Ainda sou do tempo

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

... da Colectânea Polystar

quarta-feira, novembro 08, 2017 0
... da Colectânea Polystar

Era uma das muitas colectâneas que saíam amiúde durante a década de 70 e 80, que reunia os maiores sucessos do catálogo da Polygram. Curiosamente o único que tive, foi este de 1986, que foi também o último a ser editado. Adorava a capa dele e ouvi-o vezes sem conta.

Sempre existiram colectâneas no nosso país, e na década de 70 cada editora fazia questão de lançar uma cá para fora, e a Polygram não foi nenhuma excepção, dando o nome de Polystar à sua. Como tantas outras de altura, tinha uma mistura de músicas muito eclécticas, algo que ajudou ao meu gosto musical actual. Podíamos ouvir música portuguesa, que ia desde a mais brejeira à mais tradicional, passando por música brasileira, e algumas vedetas do pop rock internacional.

Por exemplo em 1981 tínhamos OMD com Enola Gay, Dino Meira com Zum-zum-zum, e ainda Status Quo, Joe Dolce, Mário Mata e ABBA. Já o de 1986, o que tive, lembro-me de ouvir (repetidamente) o Nikita do Elton John, o Dia de Domingo da Gal Costa, Venus de Bananarama e o Fourth Rendez-Vous do Jean Michel Jarre, num disco que tinha ainda nomes como José Cid, Wando, Joy e Roberto Leal, entre outros.







terça-feira, 7 de novembro de 2017

... do Parma dos anos 90

terça-feira, novembro 07, 2017 0
... do Parma dos anos 90

O Calcio era o campeonato dos campeonatos na década de 90, despertava paixões por todo o mundo e várias dessas equipas conquistaram um lugar na história do mundo do futebol. Já aqui falei do Milão e da Sampdoria, hoje relembro o Parma, uma das equipas de maior sucesso dessa altura.

O Parma era uma equipa que militava na série B italiana, um clube pequeno e que tentava chegar à série A, tendo para isso sido alvo de uma série de investimentos durante os anos 80, que vieram a dar frutos na virada de década, quando o clube conseguiu finalmente a almejada subida de divisão, sob o comando de Nevio Scala. A Parmalat decidiu então apostar forte no clube, e comprou parte do mesmo, contratando grandes nomes do futebol e fazendo com que esta fosse uma equipa a ter em conta nos anos 90.

O guarda redes brasileiro Taffarel e o médio sueco Thomas Brolin, foram as contratações mais sonantes, continuando a contar com nomes como Apolloni ou Marco Ballota, o guarda redes sóbrio que acabou por tirar o lugar à estrela Tafarrel e contando ainda com a concorrência de Bucci. O 5-3-2 de Scala começou a dar frutos logo na estreia junto dos grandes, ficando num respeitável 6º lugar, conseguindo assim acesso à Taça Uefa.

Apesar de não ter avançado muito na sua estreia nas competições europeias, internamente o Parma voltaria a surpreender, com o alcançar de um 7º lugar no campeonato, e a vitória na Taça de Itália, frente à poderosa Juventus de Conte, Peruzzi ou Roberto Baggio. O colombiano Asprilla e o italiano Zola são as grandes contratações para a temporada seguinte, que veria o clube transalpino a conseguir uma excelente 3ª posição, mas onde viria a brilhar seria na Europa, onde conseguiu vencer a Taça das Taças, levando de vencida o clube belga Antuérpia.


Com Luca Bucci a assumir a titularidade da baliza, a equipa contava ainda com nomes como Zola, Asprilla, Sensini, Minotti, Apolloni, Benarrivo ou Di Chiara. Uma solidez defensiva invejável, aliada a um forte sentido táctico, fazia do Parma uma equipa a temer na Europa dos anos 90. Venceram a Supertaça Europeia do ano seguinte, contra o Milão da altura, e chegou de novo à final da Taça das Taças, caindo perante o Arsenal de George Graham.

