quinta-feira, 31 de maio de 2018

... do Noddy


Noddy apareceu pela primeira vez em 1949, mais uma criação de Enid Blyton, começando primeiro por aparecer em livros, e ganhando depois um programa de televisão, que já teve várias encarnações ao longo das décadas.

O primeiro livro de Noddy surgiu em 1949, mais uma criatura que provém da mente de Enid Blyton, que contava com a ajuda do artista holandês Hammsen Van der Beek, que ilustrou as aventuras do pequeno herói de 1949 a 1953, altura em que o artista faleceu, passando Noddy a ser ilustrado por Peter Wienk.

Foram editados 24 livros, o último saiu em 1963, e estima-se que só em França, as vendas sejam na ordem das 600 mil unidades anuais. Em 1955 surgiu o primeiro programa televisivo, e tornou-se parte integrante da programação infantil em Inglaterra, onde ainda é transmitido, sendo o programa mais antigo em exibição no Reino Unido.

Logicamente que o mesmo não é transmitido da mesma forma, foi alvo de várias alterações quer em desenho, quer em estrutura, ou até mesmo da história principal. As mais famosas foram Noddy (1975-82), e o Make way for Noddy (2002-08), que tornou a personagem imensamente popular para toda uma nova geração, revitalizando por completo a franchise.


Por cá tivemos direito às duas séries, mas a segunda foi muito mais popular, tornando-se até irritante para os mais velhos, que já não podiam ouvir a música de genérico, que era tocada non stop pelos seus filhos.

Noddy (Ana Luísa Martins) foge de uma loja de brinquedos, e é encontrado numa floresta por um grande urso, o Orelhas (Pedro Borges), que o ajuda e o leva para a cidade dos brinquedos. Arranja emprego como condutor de táxi, e vive ali as suas aventuras, que ocorrem quase sempre por causa da sua ingenuidade. Os duendes Mafarrico e Sonso (Vítor Emanuel e Quimbé) aproveitam-se bastante disso,

Noddy é ajudado muitas vezes pelo Sr Lei (Vítor Emanuel) e a Ursa Teresa (Joana Manuel), mas existem outros amigos, e na cidade todos gostam do nosso pequeno herói. A música do genérico ajudou muito a este novo sucesso, a letra era simples e ficava no ouvido, e a melodia animada tratava do resto. Quem ainda hoje não estremece ao ouvir "Abram alas para o noddy NODDY"?


Existiu por cá, e noutros países, uma febre de merchandising, e assim toda uma nova geração veio a conhecer, e amar, esta personagem, que já existia há mais de 50 anos. Cd's, livros, bonecos, material escolar, roupa, aparecia de tudo um pouco com o Noddy estampado.

Em 2009 surgiu outra série, que não foi recebida com o mesmo entusiasmo, e apesar de ter estado no ar até 2014, não teve o mesmo sucesso da sua antecessora. Em 2016, a Dreamworks adquiriu os direitos de Noddy, lançando uma nova série que ainda está a ser transmitida, e na qual o pequeno herói virou um detective, resolvendo os diversos casos que aparecem na cidade dos brinquedos.

Uma grande mudança desde a sua primeira aparição em 1955 (na televisão), mas talvez uma necessária, para conquistar mais uma geração de crianças.







quarta-feira, 30 de maio de 2018

... do Menino Tonecas


Uma personagem que ganhou uma nova vida nos anos 90, graças à interpretação de Luís Aleluia, que a tornou imensamente popular para toda uma nova geração.

As origens desta personagem remontam a 1934, altura em que surgiu no programa Senhor Doutor, uma comédia radiofónica do Rádio Clube Português. O autor José Oliveira Cosme, que tinha escrito os textos que eram utilizados no programa, aparecia como professor, enquanto que Henrique Samorano fazia de menino Tonecas.

O programa desaparece, quando deixam de ter patrocinador, voltando anos mais tarde, em 1945, no programa Emissões Recreativas, com o sub titulo, Diálogos com o menino Tonecas, desta feita com João pereira Sousa a dar voz ao menino traquinas. Mas em 1996 esta personagem aparecia no horário nobre da RTP, e foi um sucesso absoluto.


Já aqui falei desse programa, que trouxe o grande Morais e Castro no papel de professor, enquanto que Luís Aleluia dava vida ao travesso Menino Tonecas. Numa altura em que a SIC dominava as audiências, este programa conseguiu ter excelentes números, e popularizar o actor de tal forma que ficou para sempre associado a esta personagem. O programa esteve no ar até 1999, mas foi repetido pelo Canal 1 por diversas vezes. sempre com sucesso.

