Agosto 2017 - Ainda sou do tempo

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

... do cd Kadoc The Night Sessions

quinta-feira, agosto 31, 2017 0
... do cd Kadoc The Night Sessions

Quem passou pela década de 90, recorda-se com certeza desta mítica colectânea da Vidisco. O cd saiu em 1996, com o grande DJ Chus encarregue de fazer todo o trabalho, que incluía músicas como Seven days and one week de Beatnik ou Insomnia dos Faithless. A entrada "Night train" ficou para sempre na nossa memória auditiva.

Kadoc – The Night Sessions
Label: Kaos Records , Vidisco
Format: 2 × CD, Compilation, Mixed
Country: Portugal
Released: 1996
Genre:Electronic
Style: Techno, Tribal House, Tech House
Tracklist
1-1 –Intro
1-2 –Kadoc The Night Train (Kapital Station Mix)
1-3 –Beatnik Seven Days And One Week (Original Mix)
1-4 –Faithless Insomnia (D.J. Quicksilver Remix)
1-5 –T.U.S.O.M. Flamenco Trip (Original Version)
1-6 –D.J. Chus Come Into The House (Original)
1-7 –Kaikoo My Emotion (Trance Remix)
1-8 –Jan Driver Arp Impressions (Pt.1)
1-9 –Manequeen Synthetic Consciousness (Calvin Stones Drag’s Remix)
1-10 –Khaza The Bass Divorce (Black Star Mix)
2-1 –Funky Green Dogs Fired Up! (Peter’s Plastic Disco Mix)
2-2 –O.L.N. Reflection (Wild Mix)
2-3 –Calvin Stones Fonky Music (Original)
2-4 –Solid Fall Down On Me (Original)
2-5 –Urban Dreams To Feel Alive (Sloane Strangers Mix)
2-6 –Reel 2 Real Jazz It Up (The Erick Morillo Project)
2-7 –Sandy B Make The World Go Round (Deep Dish Round The World)
2-8 –Kings Of Tomorrow Feat. Densaid I’m So Grateful (Angel’s Smooth Mix)
2-9 –Sam Ellis Club Lonely (Eric Kupper 12” Mix)
2-10 –Groove Collective She’s So Heavy a / k / a I Want You (Eric Kupper Remix)










terça-feira, 29 de agosto de 2017

... do Jogo de Basquetebol da Tecnobrinque

terça-feira, agosto 29, 2017 0
... do Jogo de Basquetebol da Tecnobrinque

Tive um igual a este. da colecção pessoal da Ana Trindade, e lembro-me bem de passar horas com o meu vizinho, a fazermos uma barulheira descomunal a brincar com isto. Era mais um daqueles jogos, em que o barulho que o jogo fazia era igual, ou superior, ao que nós fazíamos a brincar com aquilo.

Era mais um jogo para jogar a dois em cima de uma mesa ou no chão, um jogo com botões e em que o "campo" era envolto numa redoma transparente de plástico, para evitar que a bola saltasse para longe. O conceito não podia ser mais simples, a bola encontrava-se num buraco no campo e com os botões tínhamos que ir carregando freneticamente, com muito barulho à mistura obviamente, para que ela fosse andando de buraco em buraco e tentarmos encestar no cesto adversário.

A Tecnobrinque era sediada na Marinha Grande, especializava-se em brinquedos didácticos e técnicos, e os dois jogos de redoma (o outro era de futebol), foram alguns dos seus campeões de vendas. Saudades deste tipo de jogos, que eram de fabrico Nacional e que entusiasmavam tudo e todos, como se fosse algo de nível internacional ou com um grande marketing por trás.


Primeira imagem da colecção pessoal de Ana Trindade, e a segunda do Mistério Juvenil.












terça-feira, 22 de agosto de 2017

... do jogo do Keims (ou Kemps)

terça-feira, agosto 22, 2017 0
... do jogo do Keims (ou Kemps)

Um clássico do liceu, nos anos 90 ainda era comum juntarem-se uns quantos colegas a jogar isto no bar da escola, ou cá fora no "recreio", 2 equipas de 2 jogadores cada bastava para uns momentos bem divertidos.

O jogo do Keips, que muitos chamam Keims, era bastante popular no liceu. O jogo do Keim(p)s é jogado com 2 equipas de 2 jogadores (4 jogadores).


