Ainda sou do tempo

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

... do filme Desafio Total (1990)

segunda-feira, agosto 21, 2017 0
... do filme Desafio Total (1990)

Sempre gostei do filme Desafio Total, pelo simples facto de se chegar ao final e poder-se pensar que nada daquilo aconteceu, e que o protagonista esteve sempre a imaginar aquilo com que sempre sonhou. Teve direito a um remake em 2012, mas aqui iremos falar do clássico de ficção científica de 1990.

Total Recall (Desafio Total) estreou em 1990, realizado por Paul Verhoeven, com Arnold Schwarzenegger no principal papel, num filme que contava ainda com nomes como Michael Ironside, a novata Sharon Stone e o veterano Rohny Cox. Baseado livremente num conto curto de Philip K Dick, mostra-nos a história de um trabalhador que tem sonhos recorrentes sobre Marte, e uma mulher misteriosa, apesar de nunca ter lá estado.

O filme passa-se num ambiente futurista, as imagens são todas bastante interessantes e chegaram a vencer um Óscar pelos efeitos visuais. Armold interpretava Doug, que a dada altura decide resolver o seu problema e usar uma agência de viagens que em vez de nos levar até ao local da forma tradicional, transportava apenas a nossa mente, sendo implementadas memórias falsas no nosso cérebro. Ele escolhe então um pacote onde seria um agente secreto, acompanhado de uma mulher semelhante à dos seus sonhos, e é aí que tudo começa, já que pouco depois dele chegar à companha Rekall, a coisa começa a correr mal.

A explicação é que alguém já tinha mexido no cérebro dele, e que ele já tinha mesmo estado em Marte, mas alguém reprimiu essas memórias. A personagem começa então a ser atacada incessantemente, inclusive pela sua mulher, e percebe que algo está errado e que a solução estará em Marte. Chega até a ver um vídeo, onde "ele", ou seja o verdadeiro "ele", conta-lhe como alguém lhe deve ter mexido com as memórias, por saber demais, e que deve ir até ao planeta vermelho resolver as coisas.

Começam a existir grandes reviravoltas, a dada altura dá-se a entender que ele ainda está na companhia das memórias falsas e que deve acordar, antes de prejudicar para sempre a sua saúde mental, mas ele renega isso e continua a sua aventura. Descobre depois que ele na verdade fazia parte dos maus, mas decide ir contra isso e ajudar a salvar tudo e todos. Quando vi isto pela primeira vez, fiquei sempre a desejar uma sequela, para que se abordasse o facto de ser ou não verdade toda aquela aventura. Quem mais pensou nisso?













... dos Fervedores e Púcaro de alumínio

segunda-feira, agosto 21, 2017 0
... dos Fervedores e Púcaro de alumínio

Quem nunca ferveu algo num destes? Lembro-me de fazer chá para a minha avó num fervedor de alumínio, e no verão ela só bebia água no seu púcaro de alumínio, que era mais fresquinha :).









domingo, 20 de agosto de 2017

... dos Livros de Fiado

domingo, agosto 20, 2017 0
... dos Livros de Fiado

Quem deixou alguma vez uma conta pendurada na mercearia, taberna ou drogaria? Durante muitos anos, era comum existir um livro nos estabelecimentos, onde os donos escreviam o valor da dívida contraída por algum cliente. Não digo que não seja algo que já não exista, mas já não é tão usual como noutros tempos.

As razões eram várias, podia ser o faltar dinheiro naquele momento ao cliente em questão, fosse este habitual ou não, ou então (este mais nos habituais) iam-se apontando todas as compras, e o cliente pagava só no final do mês. Confesso que cheguei a ter que usar isto na mercearia onde ia, e era sempre uma sensação desagradável o saber que o meu nome estava ali, não por vergonha ou assim, mas mais por não querer mesmo. Foram sempre razões pontuais, e sempre saldadas, facto que fazia com que muitas vezes o dono sugerisse que eu levasse algo, e ele apontaria ali, mas eu acabar por não levar.

O livro era imponente, bastante comprido (mas não muito largo) e por vezes bem espesso, tudo dependia do estabelecimento. A mercearia era sempre a que tinha o livro de maior espessura, e são estes estabelecimentos que ainda usam este tipo de livros, muito por causa de uma clientela mais velha (e habitual) que prefere pagar quando recebe a reforma.

Quem deixou alguma vez uma conta pendurada num destes?


