Março 2018 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 29 de março de 2018

... dos Pink Floyd

quinta-feira, março 29, 2018 0
... dos Pink Floyd


Volto a ceder o meu lugar a outra pessoa, para mais um Memórias dos Outros, neste caso para falarem de um dos maiores grupos da história da música, os Pink Floyd. A Fernanda Fontes é uma fã hardcore da banda, e por isso é a pessoa ideal para nos conduzir nesta memória, fornecendo-nos até algumas fotos da sua colecção pessoal, como esta do topo. Vamos então a isso?

Dizermos que ainda somos do tempo dos Pink Floyd não faz muito sentido, tendo em conta que são uma banda intemporal. Mas dizer que ainda sou do tempo em que os Pink Floyd faziam tournées mundiais que esgotavam em minutos, ou que somos do tempo em que ainda lançavam álbuns, isso sim. Ainda sou desse tempo. Muitos de nós somos.

Banda formada nos míticos anos 60, mais propriamente 1965 em Londres, teve como alinhamento original Roger Waters (baixo e voz), Nick Mason (bateria), Richard Wright (teclado e voz) e Syd Barrett (guitarra e voz principal). David Gilmour (guitarra e voz) juntou-se à banda em 1967. Syd Barrett saiu oficialmente em 1968 e faleceu em 2006 com 60 anos. Gilmour tomou o seu lugar como vocalista da banda.

Devido a “diferenças criativas” (muito eles gostam de usar este termo), Richard Wright deixou a banda em 1979 e Roger Waters em 1985. Ao contrário de Waters, que nunca mais voltaria a criar nova música com os restantes membros, uns anos depois Wright juntou-se aos colegas para tocar em sessões de estúdio e, mais tarde, voltou como membro da banda. De acordo com Gilmour, Wright foi dos membros mais importantes na criação dos 2 últimos álbuns oficiais da banda.



Na sequência do evento de beneficência Live 8 realizado em 2005 no Hyde Park em Londres, Waters uniu-se aos restantes 3 membros para um pequeno concerto. Há mais de 24 anos que os 4 elementos não tocavam juntos e, depois disto, não o voltariam a fazer.

Chegaram a participar no concerto de tributo a Syd Barrett, em 2007. Mas Waters tocou a solo, enquanto os restantes tocaram juntos várias composições de Barrett. Gilmour e Waters deixaram bem claro, em várias entrevistas, que não tinham interesse numa reunião e chegaram a recusar um contrato no valor de 150 milhões de euros para uma tournée mundial. 

Portugal teve o prazer de os receber a 23 de setembro 1994, no antigo estádio José Alvalade, com a tournée Division Bell. Mais de 85 mil pessoas se deslumbraram com aquilo que foi considerado, por muitos, o melhor concerto que Portugal já presenciou até aos dias de hoje.


15 álbuns de estúdio. The Endless River, lançado em 2014, não contém música nova mas sim música gravada nas sessões de estúdio durante a criação do álbum Division Bell (1994). Muito trabalho ficou de parte e não foi colocado nesse álbum. Apesar de grande maioria se tratar de música ambiente ou instrumental, não foram feitas muitas alterações ao que já tinha gravado com Wright porque, de acordo com Gilmour, “esta música é para a geração que quer colocar os headphones, deitar-se, ou qualquer coisa, e curtir uma peça de música por um largo período de tempo”.

Gilmour e Mason iniciaram este projeto em 2013 com o objectivo de lançar um álbum dos Pink Floyd no século XXI e, também, como tributo a Richard Wright.

É muito difícil identificar qual o melhor álbum. Depende do gosto de cada um, depende da mood em que estamos no momento, depende das recordações que a música nos traz. Depende de tanta coisa.
Pessoalmente, o meu favorito é o Wish You Were Here (1975). Porquê? Porque me traz tantas, mas tantas recordações boas. Há quem diga que o melhor é o Dark Side Of The Moon (1973) que, durante alguns anos, foi dos álbuns mais vendidos do mundo. Ou The Wall (1979), de onde saiu uma das músicas mais conhecidas no mundo: Another Brick In The Wall (part 2). E há quem prefira o trabalho menos conhecido para o público em geral. Todo o trabalho musical dos Pink Floyd merece destaque. Merece reconhecimento.


