Ainda sou do tempo

terça-feira, 7 de novembro de 2017

... do Parma dos anos 90

terça-feira, novembro 07, 2017 0
... do Parma dos anos 90

O Calcio era o campeonato dos campeonatos na década de 90, despertava paixões por todo o mundo e várias dessas equipas conquistaram um lugar na história do mundo do futebol. Já aqui falei do Milão e da Sampdoria, hoje relembro o Parma, uma das equipas de maior sucesso dessa altura.

O Parma era uma equipa que militava na série B italiana, um clube pequeno e que tentava chegar à série A, tendo para isso sido alvo de uma série de investimentos durante os anos 80, que vieram a dar frutos na virada de década, quando o clube conseguiu finalmente a almejada subida de divisão, sob o comando de Nevio Scala. A Parmalat decidiu então apostar forte no clube, e comprou parte do mesmo, contratando grandes nomes do futebol e fazendo com que esta fosse uma equipa a ter em conta nos anos 90.

O guarda redes brasileiro Taffarel e o médio sueco Thomas Brolin, foram as contratações mais sonantes, continuando a contar com nomes como Apolloni ou Marco Ballota, o guarda redes sóbrio que acabou por tirar o lugar à estrela Tafarrel e contando ainda com a concorrência de Bucci. O 5-3-2 de Scala começou a dar frutos logo na estreia junto dos grandes, ficando num respeitável 6º lugar, conseguindo assim acesso à Taça Uefa.

Apesar de não ter avançado muito na sua estreia nas competições europeias, internamente o Parma voltaria a surpreender, com o alcançar de um 7º lugar no campeonato, e a vitória na Taça de Itália, frente à poderosa Juventus de Conte, Peruzzi ou Roberto Baggio. O colombiano Asprilla e o italiano Zola são as grandes contratações para a temporada seguinte, que veria o clube transalpino a conseguir uma excelente 3ª posição, mas onde viria a brilhar seria na Europa, onde conseguiu vencer a Taça das Taças, levando de vencida o clube belga Antuérpia.


Com Luca Bucci a assumir a titularidade da baliza, a equipa contava ainda com nomes como Zola, Asprilla, Sensini, Minotti, Apolloni, Benarrivo ou Di Chiara. Uma solidez defensiva invejável, aliada a um forte sentido táctico, fazia do Parma uma equipa a temer na Europa dos anos 90. Venceram a Supertaça Europeia do ano seguinte, contra o Milão da altura, e chegou de novo à final da Taça das Taças, caindo perante o Arsenal de George Graham.

A equipa voltaria a reforçar-se, e a renovar-se, com a entrada do defesa português Fernando Couto, e do médio italiano Dino Baggio, que se veio a tornar uma referência do clube nesta segunda metade da década de 90. Internamente, o Scudetto continuava a escapar à equipa de Scala, conseguindo um 5º e um 3º lugar, mas na Europa voltaria a brilhar, chegando à final da Taça Uefa, vencendo a Juventus de Vialli sem apelo nem agravo.

Scala sairia então para o Perugia, sendo substituído por Carlo Ancelloti. Quanto a jogadores, Thuram, Crespo e Chiesa, juntavam-se aos veteranos Canavarro, Baggio, Apolloni ou Sensini, A equipa ficou mais próxima de vencer o campeonato italiano, mas acabou por ficar na segunda posição, enquanto que na Europa as coisas não correram tão bem, e na temporada de 1997/98 nem a estreia do jovem Buffon fez com as coisas corressem bem para os do Parma, e a equipa acabou por desiludir tanto a nível interno como na Europa.


A Parmalat decide apostar forte nas contratações de jogadores, mas decide apostar num até então meio desconhecido Alberto Melasani para comandar a equipa. Na Série A não foram além de um 4º lugar, mas venceram a Taça de Itália e na Europa demonstraram de novo todo o seu talento, vencendo o Marselha na final da Taça Uefa, por uns categóricos 3-0.