Objectivo: conseguir um grupo de 4 cartas do mesmo valor antes da outra equipa, e dizer "KEIMS".

1 - A cada jogador são dadas 4 cartas.
2 - Sao colocadas 4 cartas (do monte) viradas pra cima sobre a mesa.
3 - Conta-se até 3 e cada um pega na carta que quer, e tem de colocar depois uma carta na mesa para substituir a que tirou. Só pode ficar com quatro cartas na mão. Pode apanhar uma carta que outro jogador coloca sobre a mesa.
4 - Quando já mais ninguém quiser uma das 4 cartas que estão sobre a mesa,essas são separadas, e já não voltam ao jogo.
5 - São viradas mais quatro cartas do monte e o jogo contiunua assim até alguém ter 4 cartas do mesmo valor e de naipes diferentes.
6 - Tem de fazer um sinal ao parceiro de equipa para que este diga "Keims!". Deve fazer os possíveis para os oponentes não verem o sinal. Se o outro jogador da mesma equipa o disser antes dos adversarios darem o corte, ganham o jogo.
7 - Se um jogador desconfiar que a outra equipa já tem 4 cartas iguais pode dizer Corte Keims. Se acertar ganha o jogo, se falhar, perde.















segunda-feira, 21 de agosto de 2017

... do filme Desafio Total (1990)

segunda-feira, agosto 21, 2017 0
... do filme Desafio Total (1990)

Sempre gostei do filme Desafio Total, pelo simples facto de se chegar ao final e poder-se pensar que nada daquilo aconteceu, e que o protagonista esteve sempre a imaginar aquilo com que sempre sonhou. Teve direito a um remake em 2012, mas aqui iremos falar do clássico de ficção científica de 1990.

Total Recall (Desafio Total) estreou em 1990, realizado por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger no principal papel, num filme que contava ainda com nomes como Michael Ironside, a novata Sharon Stone e o veterano Rohny Cox. Baseado livremente num conto curto de Philip K Dick, mostra-nos a história de um trabalhador que tem sonhos recorrentes sobre Marte, e uma mulher misteriosa, apesar de nunca ter lá estado.

O filme passa-se num ambiente futurista, as imagens são todas bastante interessantes e chegaram a vencer um Óscar pelos efeitos visuais. Armold interpretava Doug, que a dada altura decide resolver o seu problema e usar uma agência de viagens que em vez de nos levar até ao local da forma tradicional, transportava apenas a nossa mente, sendo implementadas memórias falsas no nosso cérebro. Ele escolhe então um pacote onde seria um agente secreto, acompanhado de uma mulher semelhante à dos seus sonhos, e é aí que tudo começa, já que pouco depois dele chegar à companha Rekall, a coisa começa a correr mal.

A explicação é que alguém já tinha mexido no cérebro dele, e que ele já tinha mesmo estado em Marte, mas alguém reprimiu essas memórias. A personagem começa então a ser atacada incessantemente, inclusive pela sua mulher, e percebe que algo está errado e que a solução estará em Marte. Chega até a ver um vídeo, onde "ele", ou seja o verdadeiro "ele", conta-lhe como alguém lhe deve ter mexido com as memórias, por saber demais, e que deve ir até ao planeta vermelho resolver as coisas.

Começam a existir grandes reviravoltas, a dada altura dá-se a entender que ele ainda está na companhia das memórias falsas e que deve acordar, antes de prejudicar para sempre a sua saúde mental, mas ele renega isso e continua a sua aventura. Descobre depois que ele na verdade fazia parte dos maus, mas decide ir contra isso e ajudar a salvar tudo e todos. Quando vi isto pela primeira vez, fiquei sempre a desejar uma sequela, para que se abordasse o facto de ser ou não verdade toda aquela aventura. Quem mais pensou nisso?













... dos Fervedores e Púcaro de alumínio

segunda-feira, agosto 21, 2017 0
... dos Fervedores e Púcaro de alumínio

Quem nunca ferveu algo num destes? Lembro-me de fazer chá para a minha avó num fervedor de alumínio, e no verão ela só bebia água no seu púcaro de alumínio, que era mais fresquinha :).









domingo, 20 de agosto de 2017

... dos Livros de Fiado

domingo, agosto 20, 2017 0
... dos Livros de Fiado

Quem deixou alguma vez uma conta pendurada na mercearia, taberna ou drogaria? Durante muitos anos, era comum existir um livro nos estabelecimentos, onde os donos escreviam o valor da dívida contraída por algum cliente. Não digo que não seja algo que já não exista, mas já não é tão usual como noutros tempos.

