Dezembro 2017 - Ainda sou do tempo

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

... da serie Alentejo sem Lei

terça-feira, dezembro 26, 2017 0
... da serie Alentejo sem Lei

Uma mini série da RTP, que misturava ficção com realidade, mostrando-nos um Alentejo ao estilo do velho Faroeste Norte Americano.

João Canijo teve a ideia para esta mini série depois de ter lido livros de Brito Camacho, conseguindo com que a RTP ficasse interessada e encomendasse então 3 episódios, que seriam transmitidos em horário nobre, entre 05 e 19 de Janeiro de 1991. O argumento ficou a cargo de Canijo, que também realizou a série, e Paulo Tunhas, com um elenco que contava com nomes como Rita Blanco, António Feio, Rogério Samora, Nuno Melo, Miguel Guilherme e Vítor Norte entre outros.

Na série tivemos direito a ver Herman José num papel diferente do habitual, como um vilão maquiavélico, saindo do registo a que estávamos habituados a vê-lo. Isabel de Castro fazia a narração, e começámos então a seguir a história do Alentejo em 1850, em especial um grupo de justiceiros, conhecido como o Bando do Zarolho.

Uma terra sem lei, que vivia as consequências da guerra civil entre liberais e absolutistas, e tornou-se uma zona de duelos e guerrilhas entre diversas facções, apresentadas numa mistura de acção, drama e algum humor.








quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

... de usar este tipo de camisolas

quarta-feira, dezembro 20, 2017 0
... de usar este tipo de camisolas

Quem não se lembra de por altura do Natal, ter que usar uma camisola deste género? Vinham sempre com uns padrões muito coloridos, e quase todas tinham a particularidade de "picarem" muito o corpo, o que nos fazia ficar desconfortável e com comichão.






Algumas imagens foram conseguidas com a ajuda de David Martins, do blog Enciclopédiadecromos, obrigado David.






quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

... do Vítor Baía

quarta-feira, dezembro 13, 2017 0
... do Vítor Baía

Um dos maiores nomes no nosso futebol, Vítor Baía foi um dos guarda redes em destaque na década de 90, onde alinhou pelo Porto e pelo Barcelona. Tornou-se um dos jogadores com mais troféus conquistados em todo o mundo, e faz parte do restrito grupo de jogadores a vencer a Champions, a Taça das Taças e a Taça Uefa.

Vítor Manuel Martins Baía nasceu a 15 de Outubro de 1969, em São Pedro da Afurada, Vila nova de Gaia, no Porto. Começou a jogar no Académico de Leça, despertando o interesse do FC Porto, que o contrato com apenas 13 anos. Foi Quinito o primeiro a apostar nele, em 1989, lançando-o a titular quando tinha 19 anos, um posto que ocupou durante quase dez anos. Passado um ano estreia-se pela selecção principal, tornando-se um nome incontornável na equipa das quinas.

Ao longo dos anos, com uma defesa com nomes como João Pinto, Aloísio, Jorge Costa e Fernando Couto entre tantos outros, Baía foi dando prova da sua qualidade e segurança, cimentando a sua posição na baliza.

Pelo Porto venceu cinco campeonatos e duas Taças de Portugal, sofrendo 116 golos em sete temporadas (uma média de 16,5 golos por época) e teve 1191 minutos sem sofrer um único golo, entre Setembro de 1991 e Janeiro de 1992. Era natural que fosse considerado um excelente guarda redes, mesmo a nível internacional, e depois do Euro 96 assinou contrato com o Barcelona.


Fez uma boa primeira temporada, vencendo mais uns títulos para a sua já recheada carreira, alinhando numa equipa com nomes como Guardiola, Ronaldo, Bakero, Blanc e Luís Figo entre outras estrelas. Em Dezembro é eleito por todos os treinadores da liga espanhola como o melhor guarda redes do planeta, uma prova de que as suas qualidades futebolísticas eram bem apreciadas por todos, e que tinha sido uma boa aposta de Bobby Robson para a equipa de camp nou.

Na temporada seguinte tem problemas com uma lesão, e Van Gaal deixa de apostar nele como titular, sendo preterido em favor de Hesp. Decide regressar ao Porto na viragem do Século, onde voltou a vencer mais uns quantos títulos, tendo sido o titular nas finais da Taça Uefa e da Liga dos Campeões, sendo que em 2004 a UEFA decidiu-o condecorar como o melhor da Europa. Quando a organização decidiu criar uma cápsula do tempo, em comemoração do seu jubileu, foram colocados um par de luvas do guarda redes português.

Pela selecção, depois de ter perdido a titularidade para Ricardo, Baía apareceu como titular no mundial da Coreia e Japão, numa decisão surpreendente, já que foi Ricardo que fez a campanha da equipa das quinas rumo ao mundial de 2002 (em conjunto com Quim). Foi também de uma forma surpreendente que se viu afastado do comando das redes da selecção Nacional, quando Scolari pegou na mesma, isto apesar de ainda se exibir a bom nível pelo FC Porto.