Aleluia conseguia incorporar na perfeição a traquinice de um menino travesso, isto apesar das suas rugas claro, e as suas expressões faciais casavam na perfeição com o que se pretendia com os textos, dando uma piada extra à coisa.

Apresentava-se sempre de uma forma desengonçada, atrapalhada, e exalava uma ingenuidade que parecia mesmo o de uma criança que não sabe que está a ser traquinas. Mas para além de não saber as coisas, pode-se dizer que esta criança era mesmo mal comportada, mas eram outros tempos e até se achava piada à coisa, apesar de que se fosse na vida real, nada daquilo seria aceite.







terça-feira, 29 de maio de 2018

... das Fraldas de pano


Achei piada a esta imagem, porque sou dessa geração. Não como pai que tinha que lavar sempre uma fralda destas, mas como bebé. Mas sofri na mesma, porque a minha Avó fazia questão de informar as minhas amigas, o trabalho que eu dava, porque "era muito cagão".

O trabalho era imenso, elas eram brancas, e na lógica de se poupar, tinha-se um número limitado delas e por isso tinha-se que estar constantemente a lavar-se. Ainda me lembro de ver familiares neste ritual, e do terem o alfinete na boca enquanto colocavam a fralda. Memórias de outros tempos, que tudo se rendeu depois às descartáveis.


















quinta-feira, 24 de maio de 2018

... do Windows 95


Foi o sistema operativo que ajudou muitos a trabalharem facilmente com um pc, e a sua importância foi tanta que ainda hoje se utilizam algumas das funcionalidades que foram introduzidas ali.

Lançado a 24 de Agosto de 1995, o Windows 95 foi um sucesso avassalador, e revolucionou o mercado dos sistemas operativos para sempre. Com o codinome Chigago, a Microsoft apostou forte no lançamento deste SO, com uma campanha de marketing que envolvia nomes como os Rolling Stones, e o uso da sua música Start me up, para publicitar o uso do botão Start.

Esta era uma das grandes novidades apresentadas, um botão que dava início ao Menu Iniciar, algo que juntava para os utilizadores os programas mais importantes a usar no seu dia a dia. Isto ajudou a que muita pessoa pudesse finalmente aprender a usar um computador, com um SO que fundia o MS DOS com o Windows, e era esteticamente bastante agradável (para a altura), usando para isso 32 bits.

Para além disso, a interface era muito amigável, a barra de tarefas permitia ver todas as janelas em uso, que se podiam colocar em cascata e assim alternarmos entre as várias janelas. Por incrível que pareça, antigamente não era chegar e ligar algo ao PC, mas com o Windows 95, tudo se tornou mais fácil, bastava ligarmos um rato ou teclado, e este seria logo reconhecido.


Não foi por isso de estranhar a loucura por parte das pessoas, que corriam às lojas para ir buscar um software, fruto do boca a boca que se gerava, e da campanha da Microsoft. Os anúncios eram mais que muitos, e até estrelas como os actores de Friends, foram contratados, para publicitar o artigo. O Windows 95 foi o primeiro a trazer o Internet Explorer, ajudando também a facilitar e popularizar o acesso à internet.

Os 300 Milhões de dólares gastos pela Microsft no marketing, foram rapidamente recuperados, com a empresa a vender cerca de 40 milhões de unidades e lucrando mais de 8,6 biliões de dólares.

Apesar de ter sido substituído por diversas versões, a importância dele fez com que a Microsoft só parasse de dar suporte ao SO em 2001. Quem usou um computador com isto?



















... do Kostadinov


Foi uma das figuras principais do Porto dos anos 90, um avançado letal que dava tudo dentro de campo e tornou-se um dos preferidos dos adeptos.

Emil Kostadinov nasceu a 12 de Agosto de 1967, em Sófia, Bulgaria, começando a jogar futebol profissional no CSKA Sofia em 1984. Por lá começou a marcar muitos golos, ajudando o clube a vencer três taças nacionais, dois campeonatos e chegando às meias finais da Taça das Taças.

Depois veio para o FC Porto , onde jogou de 1990 a 1994, tempo suficiente para vencer três campeonatos e formar uma dupla temível com Domingos Paciência. Marcou 61 golos de dragão ao peito, venceu três campeonatos, quatro supertaças e duas taças de Portugal, sendo uma aposta constante desde a sua contratação.

Começou a jogar alguns jogos com Artur Jorge, agarrando a titularidade com Carlos Alberto Silva e sendo também aposta de Bobby Robson, Kostadinov ganhou o respeito de todos, colegas e adversários. Jogando num FC Porto conhecido por ter jogadores de raça, o búlgaro mostrou ser possuidor também de uma enorme paixão dentro de campo. Quem não se recorda de o ver a jogar ensanguentado com a cabeça enfaixada?


