2018 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

... do Sequim d'Ouro

quinta-feira, dezembro 20, 2018 0
... do Sequim d'Ouro

O Sequim d'Ouro normalmente dava no dia 25 de Dezembro, e nos anos 80 foi um clássico na RTP.

Zecchino d'Oro é um festival de canções infantis que foi para o ar pela primeira vez em 1959, inicialmente tinha somente canções Italianas, mas em 1976 decidiu-se começar a convidar outros Países, estabelecendo aquele que viria a ser o modelo do festival até aos dias de hoje. Um júri infantil decide quem merece levar o Sequim d'Ouro, prémio que era atribuído aos compositores da canção mas não aos intérpretes, algo que nunca achei muito justo.

Afinal as crianças (as estrangeiras) tinham que cantar a música na sua língua e também numa versão Italiana, algo nada fácil digamos, mas que muitas cumpriam na perfeição. Portugal conseguiu vencer um destes festivais, na sua segunda participação em 1980, com a música interpretada por Maria Armanda "Eu vi um Sapo/Ho visto un rospo", uma música que todos cantaram nos anos 80 e um clássico infantil.


Apresentado por Cino Tortorella, já retirado, o festival ganhou notoriedade ao passar na Eurovisão a partir de 1969, e ao contrário do Festival da canção, têm-se mantido fiel sempre ao seu modelo, recebendo da UNESCO a distinção "património para uma cultura de paz", na altura da comemoração dos 50 anos do programa.

A dada altura o festival teve um convidado especial, o Topo Giggio que ajudava os apresentadores do programa a entreter as crianças. Nunca fui fã deste tipo de festival, mas que remédio tinha eu senão ficar com a família a ver este grupo de crianças a cantarolar na tv.











terça-feira, 11 de dezembro de 2018

... do camião da Coca-Cola

terça-feira, dezembro 11, 2018 0
... do camião da Coca-Cola


Em época de Natal, recordar um dos símbolos do final da década de 90, o Camião da Coca-Cola.

Foi em 1995 que surgiu o primeiro anúncio da Coca-Cola com um camião a ser a estrela. Uma criação da agência W.B. Doner, mostrava uma frota de camiões a espalhar a magia natalícia com produtos da marca. Com os efeitos luminosos a cargo da Light&Magic, era impossível não ficarmos fascinados com a imagem apresentada.

A imagem do Pai Natal de Sundblom era uma presença imponente nas laterais do camião, e em 1998, todo o mundo teve direito a ver o anúncio desse ano, que ainda hoje continua a ser um dos anúncios mais difundidos de todos os tempos.

Em 2017 Portugal teve um destes camiões por cá, em Obidos, podendo assim ver ao vivo, um dos grandes símbolos da companhia.

















quinta-feira, 29 de novembro de 2018

... da série 'Allo 'Allo

quinta-feira, novembro 29, 2018 0
... da série 'Allo 'Allo

Todos se lembram de 'Allo 'Allo, e mais importante, todos gostam de 'Allo 'Allo. Uma série com a qualidade da BBC, com frases que ainda hoje estão na memória de todos.

'Allo 'Allo foi criada por Jeremy Lloyd e David Croft, que souberam tratar de um assunto tão sério como a Segunda Guerra Mundial, com um humor que cativava tudo e todos. Transmitida pela BBC entre 1982 e 1992, a série tornou-se um êxito em todos os países onde era passada, tendo tido 85 episódios e 9 temporadas.

Portugal não foi excepção, com o programa a ser transmitido pela RTP por diversas vezes ao longo destas décadas, quase sempre em horário nobre, nos seus diversos canais, o primeiro, o segundo e mais recentemente na RTP Memória. Era um daqueles programas que unia a família em redor do televisor, já que agradava aos mais velhos e aos mais novos. Humor britânico no seu melhor.

A série teve direito a uma peça de teatro, também ela de sucesso, que chegou a ser encenada por cá já em pleno Século XXI, com João Didelet no papel principal, e foi rir do começo ao fim. A qualidade do texto conquista diversas gerações. e esse é um dos segredos por ainda hoje ter tanto sucesso.


O excelente elenco que dava vida aos textos, era parte integral deste sucesso, com as suas personagens a ficarem para sempre na nossa memória, juntamente com algumas frases memoráveis. Todos sabíamos quando Michelle (Kirsten Cooke), da Resistência Francesa, ia começar a falar, com o seu "Listen very carefully, I shall say zis only once", ou que quando o Leclerc (Jack Haig) aparecia disfarçado, diria "It is i, Leclerc".

Curiosamente foram 3 actores a dar vida a Leclerc, quando Haig faleceu, trocou-se por um irmão com o mesmo nome, mas esse actor saiu depois de uma só temporada. Mas a pior substituição foi a da criada Maria (Francesca Gonshaw) por outra chamada Mimi (Sue Hodge), para desgosto dos jovens rapazes que viam a série.

Quase todas as personagens femininas tinham uma paixoneta por René (Gordon Kaye), um herói relutante, cobarde e egoísta, que não era nenhum adónis, mas tinha sempre uma mulher bonita nos seus braços, para desgosto da sua mulher Edith (Carmen Silvera). Acabou por ficar com a sua criada Yvette (Vicki Michelle), que sempre suspirou pelos seus abraços apertados.



