Fevereiro 2018 - Ainda sou do tempo

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

... do filme Ghost - O Espírito do Amor

segunda-feira, fevereiro 26, 2018 0
... do filme Ghost - O Espírito do Amor

Foi um dos maiores sucessos da década de 90, com um elenco fantástico e uma história que misturava humor, romance e acção, tudo nas doses certas. Ghost impulsionou a carreira de Demi Moore, que passou a ser uma das mais bem pagas de Hollywood, deu um Óscar a Whoopi Goldberg, e apresentou Patrick Swayze a uma nova geração.

Ghost (O Espírito do Amor em Portugal e O Outro Lado da Vida no Brasil) foi um filme realizado por Jerry Zucker, que nos mostrava como uma pessoa tentava vingar a sua morte, mesmo depois de ter sido assassinada. Patrick Swayze dava vida a Sam Wheat, um banqueiro que após descobrir uma falcatruas no seu local de trabalho, é assassinado a sangue frio, deixando a sua namorada Molly, interpretada por Demi Moore, desconsolada e à mercê do amigo de Sam, Carl (Tony Goodwin), que na verdade está por trás de tudo.

Por alguma razão, Sam continua pelo nosso mundo, sendo uma espécie de fantasma, tentando se adaptar a essa nova situação, especialmente porque quer ajudar Molly e não a deixar desamparada. A dada altura descobre uma medium, Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg), que acaba por conseguir se comunicar com Sam e assim fazer com que este tente entrar em contacto com a sua namorada.


Swayze e Goldberg protagonizam alguns dos melhores momentos do filme, uma parceria que dá algumas cenas bem engraçadas e um ritmo mais animado a um filme que estava um pouco "pesado". Para além de Oda Mae, Sam tem a ajuda de um outro fantasma, um pouco irascível, que habitava o metro da cidade, e que o ensina a conseguir tocar objectos sólidos.

Essas cenas são muito bem produzidas, o efeito que conseguiram para as cenas em que Swayze atravessava paredes ou tentava tocar em algo, davam um aspecto muito "realista" a tudo. E mesmo o aspecto etéreo de Sam, não era demasiado piroso, nem com aspecto falso.

O filme segue o seu rumo, com os maus a serem castigados, mas o que fica na memória de todos são as cenas românticas, especialmente a cena de Molly e Sam de roda do barro, e as cenas de humor com Whoopi Goldberg, que acabou por vencer um Óscar com esta interpretação.

O filme estreou em 1990, e fez mais de 500 milhões de dólares, num orçamento de 22 milhões, tornando-se um sucesso de bilheteira e um dos mais lucrativos da década.





sábado, 24 de fevereiro de 2018

... de Trocar capas do 3310

sábado, fevereiro 24, 2018 0
... de Trocar capas do 3310

Uma das, muitas, razões para o Nokia 3310 ter-se tornado um enorme sucesso, era o facto de podermos andar sempre a trocar de capas. Isto significava que podíamos andar com um telemóvel novo de semana a semana, de mês a mês, ou quando nos apetecesse.

Lembro-me de ir a uma qualquer feira, e de existirem dezenas de capas para escolher, desde simples de uma só cor, a outras com animais como golfinhos, ou de desenhos animados conhecidos como dos Simpsons ou algo de Super-heróis, havia de tudo um pouco e o preço era bastante aceitável. Quem mais trocava sempre de capa?














domingo, 18 de fevereiro de 2018

... destas Balanças de Mercearia

domingo, fevereiro 18, 2018 0
... destas Balanças de Mercearia

O meu primeiro trabalho, no começo dos anos 90, foi na drogaria do Seu Joaquim em Alvide, e nela ainda existia uma destas balanças, onde eu pesava e separava os sacos de milho e a ração para animais.

Uma balança que já conhecia, de ver na mercearia do bairro e que sempre achei alguma piada. Todo o pormenor de se estar ali a colocar algo, e estar com atenção ao ponteiro da balança, das unidades de peso estarem ali todas bem enumeradas, era algo que fazia parte integrante de uma visita a alguns estabelecimentos comerciais.

Também via isto na praça, umas mais antigas, outras um pouco mais modernas, mas todas usando o mesmo conceito, colocar o artigo a pesar num dos pratos e ver o outro a subir ligeiramente nuns modelos, e em outros apenas um dos pratos servia para algo.











sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

... de andar em cima do telhado a ajustar a antena

sexta-feira, fevereiro 16, 2018 0
... de andar em cima do telhado a ajustar a antena


Nos anos 80, era ainda comum ter que subir ao telhado para mexer na antena de televisão e tentar melhorar a imagem. Na minha rua isso era uma constante, e volta e meia lá tinha o meu pai que subir ao telhado e andar a gritar, a perguntar se já estava melhor.

O vizinho que morava no fundo da rua, que era a descer, era conhecido por ter uma antena gigante, de modo a tentar contornar essa dificuldade que tínhamos. Mas penso que quase todos se recordam desses momentos, dos "está melhor?" "melhorou?" e alguém dentro de casa a colaborar, respondendo o que conseguia.

Ainda se fez disto nos anos 90, e isto porque era complicado apanhar o Canal 4 (hoje TVI), e na minha casa aparecia cheia de "fantasmas" e com alguma "chuva". Quem mais se lembra disto?











segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

... dos Centurions (Centuriões)

segunda-feira, fevereiro 12, 2018 0
... dos Centurions (Centuriões)

No começo dos anos 90, a RTP2 transmitia alguns desenhos animados no começo da tarde, diferentes do que estávamos habituados e cheios de acção e aventura. Os Centurions faziam parte desse lote, transmitidos às quintas-feiras, e que mostrava uma equipa de três heróis, cada um com a sua especialidade, a proteger a terra de um terrível vilão.

