sexta-feira, 14 de outubro de 2022

... do Mofli, o último Koala

 


Tenho boas memórias afectivas deste desenho animado, apesar de ter visto poucos episódios. Foi mais um produto dos anos 80, que capitalizava a febre sobre a Austrália que se deu a dada altura em todo o planeta.


Uma produção da Televisão Pública Espanhola, a TVE, Mofli foi produzido em 1986, tendo sido feitos 13 episódios que foram transmitidos pela RTP na segunda metade dos anos 80, aos Sábados de manhã numa versão dobrada em Português. Tinham sido encomendados 26 episódios, mas a fraca qualidade da animação fez com que o canal espanhol reduzisse a sua duração, isto apesar de algum sucesso do programa entre os mais novos.

Lembro-me de apanhar isto na versão espanhola, na TVE numas férias em Penamacor, Castelo Branco, e algum tempo mais tarde no programa Juventude e Família no canal 1. Do que me recordo, ele próprio escapava dos perigos de uma forma simples e sem muito esforço, e ficando ali sempre na sua vidinha com um ar fofo e sereno

A ideia que tinha era que tudo se centrava em torno de um pequeno Koala que vivia isolado numa reserva, protegido de pessoas que queriam raptar o animal a qualquer custo.

Mais do que qualquer outro koala dos outros desenhos animados, este tinha um ar super fofo e meigo, sempre muito pachorrento e abraçado à sua árvore ou à sua melhor amiga humana. Pelo que li na Wikipedia, a acção desenrolava-se no começo do século XXI, numa pequena povoação da Austrália onde se encontrava o último espécime vivo desta espécie Australiana. Logicamente que isso atraiu a atenção de caçadores e homens de negócio duvidosos que queriam lucrar com este pequeno animal.

Um dono de um circo, um milionário excêntrico e sua neta, um caçador, exploradores, tudo tentava chegar perto do pequeno koala, que contava com a ajuda de Corina, uma menina que sabia o caminho secreto para a localização de Mofli e o ajudava contra todos estes perigos.

Foram também editados diversos vhs, com outra dobragem, e chegou a ser repetido anos depois na RTP.












quinta-feira, 1 de setembro de 2022

... da Peça Teatro "Aqui há fantasmas"

 


Uma daquelas memórias marcantes, esta peça repetiu várias vezes na RTP, e recordo-me sempre de ver com a minha mãe e nos rirmos bastante com tudo o que acontecia. Um dos melhores papéis de Henrique Santana, apoiado por um elenco fantástico e com diálogos que nos faziam rir sem parar.

A RTP estreou isto a 16 de Fevereiro de 1988, mas repetiu por diversas vezes nos seus dois canais nos anos 90, e sempre que davam era sucesso garantido. Pedro Martins realizou este programa, que transmitia uma peça da autoria de Henrique Santana que também protagonizava e brilhava na interpretação do seu papel, mas nela entravam outros grandes nomes como Rita Ribeiro, Carlos Quintas, António Feio e José Raposo entre outros. Desde que existe a RTP Memória, que tem sido por lá que podemos ver e recordar esta excelente peça de teatro.

Consta que uma casa senhorial está assombrada. Então o Professor Hermes (Henrique Santos) decide fazer uma experiência em que anda a magicar há muito tempo: testar a pílula da coragem. Escolhe um pobre diabo, o Chichas (Henrique Santana), para cobaia, e promete-lhe 150 contos em troca de ele passar lá a noite. Leva o Chichas e a uma enfermeira (Rita Ribeiro) para a casa assombrada e pede a um colega que se disfarce de fantasma para assustar o homem.

