Ainda sou do tempo

sexta-feira, 9 de junho de 2017

... da peça Conversa da Treta

sexta-feira, junho 09, 2017 0
... da peça Conversa da Treta

Hoje volto ao Teatro, para recordar uma peça que voltou a trazer muito português para as salas deste país, a Conversa da Treta. Estreada em 1997 no Auditório Carlos Paredes em Lisboa, conquistou tudo e todos, numa peça onde os únicos adereços eram duas cadeiras, uma mesa, um cinzeiro e dois grandes actores numa amena cavaqueira.

José Pedro Gomes e António Feio eram os protagonistas, um dava vida a Zézé, um típico macho latino, vestido com um fato branco e camisa aberta a mostrar os pêlos do peito, e o outro era Toni, um pintas divertido e despreocupado com a vida, com umas calças de ganga e uma t-shirt com um colete com padrão de pele de vaca vestido.

Os dois falavam de tudo um pouco, desde a morte ao futebol, passando pelas mulheres e a política, tudo acompanhado de gargalhadas do público e o fumo dos cigarros que os actores fumavam em palco, O sucesso foi total, esgotaram salas por todo o país e terminaram uma digressão de 3 anos no Coliseu dos Recreios, perante 30 mil espectadores.

Mas o público podia acompanhar o talento dos artistas num programa da SIC, ou então nos programas radiofónicos, que eram transmitidos na Antena 1 e na Antena 3. Um texto divertido, interpretado por 2 actores que tinham uma grande química em conjunto foram a receita de sucesso, e o alcance com o programa de televisão ajudou a que os mesmos decidissem retornar ao projecto algum tempo depois, com duas sequelas e até um filme.

Mais recentemente, José Pedro Gomes voltou a viver Toni, com a peça o Filho da Treta, onde conversa com o filho de Toni. Quem mais era fã?


















quinta-feira, 8 de junho de 2017

... do Chupa Push Pop

quinta-feira, junho 08, 2017 0
... do Chupa Push Pop

Este chupa apareceu em força no final dos anos 90, foi criado em 1996, e eram vários os reclames na televisão a publicitar a originalidade do produto. O Chupa Push Pop, tinha a particularidade de vir dentro de um invólucro tipo baton, onde se rodava e fazia-se com que o doce saísse e pudéssemos então o sorver. A tampa tinha uma pega, que supostamente seria para colocarmos no cinto para que este tivesse ali à mão. Quem era fã disto?





terça-feira, 6 de junho de 2017

... deste cartaz de gelados da Olá de 1982

terça-feira, junho 06, 2017 0
... deste cartaz de gelados da Olá de 1982

Relembrar aqui mais um cartaz da Olá, desta feita um de 1982, quando ainda eram na horizontal e sem meninas a partilhar o espaço com os gelados que tínhamos que escolher. Para além dos clássicos Perna de Pau, Super Maxi e Epá, tínhamos um novo Cornetto (de Tangerina) a juntar-se ao veterano de Morango e o resistente de Moka. 

Quem não tivesse os 30 escudos para estes gelados premium, podia optar por outros, como um novo Fizz (de laranja), um de chocolate muito parecido com o Krisppi, chamado de Crock (se bem que tínhamos que dar 20 escudos por isto), ou ainda o Dedo,sem sabermos que seria das suas últimas aparições.

Ainda tínhamos uma variante do Epá (não me recordo se de morango ou laranja), e um com as cores da bandeira da Itália, para além daqueles que eram a salvação de todos que não eram muito abonados, o par de gelados de gelo com sabor a ananás e laranja, que nem chegavam a 8 escudos cada. Qual era o vosso favorito?






sábado, 3 de junho de 2017

... do Jorge Tadeu e sua flor

sábado, junho 03, 2017 0
... do Jorge Tadeu e sua flor

Já aqui falei da novela Pedra sobre Pedra, hoje darei destaque a uma personagem dessa trama, o fotógrafo Jorge Tadeu. Interpretado por Fábio Jr., que com este papel deixou a sua marca na história da televisão, já que ainda hoje há quem se recorde do seu nome, e da misteriosa flor que estava associada à sua personagem.

Poderão ler mais sobre Pedra sobre Pedra, no post que fiz sobre a novela aqui, hoje irei só relembrar Jorge Tadeu, o misterioso fotógrafo que surgiu na cidade de Resplendor para tirar fotografias às paisagens da cidade, e aos seus habitantes, mas que na verdade estava a fazer uma investigação para Pilar Batista (Renata Sorrah).

Eu gosto de Fábio Jr., já em Roque Santeiro achava piada à forma descontraída como dava vida ao galã Roberto Matias, e aqui voltei a engraçar com a forma como encarnou Jorge Tadeu. Não resistia às várias mulheres da cidade, e era comum visitá-las, muitas vezes à revelia dos seus maridos. Alguns deles, como o Prefeito Kléber (Cecil Thiré), não podiam com ele, neste caso a coisa piorava, já que Jorge Tadeu gostava de "regar" uma árvore que ficava em frente da casa do Prefeito, urinando quase todas as noites nessa mesma árvore.



Foi dessa árvore que surgiram depois as flores misteriosas, com as quais as mulheres da cidade conseguiam estar com o "Retratista", mesmo depois de morto, bastando para isso comer a mesma. A morte da personagem foi uma das tramas principais da novela, com o mistério a apaixonar todo o Brasil, e também Portugal. Ele continuou a aparecer depois de ser assassinado, escolhendo a mulher para quem iria aparecer, deixando cair uma flor para as mãos dela.