Deu nas vistas na Liga dos Campeões, ajudando os dragões a ter campanhas interessantes nessa competição, enquanto que por cá, fazia uma das melhores duplas de sempre, com o seu colega Domingos. Acabou por sair para o Desportivo de Corunha, numa altura que todos queriam jogar no campeonato espanhol, mas teve por lá pouco tempo, acabando por rumar ao Bayen de Munique, onde ainda conquistou uma Taça Uefa.

Jogou ainda na Turquia e no México, passando por um regresso ao clube onde começou a carreira, e acabando a mesma na Alemanha, ao serviço do F.V.S Mainz 05, antes de acabar o Século. Apanhou a geração de ouro da selecção búlgara, ajudando esta a marcar presença no Mundial de 1994 nos EUA, e a obter a sua melhor classificação.

Ficou no olho de todos o seu golo no jogo contra a França, na campanha de classificação, fazendo com que os gauleses ficassem de fora da competição. No mundial não marcou nenhum golo, mas jogou regularmente e ajudou a equipa a conseguir uma brilhante campanha.














terça-feira, 22 de maio de 2018

... da Expo 98


Foi a 22 de Maio de 1998 que abriu a Expo 98, um dos maiores eventos organizado por Portugal, que revitalizou uma zona de Lisboa e foi considerada uma das melhores feiras do género.

Usando o tema "Oceanos: um património para o futuro", a Expo 98 aproveitava assim a história de Portugal, e os descobrimentos, para fazer uma feira mundial que ajudasse também a comemorar os 500 anos dos Descobrimentos. Vasco Graça Moura e António Mega Ferreira foram os dois obreiros, começando os seus contactos e apresentação de objectivos desde muito cedo. O governo aprovou a ideia, e as fundações começaram a ser montadas na Expo Sevilha em 92, com a candidatura portuguesa a vencer a de Toronto.

Portugal aprendeu com os erros de Sevilha, decidindo construir edifícios que seriam aproveitados depois do final do evento, e não ficando ao abandono como aconteceu em Espanha. A decisão acabou por recair na zona oriental da cidade, uma zona que se encontrava degradada e ao abandono, recuperando assim algo que era somente um parque industrial, mas que no passado já tinha tido alguma importância.

Fizeram-se obras públicas de alguma importância, como a Ponte Vasco da Gama, e aquele que agora é o Altice Arena, tornou-se um dos maiores símbolos do aproveitamento do que foi aquela feira. Aumentou-se o metro, construiu-se uma gare que serve de interface rodo-ferroviário, e os prédios de apartamentos tornaram-se alvo apetecível para muitos portugueses, fazendo com que aquela zona seja hoje em dia, um dos melhores locais para se viver.


Depois de se ter feito uma abertura teste, corrigindo algumas coisas apontadas pelos visitantes, a Expo abriu as suas portas a 22 de Maio de 1998, com os bilhetes a custar 5 mil escudos para um dia, 12.500$ para um passe de três dias, ou então podia-se comprar bilhetes só para visitar a feira durante a noite, que custavam 2.500$.

Eram nove os pavilhões temáticos, Futuro, Realidade virtual, Utopia, Portugal, Conhecimento dos mares, Oceanos, Território, Água e Náutica. Sendo que existiam ainda uns pavilhões que mostravam mais  dos Açores, Madeira, Macau e Guiné-Bissau. Tudo isto atraiu 11 milhões de visitantes, apesar das previsões para 15 milhões, e tornou-se uma das feiras mais bem sucedidas e elogiadas de todos os tempos.

Quem mais tirou fotos junto dos vulcões de água, ou do Gil?

















domingo, 20 de maio de 2018

... das Botas Texanas


Hoje ao ler uma entrevista, lembrei-me daquela que foi uma febre nos anos 90, as Botas Texanas. Todos queriam ter umas Texanas, apesar do preço proibitivo daquilo, e era algo que apelava tanto ao público masculino, como ao feminino. Quem teve umas?
















sábado, 19 de maio de 2018

... do programa O Juiz Decide


Foi um dos maiores sucessos do começo da SIC, um programa onde víamos duas pessoas a discutirem sobre quem teria razão na disputa que tinham.

Transmitido entre 1994 e 2001, o Juiz Decide era um sucesso de audiências, sendo emitido pela SIC ao final da tarde, a seguir a outro campeão de audiências, o Praça Pública. Como era comum no começo deste canal, este era mais um programa populista, que apelava ao sensacionalismo e à sede que todos têm de saber o que se passa com os outros.

