Ainda sou do tempo

quinta-feira, 29 de junho de 2017

... da colecção Super Marcas Bollycao

quinta-feira, junho 29, 2017 0
... da colecção Super Marcas Bollycao

Quem fez a colecção Super Marcas que vinha nos Bollycao? Mais uns brindes autocolantes, desta feita com marcas que todos conhecíamos, e que faziam sucesso nos nossos cadernos. Os cromos vinham em diversos formatos, como demonstra esta foto da colecção particular de Ana Trindade, e ficávamos sempre entusiasmados quando nos saia uma daquelas marcas que todos conhecíamos e desejávamos ter.





















quarta-feira, 28 de junho de 2017

... de jogar Cama de Gato

quarta-feira, junho 28, 2017 0
... de jogar Cama de Gato

Existiam umas quantas brincadeiras envolvendo cordéis, e uma das mais elaboradas era a da Cama do Gato. Um jogo que envolvia alguma habilidade, em que tínhamos que efectuar um esquema com o cordel nos nossos dedos, e outra pessoa iria depois tentar retirar da nossa mão, mantendo o mesmo desenho, desta feita na sua mão. Quem jogou?




... do Gelado O Diabrete

quarta-feira, junho 28, 2017 0
... do Gelado O Diabrete

Recordar aqui o gelado Diabrete, um daqueles gelados só de gelo que a Olá costumava colocar a um preço mais simpático. Apareceu logo no começo da década de 80, e apesar de ser um pouco mais caro que os outros de gelo (custava 10 escudos), ganhava destaque por ter um nome que o diferenciasse dos outros, e tinha a particularidade de saber a morango e ter ainda outro gosto misturado, não me recordo se de laranja se ananás. Alguém por aí era fã?













terça-feira, 27 de junho de 2017

... das Caveiras que brilham no escuro da Matutano

terça-feira, junho 27, 2017 0
... das Caveiras que brilham no escuro da Matutano


Deixar aqui umas imagens de mais uns brindes de sucesso da Matutano, desta feita umas caveiras pequenas que brilhavam no escuro. Penso que isto apareceu pela segunda metade dos anos 90, e a colecção consistia numas caveiras brancas, que se encaixavam depois nuns chapéus coloridos. A "cara" da mesma brilhava no escuro, repetindo a característica dos autocolantes dos fantasmas, já abordados num post aqui.







Foto retirada de https://sotaodoscolecionadores.blogspot.pt





segunda-feira, 26 de junho de 2017

... da Novela Roseira Brava

segunda-feira, junho 26, 2017 0
... da Novela Roseira Brava


A RTP deu-nos grandes novelas portuguesas nos anos 80, fazendo um interregno e voltando em grande na segunda metade dos anos 90. Houve ali uma série de telenovelas de grande valor, e uma das mais interessantes foi, sem sombra de dúvida, a Roseira Brava.

Roseira Brava teve autoria de Tozé Martinho, Sarah Trigoso e Cristina Aguiar, tendo sido transmitida pela RTP entre 8 de Janeiro e 8 de Junho de 1996, em pleno horário nobre. A trama ficou pelos 130 capítulos, numa altura em que não se esticava a história para que se fizessem mais episódios, e a coisa desenrolava-se a um ritmo normal.

A equipa envolvida, tinha alguns nomes que já estávamos habituados, como o do realizador Álvaro Fugulin, que teve como companheiro Jorge Paixão da Costa, os figurinos ficavam por conta de Miguel Sá Fernandes, enquanto que a direcção de actores ficava sobre a supervisão de Armando Cortez, com Paco Bandeira a tratar da parte musical. No elenco a coisa mudava um pouco, apareciam nomes conhecidos de outras produções da NBP, mas também muita cara nova, como António Cerdeira e Patrícia Tavares que fizeram aqui a sua estreia, ou Simone de Oliveira que experimentava assim a carreira de actriz, tendo efectuado um excelente trabalho e começando assim uma ligação que se iria prolongar por muitos mais anos.

Aliás o triângulo amoroso, protagonizado por estas duas actrizes e Virgílio Castelo, deu origem a alguns dos melhores momentos da novela. Virgílio esteve fantástico no papel do malandro Manolo, e a estreante Patrícia Tavares deu um grande show como a ingénua Anabela, que se deixou enganar pelas promessas de Manolo e acabou ter que trabalhar como prostituta num bar clandestino que isto tinha.


Estes momentos de intensidade dramática, eram contrabalançados pelo núcleo cómico da novela (uma coisa que faz tanta falta nas actuais), com nomes como Canto e Castro e Manuel Cavaco, dois ex-militares, José Raposo e Manuela Maria como funcionários do café central ou ainda a fantástica Margarida Carpinteiro, como uma beata fanática. Canto e Castro, Manuela Maria e Carlos Coelho fizeram um triângulo amoroso da terceira idade bastante divertido.

