Ainda sou do tempo

quarta-feira, 15 de julho de 2020

... da série Crime, disse ela

quarta-feira, julho 15, 2020 0
... da série Crime, disse ela

Uma das séries mais populares por cá nos anos 80, com uma protagonista carismática, e uma música de genérico facilmente reconhecida.

Crime, disse ela (Murder, She wrote) foi uma série policial de grande sucesso da década de 80, que mostrava as aventuras de uma escritora que se envolvia sempre em grandes mistérios que ajudava a resolver com a sua inteligência e intuição.

A série foi transmitida pela CBS entre 1984 e 1996, num total de 283 episódios e 12 temporadas,, sendo um sucesso nos Estados Unidos e um pouco por todo o mundo. A RTP transmitiu a série na segunda metade dos anos 80, não sei quantas temporadas ou em que dia, mas tenho lembrança de a dada altura isto dar ao Sábado à tarde na RTP 1, ou então durante as tardes dos dias de semana.

A história gira ao redor de Jessica Fletcher (Angela Lansbury), uma escritora Inglesa (ex-professora de Inglês) que está a viver na cidade fictícia de Cabot Cove e a escrever o seu livro Murder, she wrote
Acaba por começar a colaborar com a polícia enquanto esta investigava alguns crimes, e começa a resolver alguns deles com a sua inteligência e atenção aos detalhes. Mesmo quando ia para outras cidades, acabava sempre por se ver envolvida em algum assassinato, roubo ou fraude.

Uma das coisas que atraía na personagem era o facto de manter sempre a sua compostura e boa educação, fosse qual fosse a situação. Eu como fã de outras séries do género, como Poirot ou Sherlock Holmes, acabava por espreitar os episódios e acabar por ficar a vê-los.

O Dr. Seth Hazlitt (William Windom) era o médico da cidade e o melhor amigo de Jessica, enquanto que os diferentes Sherifes da cidade tinham obviamente um papel de destaque na série, que teve ainda uma lista interminável de actores conhecidos como convidados especiais. Ela teve sempre boas audiências no seu horário do Domingo à noite nos EUA, e cá por Portugal ficou na memória de todos os que a viram, e a recordam logo mal ouvem a música do genérico.



















 

terça-feira, 30 de junho de 2020

... Destes Rebuçados

terça-feira, junho 30, 2020 1
... Destes Rebuçados

quarta-feira, 24 de junho de 2020

... da série Os Pequenos Vagabundos

quarta-feira, junho 24, 2020 0
... da série Os Pequenos Vagabundos


Mais uma daquelas séries que não teve muitos episódios, mas todos que a viram, recordam-na com saudade. 

Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) foi uma produção Franco-Belga-Suiça-Canadiana com oito episódios de 26 minutos cada, com a particularidade de ter sido realizada a cores, uma raridade na altura. Na RTP só vimos estas aventuras a preto e branco, primeiro na década de 70 e depois na primeira metade dos anos 80 onde foi de novo repetida para gáudio de uma nova geração.

6 adolescentes de diversas nacionalidades travam amizade numa colónia de férias da Bélgica, e começaram a viver aventuras cheias de mistério, acção, tesouros, castelos e tudo sempre com terríveis ladrões por perto, deixando-nos pregados a ver como acabaria a aventura.

Jean Luc, Cowboy, Byloke, Lustucru, Franz, Christian e Marion-de-Nelges formavam então este pequeno grupo de "vagabundos", que viveu aventuras que metiam inveja aos Cinco, e faziam-nos sonhar com mistérios em castelos com tesouros e ladrões assustadores.

Lista de episódios
Le camp vert (o campo verde)
Un grimoire et un énigme (Magia e Enigma)
Le trésor des Templiers (O tesouro dos Templários)
L'homme à la Land-Rover (O homem do Land-Rover)
L'avion message (O avião mensageiro)
Le pot aux roses (O mistério)
La grande panique (Pânico máximo)
Le coup de filet (A captura)






quarta-feira, 20 de maio de 2020

... da Ana dos Cabelos Ruivos

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... da Ana dos Cabelos Ruivos

A doce Ana conquistou-nos a todos, e foi um dos maiores sucessos no Agora Escolha.