Eduarda Maio era a apresentadora de serviço, fazia a introdução e punha-nos a par do que ia acontecer por ali. Tinha sempre público na sala de audiências, e Eduarda tinha ainda a ajuda de um rapaz e de uma rapariga (a dada altura uma jovem Liliana Campos e José Carlos Pinheiro), que lhe davam a conhecer o que cada um dos arguidos reclamava. Lembro-me também de que Ana Marques chegou a apresentar isto, não me recordo se no final ou se no começo.

Aparecia ali de tudo, problemas entre senhorios e inquilinos, divórcios, partilhas, problemas entre vizinhos, tudo o que possamos imaginar passou por aquele programa. No começo existia aquela dúvida, que era potenciada pelo canal, de que aquilo era tudo real, mas o mais provável era que tudo era encenado.

Existiram dois juízes, o primeiro era mais austero e sério, de cabelo grisalho, e o outro, moreno e meio calvo, era um pouco mais afável. Só sei o nome de um deles, Ricardo Velha.








quarta-feira, 16 de maio de 2018

... do Gelado Flash Cola


Foi uma daquelas aparições fugazes nos cartazes da Olá, mas deixou memórias, quer pela originalidade da sua forma, quer por este anúncio, onde oferecia um relógio que se transformava num pequeno jacto. Apareceu em 1986, tinha 2 sabores, a limão e a cola, e o seu aspecto fazia lembrar o de um foguetão. Quem se lembra?



Primeira foto retirada de Mistério Juvenil, e as outras duas do blog Enciclopédia de cromos.










sexta-feira, 11 de maio de 2018

... do Sabão Azul e Branco


Se houvesse realeza no mundo dos sabonetes, não haveria dúvida de quem seria o rei. O Sabão Azul e Branco é bem conhecido por todos, era usado para lavar roupa, para lavarmos o cabelo, ou simplesmente para lavarmos as mãos.

O Sabão azul e branco,  também conhecido como sabão Offenbach, é produzido em Portugal desde 1850, e rapidamente se tornou um produto usado por tudo e por todos. Conhecido pelo seu cheiro característico, este sabão é apreciado também por ser muito mais eficaz na limpeza do que outros produtos do género.

Por alguma razão era usado na desinfecção de médicos e enfermeiros nos blocos operatórios, e muitas pessoas usam para lavar o cabelo, devido a um mito que diz que ajuda a prevenir a queda dele. Este produto é muito parecido com o Sabão de Marselha, e é composto por gordura saponificada, água e silicatos, sendo fabricado em barras azuis (por vezes rosas), com um peso que varia entre as 400 e 1500 gramas.

Durante muitos anos, era sentir este cheiro quando passávamos perto de algum local com tanque de lavar roupa, já que era usado pelas nossas mães e avós para esse efeito, sendo que o sabão Clarim era o mais popular.

Um produto que ainda é fabricado, mas já longe da popularidade que já teve. Curiosamente existem várias marcas de detergente de roupa, que usam o cheiro deste sabão, para promover o seu produto.












quinta-feira, 10 de maio de 2018

... do Tampinhas da Frisumo


Foi uma das mascotes mais populares em Portugal, talvez uma das últimas cheias de carisma e sempre alvo de destaque. O Tampinhas era a cara da Frisumo, oferecia bastantes prémios e tornou-se um item popular entre os mais novos.

A Frisumo não era a primeira escolha de muitos de nós, tinha forte concorrência nesse sector, e no começo dos anos 90 fez um esforço extra para mudar isso, surgindo então o Tampinhas. O aspecto era bastante jovial, uma tampa com braços, pernas, olhos e boca, equipada com um chapéu ao contrário e uns ténis bastante coloridos.

Aparecia em diversas revistas, de banda desenhada e não só, sempre a oferecer bastantes prémios para cativar os mais novos. Pins, autocolantes, skates, walkmans, de tudo um pouco foi oferecido por esta mascote, que a dada altura (em 1993) passou também a patrocinar o programa Agora Escolha, que na altura era transmitido no Canal 1.




Primeira e última imagem retiradas do blog enciclopédiadecromos.blogspot.com















terça-feira, 8 de maio de 2018

... da colecção de livros Arrepios


Nos anos 90, existia uma colecção de livros que mostrava terror aos adolescentes com alguma comédia à mistura. Os Arrepios fizeram sucesso um pouco por todo o mundo, e Portugal não foi excepção.

O autor Robert Lawrence Stine (mais conhecido por R.L. Stine), decidiu apresentar uns livros de terror que todos pudessem ler, apostando então num estilo que apresentava as histórias com algum humor, conquistando assim o público adolescente.