As razões eram várias, podia ser o faltar dinheiro naquele momento ao cliente em questão, fosse este habitual ou não, ou então (este mais nos habituais) iam-se apontando todas as compras, e o cliente pagava só no final do mês. Confesso que cheguei a ter que usar isto na mercearia onde ia, e era sempre uma sensação desagradável o saber que o meu nome estava ali, não por vergonha ou assim, mas mais por não querer mesmo. Foram sempre razões pontuais, e sempre saldadas, facto que fazia com que muitas vezes o dono sugerisse que eu levasse algo, e ele apontaria ali, mas eu acabar por não levar.

O livro era imponente, bastante comprido (mas não muito largo) e por vezes bem espesso, tudo dependia do estabelecimento. A mercearia era sempre a que tinha o livro de maior espessura, e são estes estabelecimentos que ainda usam este tipo de livros, muito por causa de uma clientela mais velha (e habitual) que prefere pagar quando recebe a reforma.

Quem deixou alguma vez uma conta pendurada num destes?


Foto retirada do blog canalhamiuda

Foto retirada do blog Santa Nostalgia
Foto retirada do blog Santa Nostalgia









quarta-feira, 16 de agosto de 2017

... dos Pirulitos

quarta-feira, agosto 16, 2017 0
... dos Pirulitos

Para comemorar o ter alcançado os 11 milhões de visitantes no blog, e desde já o meu muito obrigado a todos, relembro aqui hoje uma memória doce. Existem localidades que ainda têm vendedores a gritar "Olha o Pirulito! Enrolados no papel e enfiados no palito!", mas houve uma altura em que era mais comum o encontrarmos disto à venda, e o de degustarmos uma coisa destas.

Eu lembro-me de ter comido disto quando era puto, numas idas à praia, mas sei que é mais comum no norte do nosso país. Basicamente era uma espécie de guarda chuva de caramelo, com um gostinho de limão, envoltos num papel e com um palito de madeira para segurarmos enquanto lambíamos/trincávamos aquilo. Quem mais tem boas memórias disto?




Imagens retiradas do papjerimum.blogspot.pt












quinta-feira, 10 de agosto de 2017

... de jogar Magic the Gathering

quinta-feira, agosto 10, 2017 0
... de jogar Magic the Gathering

O jogo em si ainda existe, e bastante popular em alguns países, mas aqui vai-se falar de quando existiu uma febre no nosso país, ali na segunda metade da década de 90. É mais um Memórias dos Outros, com o jogador Nuno Gomes a recordar-nos um pouco de como é este mundo e do que acontecia por cá. Lembro-me de existirem eventos no Dramático de Cascais, e de nunca ter podido jogar isto, porque era demasiado caro para o meu bolso.

A primeira vez que ouvi falar em Magic the Gathering (MtG) foi em 1996, quando o Alta Voltagem rodava na RTP1. Criado por Richard Garfield em 1993 nos Estados Unidos da América, chegou a Portugal apenas uns anos depois, mas ganhou imensos adeptos. Trata-se de um jogo de cartas coleccionáveis e é altamente customizável, técnico e muito competitivo. A premissa é que o jogador é um feiticeiro (mais precisamente um Planeswalker), em que o objectivo é eliminar o adversário (ou adversários), reduzindo o seu total de vida (inicialmente vinte pontos) a zero. Existem cinco cores que reflectem diferentes poderes e fraquezas de cada uma.

A razão de ter tido tanto sucesso nos finais da década de 90 deveu-se ao facto de estar constantemente em expansão. Novas cartas eram imprimidas e cada pessoa costumizava e ajustava o seu baralho de acordo com as suas preferências. Eu caía sempre para a combinação de preto e vermelho, por vezes combinando azul :). Inicialmente dedicado a atingir consumidores entre os 15-20 anos, depressa se tornou um jogo caro e para audiências mais abonadas. Devido à raridade de algumas cartas, era preciso investir algum dinheiro para as comprar (ou trocar muitas cartas por uma só). Ao mesmo tempo, a sorte podia calhar a qualquer um: ao comprar boosters (equivalente a uma saqueta com cromos) podia calhar a carta rara que faltava para completar o tão desejado baralho.



