Ainda sou do tempo

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

... do Jorge Coroado

quarta-feira, agosto 09, 2017 0
... do Jorge Coroado

Foi uma das principais figuras da nossa arbitragem na década de 90, para o bem e para o mal, passando os dias de hoje como comentador desportivo em algumas rádios e canais de televisão, para além do seu trabalho no sector da banca. Quem não se recorda do famoso caso de "azia"?

Jorge Coroado nasceu a 23 de Março de 1956, em Carnaxide, Oeiras, começando a praticar atletismo no clube Os Belenenses no começo da década de 70, iniciando a sua carreira na arbitragem pouco tempo depois, em 1975. Depois de passar alguns anos como fiscal de linha, começou a ter algumas oportunidades e em 1986 estreou-se na 1ª divisão, apitando um Salgueiros-Farense, que terminou 2-0 para os de Vidal Pinheiro.

Era conhecido por ser um árbitro forte e sem receios, era comum ser dos poucos que marcava penalties contra os 3 grandes, ou de dar vermelhos a jogadores, mesmo que fosse só por palavras. Ficou na memória um jogo do Benfica, em que expulsa o César Brito por palavras, e quando o Pacheco vem todo lançado para pedir explicações, e o insultar, é expulso também logo de imediato. E isto tudo em pleno estádio da luz.

Nas Antas também existiu uma expulsão ao mítico capitão João Pinto, marcando uma grande penalidade que poderia (e deu) dar o empate ao adversário. Era odiado por todos os adeptos portanto, no Sporting ficou mítico o jogo contra o Chaves em 1999, onde ele faz uma arbitragem desastrosa (para os dois lados), e no final confessa que o jogo até lhe deu Azia. Em 1995 foi alvo de uma coisa absurda, quando a FPF decidiu aceitar um recurso que o Benfica tinha feito por causa da expulsão do Caniggia num jogo contra o Sporting. A federação decidiu repetir o jogo, mas para a FIFA, o oficial é o primeiro, onde a expulsão foi efectuada.

Já na altura era internacional da FIFA, e apesar de não ter apitado nenhum Mundial ou Europeu, apitou algumas meias finais de competições como Taça das Taças ou a Taça dos Campeões Europeus. Marcou presença em duas finais da Taça de Portugal, algo que considera como dos maiores pontos da sua carreira. Um nome na história do nosso futebol.




















terça-feira, 8 de agosto de 2017

... da Série Camilo & Filho Lda

terça-feira, agosto 08, 2017 0
... da Série Camilo & Filho Lda

Esta série foi uma das que mais gostei de ver na SIC, adorava a química entre Camilo de Oliveira e Nuno Melo, e os textos eram bastante engraçados, sendo comum dar umas quantas gargalhadas enquanto assistia um dos episódios.

Foi o primeiro trabalho do veterano Camilo na SIC, estreando-se assim no horário nobre desse canal no dia 10 de Outubro de 1995, estando no ar até Maio de 1996, num total de 26 episódios, que iam para o ar à terça feira. A série era uma adaptação do original inglês Stepford and Son, de Ray Galton e Alan Simpson, e como no original, o destaque era dado à dupla de pai e filho, Camilo de Oliveira (Camilo Chumbinho) e Nuno Melo (Alberto Chumbinho).

Como já referi, foi o começo da colaboração de Camilo de Oliveira na SIC, e as outras seguiram a mesma fórmula, eram adaptações de séries britânicas e o nome dele apareceria em destaque no título. Para além disso, ele apresentaria uma catchprase, uma frase que repetiria em todos os episódios, quase sempre no final, e que serviria como punchline, nesta primeira aventura, a frase era "A vida está difícil".

A acção desenrolava-se num ferro velho, e víamos um negócio familiar e tudo que isso acarreta, com constantes discussões entre pai e filho, que tinham diferentes visões para o negócio que tinham. Viviam numa casa limitada, e ao que parecia mais por opção do pai do que por necessidade, mas a casa era como uma espécie de personagem, já que existiam cenas com muita piada com eles a tentarem tirar o melhor partido possível com o que tinham.

Existiram diversos actores convidados a passarem por lá, nomes como Artur Agostinho, José Eduardo, Rui Mendes ou Ana Padrão, deram o seu contributo ao programa, em momentos divertidos e que ajudaram a fazer com que isto fosse um sucesso de audiências. O programa tinha um texto bem escrito, os diálogos eram bastante interessantes e isto funcionava mesmo como uma pedrada no charco, fugindo um pouco do humor de revista, ou mais brejeiro, que estávamos habituados.

Quem mais era fã?














segunda-feira, 7 de agosto de 2017

... do programa Countdown do Adam Curry

segunda-feira, agosto 07, 2017 0
... do programa Countdown do Adam Curry

Foi no começo dos anos 80 que a RTP2 fez parte de um projecto europeu conhecido como Europa TV, e o Norte Americano Adam Curry apresentava um programa de videoclips, ou telediscos como chamávamos, que nos deu a conhecer muita música, ao mesmo tempo que nos divertia com as suas piadas e forma de apresentar.

Adam Curry era um apresentador bastante carismático, que nos cativava com a sua irreverência e maneira de estar. O programa era diário, algo fantástico na altura, já que até ali só tínhamos tido programas semanais e de curta duração, e eram muitos os que deixavam a gravar para depois verem quando saíssem da escola. Era transmitido durante as tardes dos dias de semana, e o sucesso no nosso país era tanto que era frequente o apresentador ler cartas escritas por fãs portugueses.