O fio condutor da história era a herdade Roseira Brava, pertencente à família da veterana Mariana Rey Monteiro, os Navarro. Marques D'Arede era o vilão principal da historia, num papel onde mostrou todo o seu talento, especialmente nas cenas com Manuela Santos, que dava vida a Matilde, uma sonhadora que saiu da cidade para viver no Alentejo e principalmente na Roseira Brava. Eles os dois, mais Tozé Martinho, interpretavam o outro triângulo amoroso da história, curiosamente, o menos interessante e com menos intensidade.

Não posso deixar de falar de outros vilões da trama, com especial destaque para a irmã da Matilde, a Helena, interpretada de forma brilhante por Elsa Valentim, que soube dar um cunho especial a uma pessoa que por dinheiro fazia tudo, como destruir a vida do pai e da sua irmã. Luís Zagalo foi competente como sempre, assim como Manuel Castro e Silva, que era o cúmplice de Manolo.


O elenco tinha ainda nomes como Luís Esparteiro, Sofia Sá da Bandeira, Numo Homem de Sá e Rogério Samora, sendo que devo destacar aqui dois actores, Carlos Santos e Márcia Breia. O primeiro deu vida ao pobre coitado Joaquim da Horta, um bêbado usado pelo Manolo para fazer várias patifarias e ela como Inácia, uma mulher atormentada pela vida que levava e os segredos que carregava.

Um excelente elenco, uma boa trama e grandes interpretações, fizeram desta novela uma das mais interessantes da altura, tendo sido repetida por diversas vezes na RTP Memória.






As fotos foram retiradas da página de Facebook dedicada à novela,

sexta-feira, 23 de junho de 2017

... de beber Gemada

sexta-feira, junho 23, 2017 0
... de beber Gemada

Algo que caiu um pouco em desuso, mas que era ainda muito comum nos anos 80, o acto de fazer e beber gemada. O meu pai era um ávido consumidor disto, principalmente no inverno, quando se sentia um pouco mais em baixo, lá agarrava em 2 ou 3 ovos, numa boa porção de açúcar amarelo e toca de fazer uma gemada.

Confesso que se tomei disto, não me lembro, mas quase de certeza que sim, era algo comum nessa década, para curar quem estava um pouco em baixo. Existiam depois variantes, podia-se acrescentar cerveja preta (uma das variantes mais comuns), vinho do porto, ou então algum achocolatado. Quem era fã?

Gemada com cerveja preta, tirada do blog http://nacozinhacomafilipa.blogspot.pt/

Gemada com açúcar amarelo, primeira e ultima imagem retirada de http://www.casaclaridade.com















quinta-feira, 22 de junho de 2017

... do jogo Alley Cat

quinta-feira, junho 22, 2017 0
... do jogo Alley Cat

Hoje voltamos a um Memória dos Outros, desta feita pelas mãos de Joana Rodrigues, que nos relembra assim de um jogo que muitos eram fãs, o Alley Cat. Criado em 1983, primeiro para Atari e no ano seguinte para PC, o jogo era baseado num conceito concebido por John Harris, sendo depois desenvolvido e terminado por Bill Williams. Vamos então às recordações da Joana:

Alley Cat. O famoso jogo de fundo cor de rosa sobre um gato de rua que fugia dum bulldog ao saltar vedações e bidons, entrava pelas janelas, sustentando-se nas cordas da roupa.

Cada vez que o famoso gatinho entrava numa janela, deparava-se com um desafio diferente: ora havia um aquário populado por enguias elétricas onde tínhamos que apanhar peixes, e ai do gatinho que tocasse numa delas… levava uma descarga elétrica e ao fim de 3 toques, era expulso da janela pela qual tinha entrado. Noutra janela, tinha um queijo enorme e o objetivo era entrar pelos buracos e apanhar ratinhos. 

Havia que ter cuidado com uma vassoura que andava lá de um lado para o outro, sob pena de ser expulso pela janela novamente. A única maneira de a entreter era sujar o chão..! Ela ficava a limpar e nós livres para apanhar os ratinhos. Outro nível, visava uma prateleira que tínhamos de subir sendo o inimigo uma aranha que pendurada no teto nos fazia… ser expulsos pela janela novamente! Havia ainda outro nível em que o objetivo era apanhar uma borboleta que estava em cima duma mesa, saltando por cima do mobiliário. Aqui existia a vassoura novamente sendo que a maneira de a contornar era semelhante à do episódio da prateleira descrito anteriormente.

Volta e meia, tínhamos acesso a um nível de bónus em que tínhamos de escalar uns corações até a nossa amada mas cuidado! Tínhamos de fugir dumas malogradas setas que partiam os corações e voltávamos ao inicio.

Passados todos estes níveis, o jogo regressava ao inicio sendo que o numero de bidons que estavam disponíveis para aceder às janelas era menor, e o nível de dificuldade aumentava. Começava como “Kitten” terminando em “Alley Cat”.


Longe da espetacularidade dos jogos de hoje em dia, com cores básicas e sons estridentes típicos de MS-DOS, o jogo “Alley Cat” proporcionava à criançada da altura horas de diversão num jogo que marcou sem dúvida os anos 80.