Devido à competitividade do MtG, depressa se converteu de jogo casual na mesa da cozinha para torneios sancionados com prémios monetários e acima de tudo, prestígio. No início do século XVI, a razão do sucesso acabou por ter a reacção inversa: com as constantes expansões de cartas, muitos jogadores abandonaram o MtG. Apenas os melhores jogadores com acesso às cartas que precisavam, continuaram a jogar.

No entanto, com a popularização da internet, em 2008 sai uma versão online do MtG. A partir daí, semelhante à Fénix, o jogo renasce das cinzas e mais forte que nunca. Desde as suas raízes e com quase 25 anos de idade, MtG conta actualmente com mais de 20 milhões de jogadores (mais do que na década de 90), 16,678 cartas diferentes em 11 línguas e mais de 100 expansões!

Outras empresas tentaram criar a sua versão de jogos de cartas coleccionáveis (Star Wars, Dune, X-Files, Legend of Five Rings, etc), mas poucos sobreviveram. Hoje em dia MtG continua a ser o jogo do género com mais jogadores, mas outros se avizinham na competição, tais como Pokemon e Yu-Gi-Oh. Há uns anos atrás, decidi retomar a minha jogatina e apesar de não ser um jogador extraordinário, continuo a gostar de entrar esporadicamente em torneios para atirar uns quantos raios e feitiços a outros planeswalkers. E perder. Muito. Talvez demasiado.

Psst: se tiverem cartas de MtG esquecidas nalgum sótão, dêem uma vista de olhos nelas. Muitas cartas antigas nunca mais foram imprimidas e valem umas boas centenas de Euros no mercado secundário. O exemplo mais extremo é a primeira edição da Black Lotus, que vale actualmente €8928.38!!!!





... do Hagi

quinta-feira, agosto 10, 2017 0
... do Hagi

Foi um dos melhores futebolistas da década de 90, um mago com a bola e um dos poucos a jogar tanto no Real Madrid como no Barcelona. Conhecido como o Maradona dos Cárpatos, Hagi foi um dos últimos números 10 do futebol, sendo um dos jogadores com melhor drible, técnica, visão de jogo e até instinto finalizador da sua geração.

Gheroghe Hagi nasceu a 5 de Fevereiro de 1965 na Roménia, onde começou a sua carreira de futebolista no clube da sua terra, chamando a atenção do Steaua de Bucareste, para onde foi jogar na temporada de 1987, e onde ficou até 1990. No Steaua venceu o campeonato e taça da Roménia, e chegou à meia final da Taça dos Campeões num desses anos, e à final no ano seguinte. Tornou-se um dos melhores marcadores da competição e também do seu país, sendo por isso normal que chamasse a atenção de colossos europeus, como o Milão ou o Bayern. Mas o regime comunista do seu pais impediu a sua saída, e isso só veio a acontecer na década de 90, quando assinou pelo Real Madrid.

Foi logo após o Mundial de futebol, e o Maradona dos Cárpatos (como era chamado) juntou-se a uma equipa que tinha nomes como Butragueno, Hugo Sanchéz ou Hierro. Não conseguiu ser campeão pelos Madrilenos, ficando atrás do Barcelona nas duas temporadas (uma delas só por um ponto), chegou às meias finais da Taça Uefa (onde perdeu com o Torino) e chegou à final da Taça do Rei, onde perdeu (no Santiago Bernabéu), contra os rivais do Atlético.

Foi então para os italianos do Brescia, descendo para a série B na sua estreia e ajudando a sua equipa a vencer essa segunda divisão e a subir logo na temporada seguinte. Nesse ano de 1994, Hagi ajudou a Roménia a alcançar o seu melhor resultado num mundial de futebol, chamando assim a atenção do Barcelona que o foi contratar e chamar para Camp Nou.



No Barça jogou com nomes como Figo, Guardiola ou Prosinecki, mas não conseguiu ser campeão, vendo o título ir para o Atlético e para o Real Madrid. Foi então transferido para o Galatasaray em 1996, onde jogou até 2001, altura em que terminou a sua carreira e deixou saudades como um dos melhores jogadores de sempre a jogar na Turquia.

