Ainda sou do tempo

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

... do programa Clubíssimo

quarta-feira, novembro 15, 2017 0
... do programa Clubíssimo

Este foi mais um daqueles programas de variedades, tão comum na RTP dos anos 80, que era transmitido ao Sábado à noite, onde os actores e as suas rábulas eram intercalados por actuações de artistas que estavam na moda. Confesso que não conseguia gostar deste género, aborrecia-me a constante cantoria a intercalar com a história do "episódio", porque em algumas ocasiões, os programas eram melhores em texto/actores, do que em canções/cantores.

O Clubíssimo estreou a 7 de Maio de 1988, da autoria de Francisco Nicholson, que fazia os textos em conjunto com António Pinho e Pedro Bandeira Freire. A música ficava ao cargo de Jaime Oliveira e a direcção de actores era feita pelo grande António Montez, num elenco que contava com nomes como Henrique Viana, António Feio, José Pedro Gomes ou Helena Isabel. Teve 12 edições, acabando em Janeiro de 1989, num episódio em que destruíram todo o cenário.

No estúdio do Cinema Europa foi montado um cenário duma sofisticada discoteca, onde o gerente J. Nunes (Henrique Viana), recebia os seus clientes e os convidados especiais, que animavam as noites do clube em conjunto com o grupo de bailarinas. António Feio era o Barman Dionísio, Helena Isabel dava vida à menina do bengaleiro Odete, e José Pedro Gomes era o secretário Tobias.

Pela parte musical passaram nomes como Raul Ouro Negro, Vitorino, Rádio Macau e José Cid entre outros, enquanto que como clientes, apareceram actores como Manuel Cavaco, Fernando Mendes, Rui Mendes ou Lurdes Norberto. Quem via?














segunda-feira, 13 de novembro de 2017

... dos livros dos Sete de Enid Blyton

segunda-feira, novembro 13, 2017 0
... dos livros dos Sete de Enid Blyton


Já aqui falei dos livros dos Cinco, os meus preferidos, e agora é altura de falar de outra criação de Enid Blyton, Os Sete. Mais um grupo de jovens a viver aventuras, a ajudar pessoas e a resolver mistérios.

Ao contrário dos Cinco, que abordava as aventuras do grupo de amigos nas suas férias, Os Sete viviam as suas histórias durante o período escolar. No original eram conhecidos como Secret Seven ou Secret Seven Society, tendo por isso um conceito mais rígido do que o dos Cinco, que eram mais livres nas suas "reuniões" e aventuras.

O grupo era constituído por Pedro (Peter), a sua irmã Joana (Janet), Jaime (Jack), Bárbara (Barbara), Jorge (George), Sara (Pam) e Vasco (Colin). Também tinham um cão, mas ao contrário dos seus antecessores, este não contava como parte do grupo, apesar de em alguns livros, os membros assim o considerarem. Enid escreveu estas aventuras durante a década de 50, tendo algumas sido adaptadas para desenho animado. Em França fizeram novas edições nos anos 70 e 80, com alguns desses livros a serem depois traduzidos para o inglês.

Só li um dos livros, e não gostei por isso não voltei a pegar em mais nenhum, confesso que foi também por ir um pouco de má vontade. Era muito fã dos Cinco e achava aquilo apenas uma cópia, e o formato dos livros desagradava-me, eram um pouco maiores do que os outros e as capas eram decoradas com desenhos.

Eis a lista de livros, retirada da wikipedia

  1. O Clube dos Sete - no original The Secret Seven (1949)
  2. A Primeira Aventura dos Sete - no original Secret Seven Adventure (1950)
  3. Os Sete e a Marca Vermelha - no original Well Done Secret Seven (1951)
  4. Os Sete e os Seus Rivais - no original Secret Seven on the Trail (1952)
  5. Os Sete e os Cães Roubados - no original Go Ahead Secret Seven (1953)
  6. Bravo, Valentes Sete! - no original Good Work Secret Seven (1954)
  7. Os Sete Levam a Melhor - no original Secret Seven Win Through (1955)
  8. Três Vivas aos Sete - no original Three Cheers Secret Seven (1956)
  9. O Mistério dos Sete - no original Secret Seven Mystery (1957)
  10. Os Sete e o Violino Roubado - no original Puzzle for the Secret Seven (1958)
  11. Os Sete e o Fogo de Vista - no original Secret Seven Fireworks (1959)
  12. Os Sete e o Telescópio - no original Good Old Secret Seven (1960)
  13. Roubaram o Ziguezague aos Sete (2014) ou Roubaram o Toy aos Sete - no original Shock for the Secret Seven (1961)
  14. Os Sete e as Medalhas do General - no original Look Out Secret Seven (1962)
  15. Os Sete Salvam o Cavalo - no original Fun for the Secret Seven (1963)
  16. Contos dos Sete


Alguém era fã?






