ser muito eficaz a evitar um escaldão.

Primeira e última imagem retiradas do Santa Nostalgia.















sábado, 22 de junho de 2019

... do Indiana Jones

sábado, junho 22, 2019 0
... do Indiana Jones

Lembro-me de ver o Indiana Jones pela primeira vez na televisão, devia ser entre 1986/88, e fiquei logo fã da personagem. 

Raiders of the Last Ark estreou em 1981, e foi uma prova do amor de Steven Spielberg pelos seriados de aventura, ressuscitando esse género em Hollywood, depois de Indiana Jones ser um sucesso de bilheteira

O filme começava mostrando um aventureiro numa selva, entrando dentro de um templo para tentar roubar um ídolo de ouro. Este tem que enfrentar diversas armadilhas rústicas, com a ajuda da sua inteligência e do seu chicote, enquanto que ao fundo ouvimos uma música que dá ainda mais emoção à coisa toda. O que mais me recordo, foi do medo que tive quando o nosso herói e a sua parceira feminina se encontram num buraco escuro cheio de cobras, e tinham que arranjar forma de escaparem daquilo tudo e chegarem à superfície.

A história envolve ainda Nazis e a procura de uma arca sobrenatural que roça conteúdos religiosos, o que dá ao filme uma aura um pouco polémica para o que estávamos habituados a ver. Mas o que interessa é que aquilo tudo deu um excelente filme de aventuras, mais um belo filme da casa do Steven Spielberg e que rapidamente se tornou um marco e um dos nomes mais conhecidos da indústria cinematográfica. Um Harrison Ford em forma e carismático ajuda à coisa toda, as suas tiradas cómicas ajudavam a aliviar a acção da coisa, e nos prendia ainda mais à personagem.

Cenas como a bola de pedra a rolar para cima do Indiana ficaram na nossa mente e tornaram-se um ícone do cinema, assim como a troca do ídolo de ouro por um saco cheio de areia. O filme é cheio de peripécias, que acaba com elementos sobrenaturais a eliminarem os vilões da história e a pregarem-nos um grande susto

Foi uma pena o segundo filme seguir uma toada muito mais sombria, muito mais sóbrio e perder assim muito do espírito do primeiro. Enquanto que nos Salteadores da Arca Perdida os elementos sobrenaturais eram apenas um complemento ao plot, com a aventura em primeiro plano, no Templo Perdido a coisa inverte-se, e afasta assim aquele público adolescente e pré adolescente que tanto tinha vibrado com o primeiro filme.




Spielberg apercebe-se disso, e decide então terminar a trilogia com um filme mais leve e de regresso à toada de aventura, regada com humor, do primeiro filme. E foi assim que no final da década de 80 e começo da década de 90, todos nós vibrámos com o Indiana Jones e a grande Cruzada, um filme que tinha o bónus de ter o James Bond Sean Connery no papel de pai do nosso herói.

Tive algum material de merchandising deste filme, como um Dossier para a escola e um estojo, e gostei muito de ver o filme, já que este foi regado com muita acção, com aquela música maravilhosa sempre em destaque, e com bons momentos de humor. É impossível não rirmos com a cena em que Ford encontra-se com Adolph Hitler, e este autografa o seu livro, ou com os diálogos entre pai e filho que têm momentos bem engraçados entre os dois, enquanto trocam farpas sobre o passado do nosso herói.

Esta é outra coisa interessante do filme, temos muitas cenas que nos mostram mais sobre o passado do nosso herói, mostrando como ele usou o chicote pela primeira vez, como recebeu o chapéu de aventureiro ou como ficou com o medo patológico de cobras. O papel de Indiana Jones jovem era desempenhado pelo actor River Phoenix, e as cenas agradaram tanto o público que se produziu uma série de TV que mostrava as crónicas de um jovem Indiana Jones e várias graphic novels. Um herói que atravessou várias vertentes da comunicação social, já que até uma série de banda desenhada teve direito, publicado pela editora Marvel Comics e que teve algum sucesso.

É uma daquelas sagas históricas de Hollywood e que deve ser visionada por todos os fãs de bom cinema para se deliciarem com umas películas bem divertidas e cheias de acção.