Por lá venceu 4 campeonatos, umas tantas taças e uma Taça Uefa. Enriquecendo o palmarés de um jogador que espalhava magia pelo relvado, com a sua forma de estar, a sua visão de jogo, a sua técnica e drible, conseguindo fazer passes que davam golos certos e ele próprio marcando muitos golos.

Enveredou pela carreira de treinador, onde treinou equipas como o Galatasaray ou o Steaua, mas nunca ao mesmo nível da sua carreira como futebolista.
















quarta-feira, 9 de agosto de 2017

... do Mutley

quarta-feira, agosto 09, 2017 0
... do Mutley

Dono de uma das gargalhadas mais icónicas dos desenhos animados, o Mutley é daquelas personagens que conquistou um lugar no coração de todos nós. Um cão sonhador, conhecido por acompanhar sempre o Dick Vigarista, por um desejo incessante por medalhas e por resmungar quando as coisas não lhe correm de feição, Mutley agradava miúdos e graúdos, sendo uma das personagens mais populares da Hanna-Barbera.

Mutley apareceu pela primeira vez em 1968, no cartoon Wacky Races (Corridas Malucas) como parceiro do Dick Dastardly (Dick Vigarista). Don Messick deu a voz, ou melhor o resmungo, à personagem, que para além desse resmungar, ficou muito popular com a sua gargalhada sempre que acontecia algo ao seu parceiro.

Começou a aparecer em diversos  programas da Hanna-Barbera, sempre ao lado de Dick e sempre como vilão, usando apenas uma coleira. Só no cartoon Dastardly and Mutley and their Flying Machines, é que ele ganhou algo mais, um cachecol e um chapéu como o dos aviadores da Primeira Grande Guerra Mundial. Para além disso, ganhou um gosto por medalhas, e estava sempre a pedir e a exigir mais ao seu líder, e muitas das vezes salvava-o usando a sua cauda para poder voar, usando-a como se fosse um helicóptero,

Nesse desenho animado teve direito a umas aventuras a solo, onde interpretava personagens históricas, tudo para poder receber uma medalha. Quem mais era fã deste cachorro rabugento?





... do Jorge Coroado

quarta-feira, agosto 09, 2017 0
... do Jorge Coroado

Foi uma das principais figuras da nossa arbitragem na década de 90, para o bem e para o mal, passando os dias de hoje como comentador desportivo em algumas rádios e canais de televisão, para além do seu trabalho no sector da banca. Quem não se recorda do famoso caso de "azia"?

Jorge Coroado nasceu a 23 de Março de 1956, em Carnaxide, Oeiras, começando a praticar atletismo no clube Os Belenenses no começo da década de 70, iniciando a sua carreira na arbitragem pouco tempo depois, em 1975. Depois de passar alguns anos como fiscal de linha, começou a ter algumas oportunidades e em 1986 estreou-se na 1ª divisão, apitando um Salgueiros-Farense, que terminou 2-0 para os de Vidal Pinheiro.

Era conhecido por ser um árbitro forte e sem receios, era comum ser dos poucos que marcava penalties contra os 3 grandes, ou de dar vermelhos a jogadores, mesmo que fosse só por palavras. Ficou na memória um jogo do Benfica, em que expulsa o César Brito por palavras, e quando o Pacheco vem todo lançado para pedir explicações, e o insultar, é expulso também logo de imediato. E isto tudo em pleno estádio da luz.

Nas Antas também existiu uma expulsão ao mítico capitão João Pinto, marcando uma grande penalidade que poderia (e deu) dar o empate ao adversário. Era odiado por todos os adeptos portanto, no Sporting ficou mítico o jogo contra o Chaves em 1999, onde ele faz uma arbitragem desastrosa (para os dois lados), e no final confessa que o jogo até lhe deu Azia. Em 1995 foi alvo de uma coisa absurda, quando a FPF decidiu aceitar um recurso que o Benfica tinha feito por causa da expulsão do Caniggia num jogo contra o Sporting. A federação decidiu repetir o jogo, mas para a FIFA, o oficial é o primeiro, onde a expulsão foi efectuada.