As suas principais "namoradas" eram Úrsula Pontes, vivida por Andrea Beltrão e a que verdadeiramente amava o fotógrafo, Ximena, que era a mulher do Prefeito, interpretada por Nívea Maria e a sua amiga Susana (a voluptuosa Isadora Ribeiro). Até a delegada Francisquinha (a grande Arlette Sales) cedeu aos seus encantos, na ânsia de tentar resolver o mistério em torno de sua morte, e existia ainda a Rosemary (Elizangela),uma mulher fogosa e habituada à alta sociedade.

Com o seu bom humor, Fábio Jr transformou este galã em mais uma daquelas personagens que vive muito para além da novela da qual faz parte, e ficou assim para sempre associado à história da TV Globo, com todos a guardarem com saudade a sua interpretação.


























quinta-feira, 1 de junho de 2017

... dos Cupões para Concursos da RTP

quinta-feira, junho 01, 2017 0
... dos Cupões para Concursos da RTP


Quem não se lembra dos cupões para os concursos da RTP? Se calhar muitos de vocês até ajudaram a preencher alguns, que se enviava sempre para algo que terminava em Lisboa Codex. Vinham nas diversas revistas e jornais daquele tempo, e habilitava-nos a concorrer a um dos concursos da altura. Deixo aqui algumas imagens, alguém chegou a conseguir ir a algum concurso desta forma? Ou ajudar um familiar a ir?







Fptp retorada do bçpg Enciclopedia de cromos








quarta-feira, 31 de maio de 2017

... da colecção Formiguinha

quarta-feira, maio 31, 2017 0
... da colecção Formiguinha
Foto retirada do blog Santa Nostalgia
Muitos tiveram alguns livros desta colecção, que teve várias edições ao longo dos anos, que davam a conhecer às crianças portuguesas alguns contos infantis. A colecção Formiguinha começou a ser publicada nos anos 60, tendo tido uma edição (a que maior parte deve conhecer) nos anos 70 e 80, e por fim uma nova edição pela década de 90.

Publicados pela Editorial Majora, a colecção Formiguinha consistia em 60 livros pequenos (75 por 100 mm com cerca de 16 páginas cada), onde nos era apresentando uma versão condensada de contos infantis de várias origens, dos irmãos Grimm, da cultura popular ou de Andersen. A adaptação está ao cargo de João Sereno, que tentava apresentar o essencial da história naquelas 16 páginas.

As ilustrações eram simples, e como em tudo naquela época, existia sempre uma moral a aprender nas histórias, fosse ela cómica, dramática ou de aventuras e acção. Quem teve?

Foto retirada do blog Santa Nostalgia



Foto retirada do blog Anos 80 e 90
Foto retirada do blog Santa Nostalgia











... do Rão Kyao

quarta-feira, maio 31, 2017 0
... do Rão Kyao

Um dos maiores nomes do panorama musical nacional, Rão Kyao era uma das figuras mais populares nos anos 80, produzindo 2 álbuns fantásticos, um onde interpretava fados de Amália Rodrigues, onde a voz da fadista era substituída pelo Saxofone, e outro onde mostrou toda a sua habilidade na flauta de bambu, o instrumento musical pelo qual ficou conhecido em todo o país.

João Maria Centeno Gorjão Jorge, conhecido como Rão Kyao, nasceu a 23 de Agosto de 1947 em Lisboa, tendo estudado no colégio militar em Lisboa, antes de entrar na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo sido colega de Marcelo Rebelo de Sousa e Leonor Beleza. Amante do Jazz, começou as suas incursões musicais como Saxofone tenor, aparecendo em diversos clubes da capital e chegando a aparecer em clubes de outros países, aquando de suas viagens.

Era também um apaixonado pela música do Oriente, e tentando saber mais sobre os elos entre a nossa música e a desse hemisfério, decide viajar para a Índia, onde usa o que aprendeu no álbum "Goa" de 1979. Mas foi na década de 80 que o artista saltou para o estrelato, em 1983 lança o disco "Fado Bailado", onde interpreta os fados de Amália Rodrigues, mas usando o saxofone como substituto da voz da fadista, com a ajuda da guitarra de António Chainho.



Foi um sucesso de vendas, sendo o primeiro álbum a chegar a platina, isto numa altura em que era preciso vender muito para conseguir esse prémio. Rão Kyao ia encantando o público, que ouvia assim o fado de uma forma diferente da habitual. Apareceu em vários programas de televisão e no ano seguinte decide lançar um disco só usando a flauta de bambu, e mais uma vez encontra o sucesso, entrando para o top e com a música"Canção da manhã" a tornar-se conhecida por tudo e por todos, especialmente quando fez parte do genérico da série "Anel Mágico".

Eu adorava esta música, tinha uma tia que era fã do artista e que punha discos deles a tocar no café dela, permitindo assim que eu conhecesse ainda melhor a obra dele. Numa altura em que na escola tinha que se tocar flauta, nas aulas de educação musical, era normal que alguém famosos por tocar este instrumento nos cativasse a atenção.

Ainda lançou mais 4 discos até o final da década de 80, alternando entre a flauta e o saxofone, fazendo alguns experimentos nos anos 90, tendo ainda editado mais de 20 discos até dar uma pausa no lançamento de álbuns em 2008. Continua activo musicalmente, actuando pelo nosso país e não só, encantando ainda gerações com as suas melodias e a sua paz de alma.