Ainda sou do tempo

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

... do Roger Ramjet

segunda-feira, janeiro 20, 2020 0
... do Roger Ramjet

Hoje recordo mais um daqueles desenhos animados do qual só vimos uns quantos episódios, mas mesmo assim ficou-nos para sempre na memória.

Roger Ramjet foi produzido em 1965, teve 5 temporadas, sendo transmitido de uma forma errática pela RTP. Na década de 80 era usado quando era necessário tapar um buraco na emissão, e nos anos 90 passava emhorário nobre, a seguir ao Telejornal. Mais um daqueles onde o bom humor e a animação tosca, conviviam com uma acção frenética, que entusiasmava todos os que viam o programa. 


O desenho animado mostrava as aventuras de um herói patriota e moralista (não muito inteligente), e de um esquadrão de crianças que o apoiava. Apesar dele ser bastante forte, devido a umas pílulas que lhe davam o poder de vinte bombas atómicas por 20 segundos, dando sempre pancada com fartura pelos seus inimigos, muitas vezes tinha que ser salvo pelas crianças.

Achava piada a alguns diálogos neste desenho animado, tinha por vezes um humor mais adulto do que a animação dava a indicar, e apesar de ser por vezes muito previsível, o programa divertia bastante e dava para umas boas gargalhadas.


















sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

... do Meu Pequeno Pónei

sexta-feira, janeiro 17, 2020 1
... do Meu Pequeno Pónei

Recordar mais um desenho animado baseado numa linha de brinquedos, que ainda hoje tem algum sucesso.

A linha de brinquedos apareceu em 1982, mas por cá o que teve mais sucesso foram os desenhos animados.
O Meu Pequeno Pónei (My Little Ponyfoi produzido em 1986, num esforço conjunto da DIC, da Sunbow Productions e da Marvel Productions que originaram 2 séries com 65 episódios, e que foram transmitidos pela RTP em 1987 aos Sábados de Manhã numa versão dobrada em Português.

Eu gostava do conceito da série, o facto de existirem diversas espécies de Póneis, cada um com o seu poder e uma personalidade, e de que, por vezes, era necessário escolher qual o grupo de Póneis para enfrentar os problemas apresentados no episódio. Cheguei a brincar a isto com os meus colegas do recreio na primária, e pelo que me recordo escolhia quase sempre ser um dos Unicórnios.

Os Póneis Terrestres eram basicamente cavalos normais, apesar de muito coloridos, que falavam, enquanto que os Unicórnios ou os Pegasus já tinham alguns poderes, para além de poderem voar. Existiam ainda Póneis bebés e Marinhos, mas que não tinham tanto destaque nos episódios normais. Estes mostravam sempre as aventuras deles no Vale do Sonho, um local do País dos Póneis onde eles viviam juntos aventuras cheias de magia, música e muita fantasia. Claro que não podia faltar a típica moral dos anos 80, e com a presença de uma amiga que era uma criança chamada Marta, isso ganhava outra intensidade, já que podíamos nos identificar com a moral em questão.


Voltou a existir uma nova série em 1992, e os bonecos continuam a ser uma das linhas de brinquedos mais vendidas em todo o mundo, sendo que hoje em dia ainda se fazem especiais para a Televisão baseados neste pequeno mundo mágico. Por cá penso que o brinquedo em si só teve sucesso pela década de 90, era pouco acessível antes disso, o que mesmo assim não tirava a piada ao programa, e tenho boas recordações de o ver nos Sábados de manhã.
















segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

... da Novela Fera Ferida

segunda-feira, janeiro 13, 2020 0
... da Novela Fera Ferida

Foi uma das últimas novelas da Globo a passar na RTP, uma trama de Aguinaldo Silva, com um elenco onde sobressaíam nomes como José Wilker, Susana Vieira ou Lima Duarte.

