Ainda sou do tempo

quarta-feira, 19 de abril de 2017

... das Caricas da Schweppes com futebolistas

quarta-feira, abril 19, 2017 0
... das Caricas da Schweppes com futebolistas

Mais uma memória rápida, de uma colecção que entusiasmou muito rapaz nas décadas de 70 e 80, a de imagens de futebolistas nas caricas da Schweppes. A Carica estava muito na moda nessa altura, já aqui falei das brincadeiras que se fazia com elas, com corridas e isso, e várias marcas de refrigerantes aproveitaram isso para promover algumas colecções interessantes. Quem fez disto?




Foto retirada do blog Queridos anos 80











segunda-feira, 17 de abril de 2017

... dos Puzzles de Cubos da Majora

segunda-feira, abril 17, 2017 0
... dos Puzzles de Cubos da Majora

Deixar aqui algumas imagens de uma memória muito querida da minha infância, os puzzles de cubos da Majora. Tive vários do género, uns de madeira e mais tarde uns de plástico, eram sempre imagens fofas infantis, afinal esse era o público alvo, e os mesmos tentavam ser fáceis o suficiente para qualquer criança os poder montar.

Muitas vezes era algo relacionado com a Disney, todos eles vinham com umas ilustrações e depois os cubos para podermos formar as imagens desses postais. Na caixa vinha sempre uma imagem que estaria depois nos cubos também, lembro-me que podiam vir muitos ou poucos, dependia da caixa.

Quem mais teve disto?




Imagem retirada do blog Respigador









quinta-feira, 13 de abril de 2017

... do programa Olha que Dois!!

quinta-feira, abril 13, 2017 0
... do programa Olha que Dois!!

Um programa de entrevistas, com uma forte componente de entretenimento, apresentado por uma dupla de apresentadores que tinham uma química invejável. Teresa Guilherme e Manuel Luís Goucha eram pessoas bem conhecidas dos portugueses, existia até o boato de que eram um casal, e tiveram aqui a oportunidade de terem um programa em conjunto, capitalizando a sua química e popularidade.

Olha que Dois!! passou na RTP entre Setembro de 1992 e Junho de 1993, tendo sido transmitido aos Domingos à tarde e onde os dois apresentadores entrevistavam uma figura conhecida da nossa sociedade. A particularidade do programa, residia nas várias rubricas por lá apresentadas, desde uma crónica de mal dizer de João Braga (que foi depois convidado), a mostra de talentos e músicas ocasionais.

Manuel Luís Goucha e Teresa Guilherme viviam na altura com o boato de que eram na verdade um casal amoroso, e brincavam com isso a apresentar este programa, que teve algum sucesso devido à química que os dois sempre tiveram. No programa apareciam outros convidados, pessoas conhecidas que tinham alguma ligação com o entrevistado, dando assim a conhecer pequenos pormenores da sua vida pessoal.

Maria Cavaco Silva, Herman José, Artur Agostinho, Eusébio, António Sala foram apenas alguns dos nomes que por lá passaram, numa conversa informal e divertida. Lembram-se?








Imagens retiradas do Quinto Canal e da Enciclopédia de cromos

... do Luís Pereira de Sousa

quinta-feira, abril 13, 2017 0
... do Luís Pereira de Sousa

Foi uma das caras da RTP nas décadas de 80 e 90, e um dos bigodes mais famosos do país, para além de ser um dos maiores nomes da história da rádio. Eu gostava bastante de Luís Pereira de Sousa, parecia aquele tio castiço e muitas vezes tinha atitudes nos seus programas, que mostrava que não era muito de seguir as regras.

Luís Pereira de Sousa nasceu no Porto, a 1 de Janeiro de 1941, mudando-se ainda criança para Carcavelos, onde fixaram residência e onde começou a mostrar o seu interesse pelo mundo do jornalismo. Ainda não tinha 20 anos e já fazia, produzia e apresentava, um programa de rádio (no Clube Radiofónico de Portugal), que era patrocinado pela mítica Farmácia Cordeiro e dava a conhecer factos, informações e pormenores do concelho de Cascais.

Dono de uma bela voz radiofónica, foi normal vingar nesse mundo, onde começou a dar nas vistas como repórter desportivo no Rádio Clube Português, fazendo também trabalhos para outras estações como a Rádio Renascença. O RCP apostou forte na qualidade da sua voz, dando-lhe trabalhos de locuções para magazines de arte e cultura, com especial destaque para o cinema.

Mas não se deve julgar o seu trabalho na rádio, somente pela sua voz, o seu contributo como repórter é deveras importante e chegou a ser colaborador no estrangeiro para diferentes emissoras, chegando também a colaborar com rádios de Angola, Moçambique e outros países, realizando trabalhos que chegariam à Europoa, África e América do Sul.

Foi para uma estação da África do Sul que fez a reportagem em directo do 25 de Abril de 1974, e foi um dos únicos dois jornalistas que acompanharam Salgueiro Maia na entrada para o Quartel do Carmo. No período pós revolução, foi locutor em programas que analisavam a realidade política, nem sempre de uma forma bem vista por todos, mas que mostravam também a forte personalidade do jornalista.


Esses programas eram apresentados pela Emissora Nacional, então RDP, no Actualidades fazia uma comparação entre o discurso político e a realidade nacional, enquanto que no Domingo Fantástico, onde dava uso à sua imaginação e apresentava as coisas de forma fantasiosa.