... do Super Depor (Deportivo da Corunha)

segunda-feira, novembro 13, 2017 0
... do Super Depor (Deportivo da Corunha)

Hoje recordo uma equipa que nos anos 90 ousou desafiar o poderio do Barcelona e do Real Madrid na liga espanhola, o Desportivo da Corunha. O clube foi conseguindo alguns nomes de peso, e deu luta durante a década de 90, conseguindo ficar no segundo lugar por mais que uma vez, e vencendo a La Liga no final da década.

O presidente Augusto César Lendoiro tinha grandes planos para o Corunha, desde que foi eleito presidente em 1988, ainda o clube militava nas divisões inferiores. O Super Depor nasceu em 1992-93, depois de uma primeira temporada sem grande história na liga principal, com o clube a converter-se numa SAD, e com a contratação de jogadores como Bebeto e Mauro Silva, que vinham assim juntar-se ao plantel orientado por Arsenio Inglesias, que contava ainda com nomes como Djukic ou Fran.

A equipa consegue um fantástico terceiro lugar, com Bebeto a ficar com o título individual de melhor marcador, e Llaño a levar o de guarda redes menos batido. Lendoiro conseguiu manter as suas estrelas e a coluna vertebral do plantel para a temporada seguinte, contratando apenas um ou outro jogador que viesse acrescentar algo ao clube, como no caso de Donato. E foi essa temporada que fez com que muitos começassem a olhar com outros olhos para o clube, e o apelido Super Depor foi ganhando força.

O Corunha chegou à liderança à 12ª jornada, mantendo-se aí até quase o final de temporada, onde perdeu-a de forma dramática, num jogo contra o Valência, onde Djukic falha uma grande penalidade.. no último minuto.. dando o título ao Barcelona. Os adeptos ficaram incrédulos mas aplaudiram a equipa, tinha sido um feito fantástico e prometia algo que todos pensavam ser impossível, a conquista do campeonato.



Com uma equipa que jogava um futebol de ataque, sendo o clube que marcou mais golos nessa temporada, a temporada de 94/95 trouxe a conquista da Taça do Rei, para além dos jogadores Kostadinov e o veterano Julio Salinas. Todos concordavam que o maior sucesso era a equipa continuar sempre com o mesmo treinador e jogadores chave, Liaño, Fran, Aldana, Donato, Mauro Silva, Bebeto, Manjariñ e Rekarte continuavam de pedra e cal e com fome de títulos. Por isso existiu algum receio quando Arsenio Inglesias anunciou que essa seria a sua última temporada, e que bela forma de sair, e seria o galês John Toshack a substitui-lo.

As coisas não correram de feição no campeonato, com a primeira vez em 4 anos a terminar abaixo do 4º lugar, apesar de ter vencido a supertaça espanhola e ter-se portado bem na Taça das Taças, alcançando a meia final. Desentendimentos entre o treinador e o presidente, fizeram com que este ficasse apenas uma temporada, sendo que em 1996/97 veio o brasileiro Carlos Alberto Silva para o seu lugar.

Esse ano trouxe também a famigerada Lei Bosman, com a equipa a contratar estrangeiros em grande quantidade, com destaque para Rivaldo, Songo'o e Naybet. Conseguiram atingir a terceira posição, mas isso não impediu a que o treinador fosse despedido na temporada seguinte, uma das piores do clube nos anos 90, sendo que a única coisa boa foi a contratação de Djalminha.


Mas o final da década traria aquilo que andava a fugir ao clube, o titulo de campeão. Sob a batuta de Javier Irureta, o clube traria assim alegria aos seus adeptos e ao seu presidente, recompensando também alguns dos jogadores que estavam com o clube quase desde o começo da década, como Fran ou Mauro Silva, ou outros recém chegados, como Roy Makaay ou Diego Tristán. Mais de duzentas mil pessoas festejaram o título, com 80 mil a encherem a praça para receberem os jogadores.