O café era como uma personagem da série, era lá que se desenrolava muitas das cenas, onde se escondia o mítico quadro da Madonna das maminhas grandes, se escutava as cantorias desafinadas de Edith, onde ríamos com a entrada esbaforida do polícia que não sabia falar francês e onde os dois aviadores ingleses se escondiam, no quarto da mãe de Edith. Também era por lá que encontrávamos os inimigos, os alemães invasores (e mais tarde um italiano também).

O coronel Kurt Von Strohm (Richard Manner) e o capitão Hans Geering (Sam Kelly) eram um par bastante divertido, que apenas queriam fazer algum dinheiro extra para a reforma, e tinham que ter cuidado para que o temível oficial da Gestapo Herr Otto Flick (Richard Gibson) não descobrisse nada.

Eram ajudados pela secretária Helga (Kim Hartman), e por vezes pelo tenente Hubert Gruber (Guy Siner) que tinha ele também um fraco por René. Uma típica série britânica, com poucos episódios por temporada, algo que mudou quando começaram a ser transmitidos pelos Estados Unidos, fazendo-se mais episódios do que o habitual. Paul Adam entrou para o lugar de Croft nas três últimas temporadas.

Quem mais era fã desta série?







terça-feira, 27 de novembro de 2018

... do Ion Timofte

terça-feira, novembro 27, 2018 0
... do Ion Timofte

Com um pé esquerdo fantástico, Timofte foi um dos estrangeiros a deixar o seu nome na história do futebol português, marcando a década de 90 ao serviço do Boavista e do Porto.

Ion Timofte naceu a 16 de Dezembro de 1967 na Roménia, começando a sua carreira profissional num clube local em 1987, dando nas vistas quando ingressou no Timisoara em 1989, saindo para o FC Porto em 1991.

Nos Dragões começou logo a mostrar a sua qualidade, com um pé esquerdo muito forte e uma técnica acima da média, foi conquistando o seu espaço na equipa, primeiro com Carlos Alberto Silva, e tornou-se uma das peças fundamentais de Bobby Robson, e foi fulcral na conquista do título em 92/93, com 11 golos marcados.

Apesar de ter uma fraca compleição física, era um excelente playmaker, jogando no centro do terreno e alimentava os avançados do clube com passes fantásticos. Para além disso, também marcava golos, muitos com o seu pé esquerdo, mas um ficou na memória por ter sido com o pé direito, perto dos 90 minutos no estádio da luz, que deu a vitória aos de azul por 2-3.

Saiu das antas na temporada de 1993/94, mas não foi para longe, assinando pelo Boavista do Major Valentim Loureiro. Continuou a espalhar magia pelos relvados portugueses, marcando 25 golos em duas épocas do Boavistão, e ajudando os axadrezados a conquistar um 4º e 2º lugar. Curiosamente saiu antes do clube ser campeão, faltando esse título com o Boavista.

Na selecção não teve muitas oportunidades, o que é de estranhar, com a qualidade que apresentava dento de campo. Quem mais era fã?











segunda-feira, 19 de novembro de 2018

...do ultimo Roda da sorte

segunda-feira, novembro 19, 2018 0
...do ultimo Roda da sorte

Há muita forma de acabar um programa, mas com uma caçadeira e aos tiros dentro de um estúdio, só o Roda da Sorte do Herman José.

Já aqui falei do programa Roda da Sorte, que era transmitido pela RTP (no Canal 1) todos os dias da semana, ao final da tarde. Um Herman José em forma, animava este clássico programa com a ajuda do Cândido Mota, e da Rute Rita.

Quando se decidiu terminar o programa, o apresentador decidiu fazer algo fora do comum, surgindo com uma caçadeira e dando tiros nos electrodomésticos que serviam como prémio, e nalgumas partes do estúdio.

Lembro-me perfeitamente de estar a ver isto, de como as luzes do estúdio iam abaixo a cada tiro, da polémica que se seguiu, com pessoas a reclamarem dele estragar electrodomésticos, isto apesar do apresentador ter afirmado que aquilo eram artigos sem serventia.

Fica aqui vídeos do programa que ficou para a história.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

Quem fez esta colecção? Os cromos vinham numas pastilhas, as UV2, que depois colaríamos numa caderneta, que era somente uma folha. Eram reproduções de capas de jogos do Spectrum, e na folha eram prometidos vários prémios, que iam de um Walkman a um computador Spectrum, passando por relógios e jogos.










... do Jorge Cadete

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... do Jorge Cadete

Foi um dos meus jogadores preferidos do Sporting, um daqueles que identifico logo ao clube, um dos seus eternos capitães.

Jorge Paulo Cadete Santos Reis, nasceu a 27 de Agosto de 1968, em Moçambique, onde passou a infância a jogar descalço na rua com as outras crianças. Veio para Portugal aos 8 anos, indo viver para Santarém onde começou a jogar no Académico de Santarém, onde marcou uns impressionantes 43 golos em 18 jogos. Chamou a atenção do Sporting Clube de Portugal, para onde foi jogar em 1984, nos juvenis de Aurélio Pereira. Como tantos outros da altura, viveu no centro de estágios do antigo estádio José de Alvalade, onde aprendeu a viver e respirar Sporting.

A 1986 é lançado na equipa principal por Keith Burkinshaw, num jogo contra o Rio Ave, substituindo Marlon. Estreia-se a titular como extremo esquerdo, fazendo mais uns jogos até ser emprestado ao Vitória de Setúbal de Manuel Fernandes, onde formou dupla com Jordão e ajudou aos sadinos a chegar ao 5º lugar.

