terça-feira, 9 de agosto de 2022

... da novela Araponga

 

Uma novela bem divertida, que foi transmitida como se fosse uma série, tendo tido mais sucesso em Portugal que no Brasil.

Araponga foi transmitido primeiro pela RTP ao fim de semana (numa altura que o canal experimentou novelas nessa altura) em 1992 e depois pela SIC. Dias Gomes voltou a fazer algo mais virado para o humor, e a Globo decidiu emitir a novela às 21h30, depois de ter tido alguma dificuldade com a Rainha da Sucata devido ao seu humor. A novela estreou em 1990, competindo com o sucesso Pantanal da Manchete, e teve poucas hipóteses. Por cá, e depois do sucesso de Sassaricando, não houve esse problema, e a novela teve algum sucesso, com o presidente Mário Soares a confessar-se fã da personagem.

Tudo começa com a morte do Senador Petrônio Paranhos enquanto era entrevistado por Magali Santana (Christiane Torloni), deixando a mesma numa situação embaraçosa e abrindo espaço para a  entrada em cena do detective Aristênio Catanduva, vulgo Araponga (Tarcísio Meira), que tinha uma mentalidade de antigo regime e era bastante atrapalhado. O cognome dele mostrava isso mesmo, já que Araponga é um ave estridente (o oposto do que um detective/agente secreto devia ser), e ele fazia jus ao nome sempre metido em situações cómicas, ou com as ilações que ele tirava acerca das informações erradas que recebia de alguém.

Uma das suas características era o constante fascínio por calcinhas femininas, e a forma como se apresentava à lá James Bond, "O meu nome é Ponga, Araponga". Tarcísio estava em grande forma, as suas expressões faciais ajudavam a que o argumento ganhasse outra piada, e o seu timing de comédia estava em grande, sabendo sempre onde deixar a "punch line". Gostava de rever para ver se isto envelheceu bem, mas é bem complicado de encontrar, foi a última novela das 21h30 da Globo (deixou de emitir novelas nesse horário) e nunca mais foi repetida.

Mais alguém era fã?






























quinta-feira, 28 de julho de 2022

... do Mighty Max

 


Os canais privados também apostavam em desenhos animados, e tiveram alguns sucessos consideráveis, no caso do canal Quatro, este foi um bom exemplo de como ainda se podia conquistar o público mais novo.

A TVI, na altura ainda o Canal Quatro, seguia a RTP e a SIC na ânsia de tentar conquistar mais público para os seus canais, e isso incluía os mais novos. Então era normal a aposta em alguns desenhos animados quando começou as suas transmissões, e um dos que teve mais sucesso foi o Mighty Max. O rapaz de chapéu vermelho conquistou os mais jovens e tornou-se numa imagem de marca da estação e da sua programação para os mais novos.

Mighty Max foi baseado numa linha de brinquedos de sucesso, sendo uma co-produção entre os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. Foi transmitida originalmente em 1992, tendo duas temporadas num total de 40 episódios que foram emitidos pela TVI em 1994, numa dobragem portuguesa com nomes como João Lagarto a abrilhantar o elenco.

A história consistia num rapaz que não gostava muito de ir à escola (algo normal), e que preferia passar os dias fora a passear ou brincar. Max (Carlos Macedo) vê a sua vida mudar quando recebe uma encomenda que tinha uma estatueta com um boné, um boné especial que lhe concedia a possibilidade de abrir portais no espaço-temporal, e foi-lhe atribuído por Virgil (João Lagarto), uma ave que tentava que o Universo mantivesse o seu equilíbrio cósmico.

A sua Mãe (Helena Isabel) e o guerreiro Norman (Jorge Sequerra) ajudavam Max nestas aventuras, especialmente para que o vilão Skullmaster (João Lagarto) não roubasse o boné a Max, e ficasse ele com este poder de viajar pelo espaço-tempo. Uma série muito animada e moderna, muito a ver com a década que estávamos a entrar e diferente dos desenhos que estávamos habituados. Foi normal o seu sucesso e vieram vários semelhantes neste formato que tiveram também o seu espaço. Isto foi ainda repetido pela RTP e pelo Canal Panda, provando que ele continuou a cativar o público noutras décadas.
















quarta-feira, 13 de julho de 2022

... da série A Mulher do Sr. Ministro

 


Uma série divertida, numa altura que a RTP apostava muito em material nacional e que teve aqui um dos seus melhores produtos.