Roger Waters continuou a solo e ainda esgota concertos com a sua actual tournée Us+Them.
David Gilmour também lançou vários trabalhos a solo, mesmo quando a banda ainda estava no activo e, de igual forma, esgota concertos com a maior facilidade. Mas Gilmour prefere tocar em espaços mais pequenos para manter contacto com o público.

Com o falecimento de Richard Wright em 2008, morreu também a última hipótese de uma tournée final. Ou de uma última reunião com Waters. Para Gilmour, não faria qualquer sentido tocar sem Wright, que ele considera ser grande parte da alma dos Pink Floyd.

Nick Mason referiu várias vezes que adoraria voltar a tocar com os colegas. Gilmour opõe-se a essa hipótese, dizendo que já fez tudo o que podia fazer como membro dos Pink Floyd. Pessoalmente, acho que ainda teriam muito para nos dar.


Mas ainda nos deixaram muita coisa. E, como refiro no início do texto, Pink Floyd são uma banda intemporal que irá permanecer como uma das melhores bandas que alguma vez existiram ou existirão.










terça-feira, 27 de março de 2018

Entrevista Nuno Markl - Parte 1 Série 1986

terça-feira, março 27, 2018 0
Entrevista Nuno Markl - Parte 1 Série 1986

Voltamos às entrevistas, desta feita com Nuno Markl, e nesta primeira parte, vamos saber um pouco mais sobre a série do momento, a 1986.

A RTP tem apostado numa série escrita por Nuno Markl, a sua irmã Ana, e Filipe Homem Fonseca, tendo ainda a colaboração vital de Joana Stichini Vilela. 1986 é uma série que aborda o Portugal dos anos 80, mais concretamente o período das eleições presidenciais que abalaram o país, de Mário Soares vs Freitas do Amaral. Podem ver os episódios todos na internet, na RTP Play, ou irem vendo os episódios todas as terças, pelas 22h no Canal 1.

Existe um disco já editado, em vinil ou cd, e já começa a aparecer um pouco de merchandising relacionado com a série, para além de diversas páginas em sua homenagem. Ficam aqui as oficiais:
https://www.facebook.com/1986TV/ , https://www.instagram.com/1986aserie/

No final ainda podem ver uma foto do autor do Blog, e do autor da série, numa mítica sessão de autógrafos da Caderneta de Cromos no Colombo.

Nesta primeira parte vamos saber um pouco mais sobre a série, enquanto na segunda parte iremos saber um pouco mais sobre o autor e as suas recordações.

Ainda Sou do Tempo - Quando surgiu a ideia para fazer a série 1986?

Nuno Markl - Um embrião da ideia surgiu no início da década de 2000, quando escrevi um esboço de uma sinopse chamado O Videoclube. Era suposto ser uma celebração nostálgica do VHS, e uma história de amor entre um geek e a rapariga que trabalhava no videoclube. Mas acabou por ficar perdida numa pasta no meu computador durante anos. Foi quando achei que seria giro escrever uma série passada em plenas eleições presidenciais que fui repescar esse esboço... E tudo se fundiu alegremente!

AST - Sempre teve a intenção de fazer algo que, para além de retratar a nossa sociedade, fosse um pouco autobiográfica?

NM - Eu sou grande fã da famosa frase "escreve sobre aquilo que conheces". Achei que 1986 seria tanto mais autêntico quanto mais fosse retirado das minhas memórias, e das memórias da minha irmã Ana, do Filipe Homem Fonseca e da nossa consultora de época, a Joana Stichini Vilela. Por isso o contexto de época era maravilhoso, mas foi instintivo juntarmos à História da era as nossas próprias experiências de família, de escola, de bairro.