Voltou aos leões no ano seguinte, sendo uma aposta de Manuel José, que o colocou a jogar regularmente ao lado do seu ídolo, Fernando Gomes, que o ajudou a crescer como jogador. A década de 90 começou bem para Cadete, estreando-se pela selecção de Carlos Queiroz, enquanto que de leão ao peito faz um brilharete nas competições europeias. marcando 6 golos na Taça Uefa, ajudando a chegar aos quartos de final.


Por cá ajuda Gomes a chegar aos 29 golos, e começa a afirmar-se no 11, ajudando a isso as exibições na Europa, como contra o Timisoara, onde marca 3 golos na goleada por 7-0. Com a saída de Gomes, em 91/92, tornou-se a referência principal no ataque leonino, marcando 26 golos em 38 jogos e tornando-se o capitão da equipa. A prova da sua importância no Sporting, prova-se com o facto de que entrou no grupo restrito de jogadores a fazer 91 jogos consecutivos de leão ao peito.

Na época seguinte é o melhor marcador do campeonato, com 17 golos, e em 1993/94 faz a sua última época decente pelos leões, marcando 15 golos em 36 jogos, antes de começar a ser preterido por Queiroz, tornando-se o 6 jogador leonino a ser transferido para o estrangeiro, sendo emprestado ao Brescia.

As coisa não correm bem e volta para Alvalade, onde continua a ser ignorado pelo treinador, chegando ao ponto de não ser titular, mesmo quando era o único avançado disponível. Isso fez com que pedisse para sair, rescindindo e foi para o Celtic Glasgow, um pouco antes do Euro 96. Fez apenas 6 jogos, marcando 5 golos e conseguindo assim ser convocado para o Europeu em Inglaterra.


Marcou 2 golos por Portugal, e na Escócia fez uma época fantástica, com 25 golos em 31 jogos, tornando-se um ídolo dos adeptos, com direito a canção e tudo. Foi o primeiro jogador português a tornar-se melhor marcador num campeonato estrangeiro, é acarinhado por todos, mas mesmo assim decide sair para Espanha, tentar a sorte no Celta Vigo.

Num má decisão, já que as coisas não correm bem e decidem vendê-lo ainda nessa temporada, com o jogador a optar pelo regresso a Portugal. É contratado pelo Benfica em 1999, mas odiado pelos adeptos leoninos, e recebido com desconfiança pelos da Luz, acaba por ser emprestado a clubes como o Bradford e o Estrela da Amadora, saindo em 2004, fazendo apenas 19 jogos de águia ao peito, marcando 3 golos.

Ainda faz uns jogos nas divisões inferiores de Portugal e Escócia, acabando a carreira em 2007. Tem alguns negócios particulares falhados, fez uma academia de futebol, e participou no Big Brother famosos. Só recentemente voltou  a ser falado no futebol, entrando para uma das listas dos candidatos à presidência do Sporting.

Gostava da sua elegância dentro de campo, o seu cabelo, como uma juba, era uma marca registada, e vibrava com os seus golos de cabeça. Tive pena de não ter sido campeão quando formou dupla com Juskowiak, e de não ter um lugar na estrutura do Sporting.






domingo, 4 de novembro de 2018

... de brincar com Xilofone

domingo, novembro 04, 2018 0
... de brincar com Xilofone

O Xilofone é talvez o instrumento musical mais usado pelas crianças, tanto que muitos pensam ser somente um brinquedo mesmo.

Apareceu nas orquestras no Século XIX, e trata-se de um instrumento de percussão, com uma sequência de placas de madeira, ordenadas como se fosse um piano, com as placas de som mais grave à esquerda, e as agudas à direita.

É comum oferecer-se isto a crianças, todos coloridos, de madeira, plástico ou outro material. Quem tocou num xilofone?



Primeira e última imagem da colecção privada de Ana Trindade




















sábado, 27 de outubro de 2018

... do Pela noite dentro

sábado, outubro 27, 2018 0
... do Pela noite dentro

No tempo em que o cinema tinha presença constante na RTP, todas as sextas pelo final da noite podíamos ver um filme, mesmo antes do fecho de emissão.

Durante muito tempo a RTP tinha quatro dias em que emitia filmes, inseridos numa sessão cujos nomes ficaram para sempre na nossa memória. Já falei de dois, Domingo de tarde era dia de Primeira Matiné, onde mostravam filmes clássicos para todos, tanto podia ser uma comédia, como um musical ou uma cowboyada.

Na Quarta-feira, em horário nobre, era altura de blockbusters, filmes de sucesso, na rubrica Lotação Esgotada. Hoje falo do Pela noite dentro, que dava no final da noite de Sexta, onde eram transmitidos filmes um pouco mais violentos, ou um pouco mais picantes.

Filmes como o Rambo, ou alguns do Almodovar, por exemplo deram nesta rubrica. Confesso que era a que menos via das quatro, mas foi lá que vi alguns filmes que gostei muito. Terá sido transmitida entre a segunda metade dos anos 80 e o final dos anos 90.



Imagem retirada do blog Enciclopédia de cromos.









segunda-feira, 22 de outubro de 2018

... das Mães dos anos 80

segunda-feira, outubro 22, 2018 0
... das Mães dos anos 80

Volto a um memórias dos outros, desta feita com um texto da criadora do blog e página Mãe imperfeita. Vai-nos levar numa viagem emocional, onde iremos recordar como as nossas mães nos tratavam.