Fera Ferida foi a novela das oito da Globo entre 15 de Novembro 1993 e 16 de Julho de 1994, com argumento de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzohn. Passou na RTP em 1994 se não me engano, e apesar de já haver a SIC, que também transmitia novelas da Rede Globo, esta foi a que teve mais audiências e conquistou o público Português.

José Wilker ganhou um prémio de melhor actor no papel do Prefeito Démostenes, enquanto que Camila Pitanga Murilo Benício (que ganhou o prémio revelação) se estrearam na Globo com um papel nesta história de amores e traições. Mas o elenco tinha ainda nomes como Joana Fomm, Susana Vieira, Lima Duarte, Edson Celulari ou Tarcísio Meira.





Major Bentes (de Lima Duarte) roubava a cena sempre que aparecia, um homem ambicioso e prepotente que se achava o dono da cidade. A chegada de Salustiana Maria (Joana Fomm), uma mulher perigosa com quem o major tivera um envolvimento amoroso, complica-lhe a vida quando ela insiste para que ele assuma a paternidade de seu filho Cassi Jones (Marcos Winter). Mas era o Prefeito corrupto de José Wilker que dominava tudo, e nos divertia com a relação que tinha com Rosa Rubra (Susana Vieira) a mulher do seu maior inimigo político.

Acham-sse atacados por um novo rosto na cidade, Raimundo Flamel (Edson Celulari) que era na verdade Feliciano Júnior, filho do antigo prefeito da cidade Feliciano Mota da Costa, que é escorraçado da cidade e morto a tiro, provocando assim um sentido de vingança no filho que volta anos mais tarde para recuperar a cidade.

Das últimas novelas da Globo na RTP, tendo sido repetida várias vezes no Brasil sempre com audiências acima da média. A música do genérico, com Maria Bethânia, foi um sucesso tanto por cá como por lá.








sábado, 11 de janeiro de 2020

... do filme Best of the Best - Momento da Justiça

sábado, janeiro 11, 2020 0
... do filme Best of the Best - Momento da Justiça

Um dos últimos filmes, de sucesso, sobre artes marciais da década de 80.

O filme estreou no cinema em 1989, e no começo da década de 90 era uma das K7's de VHS mais trocadas pelo pessoal do recreio, e o final do filme um dos mais falados e comentados por todos nós. Mas não se deixem enganar, o filme é xunga e cheio de clichés, existem pelo menos umas 6 montagens musicais com pessoal a treinar, más interpretações, e coisas lamechas para agradar as meninas que fossem enganadas para ver este filme.

Dois nomes saltam para a frente neste elenco, o canastrão Eric Roberts, e o mítico James Earl Jones. Um faz de herói underdog, um lutador veterano com uma lesão antiga mas que mesmo assim é escolhido pela selecção Norte Americana para o mundial de Karaté, e outro é o treinador mal disposto, duro, mas com um coração mole que treina para a vitória, mas que se derrete com os problemas pessoais dos seus lutadores.

O filme mostrava então a selecção da Koreia e dos Estados Unidos a escolherem os lutadores que as iriam representar num torneio histórico, onde os orientais eram sempre vencedores. Os clichés começavam logo na equipa dos EUA, tínhamos um Cowboy gordo e arrogante, Travis Brickley (Chris Penn), um Americano com ascendência oriental e um talento enorme para as artes marciais na pele de Tommy Lee (Philipe Ree), um Italo-Americano para cumprir as quotas das minorias num papel com poucas falas para Sonny Grasso (David Agresta), ou um intelectual calmo e espiritual na pele de Virgil Keller (John Dye).





Para completar a equipa tínhamos então o veterano Alexander Grady do Eric Roberts, que passa por uma tragédia pessoal a meio dos treinos, e mesmo assim consegue uma brilhante exibição na final, e mesmo com um ombro incapacitado consegue vencer o seu combate deixando-nos ao rubro.