Ana Bola foi uma das melhores aprendizes do mestre Herman José, e que provou ser uma herdeira digna desse género de humor nos seus próprios programas. A Mulher do Sr. Ministro é um bom exemplo disso, uma série baseada na britânica "Yes prime minister" mas com uma personalidade própria e um humor que contava com a ajuda de um País ainda em plena era Cavaquista. Como nos programas do Herman, também Ana Bola soube reunir um elenco com extrema qualidade ao seu redor. 

Vítor de Sousa era o seu parceiro, protagonizando o Ministro Rocha, e esteve perfeito na interpretação de umpolítico incompetente, ingénuo e que se deixava levar por alguém mais forte e com uma personalidade muito mais vincada, como era o caso da sua esposa. Maria Rueff foi a revelação do programa, no papel da criada Rosa, a afilhada de Lola Rocha, uma pessoa simples que vinha da terrinha e se apaixona pelo polícia Manuel, interpretado por João CabralNo escritório Miguel Melo era Alfredo, o fiel assistente do ministro e que tinha pouca paciência para a falta de inteligência do mesmo, enquanto que Maria de Lima era Tita, uma secretária bonita e um pouco "tia".

A primeira temporada durou de 1994 a 96, e acompanhou a ascensão do ministro Rocha sempre apoiado pela sua mulher Lola. O programa foi mudando com os tempos até ao ponto que a própria Lola virou ministra, e o elenco foi sendo mudado (para pior) com a entrada de Cândido Mota e Alexandra Leite para os lugares de assistente e secretária.

O programa era bastante divertido, tinha diálogos inteligentes e engraçados ao que se juntava um elenco que tinha uma grande química e se conheciam muito bem. Eu ria-me bastante com a figura de Ana Bola, em especial a enorme cabeleira que colocava na sua cabeça, e na interacção entre ela e a Maria Rueff. O ar clueless do Vítor de Sousa também ajudava ao sucesso do programa que era sempre passado ou no apartamento do Rocha, ou no seu escritório.

A RTP Memória repete bastante este programa que foi transmitido pelo Canal 1 entre 94 e 97 e as suas duas primeiras temporadas continuam a ser do melhor humor que já se viu por cá. Mais recentemente chegou a haver uma nova série, chamada "A Mãe do Sr. Ministro" que também não conseguiu recapturar o charme da original.
















terça-feira, 7 de junho de 2022

... do iogurte Yoplait

 


Sempre fomos um país de iogurtes, e muitos ficaram para sempre na nossa memória, por todas as boas lembranças do nosso tempo de infância. O Yoplait é um desses, pelos seus passatempos, pela sua embalagem simples, e claro pelo seu sabor.

A Yoplait surgiu no mercado Francês em 1967, quando mais de 100 Mil fazendeiros Franceses de seis corporativas diferentes juntaram-se para desta forma venderem melhor os seus produtos. As seis pétalas no símbolo da companhia representam os seis fundadores, enquanto que o nome era uma junção de dois nomes dessas corporativas.

Em 1971 começaram a sua odisseia no mercado Norte-Americano, e aos poucos foram conquistando um lugar no mercado com as suas ideias inovadoras e revolucionárias. Foram os primeiros a produzir iogurtes com baixo índice de gordura (os low fat) e a criar um iogurte líquido pronto a beber. Eu lembro-me bem quando o Yop apareceu cá em Portugal, era uma loucura poder beber assim um iogurte de Morango, e aquilo era mesmo bom, ainda hoje continua a ser o meu preferido e a minha forma favorita de comer iogurte.