Foto retirada do blog canalhamiuda

Foto retirada do blog Santa Nostalgia
Foto retirada do blog Santa Nostalgia









quarta-feira, 16 de agosto de 2017

... dos Pirulitos

quarta-feira, agosto 16, 2017 0
... dos Pirulitos

Para comemorar o ter alcançado os 11 milhões de visitantes no blog, e desde já o meu muito obrigado a todos, relembro aqui hoje uma memória doce. Existem localidades que ainda têm vendedores a gritar "Olha o Pirulito! Enrolados no papel e enfiados no palito!", mas houve uma altura em que era mais comum o encontrarmos disto à venda, e o de degustarmos uma coisa destas.

Eu lembro-me de ter comido disto quando era puto, numas idas à praia, mas sei que é mais comum no norte do nosso país. Basicamente era uma espécie de guarda chuva de caramelo, com um gostinho de limão, envoltos num papel e com um palito de madeira para segurarmos enquanto lambíamos/trincávamos aquilo. Quem mais tem boas memórias disto?




Imagens retiradas do papjerimum.blogspot.pt












quinta-feira, 10 de agosto de 2017

... de jogar Magic the Gathering

quinta-feira, agosto 10, 2017 0
... de jogar Magic the Gathering

O jogo em si ainda existe, e bastante popular em alguns países, mas aqui vai-se falar de quando existiu uma febre no nosso país, ali na segunda metade da década de 90. É mais um Memórias dos Outros, com o jogador Nuno Gomes a recordar-nos um pouco de como é este mundo e do que acontecia por cá. Lembro-me de existirem eventos no Dramático de Cascais, e de nunca ter podido jogar isto, porque era demasiado caro para o meu bolso.

A primeira vez que ouvi falar em Magic the Gathering (MtG) foi em 1996, quando o Alta Voltagem rodava na RTP1. Criado por Richard Garfield em 1993 nos Estados Unidos da América, chegou a Portugal apenas uns anos depois, mas ganhou imensos adeptos. Trata-se de um jogo de cartas coleccionáveis e é altamente customizável, técnico e muito competitivo. A premissa é que o jogador é um feiticeiro (mais precisamente um Planeswalker), em que o objectivo é eliminar o adversário (ou adversários), reduzindo o seu total de vida (inicialmente vinte pontos) a zero. Existem cinco cores que reflectem diferentes poderes e fraquezas de cada uma.

A razão de ter tido tanto sucesso nos finais da década de 90 deveu-se ao facto de estar constantemente em expansão. Novas cartas eram imprimidas e cada pessoa costumizava e ajustava o seu baralho de acordo com as suas preferências. Eu caía sempre para a combinação de preto e vermelho, por vezes combinando azul :). Inicialmente dedicado a atingir consumidores entre os 15-20 anos, depressa se tornou um jogo caro e para audiências mais abonadas. Devido à raridade de algumas cartas, era preciso investir algum dinheiro para as comprar (ou trocar muitas cartas por uma só). Ao mesmo tempo, a sorte podia calhar a qualquer um: ao comprar boosters (equivalente a uma saqueta com cromos) podia calhar a carta rara que faltava para completar o tão desejado baralho.



Devido à competitividade do MtG, depressa se converteu de jogo casual na mesa da cozinha para torneios sancionados com prémios monetários e acima de tudo, prestígio. No início do século XVI, a razão do sucesso acabou por ter a reacção inversa: com as constantes expansões de cartas, muitos jogadores abandonaram o MtG. Apenas os melhores jogadores com acesso às cartas que precisavam, continuaram a jogar.

No entanto, com a popularização da internet, em 2008 sai uma versão online do MtG. A partir daí, semelhante à Fénix, o jogo renasce das cinzas e mais forte que nunca. Desde as suas raízes e com quase 25 anos de idade, MtG conta actualmente com mais de 20 milhões de jogadores (mais do que na década de 90), 16,678 cartas diferentes em 11 línguas e mais de 100 expansões!

Outras empresas tentaram criar a sua versão de jogos de cartas coleccionáveis (Star Wars, Dune, X-Files, Legend of Five Rings, etc), mas poucos sobreviveram. Hoje em dia MtG continua a ser o jogo do género com mais jogadores, mas outros se avizinham na competição, tais como Pokemon e Yu-Gi-Oh. Há uns anos atrás, decidi retomar a minha jogatina e apesar de não ser um jogador extraordinário, continuo a gostar de entrar esporadicamente em torneios para atirar uns quantos raios e feitiços a outros planeswalkers. E perder. Muito. Talvez demasiado.

Psst: se tiverem cartas de MtG esquecidas nalgum sótão, dêem uma vista de olhos nelas. Muitas cartas antigas nunca mais foram imprimidas e valem umas boas centenas de Euros no mercado secundário. O exemplo mais extremo é a primeira edição da Black Lotus, que vale actualmente €8928.38!!!!