Ana dos Cabelos Ruivos foi mais um daqueles desenhos animados carregados de emoção, seguindo as pisadas de tantos outros daquela década. Este Anime produzido em 1979 pela Nippon Animation, é baseado num livro de Lucy Maud Montgomery (Anne of Green Gables) de 1908, um livro que já vendeu mais de 50 Milhões de exemplares. Foram 50 episódios a mostrar a vida de Ana Silvestre, uma pequena menina orfã de cabelos ruivos. que tinha sido adoptada por dois irmãos idosos.

A história passa-se no Canadá, quando os irmãos Marília e Matias decidem adoptar um rapaz. Mas em vez disso quem aparece na quinta deles é Ana, que esbarra na indignação de Marília que não admite este engano, e apesar das súplicas da pequena orfã, vai até ao orfanato reclamar do sucedido. Pelo caminho ouve a história de Ana e comove-se de tal forma que decide ficar na mesma com ela, algo que deixa o seu irmão bem feliz, já que também ele tinha-se comovido com a pequena de cabelos ruivos.


Com o tempo contagia-os com a sua boa disposição, e os seus sonhos inocentes e encantadores. Mas não foi uma tarefa fácil, passando por diversos incidentes, alguns bem cómicos, e fazendo várias amizades pelo caminho. Algumas vezes até com pessoas que não simpatizavam com ela logo no começo, e por ferver em pouca água, chega a ter alguns dissabores na escola, algo que acaba por ultrapassar.

Estreou na RTP2 em 1990, e alguns anos mais tarde ganhou nova vida no Agora Escolha. Teve uma dobragem Portuguesa com nomes como Emília Silvestre, Jorge Mota, Paula Seabra, Jorge Mota ou Isabel Alves. A paixão por esta série é intensa, e a prova disso foi dada quando a Planeta Agostini decidiu lançar isto em dvd. Eles queriam usar a dobragem original, algo que só foi possível com a ajuda dos fãs. Estes ajudaram na recuperação do áudio de diversos episódios, já que a RTP não tinha isso em arquivo.

Ficou a faltar o primeiro episódio, mas tudo ficou resolvido quando grande parte do elenco regravou as suas falas, ajudando assim os fãs a terem uma colecção de fazer inveja. As meninas adoravam esta série, os sonhos de Ana e a sua inocência e energia conquistavam esse público, mas também não passava despercebido a alguns membros do sexo masculino, tornando-se por isso um grande sucesso.






terça-feira, 28 de abril de 2020

... Destas Sandálias

terça-feira, abril 28, 2020 2
... Destas Sandálias

quinta-feira, 9 de abril de 2020

... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

quinta-feira, abril 09, 2020 0
... De brincar com zarabatanas feitas com pvc

Hoje deixo aqui uma memória de uma brincadeira, que muitos devem ter feito também.

Lembram-se de quando iam com os amigos procurar tubos de pvc, para depois fazer armas rudimentares? Usava-se depois para batalhas ocasionais, disparar contra pessoas que iam a passar na rua, carros na estrada, etc.

No meu bairro, era comum escondermo-nos na berma da estrada, no meio do mato e disparar contra quem ia a passar. Normalmente com caroços de azeitona, usando um tubo simples, ou fazendo algo mais complexo como nesta imagem. Quem mais fez disto?

Imagem de Paulo Amaro

terça-feira, 7 de abril de 2020

... do John McEnroe

terça-feira, abril 07, 2020 0
... do John McEnroe

McEnroe foi dos melhores jogadores de todos os tempos, deixando o seu nome na história do ténis.

John McEnroe nasceu na Alemanha, tendo se mudado cedo para Queens, nos Estados Unidos. Iniciou-se nos courts aos 8 anos de idade, demonstrando logo um talento inato para o jogo. Estreou-se como amador aos 18 anos no torneio de Wimbledon, indo até às meias finais (onde perdeu com Jimmy Connors), um recorde para um amador, e a melhor perfomance de sempre para um tenista que vinha das qualificações.