Carmen Garcia passou, como muitos de nós, por uma infância onde teve a mãe a esfregar-lhe vicks no peito, ou a dizer coisas como "o que arde, cura". Eu reconheço maior parte das coisas no texto dela, e ainda me lembraria de mais algumas, como o chamar pelo primeiro e segundo nome, quando já estava chateada. Vamos então ao texto:

Ser mãe nos anos oitenta era andar de carro com os filhos bebés no colo e colocar-lhes uma figa escondida no berço para afastar as invejas. Era enrolar-lhes uma ligadura à volta da barriga para o umbigo ficar bonito e não cair antes de tempo e dar-lhes uma colherzinha de água das pedras quando ficavam amarelos.

Ser mãe nos anos oitenta era deixar os filhos brincarem na rua, e desinfectar as feridas que faziam nos joelhos e cotovelos com água oxigenada e mercurocromo. Era dizer que “o que arde é que cura” quando os filhos se começavam a queixar mas, ao mesmo tempo, soprar para a ferida para aliviar o ardor. Era ameaçar os filhos com o chinelo e a colher de pau e muitas vezes, quando a ameaça era concretizada, ouvir um teimoso “não doeu nada”.

Ser mãe nos anos oitenta era fazer xarope caseiro com cenoura e açúcar, e esfregar vicks no peito e nas costas para aliviar a tosse. Era meter os filhos entupidos de toalha na cabeça a respirar o vapor saído directamente de um tacho de água a ferver e saber que o xarope melhoral não fazia bem nem mal.

Ser mãe nos anos oitenta era ensinar os filhos a irem sozinhos a pé para a escola e mandá-los “fazer mandados”. Era ceder de vez em quando e trocar a pescada cozida por uma lata de atum.

Ser mãe nos anos oitenta era mandar as crianças para a cama depois do Vitinho mas vê-los primeiro lavar os dentes e tomar o comprimido de fluor. Era aquecer um bocadinho de azeite para lhes esfregar a barriga quando doía e saber fazer papas de farinha torrada e açordas fervidas.

Ser mãe nos anos oitenta era amar os filhos acima de todas as coisas e fazer, a cada dia, o melhor com o que se tinha. Tal como hoje.

O amor de mãe é daquelas coisas que nunca mudam.

Não se esqueçam de visitar a página da Carmen, Mãe Imperfeita.


























segunda-feira, 15 de outubro de 2018

... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

segunda-feira, outubro 15, 2018 0
... Das aulas de Têxtil em trabalhos manuais

No meu tempo, tínhamos na disciplina de trabalhos manuais, alguns ofícios ainda comuns, como trabalhar com madeira, azulejos, ou até o têxtil.

Para mim isso foi um pesadelo, já não tinha muito jeito para as outras coisas, mas tinha ainda menos vontade para isto. Muitas vezes dependia da ajuda das minhas primas, ou da minha mãe, para fazer os trabalhos. Quem mais não tinha jeito nenhum?








segunda-feira, 8 de outubro de 2018

... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas

segunda-feira, outubro 08, 2018 0
... de desenhar nas caras das pessoas nas revistas


O Blog chegou à marca dos 14 Milhões de visitantes, e agradeço a todos vocês que fazem parte desta viagem que faço pelas memórias de todos nós. Espero que continuem por aí, que continuarei sempre a fazer o meu melhor para relembrarmos coisas de outros tempos.

Como o desenhar nas caras das pessoas que apareciam nas revistas, um bigode, uns cornos, uma pala no olho, uma cicatriz na testa, tudo servia para nos divertirmos um bocado. E por vezes até nos livros da escola fazíamos isso. Quem mais?





terça-feira, 2 de outubro de 2018

Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

terça-feira, outubro 02, 2018 0
Lançamento do livro "Também tive um pega monstro"

Dia 3 de Outubro é o lançamento do primeiro livro relacionado com as festas Revenge of the 90's, escrito por Diogo Faro. Segue uma pequena entrevista para ficarem a saber um pouco mais sobre o livro. 

As festas Revenge 90s têm sido um sucesso, e o grupo por trás destes eventos, decidiu que era altura de lançar um livro com as memórias dessa década. Será lançado pela Manuscrito Editora, e escrito por um dos melhores comediantes da nova geração, o Diogo Faro. Dia 3 de Outubro pelas 18 no Bolero, podem assistir ao lançamento da obra, aqui segue uma pequena entrevista com o autor:



1 - O Diogo começou com a sua página Sensivelmente idiota, e a coisa foi crescendo de tal forma que agora é um dos comediantes mais conhecidos desta nova geração. Como encara todo essa evolução?

Com naturalidade. Apesar de ser um trabalho com grande visibilidade para o público, não deixa de ser um trabalho. E quando nos dedicamos às coisas, a probabilidade de evolução e sucesso é muito maior, como é óbvio. Não há grandes segredos aqui. É trabalhar. 


2 - Como encara o fazer humor, numa altura em que os sentimentos das pessoas andam à flor da pele e tudo serve para uma nova polémica?

Muitas das discussões pelas quais a sociedade está a passar neste momento são excelentes para a sua evolução. E muitas vezes o humor contribui para essa discussão que pode ter resultados bastante positivos. Portanto, o humor continua a ser uma arte tão difícil quanto prazerosa e não sinto agora que seja mais difícil do que noutras alturas. Todas as alturas da História tiveram as suas dificuldades. 


3 - O Diogo cresceu na década de 90, como era um dia normal na vida do Diogo criança/adolescente?