O Dr. Branco (Carlos Quintas), ajudante do Professor Hermes, tratava de tudo, mas não contavam com uma coisa, é que a casa estava mesmo assombrada com outros fantasmas. Entrava então em cena o procurador Cardoso (António Feio), que queria que a dona do palacete, Margarida (Maria Helena Matos), o vendesse por metade do preço, contando para isso com a ajuda do seu fantasma Liberato (Armando Cortez). Ainda tínhamos a sobrinha da proprietária (Cristina Oliveira) e o jornalista Alvarinho (Francisco Vaz). As autoridades entraram em acção para resolver este mistério, o Inspetor Pais Neto (Luís Alberto) e o seu agente Faísca (José Raposo)..


Eram mais de 2 horas de pura diversão, as expressões faciais de Henrique Santana eram hilariantes e asseguravam a que se o texto não nos divertisse, elas definitivamente nos arrancariam umas gargalhadas. Muitos momentos ficaram na memória de todos, como o mítico jogo de cartas e a voz do fantasma com o seu "irmãoooo". Eis a peça completa para reverem


















quinta-feira, 25 de agosto de 2022

... da consola Sega Saturn

foto de revista pushstart
 

Já aqui falei da consola que mais joguei na minha vida, hoje falo da que tive a seguir, a Sega Saturn.

Tudo começou em 1991, com os rumores da nova consola Gigadrive por parte da Sega, que iria se basear e apoiar no sistema 32 bits, uma evolução lógica do sucesso que tinha tido baseando-se nos 16 bits. Usando as placas das máquinas arcade, o aparelho tinha tudo para ter sucesso, mas foi sofrendo evoluções com as notícias da nova máquina que iria aparecer, a Sony Playstation.

Depois do lançamento um pouco atabalhoado do Sega 32x, que usava cartuchos, em 93, a Sega anunciou na mesma que teria uma máquina potente com processadores que poderiam usar tanto da tecnologia para jogos 3D, como o uso de polígonos. O lançamento no Japão, a 22 de Novembro de 1994, foi um sucesso com a venda de 600 mil unidades ainda antes do Natal, prometendo assim um futuro auspicioso para a consola.

Nos Estados Unidos a coisa não correu tão bem, com um lançamento antecipado para Maio de 1995, o que prejudicou as vendas porque haviam poucos jogos, e o preço era um pouco salgado (quase 400 dólares), algo que não aconteceu com a Sony, que lançou no Natal desse ano, a 299 dólares e com muitos jogos por onde escolher.

Foi em Junho de 1995 que os europeus puderam experimentar a consola, meses antes do lançamento da Playstation. Por Portugal, o desconhecimento que o público tinha das notícias de videojogos, aliados ao bom trabalho da Ecofilmes, fizeram com que o nosso pais fosse um dos que recebeu melhor o aparelho na Europa. O sucesso foi tanto que só no final de 1997 que as vendas começaram a descer, e muito por culpa da prórpria Sega que já tinha abandonado o aparelho e deixado de enviar jogos.



Foi sempre mais bem recebida no Japão, com um total de 600 jogos lançados, e com alguns dos seus maiores sucessos a nunca terem deixado o continente nipónico, muito para desespero de alguns fãs. Na América não ultrapassou os 250 títulos, enquanto que na Europa o interesse da emrpesa ainda foi menos, com o último jogo a ser lançado em 1998, enquanto que nos Estados Unidos isso só aconteceu em 1999 e no Japão em 2000.

No Brasil, um mercado sempre muito apetecível, a Saturn sofreu mais por causa da sua política anti pirataria e ter feito com que fosse impossível usar jogos piratas nela. Num país com pouco poder de compra, isso é fatal e a facilidade com que a PSOne deixar usar esses tipo de jogos, selou o destino naquele país.

O sucesso vinha dos jogos de arcade, que beneficiavam dos excelentes processadores da consola, alguns títulos RPG e os shoot m up. Curiosamente esses processadores também dificultaram a vida ao aparelho, já que para desenvolver um jogo para a mesma, exigia muito por parte dos programadores de jogos, que começaram a concentrar-se mais na Sony.

