Ainda sou do tempo

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

... do camião da Coca-Cola

terça-feira, dezembro 11, 2018 0
... do camião da Coca-Cola


Em época de Natal, recordar um dos símbolos do final da década de 90, o Camião da Coca-Cola.

Foi em 1995 que surgiu o primeiro anúncio da Coca-Cola com um camião a ser a estrela. Uma criação da agência W.B. Doner, mostrava uma frota de camiões a espalhar a magia natalícia com produtos da marca. Com os efeitos luminosos a cargo da Light&Magic, era impossível não ficarmos fascinados com a imagem apresentada.

A imagem do Pai Natal de Sundblom era uma presença imponente nas laterais do camião, e em 1998, todo o mundo teve direito a ver o anúncio desse ano, que ainda hoje continua a ser um dos anúncios mais difundidos de todos os tempos.

Em 2017 Portugal teve um destes camiões por cá, em Obidos, podendo assim ver ao vivo, um dos grandes símbolos da companhia.

















quinta-feira, 29 de novembro de 2018

... da série 'Allo 'Allo

quinta-feira, novembro 29, 2018 0
... da série 'Allo 'Allo

Todos se lembram de 'Allo 'Allo, e mais importante, todos gostam de 'Allo 'Allo. Uma série com a qualidade da BBC, com frases que ainda hoje estão na memória de todos.

'Allo 'Allo foi criada por Jeremy Lloyd e David Croft, que souberam tratar de um assunto tão sério como a Segunda Guerra Mundial, com um humor que cativava tudo e todos. Transmitida pela BBC entre 1982 e 1992, a série tornou-se um êxito em todos os países onde era passada, tendo tido 85 episódios e 9 temporadas.

Portugal não foi excepção, com o programa a ser transmitido pela RTP por diversas vezes ao longo destas décadas, quase sempre em horário nobre, nos seus diversos canais, o primeiro, o segundo e mais recentemente na RTP Memória. Era um daqueles programas que unia a família em redor do televisor, já que agradava aos mais velhos e aos mais novos. Humor britânico no seu melhor.

A série teve direito a uma peça de teatro, também ela de sucesso, que chegou a ser encenada por cá já em pleno Século XXI, com João Didelet no papel principal, e foi rir do começo ao fim. A qualidade do texto conquista diversas gerações. e esse é um dos segredos por ainda hoje ter tanto sucesso.


O excelente elenco que dava vida aos textos, era parte integral deste sucesso, com as suas personagens a ficarem para sempre na nossa memória, juntamente com algumas frases memoráveis. Todos sabíamos quando Michelle (Kirsten Cooke), da Resistência Francesa, ia começar a falar, com o seu "Listen very carefully, I shall say zis only once", ou que quando o Leclerc (Jack Haig) aparecia disfarçado, diria "It is i, Leclerc".

Curiosamente foram 3 actores a dar vida a Leclerc, quando Haig faleceu, trocou-se por um irmão com o mesmo nome, mas esse actor saiu depois de uma só temporada. Mas a pior substituição foi a da criada Maria (Francesca Gonshaw) por outra chamada Mimi (Sue Hodge), para desgosto dos jovens rapazes que viam a série.

Quase todas as personagens femininas tinham uma paixoneta por René (Gordon Kaye), um herói relutante, cobarde e egoísta, que não era nenhum adónis, mas tinha sempre uma mulher bonita nos seus braços, para desgosto da sua mulher Edith (Carmen Silvera). Acabou por ficar com a sua criada Yvette (Vicki Michelle), que sempre suspirou pelos seus abraços apertados.



O café era como uma personagem da série, era lá que se desenrolava muitas das cenas, onde se escondia o mítico quadro da Madonna das maminhas grandes, se escutava as cantorias desafinadas de Edith, onde ríamos com a entrada esbaforida do polícia que não sabia falar francês e onde os dois aviadores ingleses se escondiam, no quarto da mãe de Edith. Também era por lá que encontrávamos os inimigos, os alemães invasores (e mais tarde um italiano também).

O coronel Kurt Von Strohm (Richard Manner) e o capitão Hans Geering (Sam Kelly) eram um par bastante divertido, que apenas queriam fazer algum dinheiro extra para a reforma, e tinham que ter cuidado para que o temível oficial da Gestapo Herr Otto Flick (Richard Gibson) não descobrisse nada.