Era muito à base de TPCs e jogar à bola, tendo em conta que nos anos 90 tive entre 4 e 14 anos. Claro que também houve muitos amigos novos, milhões de horas passadas à frente da TV a ver Dragon Ball e ainda lá coube o primeiro beijo de língua e tudo. 


4 - O crescimento das festas Revenge of the 90's tem sido avassalador, como surgiu o convite para este livro, que irá sair no dia 3?

Tenho uma ligação muito próxima ao pessoal da Revenge, somos amigos há anos e sou até agenciado por eles já há 4. A editora Manuscrito fez-lhes o convite e eles passaram-me essa responsabilidade, visto que a arte deles é fazer festa e não escrever livros. Se os tivesse deixado fazer o livro sem mim, acho que só teria imagens. 


5 - Deu-lhe algum gozo recordar aqueles tempos? Tem algum material proveniente dessa década ainda?

Muito. Numa década passam-se milhões de coisas e é impossível termos presente todas elas. Aliás, devemos ter presente uns 0,000002% do que se passou. Mas como já há net - e mal havia na altura - ficou muito mais fácil andar a pesquisar tudo. E claro que deu muito gozo rever episódios do Dartacão ou ouvir Britney Spears e poder dizer aos amigos "eu nem gosto, é só para investigação!". 


6 - Vamos fazer um pequeno jogo:

Parker Lewis ou Já Tocou - Parker Lewis
Água na Boca ou Jogo do Ganso - Jogo do Ganso
Pega Monstros ou Tazos - Tazos
Tou's Bollycao ou Fantasmas brilhantes da matutano - Fantasmas brilhantes

7 - O Diogo tem uma alma de viajante, gostaria de fazer algo relacionado com esse mundo?

Tenho aí alguns planos em vista, embora não saiba muito bem quais deles concretizar. Mas sim, é possível que apresente ao público qualquer coisa para breve. 


8 - Quão importante são as redes sociais neste momento? Como encara as diferentes redes onde se pode encontrar o Diogo?

As redes sociais continuam a ser fundamentais para o meu trabalho, mas felizmente estou cada vez menos dependente destas. É preciso usá-las com moderação - mais do que o álcool, por exemplo - para não darmos em malucos. Gosto do Facebook, Instagram e Twitter por razões diferentes, mas acho que ainda me consomem mais tempo da vida do que o desejável. 


9 - Quais os projectos actuais, e futuros, do Diogo?

Estou neste momento a escrever um espectáculo novo de stand-up comedy e cujo objectivo é levá-lo em tour pelo país. Deve estrear no final deste ano ou início do próximo. 


10 - Porque devemos comprar o livro que vai sair?

Essencialmente porque tem imagens muito lindas e nostálgicas, e uma piada ou outra, vá. 











sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Entrevista a Paula Neves

sexta-feira, setembro 28, 2018 0
Entrevista a Paula Neves

Volto às entrevistas, desta feita a uma das actrizes mais talentosas da nossa televisão, a Paula Neves. Iremos saber um pouco sobre a sua infância e adolescência, e sobre os seus trabalhos na TV, como Riscos ou Anjo Selvagem.

Paula Neves nasceu a 17 de Novembro de 1977, brincou como tantas outras crianças na década de 80 e começou a ficar conhecida logo no seu primeiro trabalho de Televisão em 1997. Foi na série Riscos da RTP que Paula se estreou nos nossos ecrãs, começando assim uma carreira que continuaria a crescer, participando regularmente em novelas e séries, tanto na RTP como na SIC, e teve o papel da sua vida quando interpretou a "trinca-espinhas" Mariana em Anjo Selvagem.

Foi protagonista, ou parte do elenco principal, em uma série de novelas da TVI, e paralelamente pisou diversos palcos de teatro do nosso país, fosse em comédias, fosse em dramas. Vamos então conhecer um pouco melhor Paula Neves:

Ainda Sou do Tempo - A Paula é, como eu, da geração que cresceu tanto na década de 80, como na de 90. O que era um dia normal para a jovem Paula, e para a adolescente? 

Paula Neves - Passei a juventude de uma forma bastante normal. A escola era importante, sempre estudei de manhã e assim ficava com muito tempo livre para a diversão. Gostava muito de andar na rua e de estar com amigos. Na altura andávamos em bando, éramos muitos, percorríamos as ruas e passávamos horas à porta dos cafés a conversar. É curiosos como as pessoas de que nos
rodeamos tendem a ser cada vez menos à medida que vamos crescendo.

AST - Quais são as suas melhores memórias desses dias? Fez coisas como criação bichos da seda, trincar azedas, tocar campainha e fugir e tantas outras, um pouco impensáveis nos dias de hoje?

PNPenso que fiz as coisas todas normais dessa época, Claro que fiz a criação de bichos de seda com a sua caixinha e folhas de árvore e quem é que não trincou azedas? Faz tudo parte de aprender a lidar com o mundo. No entanto cresci na cidade, aquela coisa de subir às árvores passou-me ao lado. O meu contacto com o campo aconteceu muito mais tarde. Lembro-me que fazíamos muitas partidas pelo telefone, algo que hoje seria impensável porque só atendemos os números que conhecemos, mas naquela altura os telefones eram fixos e atendiam-se sempre.

AST - Estreou-se na mítica série Riscos da RTP, em 1997, o que a Paula, e o resto do elenco, sentiam ao contracenar com alguns nomes bem conhecidos da televisão?