A linha Goosebumps, conhecida por cá como Arrepios, teve sessenta e dois livros, publicados entre 1992 e 1997. Foram editados por cá pela AbrilControljornal, que fazia bastante publicidade à linha nas suas revistas de banda desenhada, tentando assim chegar a um público mais juvenil. Mais tarde a Porto Editora lançou por cá a série Goosebumps HorrorLand, mas sem o mesmo sucesso.

A linha original teve uma grande aceitação, os livros eram apresentados com protagonistas adolescentes, com a história a ser narrada na primeira pessoa, apresentando aventuras carregadas de um terror sobrenatural, muitas vezes com um final surpreendente.


Como o público alvo era os mais novos, o terror apresentado nunca era muito intenso, para além de ter muitos clichés do género. No entanto, as histórias eram envolventes e bastante interessantes, e para quem se quer iniciar no género, era uma excelente porta de entrada.

Foi também realizada uma série baseada nos livros, que também foi transmitida por cá, transmitida entre 1995 e 1998. Alguns dos títulos também foram lançados sob a forma de filmes, provando o sucesso da linha.

Foi por isso natural que o autor continuasse a escrever outros livros, mantendo sempre o sub título Goosebumps. No Brasil, os livros são lançados pela editora Fundamento, mantendo o título original da série.






sexta-feira, 4 de maio de 2018

... dos Gelados Globo


Já aqui falei de duas marcas de gelados que marcaram todos nós, a Olá e a Raja, hoje é a vez da Globo. Um produto nacional, reconhecido dentro e fora de portas,e que nos anos 80 teve um pico de popularidade, com colecções de calendário a serem lançadas com fotos dos seus produtos.

Fundada em 1935, a fábrica tem sede na Maia, em Gondim, e foi pioneira no fabrico de gelados no nosso país. A empresa tem outros produtos congelados, como Francesinhas, mas foram os gelados que fizeram a fama da Globo.

Nos anos 80, podiam ser encontrados cartazes em alguns estabelecimentos, e os produtos por vezes eram confundidos com os da Olá, devido aos nomes e aspecto visual. Existia um chamado Pirata, que era do mesmo género do Perna de pau, por exemplo.

Também existiam em cartas de sobremesa, e aí sempre foram bastante apreciados. De referir ainda que a marca fabrica gelados de marca branca, para diversos estabelecimentos comerciais de renome.














quarta-feira, 2 de maio de 2018

... do Totobola


Tem mais de 50 anos, e já foi um dos jogos mais populares do nosso país. O Totobola movimentava multidões, tanto pelo dinheiro que oferecia, como por estar relacionado com esse mundo de paixões que é o Futebol.

O Totobola surgiu a 24 de Setembro de 1961, e apesar de se tratar de um jogo que depende da sorte, muitos encaravam como uma forma de demonstrar que percebiam de futebol. Ou seja, se acertassem, era porque sabiam da coisa, e não pelo que aconteceu no jogo de futebol, que muitas vezes é imprevísvel. A dificuldade ficou provada desde o início, com o primeiro totalista a surgir só em Abril do ano seguinte.

Sob o controle da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, as receitas do jogo serviam para ajudar os mais necessitados, e muitos tentavam ser os totalistas. O conceito era simples, apareciam 13 jogos, em que tínhamos que escolher entre 1,X,2. O 1 era vitória da equipa da casa, o X era empate, e o 2 vitória do visitante.


O jogo foi sofrendo algumas alterações estéticas, mantendo na mesma a sua essência, com as maiores alterações a surgir com a introdução do Super 14, que era o adivinhar o resultado certo de um jogo, e o Joker, que podia dar mais um dinheiro extra.

Apesar de ter perdido terreno para o Totoloto, e mais tarde o Euromilhões, a verdade é que nenhum jogo ficou tão marcado na memória dos portugueses como o Totobola. Existiram artigos criados para comemorar a existência do jogo, como Cinzeiros e Quadros, existiram revistas no Parque Mayer, e até um filme com a Florbela Queiróz.

Nas décadas de 80 e 90, às Quartas-feiras podíamos ver na RTP o programa Vamos jogar no Totobola, transmitido um pouco antes do Telejornal. Nele víamos reportagens do nosso Portugal, por norma a mostrar a história de uma profissão ou de uma actividade típica do nosso país, com entrevistas e reportagens a mostrar alguém a falar sobre isso. No final, eram dados os palpites para o boletim dessa semana, que muitos seguiam fervorosamente.






Primeira foto retirada do site Mistério Juvenil, a última do blog Santa Nostalgia.