Na equipa portista, viu mais uma vez um treinador holandês a duvidar das suas capacidades, com Co Adriaanse a afastá-lo da baliza no final de 2005, perdendo a titularidade para Helton. Decidiu retirar-se do futebol aos 37 anos, mantendo-se ligado sempre de alguma forma ao FC Porto.






segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

... dos Carros telecomandados da Nikko

segunda-feira, dezembro 11, 2017 0
... dos Carros telecomandados da Nikko

Os carros telecomandados eram uma das prendas mais apetecíveis nos anos 80, e os da Nikko (distribuídos pela Concentra), eram os mais desejados. Cheguei a ter um, daqueles todo o terreno, que tratei de levar logo para o terreno baldio do bairro, e testar as suas rodas em todo o pequeno monte de terra que encontrava. O pior era que aquilo demorava muito a carregar. e durava pouco depois, mas o suficiente para nos divertirmos muito.



















sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

... das Bonecas de Papel

sexta-feira, dezembro 08, 2017 0
... das Bonecas de Papel

Deixo aqui umas imagens de algo que fez companhia a muitas meninas. as Bonecas de Papel. Pode parecer um pouco incomum para os miúdos de agora, mas muitos divertiram-se com algo tão simples como uma boneca de papel.  Vinham acompanhadas com várias "roupas" que faziam com que a boneca ficasse sempre diferente, e tornasse mais divertido brincar com ela.












quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

... dos Sétima Legião

quinta-feira, dezembro 07, 2017 0
... dos Sétima Legião

Foi uma das bandas que marcou o panorama musical nacional na década de 80, tanto pela mistura de estilos que apresentava nas suas músicas, como pela qualidade de algumas das suas letras. Os Sétima Legião marcaram uma época, e por isso mesmo ocupam um lugar de destaque na história da música portuguesa.

Foi em 1982, que Rodrigo Leão (baixo e teclas), Nuno Cruz (bateria) e Pedro Oliveira (voz e guitarra) começaram a ensaiar na Avenida de Roma, concorrendo à grande noite do Rock pouco tempo depois, conseguindo alcançar o segundo lugar. Escolheram o nome de Sétima Legião (o nome da legião Romana que veio à Lusitânia), e apresentavam-se misturando o respeito pelas raízes nacionais com o gosto que tinham pelo rock inglês, chegando até a apresentar algumas influências celtas nas suas músicas.

Paulo Marinho (gaita de foles) e Susana Lopes (violoncelo) juntaram-se pouco tempo depois, e a banda acaba por assinar contrato com a Fundação Atlântica (de Pedro Ayres Magalhães, Miguel Esteves Cardoso e Ricardo Camacho), lançando o single "Glória" em 1983, uma canção com letra de Miguel Esteves Cardoso, que apesar de ter tido elogios por parte dos críticos, passou um pouco despercebida ao grande público.

Em 1984 sai o primeiro disco, "A um Deus desconhecido", que se torna um dos mais importantes para a história da música nacional. A banda sofre as primeiras mudanças, com a saída de Susana e a entrada de Ricardo Camacho, que fica encarregue dos teclados. Isto porque Rodrigo Leão começava então o projecto dos Madredeus, e nem sempre tinha o tempo necessário para o grupo.


É em 1987 que a banda começa a ter maior sucesso, muito por culpa do single Sete Mares, um dos temas principais do álbum Mar D'Outubro, que chegou a atingir o galardão disco de prata. O grupo começa então a aparecer mais na rádio e na televisão, percorrendo também o país com os seus concertos.

Um novo disco, "De um tempo ausente", sai em 1989, com colaborações de artistas como Flak, Luís Represas, Pedro Ayres Magalhães ou Teresa Salgueiro, o álbum torna-se um sucesso de vendas, com os singles "Porto Santo" e "Por quem não esqueci" a serem tocadas regularmente nas rádios e a tornarem-se marcos da música nacional.

Os Sétima Legião começavam a ser um nome habitual para os fãs de música portuguesa, e a aparecerem em grandes eventos como Portugal ao Vivo ou Filhos da Madrugada. para além de terem concertos que acabaram por se tornar míticos, como uma actuação que tiveram no Pavilhão Carlos Lopes.

A banda vai perdendo algum fôlego nos anos 90, com os discos de 1992 e 1992 ("o Fogo" e "o auto da fé") a não terem grande sucesso nem muita aceitação por parte do público. A meio da década Rodrigo Leão acaba mesmo por sair, sendo substituído por Lúcio Vieira, e decide arriscar no álbum seguinte, "Sexto sentido", entrando por um estilo mais electrónico que acabou por afastar os fãs do grupo, apesar de ter recebido boas críticas.

No Século XXI acabam por editar só colectâneas de best of, reunindo-se em 2012 para uma série de concertos, mostrando que ainda são um nome importante na música em Portugal. Quem era fã?