terça-feira, 24 de abril de 2018

... do Emílio Peixe


Um dos membros da chamada geração de ouro do futebol português, Emílio Peixe faz ainda parte do grupo de jogadores que alinhou pelos três grandes.

Emílio Manuel Delgado Peixe nasceu a 16 de Janeiro de 1973 na Nazaré, começando muito cedo a dar nas vistas no clube da sua terra natal, e sendo contratado pelo Sporting Clube de Portugal, ainda como iniciado. Jogando como médio defensivo, destacava-se pela sua leitura de jogo e sentido táctico, fazendo parte integrante das selecções jovens orientadas por Carlos Queirós, conquistando o campeonato da Europa de sub-17, e foi uma peça importante na conquista do campeonato de Mundo de 1990/91.

A sua qualidade de líder, e o seu sentido táctico, faziam com que fosse muitas vezes usado como defesa-central, ou libero, posição onde se estreou na equipa principal do Sporting. Foi Marinho Peres que decidiu apostar no jovem Peixe, fazendo-o alinhar ao lado de Miguel, já que não podia contar nem com Luisinho, nem com Venâncio.

Esta foi a melhor fase da sua jovem carreira, já que ajudou Portugal a conquistar o campeonato do mundo de júniores, foi considerado o melhor jogador da competição, começou a jogar regularmente na equipa principal leonina e venceu o prémio Stromp em 1991.


Estreou-se pela selecção A com apenas 18 anos, e apesar dos excelentes jogadores que alinharam no Sporting nestas temporadas, era presença constante no 11 titular, fosse na defesa, fosse no meio campo. Foram 6 temporadas de leão ao peito, saindo juntamente com Figo e Balakov, rumando ao Sevilha de Toni.

Foi uma jogada mal calculada (culpa do seu empresário), não lhe correndo bem e voltando ao Sporting em 1996. Já não era uma opção regular, apesar de ter entrado em vários jogos, os suficientes para ser convocado para a selecção olímpica, onde foi o capitão da equipa portuguesa que disputou os jogos olímpicos de Atlanta de 1996.

Problemas com lesões e com a direcção leonina, fizeram com que fosse enviado para o FC Porto, num acordo que fez com que fosse acompanhado pelo Costinha, em troca com Bino e Rui Jorge, que rumavam assim a Alvalade.


Não pegou logo de estaca nas Antas, beneficiando da lesão e venda de alguns jogadores, mas nunca sendo parte da equipa titular regularmente. Mesmo assim foi campeão nas suas duas primeiras temporadas de dragão ao peito, vencendo ainda uma supertaça e uma taça de Portugal (juntando assim à que tinha vencido no Sporting em 94/95).

Mais uma vez problemas provocados pelo seu empresário, fizeram com que saísse do Porto passado apenas cinco temporadas, sendo emprestado ao Alverca durante um curto período de tempo. Jogou ainda pelo Benfica, fazendo assim parte do restrito grupo de jogadores que alinhou pelos três grandes, antes de terminar a sua carreira com apenas 31 anos, no União de Leiria.

Começou pouco tempo depois a sua carreira como treinador, entrando para os quadros da Federação, treinando as camadas jovens, onde ainda se encontra, como seleccionador dos Sub-20.











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