Depois de entrar nos mercados Africanos e Asiáticos, foi na década de 80 que começou a sua grande expansão pelo mercado Europeu, e Portugal foi um desses países. Foi fabricado e distribuído pela Gelgurte, uma fábrica da Guarda que produziu isto até 2010, quando não foi renovado a parceria com a marca Francesa.

A marca continua a ter sucesso noutros Países, está presente em mais de 50 países ao redor do mundo, sendo a número 1 e 2 do mercado em 39 desses países, comercializando uma linha de produtos composta por 2.500 intens. Seus maiores mercado são a França, Estados Unidos (onde são vendidos diariamente cerca de 8.5 milhões de embalagens do produto) e Reino Unido, tendo ainda forte presença no Canadá, Austrália e México. Mundialmente, a cada minuto, são consumidos cerca de 15.000 potes de YOPLAIT.






quinta-feira, 2 de junho de 2022

... do jogo Bomberman

 


Bomberman é um dos jogos mais viciantes de sempre, um jogo de estratégia onde tínhamos que andar por labirintos a colocar bombas e a rebentar com tudo, como podíamos resistir a isto? 

O jogo foi idealizado por Hudson Soft e foi lançado em 1983 para o computador, mas foram as versões para o Spectrum, e especialmente as da Nintendo que deixaram o jogo extremamente popular. Pela Europa chegou a ser lançado com o nome Eric and the Floaters, para evitar alguma conotação terrorista.

O jogo não tinha nenhuma história, basicamente tínhamos que puxar pela cabeça e ver onde podíamos deixar as bombas de modo a que estas fossem abrindo um caminho por onde podíamos andar, que nos deixasse chegar ao fim ou apanhar as coisas que devíamos apanhar. A Nintendo tratou de popularizar o jogo no NES e SNES e deu-lhe um conceito e história, tornando o boneco parte de uma espécie de polícia Inter-Galáctica que protegia o universo.

Um boneco pequeno, com uma cabeça grande e um ar simpático, que tinha que usar as suas bombas para eliminar os seus inimigos e abrir caminho conquistou-nos a todos na década de 80 e voltou a entrar nos nossos corações na década de 90 com o sucesso das suas edições para a Super Nintendo ou para a Sega Saturn.










quinta-feira, 26 de maio de 2022

... da série O Polvo



Uma série policial intensa mostrando como a Máfia controlava o crime e a Itália nas décadas de 70 e 80, e com a participação de grandes nomes do cinema e do audiovisual Italiano tendo tido um enorme sucesso em todos os Países onde foi transmitida.

O Polvo (La Piovra) foi uma série Italiana que marcou o país década de 80, só o primeiro episódio teve uma audiência de 8 Milhões de Telespectadores e fez a Itália ficar colada ao ecrã durante anos. Foi transmitida em horário nobre pela RTP1 no final da década de 80, e também por cá atingiu bastante sucesso.

RAI produziu a série que teve 10 temporadas, entre 1985 e 1999, que a dada altura chegava a atingir os 15 Milhões de telespectadores e o seu último episódio continua como o programa mais visto de sempre na história televisiva Italiana. Michele Plácido era um excelente actor, com um grande carisma que nos cativava, lembro-me de ser uma criança quando isto dava, e de mesmo assim me interessar pelo que aparecia no ecrã devido à presença deste grande actor. Andei a rever a série pelos DVD's que a Prisvídeo editou (com uma péssima qualidade de imagem infelizmente), e as 4 primeiras temporadas são uma verdadeira obra prima que nos faz ver aquilo de uma forma apaixonada e que nos cativa do princípio ao fim.