O programa chegou inclusive a ser gravado no nosso país, sendo filmado em Lisboa e noutras zonas, retribuindo assim o carinho do nosso público. No meio de tantos artistas que apareceram neste canal, houve uma entrevista com a nossa Lena d'Água e ficou na memória uma carta de um fã da baixa da banheira, lida pelo Adam debaixo de uma banheira. Em 1987 foi contratado pela MTV, e o projecto foi esmorecendo e perdendo a sua popularidade.

Na MTV foi uma das caras mais conhecidas do canal, onde entrevistou artistas como Michael Jackson e continuou a dar nas vistas com o seu à vontade e bom humor. Anos mais tarde começou um projecto de podcasts, sendo um dos primeiros do género e ficando assim conhecido como o pai deste tipo de programa.

Quem via isto?












sexta-feira, 4 de agosto de 2017

... do Miluvit

sexta-feira, agosto 04, 2017 0
... do Miluvit

Nunca comi Miluvit, mas lembro-me bem destes cereais da Milupa, muito por culpa do mítico Vitinho, que aparecia em diversos anúncios a mais esta marca de "papa/cereais". Vou deixar aqui algumas imagens e vídeos, que encontrei relacionadas com o produto, que se calhar muito ainda recordam com saudade.








Primeira, segunda e última imagem retiradas do blog Enciclopédia de cromos.





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

... de Usar Lenço com cornucópias

quinta-feira, agosto 03, 2017 0
... de Usar Lenço com cornucópias

Isto foi uma febre no final dos anos 80, muito por culpa dos Guns N'Roses, para copiarmos o estilo do Axl e assim parecermos como uma estrela de rock. Por norma usava-se no pulso, enrolado, nos rapazes normalmente era o preto, ou por vezes o vermelho, mas também existia em azul. Quem usou?














quarta-feira, 2 de agosto de 2017

... do filme A Pequena Sereia (Disney)

quarta-feira, agosto 02, 2017 0
... do filme A Pequena Sereia (Disney)

Hoje recordo um dos meus filmes preferidos da Disney, a Pequena Sereia. Um daqueles que só consigo ver na versão em português do Brasil, por saber as falas de cor e preferir as músicas dessa versão, numa altura em que ainda só tínhamos acesso a estas versões.

Os estúdios de filmes da Disney não viviam bons tempos na década de 80, depois de uma série de filmes que não foram bem sucedidos nas bilheteiras, a coisa não estava promissora nesse departamento da casa dos sonhos, mas em 1989 isso tudo mudou, com a estreia da 28ª longa metragem do estúdio.

The Little Mermaid (A Pequena Sereia) foi um sucesso de bilheteira, tanto nos EUA como no resto do mundo, sendo depois um sucesso de vendas em VHS, e foi assim que vi pela primeira vez este filme, numa versão dobrada em brasileiro, obviamente. Lembro-me de ver a k7 na casa da minha prima Catarina, e de vibrarmos com a música do Sebastião no fundo do mar, e de ainda hoje saber essa letra de cor.



A história era baseada no conto homónimo de Hans Christian Andersen, que conta a história de uma linda princesa sereia, que deseja ser humana para ficar com o seu amado. Na versão da Disney, mostravam uma Ariel a revoltar-se contra as ordens do seu pai, o rei Tritão, e de com a ajuda dos seus amigos Linguarudo e Sebastião, encontrar formas de ir à superfície, onde acabou por se apaixonar pelo príncipe Eric.

Com muita música, humor e aventura à mistura, vemos Ariel a fazer um acordo com a bruxa Úrsula, para virar humana e viver na superfície com o seu amado. Com muitas peripécias à mistura, acompanhamos este amor condenado a prosperar, e foi sem sombra de dúvidas um dos filmes mais bonitos da Disney e não foi de espantar que fosse o responsável pelo renascimento da companhia, que lançou depois mais alguns grandes sucessos como Alladin e Rei Leão.

Quem mais vibrou com esta aventura?










terça-feira, 1 de agosto de 2017

... da Capa para cobrir o carro

terça-feira, agosto 01, 2017 0
... da Capa para cobrir o carro

Ainda sou do tempo em que nem todos tinham carro, e mesmo os que tinham, só usavam de tempos a tempos. Então, era normal existir uma outra preocupação, um cuidado maior com as coisas, e no caso do carro era comum vermos eles todos tapados com uma capa cinzenta.

Quem não se recorda de ver carros com esta capa protectora? Era uma espécie de lona, umas mais pesadas, outras mais leves, que se usava para cobrir o carro todo e assim protegê-lo da chuva, das sujidades e até dos riscos. O problema era o ritual que isso envolvia, não era algo fácil de fazer, e dependendo do uso que se dava ao carro, a coisa tornava-se deveras aborrecida e cansativa.

Li no blog da Pipoca mais Doce, que existia os que iam ao Algarve à praia, e faziam isto mais do que uma vez no mesmo dia, logo isso tornava a coisa toda insuportável. Até porque não era só colocar e pôr, ao tirar tinha-se que dobrar meticulosamente, e ao cobrir o carro, tinha-se que ver se estava de forma a que não riscasse a pintura, que protegesse realmente de todas as intempéries e tinha-se que repetir isto todas as vezes.

Lembro-me que existiam uns que colocavam as matrículas também na capa, mas isso era menos comum. Quem tinha uma destas?