A equipa voltaria a reforçar-se, e a renovar-se, com a entrada do defesa português Fernando Couto, e do médio italiano Dino Baggio, que se veio a tornar uma referência do clube nesta segunda metade da década de 90. Internamente, o Scudetto continuava a escapar à equipa de Scala, conseguindo um 5º e um 3º lugar, mas na Europa voltaria a brilhar, chegando à final da Taça Uefa, vencendo a Juventus de Vialli sem apelo nem agravo.

Scala sairia então para o Perugia, sendo substituído por Carlo Ancelloti. Quanto a jogadores, Thuram, Crespo e Chiesa, juntavam-se aos veteranos Canavarro, Baggio, Apolloni ou Sensini, A equipa ficou mais próxima de vencer o campeonato italiano, mas acabou por ficar na segunda posição, enquanto que na Europa as coisas não correram tão bem, e na temporada de 1997/98 nem a estreia do jovem Buffon fez com as coisas corressem bem para os do Parma, e a equipa acabou por desiludir tanto a nível interno como na Europa.


A Parmalat decide apostar forte nas contratações de jogadores, mas decide apostar num até então meio desconhecido Alberto Melasani para comandar a equipa. Na Série A não foram além de um 4º lugar, mas venceram a Taça de Itália e na Europa demonstraram de novo todo o seu talento, vencendo o Marselha na final da Taça Uefa, por uns categóricos 3-0.

O virar do Século acabou por trazer o declínio desta equipa, que nunca mais conseguiu chegar perto do sucesso dos anos 90, apesar de ainda ter vencido uma Taça de Itália em 2001/02. Em 2004 decalaria insolvência e acabaria por se extinguir, retomando anos mais tarde sob um nome diferente, Parma Calcio 1913.

Mas era impossível não ficar fã desta equipa, como apreciador de guarda redes. espantava-me com a constante qualidade e segurança que este clube apresentava. O animado Tafarrel, o sóbrio Ballota, o seguro Bucci e a novidade Buffon, ajudaram muito ao sucesso deste clube papa taças, que contou ainda com defesas fora de série. Apolloni, Benarrivo, Canavarro, Sensini, Thuram  e até o nosso Fernando Couto faziam com que fosse uma das equipas italianas mais seguras defensivamente, contando ainda no meio campo com nomes como Dino Baggio ou Boghossian e Diego Fuser. Para o ataque, os nomes de referência foram sem sombra de dúvida Asprilla, Zola, Brolin e Crespo, mas Véron e Chiesa também tiveram uma palavra a dizer nestes anos de glória.

Quem mais gostava de os ver jogar?









domingo, 5 de novembro de 2017

... do Tulicreme Caramelo

domingo, novembro 05, 2017 0
... do Tulicreme Caramelo



O Tulicreme de caramelo apareceu em 1985, a fazer companhia ao Tulicreme de Cacau, para ver se criava assim um parceiro ideal, no lugar do de Avelã. Não durou muito, e foi retirado do mercado alguns anos depois, ficando só o de Cacau e mais tarde voltando o de Avelã também. Lembro-me bem de ter experimentado este sabor, e ter-me arrependido de imediato, era demasiado doce e "estranho" comer aquilo numa carcaça, voltei rapidamente para o de cacau.


Primeira e segunda imagem retiradas do Enciclopédia de cromos, última foto retirada do blog Santa Nostalgia.

















sexta-feira, 3 de novembro de 2017

... do Chocolate Lion

sexta-feira, novembro 03, 2017 0
... do Chocolate Lion


Quando apareceu por cá, o chocolate Lion beneficiou de um anúncio televisivo com uma música que ficou no ouvido de todos. Tornou-se por isso, naturalmente, um dos preferidos dos portugueses.

