... da Novela Selva de Pedra - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

... da Novela Selva de Pedra


Volto às telenovelas, desta vez para recordar a Selva da Pedra, mais uma novela da Globo que teve algum sucesso no nosso país.

A telenovela Selva da Pedra que recordo aqui, é a versão de 1986, que se tratava de um remake da novela de 1972, que tinha tido um sucesso considerável no Brasil, mas que permanecia inédita por cá. Adaptada aos anos 80 por Regina Braga e Eloy Araújo, foi dirigida por Walter Avancini, Dennis Carvalho, José Carlos Peri e Ricardo Waddington e teve nos principais papéis nomes como Tony Ramos, Fernanda Torres, Christiane Torloni, José Mayer e Maria Zilda.

Foi transmitida entre 24 de Fevereiro e 22 de Agosto de 1986, no mítico horário das 20h da Rede Globo, enquanto por cá ficou pela hora de almoço entre 14 de Abril e 25 de Novembro de 1988 na RTP1, sendo repetida aos fins de semana na RTP2, como havia sido feita com a novela Cambalacho. O genérico era qualquer coisa de fantástico, um dos melhores de Hans Donner, mostrando vários prédios a brotar de um solo árido, fazendo um efeito de prédios a servirem como plantas, mostrando uma verdadeira selva de concreto. Quando a filmagem mostrava a parte superior dos prédios, estes formavam a cara de Tony Ramos.

Uma criação de Janete Clair, a mesma autora de Pai Herói, onde vemos a protagonista feminina a sofrer horrores com o seu marido, aquele que ela pensava ser o seu príncipe encantado. Foram muitas as semelhanças entre as duas tramas da autora, algo que já tinha sido discutido no Brasil também, mas por lá era eclipsado pela discussão entre as diferenças entre a novela de 1972 e a de 1986, que por cá só era mencionado nas revistas da especialidade, já que a história original não foi transmitida em Portugal.

Miguel Falabella deu show como Miro, um vilão com traços humorísticos, e Torloni é fantástica no papel de Fernanda, uma mulher que não olha aos meios para atingir os seus fins. Uma trama com 160 episódios, que teve na música Yes de Tim Moore um dos seus maiores sucessos, passando nas rádios de cá vezes sem conta, e fez parte das colectâneas de maiores sucessos de então.









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