PNSentimos uma grande emoção! Era algo completamente diferente, estarmos só nós, os putos ou estarmos com os mais velhos, os atores consagrados, era outra realidade. Sentíamos uma grande responsabilidade e emoção por estar a trabalhar com eles. Para mim foi decisivo pois foi ao
contracenar com a Alexandra Lencastre ( que fazia de minha mãe) que percebi que queria muito ser atriz, que podia ser um caminho profissional possível para mim.



AST - Percebiam o impacto que tinham junto do público? Que cá fora repetia-se coisas ouvidas na série, e comentava-se o que tinha acontecido?

PNNa altura dos Riscos apercebemo-nos que era um projeto com um grande impacto, tínhamos muita atenção por parte da imprensa, o projeto era muito arrojado para a altura, era algo diferente que se estava a fazer em Portugal e isso atraiu a atenção, mas o impacto que teve junto dos espectadores só o percebemos mais tarde. Gostava muito que repetissem a serie, julgo que ainda seria bem atual para os dias de hoje.

AST - Há pouco tempo revi, pela terceira vez, a sua prestação como Milu na novela os Lobos. Como foi estar assim pela primeira vez numa telenovela?

PNFoi maravilhoso, foi emocionante! Era algo que queria muito fazer, queria continuar a trabalhar como atriz, crescer e evoluir, aprender mais e perceber se aquela poderia ser a minha profissão. Lembro-me que fazia de amante do Diogo Infante, adorei trabalhar com ele, e no fim fugíamos de helicóptero e aquilo foi uma emoção para mim!

AST - A sua carreira deu um grande salto na viragem de século, quando interpretou a Mariana em anjo selvagem. O que sentiu ao ver a imensa popularidade da sua personagem?

PNA Mariana foi das personagens mais especiais e impactantes na minha vida, não só pela duração e intensidade do projeto, como pelas pessoas com quem contracenei e que conheci, como pela reação do público. A duração e intensidade (2 anos a gravar 12 horas por dia, mais uma hora de estudo diário, mais a preparação ao fim-de-semana, enfim..) foi algo que se faz quando se é jovem e um pouco inconsciente. Não era um ritmo de trabalho normal, seria difícil de aguentar para qualquer pessoa, mas a pessoa é jovem, enérgica e vai fazendo. Foi uma personagem muito intensa e a relação entre ela e a avó (interpretada pela Isabel de Castro) saltou do ecrã para a vida real. A Isabel foi
das pessoas mais importantes na minha vida, o nosso laço de afeto era real, era forte, durou até ao fim, até à morte dela, para mim ainda dura. A reação do público foi algo de inacreditável, algo que ainda hoje me custa a acreditar. Foi uma reação forte e em massa. Lembro-me de enchermos a Praça da Figueira com milhares de pessoas que queriam ver as personagens ao vivo, fizemos um
episódio de uma hora em direto, o que foi das coisas mais loucas e emocionantes que já fiz! O mais incrível é que a reação do público a esta novela e a esta personagem dura até aos dias de hoje, falam-me dela com muito carinho, como se fizesse parte da vida e da história daquelas pessoas, das suas famílias, ainda não parou e isso é das coisas que mais me deixa feliz e orgulhosa.



AST - Também foi Maria rapaz na sua infância? Ou na adolescência?

PN - Não! Nunca fui maria-rapaz, era até bastante feminina, andava sempre de saltos, toda produzida. Usei os meus primeiros ténis com a Mariana, no início nem sabia andar de ténis, parecia uma pata. Confesso que depois desta personagem não voltei aos saltos, descobri toda uma outra vida de conforto e descontração ;)

AST - A Paula é bastante activa nas redes sociais, acha que estas podem ser um excelente meio de contacto com os fãs, ou um mundo meio complicado com as tensões actuais em relação a tudo o que se diz e publica-se? 

PNPenso que é sempre um pau de dois bicos. Uso diferentes redes sociais para diferentes coisas. No twiter é onde me sinto mais à vontade, onde sou mais eu, onde interajo com os outros, onde me sinto mais acompanhada por “amigos virtuais”, no instagram ou facebook é onde vou pondo um registo da minha vida e das minhas vontades, mais virado para um lado profissional. As redes sociais têm um impacto enorme na nossa vida e podem ser usadas das formais mais variadas, eu evito ter discussões ou grandes defesas de causas nas redes socias, uso-as mais como conversa de café, as minhas discussões gosto de as ter noutro sítio e de saber com quem as estou a ter ;)

AST - Vamos a um pequeno jogo:

Bota botilde ou limão? 
Revista bravo ou super jovem? 
Onda choc ou ministar? 
Jogo elástico ou corda? 
Amigos do Gaspar ou Árvore dos patafurdios? 

PN - Ui, vamos a isto:
Bota botilde
Revista Bravo
Onda Choc
Jogo elástico
Árvore dos Patafurdios

AST - A Paula é também uma excelente actriz de teatro, algum trabalho actual, ou futuro, que queira anunciar?

PN - Neste momento estou na fase final da digressão da peça “5 Lésbicas e Uma Quiche” e vou iniciar os ensaios da peça “Muito Barulho Por Nada” de William Shakespeare que será apresentada no Teatro do Bairro em Janeiro.

AST - Agradeço imenso a sua disponobilidade e votos de felicidades.