AST - O Nuno também viveu intensamente os anos 70, porque começar este trabalho a meio da década de 80? Pela importância da eleição presidencial?

NM - Decidi começar por 86 pela força do enquadramento das Presidenciais. Foi um acontecimento tão forte e que mexeu tanto nas próprias relações entre as pessoas, que ajudou a focar a narrativa e a não a tornar apenas um repositório desconexo de memórias dos anos 80. As Presidenciais deixam muitas destas personagens com os nervos em franja, e isso é óptimo para a comédia e para o drama da coisa.


AST - O elenco tem encarnado na perfeição o espírito da década, alguns exageros caricaturais em algumas personagens são intencionais, ou foi um processo orgânico na própria representação? (o exemplo da gótica por exemplo)

NM - O histrionismo das personagens dos pais, o Eduardo e o Fernando, é intencional. A nossa ideia é que eles fossem consideravelmente mais imaturos do que os miúdos, isso já estava no guião. O facto deles começarem assim, torna mais interessante a maneira como evoluem ao longo da série e como se vão tornando mais humanos, à medida que vão acontecendo coisas que os vão chamando à Terra. É um grande trabalho do Adriano Carvalho e do Gustavo Vargas. Quanto à Patrícia, por bizarro que pareça, havia miúdas assim na minha escola. Sem darem por isso, pareciam caricaturas de si próprias. Mas, de novo, a Patrícia também tem muito que se lhe diga para lá do aparato exterior. É um belo trabalho da Eva Fisahn, que foi uma daquelas pessoas que escolhemos à primeira. E no casting estava loura - mas a pose, o timing, o olhar... ela era a Patrícia.

AST - Existem planos para segunda temporada? Que eventos podem abordar numa segunda série?

NM - Planos existem, mas não sei se irão tornar-se realidade. A RTP está numa fase de transição, não fazemos ideia se a administração seguinte quer pegar nisto. Sei que a ideia de disponibilizar os 13 episódios na RTP Play foi visionária e vencedora: o culto está a formar-se precisamente por causa disso. Para haver 2a série, suponho que tenhamos de fazer figas para que o fenómeno continue a crescer e as pessoas continuem a ver e a partilhar. Temos algumas linhas narrativas mirabolantes ainda no rescaldo das Presidenciais, mas a ideia é contar uma história no Verão de 86, passada no campismo. E o Verão de 86 foi aquele em que o gelado Calippo apareceu!


Quero deixar o meu agradecimento ao Nuno Markl pelo tempo dispensado, pelo seu trabalho na série e na rubrica Caderneta de Cromos e o que faz na rádio todos os dias.


sexta-feira, 23 de março de 2018

... do chocolate em pó Milo

sexta-feira, março 23, 2018 0
... do chocolate em pó Milo

Já falei aqui de alguns achocolatados, produtos bastantes populares em Portugal, e hoje recordo o Milo. Um produto da Nestlé, que começou a ser comercializado por cá nos anos 50, e tornou-se um dos preferidos dos portugueses.

O produto foi idealizado por Thomas Mayne, e começou a ser distribuído pela Nestlé em 1934, em Sydney, Austrália. O nome Milo, diz-se que vem do mítico atleta grego Milon de Crotona, e propunha-se a melhorar o nosso rendimento desportivo, com um produto que, apesar do chocolate, vinha carregado de vitaminas e coisas boas para a saúde.

O produto tornou-se um dos mais populares da Austrália, onde ainda hoje é comprado regularmente e é constantemente associado à pratica de desporto nesse país, chegando a patrocinar associações e clubes australianos.

Foi natural que a Nestlé começasse a internacionalização do produto, e este acabou por ficar bastante popular na Ásia e África, acabando depois por conquistar muitos países da América do Sul (como o Brasil). Em Portugal surgiu na década de 50, e apesar da forte concorrência, tornou-se um dos preferidos, e as suas campanhas de marketing eram bem conhecidas. A sua lata verde competia assim taco a taco com as outras marcas no mercado, e mesmo nos anos 80, era um dos mais vendidos por cá.