Corrado Cattani, um comissário da polícia Italiana, é enviado para a Sicília para chefiar a Brigada Móvel da policia local, ao mesmo tempo que é encarregue de chefiar a investigação da morte do seu antecessor. Ele preocupa-se com o tráfico de droga, e percebe que tudo aquilo tem ramificações profundas na sociedade local onde existe uma espécie de conspiração de silêncio que lhe dificulta o trabalho e a própria investigação. Percebe-se que a Máfia é como um Polvo, que estende os seus tentáculos pela sociedade e este comissário corajoso decide começar uma verdadeira cruzada contra os traficantes locais, sem olhar ás consequências para si e para os seus. Ele encontra aliados como a corajosa Juiza Silvia Conti  que o ajuda a enfrentar os seus inimigos que crescem de episódio para episódio. A série era perfeita em mostrar o sofrimento dos seus protagonistas, ali o herói também sofria, e mais para a frente iríamos ver coisas que até então eram impensáveis numa série do género, e que ainda hoje não é comum de se encontrar.

Como já disse Michele Plácido foi fenomenal como Corrado Cattani, um comissário forte e corajoso, mas a Juíza Sílvia Conti também era bem representada pela actriz Patrícia Milardet, que assumiu o papel de protagonista a partir da 5ª temporada. Isto porque no final da Quarta assistimos a algo impensável e muito corajoso por parte de quem escrevia a série, que foi a morte do justo comissário Corrado, assassinado a tiro por aqueles que perseguia e que dominavam o seu País. Esse episódio foi transmitido a 20 de Março de 1989 e detém o recorde do Guiness de maior audiência da Europa, e cá não foi excepção, com a RTP a conseguir 80% na noite desse episódio.

A trama toda é baseada em acontecimentos reais, e quer mostrar como a Máfia é constituída por homens perigosos, e não aquela imagem quase apaixonada de homens de honra que nos era transmitida em algumas produções. O argumento da série é fantástico em mostrar como a Máfia é verdadeiramente um Polvo, com os seus tentáculos espalhados por toda a parte, um simples assassinato tem ligações ao tráfico de droga que por sua vez também está ligado ao tráfico de armas, que se liga às movimentações de dinheiro e subornos entre estado e bancos com dinheiros pertencentes à Máfia.

Uma série que ainda hoje mantém a qualidade e o realismo que tinha na altura e que é uma obra obrigatória para todos aqueles que gostam de TV de qualidade e que sejam apreciadores de uma boa trama relacionada com o mundo fascinante dos mafiosos.

Lembro-me de tentar ver isto às escondidas, e foi uma das responsáveis por me apaixonar por produções relacionadas com a Máfia.
















sexta-feira, 20 de maio de 2022

...do Nelson Piquet

 



Nelson Piquet foi um dos meus pilotos preferidos na Fórmula 1, com o seu estilo quase Kamikaze     que fazia dele um dos maiores protagonistas durante uma corrida. Tricampeão, chegou ao pódio por 60 vezes, conseguindo 23 vitórias e ficou para a história como um dos melhores de sempre.

Filho de um diplomata Brasileiro, Nelson Piquet Souto Maior nasceu a 17 de Agosto de 1952, chegou a jogar Ténis profissionalmente durante um breve período de tempo, até que decidiu abandonar este desporto, por não o achar suficientemente emocionante. Foi então para o Karting, à revelia do pai e chegando a correr disfarçado para que este não descobrisse o que fazia. Mas nos seus primórdios na Fórmula 1 chegou a usar um capacete estilizado que fazia lembrar uma bola de ténis, relembrando assim o seu começo na vida desportiva.

Foi campeão na Fórmula 3 batendo o recorde de vitórias de Jackie Stewart, e conseguindo assim um lugar numa pequena escuderia da Fórmula 1, a BS. Piquet mostrou logo o seu talento ao volante do Mclaren desta equipa Inglesa, conseguindo um nono lugar e fazendo boas corridas mostrando a sua velocidade sendo por isso contratado pela Brabham em 1979, para que fosse o seu segundo piloto tendo como companheiro de equipa o mítico Nikki Lauda.

Após um primeiro ano marcado por muitos abandonos, em 1980 começou a conquistar as suas primeiras vitórias e acabou como vice campeão, um aquecimento para o ano seguinte onde viria a conquistar o título com uma diferença de 1 ponto sobre o piloto Argentino Carlos Reutemann. O ano de 1982 foi um ano problemático para toda a F1 e por isso só em 1983 que Piquet voltou a vencer o campeonato, levando assim pela primeira vez um carro com motor turbo à vitória.