PN - Eu é que agradeço a entrevista. Beijos grande e até breve!












segunda-feira, 24 de setembro de 2018

... da Telecel

segunda-feira, setembro 24, 2018 0
... da Telecel

Foi das primeiras operadoras de telecomunicações em Portugal. chegando a ser líder, e a mais original na publicidade aos seus produtos. A Telecel foi transformada anos mais tarde em Vodafone, mas hoje recordamos um pouco a sua origem.

A Telecel foi criada a 15 de Maio de 1991, sendo a segunda empresa a entrar no mercado das telecomunicações, começando a competir com a TMN em 1992, apresentando o prefixo 0931. Passado um ano já tinha quase 40 mil clientes, e em 1994 eram já 90 mil portugueses a preferir esta rede, sendo líder do mercado nacional.

Quando a concorrência abalou o mercado com um cartão que podia ser carregado no multibanco, a Telecel responde com a criação da Vitamina. Vinham dentro de uma caixa grande, que se parecia com um comprimido gigante, e que apresentavam sempre uns anúncios bastante originais e engraçados.

O cartão Vitamina tinha de ser carregado de 3 em 3 meses, com 7500$00 (cerca de 37€), dispensando uma assinatura mensal. Ao contrário da concorrência, até possibilitava o carregamento pelo aparelho, além de se poder ver o saldo no visor.



Começou a inovar apresentando várias vitaminas, para alem da T, como a R (para os mais novos) e a P (para profissionais). No virar do Milénio apresenta um produto pioneiro, o Yorn, que iniciou aquela que ainda hoje é uma grande guerra entre as operadoras.

A operadora primou sempre pela inovação e originalidade, os seus anúncios eram sempre bem interessantes, e o Tou Xim ficou para a história, e não foi por isso de estranhar que tenha sido escolhida pela gigante Vodafone, como parceira na entrada da multinacional no nosso pais.

Anos mais tarde deu-se a mudança de nome para Vodafone, continuando a ter um lugar de destaque no coração dos portugueses. O meu primeiro telemóvel foi um Telecel :) ~












domingo, 23 de setembro de 2018

... destes Cadernos escolares

domingo, setembro 23, 2018 0
... destes Cadernos escolares

terça-feira, 18 de setembro de 2018

... das Sebentas escolares

terça-feira, setembro 18, 2018 0
... das Sebentas escolares

Quem usou uma Sebenta na escola primária? Um complemento, ou mesmo um substituto, ao caderno, permitindo tirar apontamentos, desenhar ou fazer exercícios.

Durante alguns anos, era-nos entregue uma Sebenta como as da imagem, destacava-se por ser volumosa, e trazer muitas folhas em branco, para fazer o que quiséssemos com ela. Um complemento, ou mesmo um substituto, ao caderno, permitindo tirar apontamentos, desenhar ou fazer exercícios. Devia ser só para uso escolar, mas também era usado de forma recreativa, e muitos devem lembrar-se das brincadeiras em redor do nome dela, como por exemplo "Se És Bom Estudante Não Tires Apontamentos".

Imagem retirada do blog santanostalgia


Imagem retirada de página facebook Toydoll Brinquedos









quinta-feira, 13 de setembro de 2018

... do jogo Lemmings

quinta-feira, setembro 13, 2018 0
... do jogo Lemmings

Foi um dos jogos mais populares dos anos 90, e um dos mais vendidos de todos os tempos. Lemmings saiu para quase todas as plataformas, conquistando tudo e todos, e originando uma série de sequelas, remakes e spin offs.

Lemmings foi desenvolvido pela DMA designs para o Amiga em 1991, partindo de uma ideia de Mike Dailly, que tinha desenhado um Lemingue antropomórfico no Deluxe Paint. Juntamente com David Jones, criou então um jogo de plataforma, que era também um puzzle, com pequenos bichinhos simpáticos que fizeram com que todos se viciassem nisto.

Basicamente tínhamos que levar os Lemmings até à saída do nível, usando para isso as funções de cada um deles. Tínhamos uns que cavavam no chão, os que destruíam obstáculos com lança chamas ou ainda uns que escalavam tudo que lhes aparecesse. Andavam sempre atrás uns dos outros, e isso fazia com que tivéssemos que ser rápidos na jogada, senão caíam todos de um penhasco, por exemplo.

O sucesso foi imediato, e começou então a ser produzido para outras máquinas, desde os pc's às consolas, como NES, Mega Drive ou mesmo PSP, anos mais tarde. Vendeu mais de 20 Milhões de cópias, e teve das maiores pontuações de sempre, em diversas revistas da especialidade.















quarta-feira, 12 de setembro de 2018

... das Gilmore Girls (Tal mãe, tal filha)

quarta-feira, setembro 12, 2018 0
... das Gilmore Girls (Tal mãe, tal filha)

Voltamos a um memórias dos outros, desta feita para conhecer a opinião da Sofia Amado, sobre uma das minhas séries preferidas, as Gilmore Girls.

A primeira vez que vi Gilmore Girls, que por cá ficou conhecido como "Tal Mãe, tal filha", não fiquei fã, mas depois que vi uma maratona de uma das temporadas, fiquei completamente viciado no tipo de humor da série, cheia de referências cultura pop, e na química das personagens. Quando desafiei a minha sobrinha a ver isto de começo ao fim, também ela ficou viciada e vão ficar a conhecer a sua opinião. Fiquem então com a opinião da Sofia:



A série conta a história do quotidiano da mãe solteira Lorelai (Lauren Graham), e da sua filha Rory (Alexis Bledel), que partilham uma forte ligação entre a duas através de comédia, referências à cultura pop, e café.