Eram ajudados pela secretária Helga (Kim Hartman), e por vezes pelo tenente Hubert Gruber (Guy Siner) que tinha ele também um fraco por René. Uma típica série britânica, com poucos episódios por temporada, algo que mudou quando começaram a ser transmitidos pelos Estados Unidos, fazendo-se mais episódios do que o habitual. Paul Adam entrou para o lugar de Croft nas três últimas temporadas.

Quem mais era fã desta série?







terça-feira, 27 de novembro de 2018

... do Ion Timofte

terça-feira, novembro 27, 2018 0
... do Ion Timofte

Com um pé esquerdo fantástico, Timofte foi um dos estrangeiros a deixar o seu nome na história do futebol português, marcando a década de 90 ao serviço do Boavista e do Porto.

Ion Timofte naceu a 16 de Dezembro de 1967 na Roménia, começando a sua carreira profissional num clube local em 1987, dando nas vistas quando ingressou no Timisoara em 1989, saindo para o FC Porto em 1991.

Nos Dragões começou logo a mostrar a sua qualidade, com um pé esquerdo muito forte e uma técnica acima da média, foi conquistando o seu espaço na equipa, primeiro com Carlos Alberto Silva, e tornou-se uma das peças fundamentais de Bobby Robson, e foi fulcral na conquista do título em 92/93, com 11 golos marcados.

Apesar de ter uma fraca compleição física, era um excelente playmaker, jogando no centro do terreno e alimentava os avançados do clube com passes fantásticos. Para além disso, também marcava golos, muitos com o seu pé esquerdo, mas um ficou na memória por ter sido com o pé direito, perto dos 90 minutos no estádio da luz, que deu a vitória aos de azul por 2-3.

Saiu das antas na temporada de 1993/94, mas não foi para longe, assinando pelo Boavista do Major Valentim Loureiro. Continuou a espalhar magia pelos relvados portugueses, marcando 25 golos em duas épocas do Boavistão, e ajudando os axadrezados a conquistar um 4º e 2º lugar. Curiosamente saiu antes do clube ser campeão, faltando esse título com o Boavista.

Na selecção não teve muitas oportunidades, o que é de estranhar, com a qualidade que apresentava dento de campo. Quem mais era fã?











segunda-feira, 19 de novembro de 2018

...do ultimo Roda da sorte

segunda-feira, novembro 19, 2018 0
...do ultimo Roda da sorte

Há muita forma de acabar um programa, mas com uma caçadeira e aos tiros dentro de um estúdio, só o Roda da Sorte do Herman José.

Já aqui falei do programa Roda da Sorte, que era transmitido pela RTP (no Canal 1) todos os dias da semana, ao final da tarde. Um Herman José em forma, animava este clássico programa com a ajuda do Cândido Mota, e da Rute Rita.

Quando se decidiu terminar o programa, o apresentador decidiu fazer algo fora do comum, surgindo com uma caçadeira e dando tiros nos electrodomésticos que serviam como prémio, e nalgumas partes do estúdio.

Lembro-me perfeitamente de estar a ver isto, de como as luzes do estúdio iam abaixo a cada tiro, da polémica que se seguiu, com pessoas a reclamarem dele estragar electrodomésticos, isto apesar do apresentador ter afirmado que aquilo eram artigos sem serventia.

Fica aqui vídeos do programa que ficou para a história.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... da colecção de cromos capas Spectrum das Pastilhas UV2

Quem fez esta colecção? Os cromos vinham numas pastilhas, as UV2, que depois colaríamos numa caderneta, que era somente uma folha. Eram reproduções de capas de jogos do Spectrum, e na folha eram prometidos vários prémios, que iam de um Walkman a um computador Spectrum, passando por relógios e jogos.










... do Jorge Cadete

quinta-feira, novembro 08, 2018 0
... do Jorge Cadete

Foi um dos meus jogadores preferidos do Sporting, um daqueles que identifico logo ao clube, um dos seus eternos capitães.

Jorge Paulo Cadete Santos Reis, nasceu a 27 de Agosto de 1968, em Moçambique, onde passou a infância a jogar descalço na rua com as outras crianças. Veio para Portugal aos 8 anos, indo viver para Santarém onde começou a jogar no Académico de Santarém, onde marcou uns impressionantes 43 golos em 18 jogos. Chamou a atenção do Sporting Clube de Portugal, para onde foi jogar em 1984, nos juvenis de Aurélio Pereira. Como tantos outros da altura, viveu no centro de estágios do antigo estádio José de Alvalade, onde aprendeu a viver e respirar Sporting.