Foto Estúdio Horácio
Foi uma das marcas em Portugal a apostar forte no apoio à selecção Portuguesa no mundial do México, em 1986, e a dada altura existiu uma colecção de futebolistas que fez a delícia da criançada.

Com um forte sabor a Cacau, era um daqueles chocolates em pó que podia ser misturado na água ou no leite, quente ou frio, e apesar de muitos preferirem colocar muita quantidade dentro de um copo, devia-se colocar só uma ou duas colheres.

Saiu do nosso mercado no início da década de 90, mas nunca foi esquecido pelos portugueses. que mandavam mensagens à Nestlé para esta voltar a distribuir o produto por cá, já que este continuava a ser comercializado noutras zonas do planeta.

Em 2013 esse pedido foi aceite, a Nestlé decidiu reintroduzir Milo no nosso país, e fez uma grande campanha publicitária, apostando nas redes sociais, onde pedia fotos dos consumidores que provasse que eram verdadeiros desportistas.

Quem era fã do Milo?

Foto retirada de um artigo em Dinheiro Vivo.pt
Foto da fundação Calouste Gulbenkian














... do Gil Vicente dos anos 90

sexta-feira, março 23, 2018 0
... do Gil Vicente dos anos 90

Nos anos 90 tivemos equipas que podiam não fazer grandes campeonatos, mas que deixaram saudades por uma variedade de razões. No caso do Gil Vicente, podemos ir para o seu estádio e para alguns dos jogadores que por lá passaram nessa década, como Tuck, Cacioli, Vital, Brassard ou Drulovic.

Fundado em 1924, o Gil Vicente foi um clube habituado a andar pelos campeonatos regionais, subindo para uma divisão nacional em 1943. O seu estádio, Adelino Novo, era conhecido por ter inspiração britânica, tendo um campo de jogo reduzido e as bancadas quase em cima do relvado. Subiu à primeira divisão no final dos anos 80, na temporada 1989/90, com Rodolfo Reis a conseguir esse feito histórico com jogadores como Tuck, Folha ou Paulo Alves.

A equipa de Barcelos sempre foi uma daquelas que vivia dos empréstimos, e após manter alguns dos jogadores fundamentais na subida de divisão, consegue alguns reforços importantes, como os defesas Valido e Cabral, os médios Rui Filipe e Capucho, e o avançado Paulinho Cascavel. Num campeonato que contava com 20 equipas, os gilistas conseguiram um respeitável 13º lugar, ficando à frente de históricos como Vitória Setúbal, Belenenses ou Estrela da Amadora.


Na temporada seguinte há uma mudança de treinadores, sai Rodolfo Reis, e entra António Oliveira, e saem alguns jogadores, como Folha e Paulo Alves. Apesar disso, a equipa consegue manter a mesma posição no campeonato, numa altura que este voltava a ter só 18 clubes.

Mas o melhor estava ainda para vir, quando Vítor Oliveira pegou na equipa, e comandando uma equipa que tinha nomes como Brassard, Morato, Tuck, Cacioli, Mané e Drulovic, o clube chega a um fantástico 9º lugar, ficando à frente de clubes como o Guimarães ou o Braga e apenas a 6 pontos de poder ir à UEFA.

Em 1993/94, Vítor Oliveira viu o seu plantel reforçado com veteranos como Vital na baliza, Dito na defesa, Lito no meio campo e o grande António Sousa. A equipa fica pela 12ª posição, continuando assim a manter-se pelo meio da tabela e a tornar-se um clube apreciado um pouco por todos.


Todos conheciam nomes como Tuck e Cacioli, e todos achávamos piada às transmissões no estádio Adelino Novo, principalmente quando os pilares atrapalhavam a boa visibilidade das jogadas em campo.