Tommy Lee também é assolado pela tragédia, já que o seu adversário na final tinha morto o seu irmão num campeonato há muitos anos, e Tommy tinha assistido a tudo, mesmo sendo ainda uma criança. Assistimos a diversos flashbacks e a um momento introspectivo em que ele anda de mota ao som de uma música lamechas. Na final tem a hipótese de se vingar e matar o seu adversário, mas resiste a essa tentação mesmo que isso signifique a derrota dos EUA.

Mas essa derrota ajudou a que o filme ficasse ainda mais épico, para além de ser o oposto do que esperávamos (a vitória clara dos Americanos), leva a um final emocionante onde os adversários Coreanos decidem entregar as suas medalhas de Ouro aos Americanos por causa da sua índole moral e comportamento durante as lutas. Aww...

O filme deu azo a 3 sequelas, uma pior que a outra. Na segunda ainda vemos 3 membros do elenco original, o Roberts, o Ree e o Penn, e o argumento deste segundo filme mostra que existe um coliseu underground onde existem lutas até à morte, e em que um lutador enorme e musculado acaba por matar o Travis numa dessas lutas. Mas isso não apaga o filme original, um daqueles filmes que é tão trash e mau, que acaba por dar a volta e tornar-se interessante.








quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

... da Viúva Porcina

quarta-feira, janeiro 08, 2020 0
... da Viúva Porcina

Relembro hoje uma das personagens mais marcantes da história da televisão, interpretada magistralmente por Regina Duarte.

Em 1985 estreava a novela Roque Santeiro, que conquistou tudo e todos, tanto em Portugal, como no Brasil. Parte do sucesso devia-se a um conjunto de personagens memoráveis, como era o caso da Viúva Porcina, uma força da natureza que apaixonou o Brasil.

Regina Duarte deu vida a esta falsa viúva, uma farsa montada pelo Sinhozinho Malta, o coronel que mandava na cidade. Porcina seria a viúva do falecido Roque Santeiro, mas era na verdade amante de Malta. Uma mulher extravagante e espalhafatosa, que dava nas vistas na pacata Asa Branca. Tinha uma relação intensa com Sinhozinho, interpretado por Lima Duarte, com muitas discussões, seguida por momentos de paixão com o seu "cachorrinho".

Facilmente reconhecida pelas suas roupas coloridas, turbantes estampanantes e batons vermelhos, Porcina destacava-se na cinzenta Asa Branca. Sempre que aparecia ouvíamos a música Dona, que ajudou a popularizar a canção.



Era apoiada pela sua fiel criada, isto apesar de ser tratada por criatura, ou com um grito feroz "Miiiiirnaaaaa", e ainda o seu capataz Rodésio. Para além do coronel, Porcina vive momentos tórridos com a personagem de Fábio jr., que proporcionou cenas cómicas nos seus encontros as escondidas.

Apesar da sua forma de estar, ou por causa disso, tornou-se uma das favoritas do público, com a personagem a mudar de rumo com a volta do seu "marido". Nas cenas com José Wilker, abordou-se o lado mais humano, com a viúva a ganhar mais consciência, e a não alinhar em todos os esquemas de Malta.

No final, ao estilo de Casablanca, opta por ficar com Sinhozinho,  vendo partir Roque num avião particular. Foi o final escolhido por Dias Gomes, escritor do começo e final da trama, mas não era esse o desejo de Aguinaldo Silva, que ajudou a desenvolver parte da trama, e a queria ver partir com Roque. Fala-se que havia um final em que ficava  com Rodésio, algo que seria interessante, mas seria um pouco estranho devido ao triângulo amoroso que exista.









segunda-feira, 18 de novembro de 2019

... da série Murphy Brown

segunda-feira, novembro 18, 2019 2
... da série Murphy Brown

Uma daquelas séries que só consegui entender anos depois de a ter visto pela primeira vez.


Quando a série Murphy Brown foi transmitida pela primeira vez na RTP, no final da década de 80, eu não entendia todo o seu potencial, achava piada a algumas coisas mas não conseguia compreender o conteúdo político e a crítica mordaz nela presente. 