Dois anos mais tarde, em 1979, venceu o seu primeiro grande Grand Slam (US Open), tornando-se o mais jovem vencedor desde Pacho Gonzales em 1948. Nesse ano, teve ainda uma grande vitória contra Bjorn Borg (no WTC Finals), terminando o ano com 10 títulos com singular e 17 conquistas nos torneios de pares,  o que marcou um recorde para a época de estreia de um tenista.

O seu mau feitio levava a que discutisse frequentemente com árbitros, apanha bolas e até com o público. Isto ajudou-o a formar uma imagem de Bad Boy rebelde, completamente de acordo com a década que se iniciava, e onde ele iria se tornar um dos seus maiores nomes.

Teve 3 grandes rivalidades, com Bjorn Borg, com Jimmy Connors e ainda com Ivan Lendl, com alguns destes jogos a serem dos mais importantes e emocionantes deste desporto, o que levou a que o Ténis ganhasse outra dimensão para o público em geral.


                                    

Isto levou a que os seus primeiros tempos em Wimbledon fossem meio complicados, em 1980 foi bastante assobiado pelo público quando entrou para a final que ia ter contra Borg, que 
acabou por vencer este jogo, que é considerado por muitos como a melhor final de sempre em Wimbledon ,muito por causa do seu comportamento na meia final contra Connors.

No ano seguinte voltou a ter vida complicada neste torneio, foi multado por diversas vezes e a imprensa Britânica colocou-lhe a alcunha de SuperBrat, devido ao seu temperamento intempestivo. Foi neste ano que McEnroe usou por diversas vezes a frase "You cannot be serious", em direcção aos árbitros, algo que se viria a tornar a sua imagem de marca.

Em mais uma final contra Borg, o preferido dos Ingleses, o Americano saiu vitorioso, algo que voltou a repetir-se no US Open acabando assim uma rivalidade que tinha apaixonado todos os adeptos. Entre 1983 e 1985 foram os seus confrontos contra Lendl e Connors que dominaram as atenções do público, dando alguns excelentes espectáculos como a final de Roland Garros em 1984 entre Lendl e McEnroe, que Lendl venceu em cinco sets dramáticos e emocionantes.





Foi nesse ano que ele fez a melhor época de sempre no ténis profissional, com 82 vitórias e 3 derrotas, vencendo 13 torneios, 2 grand slams e foi o segundo na taça Davis. Nem a sua suspensão de 21 dias por causa do seu comportamento manchou essa época.

Foi um jogador que ajudou a revitalizar o interesse dos Americanos pela Taça Davis, o que levou o país a vencer duas finais em 1984 e 1985. Depois de um ano de pausa, McEnroe demorou a recuperar a sua forma, mas mesmo assim nunca teve longe do que se esperava de um jogador do seu calibre, vencendo categoricamente um Roland Garros em 1988, e estando sempre perto das finais nos outros Grand Slam. O seu mau feitio continuava em forma, sendo expulso do torneio Australiano em 1990 por insultar e ameaçar os oficiais desse grand slam.

Continuou a competir em bom plano até 1992, vencendo torneios importantes na categoria de pares, e tendo grandes jogos nos torneios singulares mesmo que não chegasse regularmente a uma final. Entrou para o Ténis Hall of Fame em 1999, trabalhando como comentador em diferentes estações televisivas, e tornou-se uma figura na importância que voltou a ser dada ao campeonato de veteranos, mostrando estar ainda em boa forma, e reeditando até algumas das suas maiores rivalidades.

É impossível ficar indiferente aos números da sua carreira, à qualidade do seu ténis e ao carisma da sua personalidade. Foi um dos meus tenistas preferidos e daqueles que ajudou a que eu me interessasse pelo desporto numa década onde foi possível ver tantos jogos bons e de grande qualidade. 
Era um jogador com uma técnica acima da média, um vólei fantástico e um mau feitio que o fazia ter explosões dentro do court, para o deleite de muitos.