Ainda sou do tempo

terça-feira, 4 de julho de 2017

... deste Cartaz de Gelados da Olá de 1996

terça-feira, julho 04, 2017 0
... deste Cartaz de Gelados da Olá de 1996

Relembrar aqui mais um cartaz de gelados da Olá, desta feita de 1996, com a curiosidade de no cartaz a moça estar acompanhada por um rapaz, fugindo da habitual menina solitária. Neste cartaz, vemos o domínio dos Magnum e Cornettos, a estreia do Solero e a continuação de aposta no Rol e do seu "clone" Sky.

Os anos 90 eram os anos de glória dos Magnum, que estavam aqui em força, mas também dos Cornetto, que para além dos 3 sabores habituais, apresentava dois "tamanho gigante" e tinham ainda uma espécie de "clones", os Fresh. O Rol ganhava mais um sabor, e o Sky continuava ali presente, assim como o Mini Milk e os Feast.

A estreia dos Solero foi a mais bem conseguida, já que as outras novidades não duraram muito tempo, não me recordo dos cool bits, mas parece uma experiência interessante.
















segunda-feira, 3 de julho de 2017

... da Nave espacial da Rajá (ou estação espacial)

segunda-feira, julho 03, 2017 0
... da Nave espacial da Rajá (ou estação espacial)

Um dos brindes mais raros de encontrar, tanto na altura como agora, o da Estação espacial da Rajá, que ficou mais conhecida como Nave. Na altura, os gelados Rajá ainda eram uma forte concorrência aos da Olá, e ambas as marcas recorriam à oferta de brindes para cativar a pequenada.

Os bonecos monocromáticos era o tipo de brinde mais comum, e desta feita eram uns tipo extraterrestres em miniatura, que depois podiam ser encaixados dentro de uma estação espacial. A questão era que, apesar dos anúncios nos locais de venda, não era nada fácil conseguir essa estação, já que se tinha que completar a colecção e só depois pedir então isto.

Quem a teve, diz também que era muito frágil, ou seja, quebrava-se com facilidade. Isso em conjunto com a dificuldade em completar a colecção (eram 16 bonecos), fez com que se tornasse uma miragem. Alguém teve uma?






Primeira, e última, foto retiradas do fórum Mistério Juvenil, as restantes do blog Show toys







quinta-feira, 29 de junho de 2017

... da colecção Super Marcas Bollycao

quinta-feira, junho 29, 2017 0
... da colecção Super Marcas Bollycao

Quem fez a colecção Super Marcas que vinha nos Bollycao? Mais uns brindes autocolantes, desta feita com marcas que todos conhecíamos, e que faziam sucesso nos nossos cadernos. Os cromos vinham em diversos formatos, como demonstra esta foto da colecção particular de Ana Trindade, e ficávamos sempre entusiasmados quando nos saia uma daquelas marcas que todos conhecíamos e desejávamos ter.





















quarta-feira, 28 de junho de 2017

... de jogar Cama de Gato

quarta-feira, junho 28, 2017 0
... de jogar Cama de Gato

Existiam umas quantas brincadeiras envolvendo cordéis, e uma das mais elaboradas era a da Cama do Gato. Um jogo que envolvia alguma habilidade, em que tínhamos que efectuar um esquema com o cordel nos nossos dedos, e outra pessoa iria depois tentar retirar da nossa mão, mantendo o mesmo desenho, desta feita na sua mão. Quem jogou?




... do Gelado O Diabrete

quarta-feira, junho 28, 2017 0
... do Gelado O Diabrete

Recordar aqui o gelado Diabrete, um daqueles gelados só de gelo que a Olá costumava colocar a um preço mais simpático. Apareceu logo no começo da década de 80, e apesar de ser um pouco mais caro que os outros de gelo (custava 10 escudos), ganhava destaque por ter um nome que o diferenciasse dos outros, e tinha a particularidade de saber a morango e ter ainda outro gosto misturado, não me recordo se de laranja se ananás. Alguém por aí era fã?













terça-feira, 27 de junho de 2017

... das Caveiras que brilham no escuro da Matutano

terça-feira, junho 27, 2017 0
... das Caveiras que brilham no escuro da Matutano


Deixar aqui umas imagens de mais uns brindes de sucesso da Matutano, desta feita umas caveiras pequenas que brilhavam no escuro. Penso que isto apareceu pela segunda metade dos anos 90, e a colecção consistia numas caveiras brancas, que se encaixavam depois nuns chapéus coloridos. A "cara" da mesma brilhava no escuro, repetindo a característica dos autocolantes dos fantasmas, já abordados num post aqui.