Vítor Oliveira manteve-se por mais uma temporada, e com um plantel que mantinha as suas pedras fundamentais, continua a situar-se pelo meio da tabela, atingindo de novo a 13º posição. Mas em 1995 muda muita coisa por Barcelos, com Bernardino Pedroto a pegar num clube que via sair muitas peças chave do seu plantel, mas que conseguia mesmo assim ficar pela 12º posição.

O pior veio na época seguinte, onde o clube desce de divisão, apesar de manter por lá históricos como Vital e Tuck, a que se juntavam novos nomes como Formoso e Carlitos. Seguiram-se tempos complicados, com um processo na secretaria e impedindo a equipa de se juntar aos grandes de novo. Isso só veio a acontecer na viragem de Século.

Quem mais se recorda destes jogadores?







quinta-feira, 22 de março de 2018

... dos Filmes do Herbie

quinta-feira, março 22, 2018 0
... dos Filmes do Herbie

Era um clássico da Primeira Matiné da RTP, um típico filme para ser transmitido ao domingo à tarde, e que faz assim parte do imaginário de muitos que cresceram na década de 80.

A Disney era mais conhecida pelos seus filmes de animação, mas também produzia filmes com actores de carne e osso, e dentro desses, apareceram uns em que a personagem principal era um carro, o Herbie. Tratava-se de um Volkswagen carocha, todo branco, com o número 53 pintado na lateral e frente do carro, e com umas riscas brancas, vermelhas e azuis a dividirem o veículo ao meio.

Mas o Herbie não era um carro normal, tinha uma mente própria e tomava decisões por si mesmo, para além de conseguir se movimentar sem condutor, e de ser um excelente concorrente em corridas de automóveis. O primeiro filme, Love Bug, estreou a 1968, e em 1974 surgiu a primeira sequela, Herbie rides again, seguida por uma aventura em Monte Carlo, em 1977.

Em Herbie goes bananas, de 1980, o carro vive a sua aventura mais maluca, a bordo de um navio e foi esta a última incursão no cinema, só voltando ao grande ecrã em 2005, que tinha Lindsay Lohan como condutora do simpático carocha. Pelo meio houve um filme feito só para televisão, em 1997, com o mesmo nome da primeira película e que mostrava as origens deste peculiar automóvel.

Como em tantos heróis daquela altura, Herbie vivia uma aventura sempre com pessoas diferentes, ajudando uma família diferente a cada película, como era tradição nesses tempos. Qual o vosso preferido?

















quarta-feira, 21 de março de 2018

... de Jogar ao Elástico

quarta-feira, março 21, 2018 0
... de Jogar ao Elástico

Uma das brincadeiras mais populares entre as meninas na década de 80, bastava um elástico de roupa, um grupo de jogadores e uma boa coordenação motora.

Para jogar isto era necessário pelo menos 3 jogadores, mas quantos mais aparecessem, melhor. Pedia-se um daqueles elásticos de roupa a um qualquer familiar, ou numa retrosaria, e depois era começar a jogar.

2 crianças punham-se frente a frente, com o elástico nos tornozelos e abrindo um pouco as pernas, formando um rectângulo de uns 2 metros. Depois o outro jogador ia saltando pelo meio, entrando e saindo, obedecendo a uma certa coreografia que era animada muitas vezes com uma cantilena como:

"Mete e vai ao meio e sai pra fora... e mete (Palmas)... e tira(Palmas)... e mete, vai ao meio e sai pra fora..."

Também existiam outras, que envolviam 1,2,3, dias da semana, Branca de neve e afins, mas como era algo mais para meninas, não me recordo de tudo. Sei que por vezes o elástico ia subindo pelas pernas, para o outro saltar cada vez mais alto, e dificultar a coisa.

Quem jogou a isto?