Durou uma década, de 1988 a 1998, num total de 247 episódios em 10 temporadas de sucesso, sendo que em 1992 chegou a fazer parte do discurso político do vice Presidente dos Estados Unidos, Dan Quayle, intrometendo-se assim numa storyline da série que acabou por ganhar outras proporções.

Candice Bergen era a protagonista, interpretando uma ex-alcoólica quarentona com um feitio complicado e irascível, que a coloca em situações complicadas. Murphy era uma entrevistadora dura mas competente, e o seu temperamento provocava situações hilariantes com o seu chefe, e com um número sem fim de secretários/as que colocavam a trabalhar com ela.

No começo vemos ela a sair de um período de recuperação na clínica Betty Ford, e a voltar ao trabalho onde encontra 2 caras novas, Miles Silverberg (Grant Shaud), um jovem de 25 anos que era ingénuo e neurótico apesar de bastante inteligente, tornando-se assim responsável pela redacção, e Corky Sherwood (Faith Ford), uma ex-Miss America que tem umas origens simples, e irá acompanhar Murphy como entrevistadora.

Os outros membros da equipa do FYI são: um veterano pivot, Jim Dial (Charles Kimbrough), que é de uma outra geração e apresenta as notícias de uma forma sóbria, e que adora recordar-se dos outros tempos do jornalismo, e o repórter de investigação Frank Fontana (Joe Regalibuto) que é o melhor amigo de Murph (é assim que ele a trata) e que apesar de ser um repórter destemido, tem bastantes inseguranças, em especial nas relações amorosas.




A acção passava-se normalmente entre a redacção e a casa de Murphy, ocasionalmente era mostrado a transmissão do programa noticioso, e fora disso mostravam o grupo a conviver amigavelmente num bar. O dono era como se fosse um membro da equipa, e gostava da Murphy como se de um filho se tratasse. Falar em filho, é falar na storyline que levou a série a ser falada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, aquela em que Murphy decide ser uma mãe solteira. 

Como no discurso do político nunca foram usadas palavras que referissem ele falar de uma série de TV, os produtores conseguiam usar imagens desse discurso num episódio onde ela e a equipa falam como um mãe solteira também tem direitos a criar uma criança, respondendo dessa forma ao discurso. Quando Candice ganhou um Emmy, agradeceu a Dan Quayle, pela ajuda que deu à série a implementar-se na cultura Norte-Americana.

Gostava bastante da relação entre o elenco, as discussões constantes entre Murph e Frank e os ataques neuróticos de Miles eram bastante divertidos, e as maluquices do pintor contratado pela Murphy para pintar a sua casa também provocavam situações bastante engraçadas.













quarta-feira, 9 de outubro de 2019

... do jogo Quem é Quem?

quarta-feira, outubro 09, 2019 0
... do jogo Quem é Quem?


Ainda sou do tempo em que os jogos de tabuleiro dominavam a diversão em família, e um deles era o Quem é Quem?

MB era já bem conhecida entre nós devido aos seus jogos divertidos e aos seus anúncios televisivos bem apelativos, e o  Quem é Quem? deve parte do seu sucesso ao reclame divertido que explicava o conceito do jogo.

O jogo consistia num tabuleiro com 24 fotos e nomes, do outro lado uma pessoa tinha uma foto e nós tínhamos que ir tentando adivinhar qual seria essa foto com perguntas do género "é Homem?" "é Mulher?" "Tem bigode?" e assim ir colocando para baixo os que não se enquadravam nesse perfil e chegar à foto desejada.

Joguei em algumas ocasiões, na casa de uma prima, gostava do factor "mistério" e ter que pensar nas opções disponíveis para descobrir a carta em questão. No começo era bem interessante, mas ao mesmo tempo caía rapidamente numa monotonia, para além que começava a ser fácil de adivinhar as caras devido à pouca variedade. O anúncio acabava por ser o melhor do jogo, o que não significa que não me tenha divertido com ele, apenas era de pouca duração.



fotos de Isabel Direito