Os anos seguintes foram cheios de altos e baixos, e o piloto decide então que era hora de mudar de equipa e ingressou na Williams, tendo sido este o período que acompanhei com mais interesse este desporto motorizado.

Em 1986 a Williams tinha motores turbo da Honda e tinha outro piloto talentoso na sua equipa, o britânico Nigel Mansell. O carro era bastante competitivo, mas perderam o campeonato para o Francês Alain Prost e isso deveu-se em parte a uma pequena rivalidade que existia entre os 2 pilotos da escuderia britânica.

Piquet usava da típica malandragem Brasileira, num grande prémio Nigel Mansell encontrava-se com o carro instável chegando a sair da pista, prejudicando o rendimento dos seus pneus. O piloto avisou pelo rádio para colocarem pneus novos nos boxes e a equipe rapidamente se preparou para o receber, mas quem apareceu no pit foi o Williams número 6 do piloto brasileiro. O brasileiro, de forma brilhante, havia antecipado sua parada para trocá-los. 

Dentro do pit, pelo rádio, Patrick Head comunica ao piloto inglês para não entrar, forçando-o a completar mais uma volta com os pneus bem gastos, já que a equipe estava comprometida com a execução do carro do seu companheiro de equipe.

Em 1987, ano onde voltou a ser campeão, Piquet voltou a usar desta malandragem, dizia-se que ele configurava o carro de uma certa maneira para que os técnicos de Mansell copiassem essa configuração, mas depois mudava-a toda em cima da hora para algo mais adequado ao carro. Curiosamente foi um ano em que venceu poucas corridas, ganhando pontos estratégicos e usando de algumas manobras mais "sujas" para levar a melhor sobre o seu companheiro, que era mais rápido do que ele. Isto levou a que a amizade entre ambos sofresse um revés e nunca mais fosse a mesma.

Mesmo assim na primeira edição do Grande Prêmio da Hungria, Piquet realizou sobre Ayrton Senna, a ultrapassagem que muitos consideram como a mais bela de todos os tempos na Fórmula 1 – no fim da recta dos boxes, pelo lado de fora de uma curva de 180 graus, escorregando nas quatro rodas. O tricampeão Jackie Stewart, comentando a cena, disse que era "como fazer um looping com um Boeing 747".


Em 1988, o piloto Brasileiro assina um contrato milionário com a Lotus, que era equipada esse ano pelos motores Honda e que lhe prometeu a posição de piloto número 1 da equipa, algo que o mesmo reclamava da Williams e que esta nunca cumpriu. Mas a instabilidade deste carro nunca deixou o piloto satisfeito, e passados 2 anos este volta a mudar de equipa e ingressa na Benetton, que mesmo sem uns motores tão rápidos como os da Honda, tinha um chassis bastante viável e competitivo.

Na sua primeira temporada Piquet voltou às vitórias nos grandes prémios e acabou o ano no 3º lugar, à frente de um piloto da Mclaren e de outro da Ferrari que tinham carros bastante mais competitivos. Até a sua reforma em 1992, Piquet foi vencendo corridas e animando o paddock com a sua rivalidade com Nigel Mansell, a quem o piloto Brasileiro chamava de "idiota veloz".

Piquet ignorava pedidos de ultrapassagem, levando a um despiste do piloto Inglês, numa corrida em que Mansell fica com o seu carro parado na pista. O piloto Brasileiro passa por ele sorrindo e acenando, confessando no final da corrida que teve um orgasmo em ver ele ali parado. Eu gostava deste temperamento e comportamento de Piquet, mas sei que foi isso também o que o impediu de ir para a Ferrari, já que o seu ego e arrogância o impediam de chegar a acordo com a escuderia Italiana.

Mesmo assim continua a ser um dos meus preferidos, podia não vencer sempre as suas corridas mas deixava a sua marca na grande maioria delas e foi um piloto que marcou o desporto desta categoria.