... destas Bolas saltitonas

quarta-feira, março 21, 2018 0
... destas Bolas saltitonas

Deixar aqui uma imagem de algo que até me trouxe bastante alegria quando era criança. estas bolas que podia atirar com força ao chão, e vê-las a saltar sem parar. Eram bastantes resistentes e duravam muito tempo, mesmo estando sempre a atirar e ver até quão alto elas podiam saltar. Quem teve?


















segunda-feira, 19 de março de 2018

... do Cartão Jovem

segunda-feira, março 19, 2018 0
... do Cartão Jovem

No final dos anos 80, tudo queria ter o Cartão Jovem. Nem era pelas vantagens que este dava, ou os descontos em lojas, mas sim pelo status que isso dava. Relembrar hoje aquele que foi um dos objectos mais desejados da década.

O Cartão Jovem foi lançado por cá a 1 de Julho de 1986, custava a "módica" quantia de 500 escudos, e dava direito a descontos em diversas lojas bem conhecidas. França até foi o primeiro país a ter isto, mas foi por Portugal que a ideia ganhou força, e em 1990 tínhamos a mais alta taxa de adesão em toda a Europa, com cerca de 300 mil unidades vendidas.

O cartão só podia ser feito por jovens com idades entre os 14 e os 25 anos, e foi anunciado pelo governo com pompa e circunstância, com Couto dos Santos, o secretário de estado da juventude da altura, a entregar 3 cartões a jovens desportistas como Nuno Marques, um tenista que veio a dar muitas alegrias aos portugueses, José Évora que era futebolista e ainda à nadadora Paula Lamego.

Também me recordo de dar descontos em bilhetes de cinema, ou viagens de comboio, e como muitos amigos meus tinham um, mesmo que quase não o usassem para nada. Nunca cheguei a ter um, mas, como em muito produto da altura, desejei muito ter um. Hoje em dia custa 12 euros, e os jovens são dos 12 aos 29 anos, para além de ter muito mais vantagens.












... dos Bilhetes Postais

segunda-feira, março 19, 2018 0
... dos Bilhetes Postais

Quem se recorda de enviar ou receber bilhetes postais? Fosse de alguma empresa, fosse de um amigo/familiar, alguém deve ter recebido a dada altura um destes na caixa do correio. Quando se ia visitar um local, era das primeiras coisas a fazer, procurar um postal naqueles mostradores giratórios, e ou enviava-se logo pelo correio, ou entregava-se depois em mão.















domingo, 18 de março de 2018

... do No Tempo dos Afonsinhos

domingo, março 18, 2018 0
... do No Tempo dos Afonsinhos

Nos anos 90 ainda havia espaço para marionetas na RTP, e o No Tempo dos Afonsinhos continuou assim a tradição de programas como Os Amigos do Gaspar.

No Tempo dos Afonsinhos estreou no Canal 1 em 1993, e era mais uma criação do saudoso João Paulo Seara Cardoso, que já nos tinha dado programas como Árvore dos Patafúrdios e Os Amigos do Gaspar. Produzido nos estúdios do Porto da RTP, a série mostrava-nos a vida de uns habitantes de uma aldeia do norte, uma espécie de aldeia do Astérix à portuguesa.

Os bonecos assemelhavam-se à nossa cerâmica tradicional, e todos eles tinham profissões de outros tempos e mostravam como era as agruras da vida de então. Com a realização de Ângelo Peres, contava ainda com música de Sérgio Godinho (como sempre), e Jorge Constante Pereira, que era também autor dos textos.

Não segui esta série, já não me interessa tanto este tipo de programas, e não me recordo se teve o mesmo impacto e sucesso das suas antecessoras.














sexta-feira, 16 de março de 2018

... da colecção dos Simpsons no Bollycao

sexta-feira, março 16, 2018 0
... da colecção dos Simpsons no Bollycao

O Bollycao deu-nos vários brindes ao longo dos anos, e apesar de uns terem tido mais sucesso do que outros, foram quase todos bastante interessantes. Esta colecção de autocolantes dos Simpsons, apareceu numa altura em os mesmos começavam a ganhar alguma popularidade no nosso país. Eram cromos rectangulares, com os membros da família a fazerem algo, ou então apenas com uma legenda. Os desenhos eram bastante engraçados, e o estilo respeitava o da animação (ainda nas suas primeiras temporadas nessa altura). Quem teve?