A equipa continuou em força internamente, ficando na segunda posição nas duas temporadas seguintes, e um terceiro lugar em 2004, o último ano desta fase do clube conhecida como Super Depor.

Confesso que me deu algum gozo ver este Corunha, apesar de ser um fã dos dois clubes de Madrid, e ver como uma equipa conseguia assim desafiar o poderio de dois gigantes. Quem mais foi fã?















quarta-feira, 8 de novembro de 2017

... do Loto do Tintin nas caricas do Sumol

quarta-feira, novembro 08, 2017 0
... do Loto do Tintin nas caricas do Sumol

Era raro o produto alimentar nos anos 70 e 80 que não oferecesse algum brinde, e a dada altura a Sumol aliou-se à revista Tintin e começou a oferecer umas cabeças com personagens das bandas desenhadas que apareciam nessa revista mítica. A revista dava os cartões, e nas garrafas de Sumol vinham umas cabeças nas caricas, e era com elas que jogávamos ao Loto. Quem teve?

Imagem do blog Showtoy
Imagens blog show toy
Imagem portal do coleccionismo
Primeira e ultima imagem do site Tintin Portugal














... da Colectânea Polystar

quarta-feira, novembro 08, 2017 0
... da Colectânea Polystar

Era uma das muitas colectâneas que saíam amiúde durante a década de 70 e 80, que reunia os maiores sucessos do catálogo da Polygram. Curiosamente o único que tive, foi este de 1986, que foi também o último a ser editado. Adorava a capa dele e ouvi-o vezes sem conta.

Sempre existiram colectâneas no nosso país, e na década de 70 cada editora fazia questão de lançar uma cá para fora, e a Polygram não foi nenhuma excepção, dando o nome de Polystar à sua. Como tantas outras de altura, tinha uma mistura de músicas muito eclécticas, algo que ajudou ao meu gosto musical actual. Podíamos ouvir música portuguesa, que ia desde a mais brejeira à mais tradicional, passando por música brasileira, e algumas vedetas do pop rock internacional.

Por exemplo em 1981 tínhamos OMD com Enola Gay, Dino Meira com Zum-zum-zum, e ainda Status Quo, Joe Dolce, Mário Mata e ABBA. Já o de 1986, o que tive, lembro-me de ouvir (repetidamente) o Nikita do Elton John, o Dia de Domingo da Gal Costa, Venus de Bananarama e o Fourth Rendez-Vous do Jean Michel Jarre, num disco que tinha ainda nomes como José Cid, Wando, Joy e Roberto Leal, entre outros.







terça-feira, 7 de novembro de 2017

... do Parma dos anos 90

terça-feira, novembro 07, 2017 0
... do Parma dos anos 90

O Calcio era o campeonato dos campeonatos na década de 90, despertava paixões por todo o mundo e várias dessas equipas conquistaram um lugar na história do mundo do futebol. Já aqui falei do Milão e da Sampdoria, hoje relembro o Parma, uma das equipas de maior sucesso dessa altura.

O Parma era uma equipa que militava na série B italiana, um clube pequeno e que tentava chegar à série A, tendo para isso sido alvo de uma série de investimentos durante os anos 80, que vieram a dar frutos na virada de década, quando o clube conseguiu finalmente a almejada subida de divisão, sob o comando de Nevio Scala. A Parmalat decidiu então apostar forte no clube, e comprou parte do mesmo, contratando grandes nomes do futebol e fazendo com que esta fosse uma equipa a ter em conta nos anos 90.

O guarda redes brasileiro Taffarel e o médio sueco Thomas Brolin, foram as contratações mais sonantes, continuando a contar com nomes como Apolloni ou Marco Ballota, o guarda redes sóbrio que acabou por tirar o lugar à estrela Tafarrel e contando ainda com a concorrência de Bucci. O 5-3-2 de Scala começou a dar frutos logo na estreia junto dos grandes, ficando num respeitável 6º lugar, conseguindo assim acesso à Taça Uefa.