O Chocolate Lion tem origem na Inglaterra, pertencendo neste momento à Nestlé (desde 1988). Por cá as barras de caramelo e bolacha fizeram algum sucesso, apesar da forte concorrência de outros chocolates que surgiram pela mesma altura, e começou-se a destacar devido à música do seu anúncio televisivo. Quem não se recorda do "Selvagem... uma dentada em Lion"

Também tivemos por cá a versão com amendoins, mas a original era a mais popular.






quinta-feira, 2 de novembro de 2017

... do Jogo de Futebol da Tecnobrinque

quinta-feira, novembro 02, 2017 0
... do Jogo de Futebol da Tecnobrinque

Tive um destes jogos de futebol da Tecnobrinque, e mais uma vez foi um daqueles brinquedos que me deu horas de diversão, maior parte delas a jogar contra o meu vizinho do lado.

Para além do jogo de basquetebol, a Tecnobrinque tinha também um de futebol, com a diferença de para além dos botões, ter também uma pequena manivela para que pudéssemos controlar o guarda redes.

A empresa sediada na Marinha Grande, dava-nos assim mais um brinquedo que fazia uma barulheira desgraçada, muito por culpa dos nossos gritos e a intensidade com que clicávamos nos botões. Assim como o de basquetebol, o conceito era o mesmo, íamos avançando a bola clicando num dos botões, e tudo dentro de uma redoma de plástico, para que esta não se perdesse.

Quem teve um?

Imagem retirada do blog brinquedo antigo










quarta-feira, 1 de novembro de 2017

... do Mário Viegas

quarta-feira, novembro 01, 2017 0
... do Mário Viegas

Um dos melhores actores portugueses, Mário Viegas era uma presença constante na RTP, fosse a recitar poesia, fosse nos filmezinhos de SAM, uma série de curtas metragens ao estilo de Mr. Bean.

António Mário Lopes Pereira Viegas nasceu a 10 de Novembro de 1948, em Santarém, estreando-se no Teatro Experimental de Cascais, de Carlos Avilez. A sua vida esteve sempre ligada ao teatro, fosse como actor, fosse como encenador, adaptando e encenando diversas obras clássicas de autores que iam desde Samuel Beckett a Anton Tchekov. Fundou três companhias teatrais, e tanto aparecia em cima do palco, como ficava apenas nos bastidores.

Era uma das figuras do nosso cinema nas décadas de 70 e 80, sendo de destacar a sua colaboração com o cineasta José Fonseca e Costa, com o filme Kilas o Mau da Fita de 1981, em destaque. Na televisão ficou conhecido pelos programas em que recitava poesia, e como ele recitava, a sua voz, a sua entoação e a linguagem corporal faziam com que ficássemos completamente entregues ao poema que recitava. Primeiro foi o programa Palavras Ditas em 1984, e depois o Palavras Vivas em 1991, mas o que muito português se deve lembrar, é das curtas metragens em que ele era o protagonista, nuns sketchs humorísticos à lá Mr Bean, sem palavras e dependendo só das expressões faciais e linguagem corporal.

Chegou a estar envolvido com a política, candidatando-se a deputado e até a Presidente da República, pela UDP. Nessa altura já a SIDA o deixava bastante debilitado, falecendo a 1 de Abril de 1996.










quinta-feira, 19 de outubro de 2017

... do Pantógrafo Pigon

quinta-feira, outubro 19, 2017 0
... do Pantógrafo Pigon

Alguém chegou a utilizar um Pantógrafo? O aparelho que servia para copiar alegremente as nossas personagens preferidas, e elas aparecerem "desenhadas" quase na perfeição. Podia ser uma batota, mas muitos não se chateavam com isso, e outros até mentiam a dizer que tinham sido eles a desenhar.

O Pantógtafo foi um objecto criado pelo Astrónomo Alemão Christoph Scheiner, constituído por quatro barras, duas pequenas e duas maiores, que estão paralelas duas a duas. Será com as duas réguas menores que iremos passar por cima do desenho original, enquanto que as maiores nas extremidades servirão para reproduzir o desenho, num formato um pouco maior se assim o desejarmos.

Quem fez disto?








Primeira e última imagem retiradas do blog nanossainfancia.blogspot.pt