Foto da colecção pessoal de Ana Trindade












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quarta-feira, 14 de março de 2018

... do Mimo da TMN

quarta-feira, março 14, 2018 0
... do Mimo da TMN

Foi em 1995 que surgiu o primeiro telemóvel pronto a falar, sem assinatura mensal e com um cartão recarregável, o Mimo. Uma criação da Markimage, tornou-se a imagem de marca da companhia de telecomunicações, e ajudou a que o aparelho se tornasse indispensável na vida dos portugueses.

A TMN apareceu em 1992, resultando de uma parceria entre a Marconi, os CTT e a TLP, tinha o prefixo 0936, e foi uma das pioneiras deste sector de telecomunicações em Portugal. Passado dois anos foi integrada na Portugal Telecom (uma empresa que surgia da fusão dos TLP, Marconi e Telecom), e no ano seguinte lança o primeiro cartão pré pago de que há memória, o Mimo.

Pedro Pereira da Silva, director de marketing da TMN, contacta o presidente da empresa de publicidade Markimage, Adriano Eliseu, para idealizarem uma campanha que reforçasse o novo produto que iam lançar, um cartão pré pago. para que conseguissem destronar a Telecel da liderança desse sector.

Os anúncios eram interpretados por Fernando Ascenção, e a ideia transmitida era: "Se quer mimar o seu filho, a sua mulher, a sua empregada.. dê-lhes um Mimo, eles merecem". O sucesso foi imediato, e o primeiro telemóvel a ser lançado com este cartão foi o Alcatel HC 400, que para além de receber e efectuar chamadas, permitia receber SMS, e controlar o saldo disponível.

Em 1997 já a TMN era a líder do mercado, e o Mimo tornou-se sinónimo do aparelho em questão, as pessoas não pediam telemóvel, pediam um Mimo. Alguém teve um?
















... do Carlos Secretário

quarta-feira, março 14, 2018 0
... do Carlos Secretário

Apesar de não ter sido um jogador brilhante, Secretário era titular indiscutível no FC Porto, o dono do lugar na selecção portuguesa, e logrou até conseguir jogar no Real Madrid. Por isso, recordo aqui hoje a carreira desta figura do futebol dos anos 90.

Carlos Alberto de Oliveira Secretário nasceu a 12 de Maio de 1970, em São João da Madeira, no Porto, começando a sua carreira futebolística nas camadas jovens do Sanjoanense. sendo contratado pelo Sporting, onde ficou somente uma temporada, rumando depois para os juniores do FC Porto.

Jogava na ala direita, no meio campo, começando a jogar profissionalmente pelo Gil Vicente, na 2ª divisão, na temporada de 1988/89, emprestado pelos Dragões, algo que aconteceu de novo nas duas temporadas seguintes, desta feita ao FC Penafiel. Jogou ainda pelo Famalicão e pelo SC Braga, antes de ter direito a uma oportunidade nas Antas, no verão de 1993.

A razão era simples, ia começar a ser treinado para ser o substituto do mítico João Pinto, assumindo assim a posição de defesa direito. Não era dono de uma grande técnica, nem capacidade de passe, mas compensava com a sua entrega em campo e apesar dos pesares, foi dono e senhor desse lugar durante três temporadas, acontecendo o mesmo na selecção portuguesa, onde tirava o lugar a outros jogadores, como Nélson, que tinham nitidamente mais qualidade.



Apesar disto tudo, Pinto da Costa conseguiu um dos melhores negócios dos azuis e brancos, vendendo o lateral ao Real Madrid por 300 mil contos, mas o jogador não foi feliz por Espanha, tendo efectuado apenas 13 jogos, e saindo de lá depois de uma temporada apenas, onde conseguiu mesmo assim ser campeão pelos espanhóis.