Foto retirada de https://sotaodoscolecionadores.blogspot.pt





segunda-feira, 26 de junho de 2017

... da Novela Roseira Brava

segunda-feira, junho 26, 2017 0
... da Novela Roseira Brava


A RTP deu-nos grandes novelas portuguesas nos anos 80, fazendo um interregno e voltando em grande na segunda metade dos anos 90. Houve ali uma série de telenovelas de grande valor, e uma das mais interessantes foi, sem sombra de dúvida, a Roseira Brava.

Roseira Brava teve autoria de Tozé Martinho, Sarah Trigoso e Cristina Aguiar, tendo sido transmitida pela RTP entre 8 de Janeiro e 8 de Junho de 1996, em pleno horário nobre. A trama ficou pelos 130 capítulos, numa altura em que não se esticava a história para que se fizessem mais episódios, e a coisa desenrolava-se a um ritmo normal.

A equipa envolvida, tinha alguns nomes que já estávamos habituados, como o do realizador Álvaro Fugulin, que teve como companheiro Jorge Paixão da Costa, os figurinos ficavam por conta de Miguel Sá Fernandes, enquanto que a direcção de actores ficava sobre a supervisão de Armando Cortez, com Paco Bandeira a tratar da parte musical. No elenco a coisa mudava um pouco, apareciam nomes conhecidos de outras produções da NBP, mas também muita cara nova, como António Cerdeira e Patrícia Tavares que fizeram aqui a sua estreia, ou Simone de Oliveira que experimentava assim a carreira de actriz, tendo efectuado um excelente trabalho e começando assim uma ligação que se iria prolongar por muitos mais anos.

Aliás o triângulo amoroso, protagonizado por estas duas actrizes e Virgílio Castelo, deu origem a alguns dos melhores momentos da novela. Virgílio esteve fantástico no papel do malandro Manolo, e a estreante Patrícia Tavares deu um grande show como a ingénua Anabela, que se deixou enganar pelas promessas de Manolo e acabou ter que trabalhar como prostituta num bar clandestino que isto tinha.


Estes momentos de intensidade dramática, eram contrabalançados pelo núcleo cómico da novela (uma coisa que faz tanta falta nas actuais), com nomes como Canto e Castro e Manuel Cavaco, dois ex-militares, José Raposo e Manuela Maria como funcionários do café central ou ainda a fantástica Margarida Carpinteiro, como uma beata fanática. Canto e Castro, Manuela Maria e Carlos Coelho fizeram um triângulo amoroso da terceira idade bastante divertido.

O fio condutor da história era a herdade Roseira Brava, pertencente à família da veterana Mariana Rey Monteiro, os Navarro. Marques D'Arede era o vilão principal da historia, num papel onde mostrou todo o seu talento, especialmente nas cenas com Manuela Santos, que dava vida a Matilde, uma sonhadora que saiu da cidade para viver no Alentejo e principalmente na Roseira Brava. Eles os dois, mais Tozé Martinho, interpretavam o outro triângulo amoroso da história, curiosamente, o menos interessante e com menos intensidade.

Não posso deixar de falar de outros vilões da trama, com especial destaque para a irmã da Matilde, a Helena, interpretada de forma brilhante por Elsa Valentim, que soube dar um cunho especial a uma pessoa que por dinheiro fazia tudo, como destruir a vida do pai e da sua irmã. Luís Zagalo foi competente como sempre, assim como Manuel Castro e Silva, que era o cúmplice de Manolo.


O elenco tinha ainda nomes como Luís Esparteiro, Sofia Sá da Bandeira, Numo Homem de Sá e Rogério Samora, sendo que devo destacar aqui dois actores, Carlos Santos e Márcia Breia. O primeiro deu vida ao pobre coitado Joaquim da Horta, um bêbado usado pelo Manolo para fazer várias patifarias e ela como Inácia, uma mulher atormentada pela vida que levava e os segredos que carregava.

Um excelente elenco, uma boa trama e grandes interpretações, fizeram desta novela uma das mais interessantes da altura, tendo sido repetida por diversas vezes na RTP Memória.






As fotos foram retiradas da página de Facebook dedicada à novela,