O virar do Século acabou por trazer o declínio desta equipa, que nunca mais conseguiu chegar perto do sucesso dos anos 90, apesar de ainda ter vencido uma Taça de Itália em 2001/02. Em 2004 decalaria insolvência e acabaria por se extinguir, retomando anos mais tarde sob um nome diferente, Parma Calcio 1913.

Mas era impossível não ficar fã desta equipa, como apreciador de guarda redes. espantava-me com a constante qualidade e segurança que este clube apresentava. O animado Tafarrel, o sóbrio Ballota, o seguro Bucci e a novidade Buffon, ajudaram muito ao sucesso deste clube papa taças, que contou ainda com defesas fora de série. Apolloni, Benarrivo, Canavarro, Sensini, Thuram  e até o nosso Fernando Couto faziam com que fosse uma das equipas italianas mais seguras defensivamente, contando ainda no meio campo com nomes como Dino Baggio ou Boghossian e Diego Fuser. Para o ataque, os nomes de referência foram sem sombra de dúvida Asprilla, Zola, Brolin e Crespo, mas Véron e Chiesa também tiveram uma palavra a dizer nestes anos de glória.

Quem mais gostava de os ver jogar?









domingo, 5 de novembro de 2017

... do Tulicreme Caramelo

domingo, novembro 05, 2017 0
... do Tulicreme Caramelo



O Tulicreme de caramelo apareceu em 1985, a fazer companhia ao Tulicreme de Cacau, para ver se criava assim um parceiro ideal, no lugar do de Avelã. Não durou muito, e foi retirado do mercado alguns anos depois, ficando só o de Cacau e mais tarde voltando o de Avelã também. Lembro-me bem de ter experimentado este sabor, e ter-me arrependido de imediato, era demasiado doce e "estranho" comer aquilo numa carcaça, voltei rapidamente para o de cacau.


Primeira e segunda imagem retiradas do Enciclopédia de cromos, última foto retirada do blog Santa Nostalgia.

















sexta-feira, 3 de novembro de 2017

... do Chocolate Lion

sexta-feira, novembro 03, 2017 0
... do Chocolate Lion


Quando apareceu por cá, o chocolate Lion beneficiou de um anúncio televisivo com uma música que ficou no ouvido de todos. Tornou-se por isso, naturalmente, um dos preferidos dos portugueses.

O Chocolate Lion tem origem na Inglaterra, pertencendo neste momento à Nestlé (desde 1988). Por cá as barras de caramelo e bolacha fizeram algum sucesso, apesar da forte concorrência de outros chocolates que surgiram pela mesma altura, e começou-se a destacar devido à música do seu anúncio televisivo. Quem não se recorda do "Selvagem... uma dentada em Lion"

Também tivemos por cá a versão com amendoins, mas a original era a mais popular.






quinta-feira, 2 de novembro de 2017

... do Jogo de Futebol da Tecnobrinque

quinta-feira, novembro 02, 2017 0
... do Jogo de Futebol da Tecnobrinque

Tive um destes jogos de futebol da Tecnobrinque, e mais uma vez foi um daqueles brinquedos que me deu horas de diversão, maior parte delas a jogar contra o meu vizinho do lado.

Para além do jogo de basquetebol, a Tecnobrinque tinha também um de futebol, com a diferença de para além dos botões, ter também uma pequena manivela para que pudéssemos controlar o guarda redes.

A empresa sediada na Marinha Grande, dava-nos assim mais um brinquedo que fazia uma barulheira desgraçada, muito por culpa dos nossos gritos e a intensidade com que clicávamos nos botões. Assim como o de basquetebol, o conceito era o mesmo, íamos avançando a bola clicando num dos botões, e tudo dentro de uma redoma de plástico, para que esta não se perdesse.

Quem teve um?

Imagem retirada do blog brinquedo antigo










quarta-feira, 1 de novembro de 2017

... do Mário Viegas

quarta-feira, novembro 01, 2017 0
... do Mário Viegas

Um dos melhores actores portugueses, Mário Viegas era uma presença constante na RTP, fosse a recitar poesia, fosse nos filmezinhos de SAM, uma série de curtas metragens ao estilo de Mr. Bean.