Já na altura era internacional da FIFA, e apesar de não ter apitado nenhum Mundial ou Europeu, apitou algumas meias finais de competições como Taça das Taças ou a Taça dos Campeões Europeus. Marcou presença em duas finais da Taça de Portugal, algo que considera como dos maiores pontos da sua carreira. Um nome na história do nosso futebol.




















terça-feira, 8 de agosto de 2017

... da Série Camilo & Filho Lda

terça-feira, agosto 08, 2017 0
... da Série Camilo & Filho Lda

Esta série foi uma das que mais gostei de ver na SIC, adorava a química entre Camilo de Oliveira e Nuno Melo, e os textos eram bastante engraçados, sendo comum dar umas quantas gargalhadas enquanto assistia um dos episódios.

Foi o primeiro trabalho do veterano Camilo na SIC, estreando-se assim no horário nobre desse canal no dia 10 de Outubro de 1995, estando no ar até Maio de 1996, num total de 26 episódios, que iam para o ar à terça feira. A série era uma adaptação do original inglês Stepford and Son, de Ray Galton e Alan Simpson, e como no original, o destaque era dado à dupla de pai e filho, Camilo de Oliveira (Camilo Chumbinho) e Nuno Melo (Alberto Chumbinho).

Como já referi, foi o começo da colaboração de Camilo de Oliveira na SIC, e as outras seguiram a mesma fórmula, eram adaptações de séries britânicas e o nome dele apareceria em destaque no título. Para além disso, ele apresentaria uma catchprase, uma frase que repetiria em todos os episódios, quase sempre no final, e que serviria como punchline, nesta primeira aventura, a frase era "A vida está difícil".

A acção desenrolava-se num ferro velho, e víamos um negócio familiar e tudo que isso acarreta, com constantes discussões entre pai e filho, que tinham diferentes visões para o negócio que tinham. Viviam numa casa limitada, e ao que parecia mais por opção do pai do que por necessidade, mas a casa era como uma espécie de personagem, já que existiam cenas com muita piada com eles a tentarem tirar o melhor partido possível com o que tinham.

Existiram diversos actores convidados a passarem por lá, nomes como Artur Agostinho, José Eduardo, Rui Mendes ou Ana Padrão, deram o seu contributo ao programa, em momentos divertidos e que ajudaram a fazer com que isto fosse um sucesso de audiências. O programa tinha um texto bem escrito, os diálogos eram bastante interessantes e isto funcionava mesmo como uma pedrada no charco, fugindo um pouco do humor de revista, ou mais brejeiro, que estávamos habituados.

Quem mais era fã?














segunda-feira, 7 de agosto de 2017

... do programa Countdown do Adam Curry

segunda-feira, agosto 07, 2017 0
... do programa Countdown do Adam Curry

Foi no começo dos anos 80 que a RTP2 fez parte de um projecto europeu conhecido como Europa TV, e o Norte Americano Adam Curry apresentava um programa de videoclips, ou telediscos como chamávamos, que nos deu a conhecer muita música, ao mesmo tempo que nos divertia com as suas piadas e forma de apresentar.

Adam Curry era um apresentador bastante carismático, que nos cativava com a sua irreverência e maneira de estar. O programa era diário, algo fantástico na altura, já que até ali só tínhamos tido programas semanais e de curta duração, e eram muitos os que deixavam a gravar para depois verem quando saíssem da escola. Era transmitido durante as tardes dos dias de semana, e o sucesso no nosso país era tanto que era frequente o apresentador ler cartas escritas por fãs portugueses.

O programa chegou inclusive a ser gravado no nosso país, sendo filmado em Lisboa e noutras zonas, retribuindo assim o carinho do nosso público. No meio de tantos artistas que apareceram neste canal, houve uma entrevista com a nossa Lena d'Água e ficou na memória uma carta de um fã da baixa da banheira, lida pelo Adam debaixo de uma banheira. Em 1987 foi contratado pela MTV, e o projecto foi esmorecendo e perdendo a sua popularidade.

Na MTV foi uma das caras mais conhecidas do canal, onde entrevistou artistas como Michael Jackson e continuou a dar nas vistas com o seu à vontade e bom humor. Anos mais tarde começou um projecto de podcasts, sendo um dos primeiros do género e ficando assim conhecido como o pai deste tipo de programa.

Quem via isto?












sexta-feira, 4 de agosto de 2017

... do Miluvit

sexta-feira, agosto 04, 2017 0
... do Miluvit

Nunca comi Miluvit, mas lembro-me bem destes cereais da Milupa, muito por culpa do mítico Vitinho, que aparecia em diversos anúncios a mais esta marca de "papa/cereais". Vou deixar aqui algumas imagens e vídeos, que encontrei relacionadas com o produto, que se calhar muito ainda recordam com saudade.