Podemos também realçar que nunca saiu um jogo do Sonic de raiz para esta consola, algo impensável para um aparelho da Sega, e parecendo que não ajudou a que a mesma nunca decolasse nas vendas. O facto da Namco só lançar jogos para a Sony, fez com que alguns títulos populares nunca fossem lançados para a Saturn.

Apesar disto tudo, ela é recordada com saudade por muitos, e Portugal não é excepção. Eu tive uma, por intermédio de um amigo meu que ao comprar a PS1 decidiu desfazer-se dela, e joguei muito o Bomberman e o Sega Rally, mas confesso que não teve o mesmo efeito que a Mega Drive tinha tido.




















terça-feira, 9 de agosto de 2022

... da novela Araponga

 

Uma novela bem divertida, que foi transmitida como se fosse uma série, tendo tido mais sucesso em Portugal que no Brasil.

Araponga foi transmitido primeiro pela RTP ao fim de semana (numa altura que o canal experimentou novelas nessa altura) em 1992 e depois pela SIC. Dias Gomes voltou a fazer algo mais virado para o humor, e a Globo decidiu emitir a novela às 21h30, depois de ter tido alguma dificuldade com a Rainha da Sucata devido ao seu humor. A novela estreou em 1990, competindo com o sucesso Pantanal da Manchete, e teve poucas hipóteses. Por cá, e depois do sucesso de Sassaricando, não houve esse problema, e a novela teve algum sucesso, com o presidente Mário Soares a confessar-se fã da personagem.

Tudo começa com a morte do Senador Petrônio Paranhos enquanto era entrevistado por Magali Santana (Christiane Torloni), deixando a mesma numa situação embaraçosa e abrindo espaço para a  entrada em cena do detective Aristênio Catanduva, vulgo Araponga (Tarcísio Meira), que tinha uma mentalidade de antigo regime e era bastante atrapalhado. O cognome dele mostrava isso mesmo, já que Araponga é um ave estridente (o oposto do que um detective/agente secreto devia ser), e ele fazia jus ao nome sempre metido em situações cómicas, ou com as ilações que ele tirava acerca das informações erradas que recebia de alguém.

Uma das suas características era o constante fascínio por calcinhas femininas, e a forma como se apresentava à lá James Bond, "O meu nome é Ponga, Araponga". Tarcísio estava em grande forma, as suas expressões faciais ajudavam a que o argumento ganhasse outra piada, e o seu timing de comédia estava em grande, sabendo sempre onde deixar a "punch line". Gostava de rever para ver se isto envelheceu bem, mas é bem complicado de encontrar, foi a última novela das 21h30 da Globo (deixou de emitir novelas nesse horário) e nunca mais foi repetida.

Mais alguém era fã?






























quinta-feira, 28 de julho de 2022

... do Mighty Max

 


Os canais privados também apostavam em desenhos animados, e tiveram alguns sucessos consideráveis, no caso do canal Quatro, este foi um bom exemplo de como ainda se podia conquistar o público mais novo.

A TVI, na altura ainda o Canal Quatro, seguia a RTP e a SIC na ânsia de tentar conquistar mais público para os seus canais, e isso incluía os mais novos. Então era normal a aposta em alguns desenhos animados quando começou as suas transmissões, e um dos que teve mais sucesso foi o Mighty Max. O rapaz de chapéu vermelho conquistou os mais jovens e tornou-se numa imagem de marca da estação e da sua programação para os mais novos.

Mighty Max foi baseado numa linha de brinquedos de sucesso, sendo uma co-produção entre os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. Foi transmitida originalmente em 1992, tendo duas temporadas num total de 40 episódios que foram emitidos pela TVI em 1994, numa dobragem portuguesa com nomes como João Lagarto a abrilhantar o elenco.

A história consistia num rapaz que não gostava muito de ir à escola (algo normal), e que preferia passar os dias fora a passear ou brincar. Max (Carlos Macedo) vê a sua vida mudar quando recebe uma encomenda que tinha uma estatueta com um boné, um boné especial que lhe concedia a possibilidade de abrir portais no espaço-temporal, e foi-lhe atribuído por Virgil (João Lagarto), uma ave que tentava que o Universo mantivesse o seu equilíbrio cósmico.