Apesar de não ter avançado muito na sua estreia nas competições europeias, internamente o Parma voltaria a surpreender, com o alcançar de um 7º lugar no campeonato, e a vitória na Taça de Itália, frente à poderosa Juventus de Conte, Peruzzi ou Roberto Baggio. O colombiano Asprilla e o italiano Zola são as grandes contratações para a temporada seguinte, que veria o clube transalpino a conseguir uma excelente 3ª posição, mas onde viria a brilhar seria na Europa, onde conseguiu vencer a Taça das Taças, levando de vencida o clube belga Antuérpia.


Com Luca Bucci a assumir a titularidade da baliza, a equipa contava ainda com nomes como Zola, Asprilla, Sensini, Minotti, Apolloni, Benarrivo ou Di Chiara. Uma solidez defensiva invejável, aliada a um forte sentido táctico, fazia do Parma uma equipa a temer na Europa dos anos 90. Venceram a Supertaça Europeia do ano seguinte, contra o Milão da altura, e chegou de novo à final da Taça das Taças, caindo perante o Arsenal de George Graham.

A equipa voltaria a reforçar-se, e a renovar-se, com a entrada do defesa português Fernando Couto, e do médio italiano Dino Baggio, que se veio a tornar uma referência do clube nesta segunda metade da década de 90. Internamente, o Scudetto continuava a escapar à equipa de Scala, conseguindo um 5º e um 3º lugar, mas na Europa voltaria a brilhar, chegando à final da Taça Uefa, vencendo a Juventus de Vialli sem apelo nem agravo.

Scala sairia então para o Perugia, sendo substituído por Carlo Ancelloti. Quanto a jogadores, Thuram, Crespo e Chiesa, juntavam-se aos veteranos Canavarro, Baggio, Apolloni ou Sensini, A equipa ficou mais próxima de vencer o campeonato italiano, mas acabou por ficar na segunda posição, enquanto que na Europa as coisas não correram tão bem, e na temporada de 1997/98 nem a estreia do jovem Buffon fez com as coisas corressem bem para os do Parma, e a equipa acabou por desiludir tanto a nível interno como na Europa.


A Parmalat decide apostar forte nas contratações de jogadores, mas decide apostar num até então meio desconhecido Alberto Melasani para comandar a equipa. Na Série A não foram além de um 4º lugar, mas venceram a Taça de Itália e na Europa demonstraram de novo todo o seu talento, vencendo o Marselha na final da Taça Uefa, por uns categóricos 3-0.

O virar do Século acabou por trazer o declínio desta equipa, que nunca mais conseguiu chegar perto do sucesso dos anos 90, apesar de ainda ter vencido uma Taça de Itália em 2001/02. Em 2004 decalaria insolvência e acabaria por se extinguir, retomando anos mais tarde sob um nome diferente, Parma Calcio 1913.

Mas era impossível não ficar fã desta equipa, como apreciador de guarda redes. espantava-me com a constante qualidade e segurança que este clube apresentava. O animado Tafarrel, o sóbrio Ballota, o seguro Bucci e a novidade Buffon, ajudaram muito ao sucesso deste clube papa taças, que contou ainda com defesas fora de série. Apolloni, Benarrivo, Canavarro, Sensini, Thuram  e até o nosso Fernando Couto faziam com que fosse uma das equipas italianas mais seguras defensivamente, contando ainda no meio campo com nomes como Dino Baggio ou Boghossian e Diego Fuser. Para o ataque, os nomes de referência foram sem sombra de dúvida Asprilla, Zola, Brolin e Crespo, mas Véron e Chiesa também tiveram uma palavra a dizer nestes anos de glória.

Quem mais gostava de os ver jogar?









domingo, 5 de novembro de 2017

... do Tulicreme Caramelo

domingo, novembro 05, 2017 0
... do Tulicreme Caramelo



O Tulicreme de caramelo apareceu em 1985, a fazer companhia ao Tulicreme de Cacau, para ver se criava assim um parceiro ideal, no lugar do de Avelã. Não durou muito, e foi retirado do mercado alguns anos depois, ficando só o de Cacau e mais tarde voltando o de Avelã também. Lembro-me bem de ter experimentado este sabor, e ter-me arrependido de imediato, era demasiado doce e "estranho" comer aquilo numa carcaça, voltei rapidamente para o de cacau.


Primeira e segunda imagem retiradas do Enciclopédia de cromos, última foto retirada do blog Santa Nostalgia.