Primeira, segunda e última imagem retiradas do blog Enciclopédia de cromos.





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

... de Usar Lenço com cornucópias

quinta-feira, agosto 03, 2017 0
... de Usar Lenço com cornucópias

Isto foi uma febre no final dos anos 80, muito por culpa dos Guns N'Roses, para copiarmos o estilo do Axl e assim parecermos como uma estrela de rock. Por norma usava-se no pulso, enrolado, nos rapazes normalmente era o preto, ou por vezes o vermelho, mas também existia em azul. Quem usou?














quarta-feira, 2 de agosto de 2017

... do filme A Pequena Sereia (Disney)

quarta-feira, agosto 02, 2017 0
... do filme A Pequena Sereia (Disney)

Hoje recordo um dos meus filmes preferidos da Disney, a Pequena Sereia. Um daqueles que só consigo ver na versão em português do Brasil, por saber as falas de cor e preferir as músicas dessa versão, numa altura em que ainda só tínhamos acesso a estas versões.

Os estúdios de filmes da Disney não viviam bons tempos na década de 80, depois de uma série de filmes que não foram bem sucedidos nas bilheteiras, a coisa não estava promissora nesse departamento da casa dos sonhos, mas em 1989 isso tudo mudou, com a estreia da 28ª longa metragem do estúdio.

The Little Mermaid (A Pequena Sereia) foi um sucesso de bilheteira, tanto nos EUA como no resto do mundo, sendo depois um sucesso de vendas em VHS, e foi assim que vi pela primeira vez este filme, numa versão dobrada em brasileiro, obviamente. Lembro-me de ver a k7 na casa da minha prima Catarina, e de vibrarmos com a música do Sebastião no fundo do mar, e de ainda hoje saber essa letra de cor.



A história era baseada no conto homónimo de Hans Christian Andersen, que conta a história de uma linda princesa sereia, que deseja ser humana para ficar com o seu amado. Na versão da Disney, mostravam uma Ariel a revoltar-se contra as ordens do seu pai, o rei Tritão, e de com a ajuda dos seus amigos Linguarudo e Sebastião, encontrar formas de ir à superfície, onde acabou por se apaixonar pelo príncipe Eric.

Com muita música, humor e aventura à mistura, vemos Ariel a fazer um acordo com a bruxa Úrsula, para virar humana e viver na superfície com o seu amado. Com muitas peripécias à mistura, acompanhamos este amor condenado a prosperar, e foi sem sombra de dúvidas um dos filmes mais bonitos da Disney e não foi de espantar que fosse o responsável pelo renascimento da companhia, que lançou depois mais alguns grandes sucessos como Alladin e Rei Leão.

Quem mais vibrou com esta aventura?










terça-feira, 1 de agosto de 2017

... da Capa para cobrir o carro

terça-feira, agosto 01, 2017 0
... da Capa para cobrir o carro

Ainda sou do tempo em que nem todos tinham carro, e mesmo os que tinham, só usavam de tempos a tempos. Então, era normal existir uma outra preocupação, um cuidado maior com as coisas, e no caso do carro era comum vermos eles todos tapados com uma capa cinzenta.

Quem não se recorda de ver carros com esta capa protectora? Era uma espécie de lona, umas mais pesadas, outras mais leves, que se usava para cobrir o carro todo e assim protegê-lo da chuva, das sujidades e até dos riscos. O problema era o ritual que isso envolvia, não era algo fácil de fazer, e dependendo do uso que se dava ao carro, a coisa tornava-se deveras aborrecida e cansativa.

Li no blog da Pipoca mais Doce, que existia os que iam ao Algarve à praia, e faziam isto mais do que uma vez no mesmo dia, logo isso tornava a coisa toda insuportável. Até porque não era só colocar e pôr, ao tirar tinha-se que dobrar meticulosamente, e ao cobrir o carro, tinha-se que ver se estava de forma a que não riscasse a pintura, que protegesse realmente de todas as intempéries e tinha-se que repetir isto todas as vezes.

Lembro-me que existiam uns que colocavam as matrículas também na capa, mas isso era menos comum. Quem tinha uma destas?