A sua Mãe (Helena Isabel) e o guerreiro Norman (Jorge Sequerra) ajudavam Max nestas aventuras, especialmente para que o vilão Skullmaster (João Lagarto) não roubasse o boné a Max, e ficasse ele com este poder de viajar pelo espaço-tempo. Uma série muito animada e moderna, muito a ver com a década que estávamos a entrar e diferente dos desenhos que estávamos habituados. Foi normal o seu sucesso e vieram vários semelhantes neste formato que tiveram também o seu espaço. Isto foi ainda repetido pela RTP e pelo Canal Panda, provando que ele continuou a cativar o público noutras décadas.
















quarta-feira, 13 de julho de 2022

... da série A Mulher do Sr. Ministro

 


Uma série divertida, numa altura que a RTP apostava muito em material nacional e que teve aqui um dos seus melhores produtos.


Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e que provou ser uma herdeira digna desse género de humor nos seus próprios programas. A Mulher do Sr. Ministro é um bom exemplo disso, uma série baseada na britânica "Yes prime minister" mas com uma personalidade própria e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Como nos programas do Herman, também Ana Bola soube reunir um elenco com extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, protagonizando o Ministro Rocha, e esteve perfeito na interpretação de umpolítico incompetente, ingénuo e que se deixava levar por alguém mais forte e com uma personalidade muito mais vincada, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa, a afilhada de Lola Rocha, uma pessoa simples que vinha da terrinha e se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João CabralNo escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".

A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá. Mais recentemente chegou a haver uma nova série, chamada "A Mãe do Sr. Ministro" que também não conseguiu recapturar o charme da original.
















terça-feira, 7 de junho de 2022

... do iogurte Yoplait

 


Sempre fomos um país de iogurtes, e muitos ficaram para sempre na nossa memória, por todas as boas lembranças do nosso tempo de infância. O Yoplait é um desses, pelos seus passatempos, pela sua embalagem simples, e claro pelo seu sabor.

A Yoplait surgiu no mercado Francês em 1967, quando mais de 100 Mil fazendeiros Franceses de seis corporativas diferentes juntaram-se para desta forma venderem melhor os seus produtos. As seis pétalas no símbolo da companhia representam os seis fundadores, enquanto que o nome era uma junção de dois nomes dessas corporativas.

Em 1971 começaram a sua odisseia no mercado Norte-Americano, e aos poucos foram conquistando um lugar no mercado com as suas ideias inovadoras e revolucionárias. Foram os primeiros a produzir iogurtes com baixo índice de gordura (os low fat) e a criar um iogurte líquido pronto a beber. Eu lembro-me bem quando o Yop apareceu cá em Portugal, era uma loucura poder beber assim um iogurte de Morango, e aquilo era mesmo bom, ainda hoje continua a ser o meu preferido e a minha forma favorita de comer iogurte.

Depois de entrar nos mercados Africanos e Asiáticos, foi na década de 80 que começou a sua grande expansão pelo mercado Europeu, e Portugal foi um desses países. Foi fabricado e distribuído pela Gelgurte, uma fábrica da Guarda que produziu isto até 2010, quando não foi renovado a parceria com a marca Francesa.

A marca continua a ter sucesso noutros Países, está presente em mais de 50 países ao redor do mundo, sendo a número 1 e 2 do mercado em 39 desses países, comercializando uma linha de produtos composta por 2.500 intens. Seus maiores mercado são a França, Estados Unidos (onde são vendidos diariamente cerca de 8.5 milhões de embalagens do produto) e Reino Unido, tendo ainda forte presença no Canadá, Austrália e México. Mundialmente, a cada minuto, são consumidos cerca de 15.000 potes de YOPLAIT.