António Mário Lopes Pereira Viegas nasceu a 10 de Novembro de 1948, em Santarém, estreando-se no Teatro Experimental de Cascais, de Carlos Avilez. A sua vida esteve sempre ligada ao teatro, fosse como actor, fosse como encenador, adaptando e encenando diversas obras clássicas de autores que iam desde Samuel Beckett a Anton Tchekov. Fundou três companhias teatrais, e tanto aparecia em cima do palco, como ficava apenas nos bastidores.

Era uma das figuras do nosso cinema nas décadas de 70 e 80, sendo de destacar a sua colaboração com o cineasta José Fonseca e Costa, com o filme Kilas o Mau da Fita de 1981, em destaque. Na televisão ficou conhecido pelos programas em que recitava poesia, e como ele recitava, a sua voz, a sua entoação e a linguagem corporal faziam com que ficássemos completamente entregues ao poema que recitava. Primeiro foi o programa Palavras Ditas em 1984, e depois o Palavras Vivas em 1991, mas o que muito português se deve lembrar, é das curtas metragens em que ele era o protagonista, nuns sketchs humorísticos à lá Mr Bean, sem palavras e dependendo só das expressões faciais e linguagem corporal.

Chegou a estar envolvido com a política, candidatando-se a deputado e até a Presidente da República, pela UDP. Nessa altura já a SIDA o deixava bastante debilitado, falecendo a 1 de Abril de 1996.










quinta-feira, 19 de outubro de 2017

... do Pantógrafo Pigon

quinta-feira, outubro 19, 2017 0
... do Pantógrafo Pigon

Alguém chegou a utilizar um Pantógrafo? O aparelho que servia para copiar alegremente as nossas personagens preferidas, e elas aparecerem "desenhadas" quase na perfeição. Podia ser uma batota, mas muitos não se chateavam com isso, e outros até mentiam a dizer que tinham sido eles a desenhar.

O Pantógtafo foi um objecto criado pelo Astrónomo Alemão Christoph Scheiner, constituído por quatro barras, duas pequenas e duas maiores, que estão paralelas duas a duas. Será com as duas réguas menores que iremos passar por cima do desenho original, enquanto que as maiores nas extremidades servirão para reproduzir o desenho, num formato um pouco maior se assim o desejarmos.

Quem fez disto?








Primeira e última imagem retiradas do blog nanossainfancia.blogspot.pt



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

... do Diário de Maria

quarta-feira, outubro 18, 2017 0
... do Diário de Maria

Diário de Maria foi uma série que passou na RTP no final dos anos 90, com Dalila Carmo como protagonista de um elenco que contava com nomes como Cristina Carvalhal, Paula Neves ou João Didelet, entre outros.

A série foi criada por Leah Laiman, uma argumentista experiente com trabalho feito em Hollywood, com textos de autoria de Luís Rangel, Luísa Correia, Paulo Aires e Vítor Bandarra, mostrando-nos a vida de uma jovem mulher em Lisboa, alternando situações dramáticas com momentos de humor.

Transmitida entre 1998 e 2000. a série tinha co-produção da RTP e da FIT (produtora dos Riscos), e começou por ser emitida em horário nobre, mas a dada altura começou a ser empurrada para horários mais tardios, tendo os últimos episódios sido transmitidos já de madrugada. O programa teve algum impacto, em especial pelo facto de ter sido o primeiro a mostrar um beijo lésbico, mas a troca de escritores e mudança constante de actores no elenco, fez com que a série não tivesse um fim condigno.

A série começa logo com um caso polémico, mostrando a irmã de Maria (Paula Neves) de apenas 21 anos, a ter um caso com o noivo da sua irmã, de 27, despoletando os acontecimentos que levaram Maria a querer mudar o seu modo de vida.

Vai trabalhar para a redacção de uma revista, onde o sua educação (vinha de um meio conservador), choca um pouco com o estilo de vida liberal dos seus colegas. Mas as coisas vão-se alterando com o tempo, e na série isso é-nos mostrado de uma forma interessante, uma pena a meio as coisas terem perdido um pouco o rumo.