... do Hagi

quinta-feira, agosto 10, 2017 0
... do Hagi

Foi um dos melhores futebolistas da década de 90, um mago com a bola e um dos poucos a jogar tanto no Real Madrid como no Barcelona. Conhecido como o Maradona dos Cárpatos, Hagi foi um dos últimos números 10 do futebol, sendo um dos jogadores com melhor drible, técnica, visão de jogo e até instinto finalizador da sua geração.

Gheroghe Hagi nasceu a 5 de Fevereiro de 1965 na Roménia, onde começou a sua carreira de futebolista no clube da sua terra, chamando a atenção do Steaua de Bucareste, para onde foi jogar na temporada de 1987, e onde ficou até 1990. No Steaua venceu o campeonato e taça da Roménia, e chegou à meia final da Taça dos Campeões num desses anos, e à final no ano seguinte. Tornou-se um dos melhores marcadores da competição e também do seu país, sendo por isso normal que chamasse a atenção de colossos europeus, como o Milão ou o Bayern. Mas o regime comunista do seu pais impediu a sua saída, e isso só veio a acontecer na década de 90, quando assinou pelo Real Madrid.

Foi logo após o Mundial de futebol, e o Maradona dos Cárpatos (como era chamado) juntou-se a uma equipa que tinha nomes como Butragueno, Hugo Sanchéz ou Hierro. Não conseguiu ser campeão pelos Madrilenos, ficando atrás do Barcelona nas duas temporadas (uma delas só por um ponto), chegou às meias finais da Taça Uefa (onde perdeu com o Torino) e chegou à final da Taça do Rei, onde perdeu (no Santiago Bernabéu), contra os rivais do Atlético.

Foi então para os italianos do Brescia, descendo para a série B na sua estreia e ajudando a sua equipa a vencer essa segunda divisão e a subir logo na temporada seguinte. Nesse ano de 1994, Hagi ajudou a Roménia a alcançar o seu melhor resultado num mundial de futebol, chamando assim a atenção do Barcelona que o foi contratar e chamar para Camp Nou.



No Barça jogou com nomes como Figo, Guardiola ou Prosinecki, mas não conseguiu ser campeão, vendo o título ir para o Atlético e para o Real Madrid. Foi então transferido para o Galatasaray em 1996, onde jogou até 2001, altura em que terminou a sua carreira e deixou saudades como um dos melhores jogadores de sempre a jogar na Turquia.

Por lá venceu 4 campeonatos, umas tantas taças e uma Taça Uefa. Enriquecendo o palmarés de um jogador que espalhava magia pelo relvado, com a sua forma de estar, a sua visão de jogo, a sua técnica e drible, conseguindo fazer passes que davam golos certos e ele próprio marcando muitos golos.

Enveredou pela carreira de treinador, onde treinou equipas como o Galatasaray ou o Steaua, mas nunca ao mesmo nível da sua carreira como futebolista.
















quarta-feira, 9 de agosto de 2017

... do Mutley

quarta-feira, agosto 09, 2017 0
... do Mutley

Dono de uma das gargalhadas mais icónicas dos desenhos animados, o Mutley é daquelas personagens que conquistou um lugar no coração de todos nós. Um cão sonhador, conhecido por acompanhar sempre o Dick Vigarista, por um desejo incessante por medalhas e por resmungar quando as coisas não lhe correm de feição, Mutley agradava miúdos e graúdos, sendo uma das personagens mais populares da Hanna-Barbera.

Mutley apareceu pela primeira vez em 1968, no cartoon Wacky Races (Corridas Malucas) como parceiro do Dick Dastardly (Dick Vigarista). Don Messick deu a voz, ou melhor o resmungo, à personagem, que para além desse resmungar, ficou muito popular com a sua gargalhada sempre que acontecia algo ao seu parceiro.

Começou a aparecer em diversos  programas da Hanna-Barbera, sempre ao lado de Dick e sempre como vilão, usando apenas uma coleira. Só no cartoon Dastardly and Mutley and their Flying Machines, é que ele ganhou algo mais, um cachecol e um chapéu como o dos aviadores da Primeira Grande Guerra Mundial. Para além disso, ganhou um gosto por medalhas, e estava sempre a pedir e a exigir mais ao seu líder, e muitas das vezes salvava-o usando a sua cauda para poder voar, usando-a como se fosse um helicóptero,

Nesse desenho animado teve direito a umas aventuras a solo, onde interpretava personagens históricas, tudo para poder receber uma medalha. Quem mais era fã deste cachorro rabugento?