Voltou ao Porto, onde já tinha vencido campeonato, taça de Portugal e Supertaça, e fez parte do plantel portista que venceu a Taça Uefa e a Liga dos Campeões, mesmo que nessa altura fosse o suplente de Paulo Ferreira. Jogou pelos dragões de 1997 a 2004, vencendo 4 campeonatos, 4 taças Portugal, 2 supertaças e uma Taça uefa, acabando a sua carreira no Maia, onde começou também a de treinador.

Pela selecção foi uma presença constante no lado direito da defesa, sendo convocado para os Europeus de 96 e 2000. Não era fã do jogador, especialmente por tapar o lugar da selecção a Nélson, mas fiquei fã do passe que fez para Acosta num derby contra o Sporting.








segunda-feira, 12 de março de 2018

... do Richard Clayderman

segunda-feira, março 12, 2018 0
... do Richard Clayderman

Richard Clayderman sabe apresentar músicas que todos possam apreciar, desde a mais clássica, a hits de bandas conhecidas (como os Abba), Clayderman toca tudo de uma forma suave e encantadora. Está no livro do Guiness como o pianista mais bem sucedido de todo o mundo, e a música Ballade pour Adeline, é considerada uma das melhores baladas jamais tocadas ao piano.

Philippe Pagés nasceu a 18 de Dezembro de 1953, em Paris, França, adoptando o nome artístico de Richard Clayderman. Filho de um professor de piano, desde cedo se viu envolvido no mundo da música, demonstrando um talento natural. e um grande à vontade. Aos 6 anos já conseguia ler música, e aos 11 entra para um conservatório, vencendo o seu primeiro prémio aos 16 anos.

Chegou a formar um grupo de rock, mas o sucesso apareceu em 1976, quando venceu o casting proposto pelo produtor musical Olivier Toussaint, que tinha composto em parceria com Paul de Senneville, uma música para a sua filha recém nascida, chamada "Ballade pour Adeline". Clayderman com apenas 23 anos encantou o produtor, que ficou fã tanto da sua forma de tocar, como do seu aspecto físico.


Tornou-se um hit instantâneo, tornando-se um dos maiores êxitos da sua carreira, tocando-a ainda nos dias de hoje, adaptando a música à sua medida. Originalmente era só uma balada ao piano, com o decorrer do tempo, ele foi adaptando instrumentos de corda à música, dando outro ênfase a esta canção.

O artista foi ganhando seguidores, conquistando uma legião de fãs e começando assim uma carreira de sucesso. Clayderman soube construir uma carreira sólida, adoptando um estilo romântico, adaptando músicas pop famosas e dando-lhes um toque mais melodioso, adaptando-as ao piano.

Também tocava música clássica, tocando-a de uma forma um pouco mais "moderna", fazendo assim com que todo o tipo de público conhecesse música, que de outra forma não ouviria. Foram mais de 1,300 músicas, vendendo mais de 150 milhões de discos e conquistando várias centenas de prémios, conseguindo entrar para o livro do Guiness como o Pianista mais bem sucedido de todo o mundo.

Tem feito espectáculos um pouco por todo o mundo, sendo extremamente popular na Ásia e também no Brasil, onde chegou a fazer um concerto onde tocava músicas populares brasileiras.









domingo, 11 de março de 2018

... destes Bonecos de chiar da B.B.

domingo, março 11, 2018 0
... destes Bonecos de chiar da B.B.

Ao ver esta imagem de uma página do Facebook, a Toydoll Brinquedos, lembrou-me de como tive um destes bonecos, o com a camisa amarela e livro debaixo do braço. Recordo-me de o apertar e ouvir chiar, de me divertir bastante com isto e de ficar triste, quando começou a deixar de fazer barulho.

Os bonecos são provenientes de Espanha, na net li que era uma empresa chamada B.B, mas pelo que percebo isto pertencia à Famosa, bem conhecida das crianças do nosso país. Era muito novo, tinha menos de 10 anos, mas lembro-me perfeitamente de ter aquele boneco da camisola amarela, e de como gostava de o ouvir chiar. Quem teve?