Eu era um fã da série Captain Power and the Soldiers of the Futre, e por isso apaixonei-me por estes desenhos animados que tinham muita coisa em semelhante. Ambos enfrentavam ciborgues, usavam armaduras e cada um tinha a sua especialidade, para além de usarem gritos de guerra muito parecidos. Na série era "Power On!", aqui era "Power Extreme", que surgia quando se transformavam, quando o armamento necessário era acoplado aos seus exoesqueletos.

Ted Pedersen criou todo o conceito do programa, lançando primeiro uma mini temporada com 5 episódios, e logo de seguida foram lançados mais 60 episódios, entre 1986/87. Por cá foi transmitido pela RTP2, a partir de 5 de Abril de 1990, pelas 16h, ao contrário do que pensava (e quase tinha certeza) de que fazia parte de uma série de desenhos que eram transmitidos pela hora de almoço. Mas segundo o Enciclopédia de cromos, foi pelas 16h que foram transmitidos.


O design, e muitos dos conceitos utilizados pela série, tiveram o apoio de duas lendas dos comics Norte-Americanos, Jack Kirby e Gil Kane. Apesar disso, a animação não me apelava totalmente, tinha ficado a cargo da Ruby-spears, e eu não era especialmente fã dos desenhos produzidos por eles, as suas cores eram demasiado berrantes para mim.

Tinham o apoio de uma colaboradora, a Crystal Kane, que ficava num satélite, uma estação espacial chamada de Sky Vault, e era daí que entrava em contacto com os três heróis que depois recebiam as armas necessárias às suas missões, com uma tecnologia futurista que encaixava isso nas protuberâncias das suas armaduras.

A equipa era composta por 3 elementos, cada um com uma especialidade.

Max Ray era o líder da equipa e o especialista nas operações aquáticas. Vestia um fato verde e tinha um bigode à Magnum PI, que o incumbia de uma maior masculinidade e virilidade.

Jack Rockwell era o expert nas operações terrestres, vestia um fato amarelo e era o típico Americano, pronto para a guerra.

Ace McCloud era o especialista nas missões aéreas e o Ladies man da equipa. Vestia um fato azul e lembrava o Han Solo com a sua arrogância e coragem nas manobras aéreas.

Esta equipa, armada com inúmeras armas, era a maior linha de defesa contra a ameaça do Cyborg Dr. Terror e o seu assecla, também Cyborg, Hacker. Estes eram os típicos vilões, maus e estúpidos que queriam dominar o mundo mas nem conseguiam vencer uma simples batalha.




Muitos tiros e muita acção, que ajudava a prender a atenção de um jovem rapaz nos anos 90, mas ainda tínhamos que levar com aquela moral típica destes desenhos, no final de cada episódio. Existia banda desenhada e bonecos baseados na série, mas nem um nem outro foram lançados por cá, apesar de ter desejado ter um dos bonecos, mesmo que já não tivesse idade para isso.

Mais para a frente entraram mais dois membros novos, mas sem muito carisma e apelo, e nem me recordo muito bem deles, nem se chegou a ser transmitido por cá. Continuo com boas memórias disto, ansiava para ver qual seria o acessório, e arma, a ser usado por eles, e como aquilo se acoplava perfeitamente e ficava de uma forma que parecia que fazia parte do corpo deles.

Quem mais era fã?












sábado, 10 de fevereiro de 2018

... das Máscaras de Plástico (Caraças) no Carnaval

sábado, fevereiro 10, 2018 1
... das Máscaras de Plástico (Caraças) no Carnaval


Uma maneira rápida, e económica, de nos mascararmos noutros tempos, era o de usar uma simples máscara de plástico que tapava por completo o nosso rosto, criando uma nova cara. Lembro-me bem de usar várias, o desconforto do elástico a prender a máscara na nossa cabeça. da rigidez do plástico e de como passado algum tempo tínhamos que a ir tirando, por causa do suor e dificuldade em respirar.

Penso que também chamavam isto de Caraças, usei várias de índios, parecidas com a da foto, de super heróis e de monstros e afins. Devia ser algo muito económico, havia umas mais finas que outras e que se partiam em três tempos. Quem usou disto?



















terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

... das Casinhas do Tempo

terça-feira, fevereiro 06, 2018 0
... das Casinhas do Tempo

Já aqui falei do Galo Meteorológico, que mudava de cor conforme o tempo, e agora recordo de outro método original para saber como estava a temperatura, estas Casinhas do Tempo. Formadas por um casal, sabíamos a diferença entre o tempo húmido e seco, dependendo de quem estivesse da parte de fora da casinha. Se fosse tempo seco saía a mulher, se fosse húmido, saía o homem. Quem teve uma destas? Primeira foto veio da colecção pessoal de Ana Trindade.














segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

... dos Brincos da Matutano

segunda-feira, fevereiro 05, 2018 0
... dos Brincos da Matutano

Quem se lembra deste brinde da Matutano? Uma colecção de brincos de plástico coloridos, que fez a delícia de muitas meninas nos anos 90. Foto da (espantosa) colecção pessoal do Hugo Fernandes, presente no artigo do NIT.