A 1986 é lançado na equipa principal por Keith Burkinshaw, num jogo contra o Rio Ave, substituindo Marlon. Estreia-se a titular como extremo esquerdo, fazendo mais uns jogos até ser emprestado ao Vitória de Setúbal de Manuel Fernandes, onde formou dupla com Jordão e ajudou aos sadinos a chegar ao 5º lugar.

Voltou aos leões no ano seguinte, sendo uma aposta de Manuel José, que o colocou a jogar regularmente ao lado do seu ídolo, Fernando Gomes, que o ajudou a crescer como jogador. A década de 90 começou bem para Cadete, estreando-se pela selecção de Carlos Queiroz, enquanto que de leão ao peito faz um brilharete nas competições europeias. marcando 6 golos na Taça Uefa, ajudando a chegar aos quartos de final.


Por cá ajuda Gomes a chegar aos 29 golos, e começa a afirmar-se no 11, ajudando a isso as exibições na Europa, como contra o Timisoara, onde marca 3 golos na goleada por 7-0. Com a saída de Gomes, em 91/92, tornou-se a referência principal no ataque leonino, marcando 26 golos em 38 jogos e tornando-se o capitão da equipa. A prova da sua importância no Sporting, prova-se com o facto de que entrou no grupo restrito de jogadores a fazer 91 jogos consecutivos de leão ao peito.

Na época seguinte é o melhor marcador do campeonato, com 17 golos, e em 1993/94 faz a sua última época decente pelos leões, marcando 15 golos em 36 jogos, antes de começar a ser preterido por Queiroz, tornando-se o 6 jogador leonino a ser transferido para o estrangeiro, sendo emprestado ao Brescia.

As coisa não correm bem e volta para Alvalade, onde continua a ser ignorado pelo treinador, chegando ao ponto de não ser titular, mesmo quando era o único avançado disponível. Isso fez com que pedisse para sair, rescindindo e foi para o Celtic Glasgow, um pouco antes do Euro 96. Fez apenas 6 jogos, marcando 5 golos e conseguindo assim ser convocado para o Europeu em Inglaterra.


Marcou 2 golos por Portugal, e na Escócia fez uma época fantástica, com 25 golos em 31 jogos, tornando-se um ídolo dos adeptos, com direito a canção e tudo. Foi o primeiro jogador português a tornar-se melhor marcador num campeonato estrangeiro, é acarinhado por todos, mas mesmo assim decide sair para Espanha, tentar a sorte no Celta Vigo.

Num má decisão, já que as coisas não correm bem e decidem vendê-lo ainda nessa temporada, com o jogador a optar pelo regresso a Portugal. É contratado pelo Benfica em 1999, mas odiado pelos adeptos leoninos, e recebido com desconfiança pelos da Luz, acaba por ser emprestado a clubes como o Bradford e o Estrela da Amadora, saindo em 2004, fazendo apenas 19 jogos de águia ao peito, marcando 3 golos.

Ainda faz uns jogos nas divisões inferiores de Portugal e Escócia, acabando a carreira em 2007. Tem alguns negócios particulares falhados, fez uma academia de futebol, e participou no Big Brother famosos. Só recentemente voltou  a ser falado no futebol, entrando para uma das listas dos candidatos à presidência do Sporting.

Gostava da sua elegância dentro de campo, o seu cabelo, como uma juba, era uma marca registada, e vibrava com os seus golos de cabeça. Tive pena de não ter sido campeão quando formou dupla com Juskowiak, e de não ter um lugar na estrutura do Sporting.






domingo, 4 de novembro de 2018

... de brincar com Xilofone

domingo, novembro 04, 2018 0
... de brincar com Xilofone

O Xilofone é talvez o instrumento musical mais usado pelas crianças, tanto que muitos pensam ser somente um brinquedo mesmo.

Apareceu nas orquestras no Século XIX, e trata-se de um instrumento de percussão, com uma sequência de placas de madeira, ordenadas como se fosse um piano, com as placas de som mais grave à esquerda, e as agudas à direita.

É comum oferecer-se isto a crianças, todos coloridos, de madeira, plástico ou outro material. Quem tocou num xilofone?



Primeira e última imagem da colecção privada de Ana Trindade