Vivem numa pequena vila chamada Stars Hollow, em Connecticut, e são vizinhas de pessoas bastante peculiares (e no entanto cada um com o seu charme). Basta assistir alguns episódios para desejar ter uma vizinha intrometida como a Babette (Sally Struthers), festejar no armário da Lane (Keiko Agena), comer o macarrão com queijo mais chique de sempre feito pela Sookie (Melissa McCarthy) ou beber um café no Luke’s (Luke, o dono, é representado por Scott Patterson).

Claro que nunca poderíamos ignorar o casal mais sofisticado de Hartford (cidade vizinha de Stars Hollow), Richard (Edward Herrmann) e Emily (Kelly Bishop) Gilmore, que partilham uma complexa relação com a filha Lorelai, apesar de gostarem muito dela e de Rory. Os jantares de sexta feira à noite são sempre uma aventura com estes quatro!

Se ainda não viram, saibam que estão a perder o drama, o romance, e a oportunidade de observarem duas pessoas a comer uma quantidade de comida que alimentaria duas famílias (tios e primos incluídos) e de ouvirem a Paris (Liza Weil) a gritar com a pessoa que tomou posse do comando enquanto ela estava na casa de banho.

Foram “8” temporadas contando com o revival “Gilmore Girls- A Year in the Life”, que apenas tem 4 episódios de hora e meia; foi criada por Amy Sherman-Palladino e foi transmitida desde os anos 2000 até 2007, com o revival a ser emitido em 2016.






domingo, 9 de setembro de 2018

... do Mike e do Melga

domingo, setembro 09, 2018 0
... do Mike e do Melga

Foram duas personagens do mítico programa Herman Enciclopédia, que puseram um país inteiro a dizer "Fantástico, Melga".

A RTP queria o Herman de volta aos programas de sketches, para combater a SIC, e foi assim que estreou em 1997 o Herman Enciclopédia. Transmitido às terças feiras, em pleno horário nobre, o programa demorou a encontrar o seu espaço, mas rapidamente começou a conquistar o público português, que se rendeu à qualidade do elenco e da equipa criativa.

Apesar de não ter sido um vencedor nas audiências, a prova da popularidade do programa estava na rua, e nas pessoas que repetiam os bordões que ouviam por lá. E dois dos mais populares eram a dupla formada por Herman José e José Pedro Gomes, o primeiro era Melga, um vendedor de televendas, enquanto que o último era Mike, o seu sidekick entusiasta.

Numa altura em que já conhecíamos este tipo de programas, emitidos de madrugada, , não podíamos deixar de rir com o quão fiel isto era, mas tudo de uma forma mais absurda, claro. Desde os produtos apresentados, até ao facto de que o movimento dos lábios estava completamente dessincronizado com o que ouvíamos.

Nuno Markl escreveu alguns dos sketchs desta dupla, que ficou na memória de todos pelo entusiasmo de Melga e os seus "Espera, há mais" e a animação do Mike e o seu "Fantástico, Melga.".

















quinta-feira, 6 de setembro de 2018

... da Novela Salsa e Merengue

quinta-feira, setembro 06, 2018 0
... da Novela Salsa e Merengue


Nos anos 90 ainda existiam telenovelas com muito humor, e um dos maiores exemplos disso é a Salsa e Merengue, transmitida pela SIC no nosso país.

Transmitida pela Rede Globo entre 30 de Setembro de 1996 e 2 de Maio de 1997, foi mais uma novela das 19h, que foi colocada cá noutro horário, e neste caso até teve a particularidade de ser emitida ao fim de semana. Foi essa a decisão da SIC, dando assim a conhecer aos portugueses o primeiro trabalho escrito de Miguel Falabella, em parceria com Maria Carmem Barbosa e sob a supervisão de Gilberto Braga.

Com 177 episódios, a novela dirigida por Wolf Maya, teve um pouco longe dos números de outras produções transmitidas no mesmo horário, mas ainda assim teve uma boa perfomance, e o público reagiu bem ao humor apresentado na história e da boa interpretação de Arlete Sales. No elenco pontificavam nomes como Marcos Palmeiras, José Wilker, Walmor Chagas e Stella Miranda entre outros, que davam apoio ao casal protagonista, interpretado por Patrícia França e Marcello Antony.

A banda sonora fez sucesso, com a particularidade de ter uma música estrangeira no genérico, a "1,2,3, Maria" de Ricky Martin. A trama apresentava um triângulo amoroso, casos amorosos do passado a revelarem filhos bastardos, corrupção e muito humor. Quem viu?



















terça-feira, 4 de setembro de 2018

... de Roubar giz na escola

terça-feira, setembro 04, 2018 0
... de Roubar giz na escola
O regresso às aulas traz-me sempre boas memórias, fosse do material que se utilizava, fosse das traquinices que aprontava.

Lembro-me perfeitamente como havia o hábito de roubar de vez em quando um pedaço de giz da sala de aula, fosse branco ou de cor, precisássemos ou não dele. Quando andava na Pereira Coutinho em Cascais, no 5º ou 6º ano, eu e mais quatro colegas criámos um grupo chamado "Esquadrão Nagiz" :D, com direito a símbolo e hino. Sabíamos onde guardavam o giz, e depois uns ficavam de guarda, outros iam roubar o giz.

Até tínhamos um inimigo, uma contínua que tinha a alcunha de "Cobra". Tempos mais inocentes, algo que achávamos super perigoso mas divertido ao mesmo tempo. Quem mais fez algo assim?