Foi nesse programa que teve um revés na sua carreira, quando entrou em conflito com a direcção de programas depois de uma entrevista ao escritor Luís Pacheco, que fez algumas referências humorísticas ao então presidente da República Ramalho Eanes, sendo-lhe então instituído um processo por abuso de liberdade de imprensa. Foi absolvido num processo rocambolesco, onde se apresentou sem advogado, dizendo que não tinha nada do que se defender. Foi absolvido e até elogiado pelo Juiz, considerando a peça exemplar em matéria de imaginação e criatividade.

Mas o ministério público e os directores da rádio levaram o caso a instâncias superiores, pela defesa desorganizada do réu, conseguindo com que fosse condenado a 6 meses de cadeia, passíveis de serem pagos em multa, o que fez. Curiosamente o próprio presidente Ramalho Eanes, fez-lhe chegar a mensagem de que não se tinha sentido ofendido pela peça em questão, e que até lhe tinha achado piada.

No final dos anos 70 começou então a colaborar com a RTP, apresentando o Telejornal e um programa de debate político, o Frente a Frente. Começou a apresentar, ou a colaborar, com diversos programas e pouco tempo depois era já considerado o jornalista português mais popular. Foi natural portanto a transição para programas ligeiros, de entretenimento,

Na década de 90 foi assim que muitos o conheceram, a apresentar programas de verão como os Festa na Feira, Onda de Verão ou Jogos de Verão, e ainda programas no estilo talk show, como Nunca é tarde, Clube da manhã, ou o Estúdio 4. Uma característica desse programa, e outros mais leves como o Coleccionando e o Um Certo Sorriso, era o destaque dado ao simples telespectador, que Pereira de Sousa tratava com todo o carinho e atenção, ajudando assim à sua popularidade.

Continuou também a colaborar na rádio, lembro-me de apresentar um programa da manhã na Rádio Comercial AM, que a minha avó gostava bastante de ouvir. No virar de século, voltou a dedicar-se mais à reportagem e à locução de documentários e programas do género para canais de cabo, dando uso a uma das melhores vozes do nosso país.

Longe da televisão, mas não dos nossos corações, escreveu um livro e teve um grande susto depois de um acidente que o levou de urgência ao hospital. É uma das maiores figuras do nosso mundo audiovisual, e uma das mais importantes também.








Imagens retiradas do Restos de Colecção e Enciclopédia de Cromos
Informação retirada de Wikipedia





quarta-feira, 12 de abril de 2017

... do filme Os Dez Mandamentos

quarta-feira, abril 12, 2017 0
... do filme Os Dez Mandamentos

Na semana da Páscoa, nada melhor para um post do que um dos maiores épicos de todos os tempos, e um filme que costuma sempre passar nesta altura. Os Dez Mandamentos de Cecil B. DeMille, é um clássico de cinema, um dos mais bem sucedidos de todos os tempos e ainda hoje é um dos melhores filmes do género.

The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos em Portugal e no Brasil), foi um épico bíblico de 1956, realizado pelo lendário Cecil B. DeMille e com Charlton Heston no papel principal. A trama centra-se na história de Moisés, numa adaptação livre do que vem na bíblia e mostra-nos então a vida dele e como foi o seu encontro com Deus e como liderou o seu povo, então escravo do Faraó, até a liberdade.

Com mais de Três horas, tornou-se mesmo assim um sucesso de bilheteira, e foi nomeado para sete Óscares, tendo vencido o de melhores efeitos visuais. Vi isto pela primeira vez numa Lotação Esgotada, e lembro-me que fiquei fascinado com algumas cenas, como a do confronto ´com o feiticeiro do Faraó (e os cajados a virarem cobras), e claro está da divisão do mar, para passar mais o seu povo.

Por cá costuma dar na altura da Páscoa ou do Natal, mas nos Estados Unidos a ABC transmite o mesmo todos os anos, no Domingo de Páscoa. Mais alguém é fã do filme?




















... do Venâncio

quarta-feira, abril 12, 2017 0
... do Venâncio
Foto de Armazém Leonino

Era uma das figuras do Sporting quando comecei a seguir o futebol mais a sério, e tenho-o na memória como um dos grandes "capitães". Venâncio era o típico central de marcação, duro e muito forte no jogo aéreo, tendo jogado de leão ao peito por quase uma década.

Pedro Miguel Regateiro Venâncio nasceu a 25 de Novembro de 1963, em Setúbal, começando a dar nas vistas na formação dos Sadinos e sendo assim contratado pelo Sporting em 1981, para a sua equipa de júniores. Na época seguinte estreou-se na equipa principal, e em 1984 John Toshack aposta em definitivo no jogador, dando oportunidade para formar uma dupla com outro jovem central, Morato.

Apesar de não vencer nenhum grande título, vai sendo aposta regular dos muitos treinadores que vão passando pelo banco dos leões, num dos períodos mais conturbados da história do clube. Sendo uma das figuras principais do Sporting, normal ser escolhido como capitão a dada altura, confirmando assim a sua presença na história dos verdes e brancos.

Foi chamado para a selecção nacional, onde foi marcando presença até que um problema que tinha nos joelhos o impediu ser mais regular dentro de campo. Concentrou as suas atenções no Sporting, onde formou ainda dupla com o central brasileiro Luisinho, saindo somente na temporada de 1992/93, passando a braçadeira de capitão para Jorge Cadete e sendo substituído na defesa pelo Holandês Stan Valckx.

Jogou ainda mais duas temporadas, pelo Boavista, conquistando uma Supertaça e abraçando depois a carreira de treinador, onde foi adjunto por diversas vezes no Sporting (estando na equipa técnica de Inácio, na conquista do título), e foi o treinador dos Iniciados do clube, saindo na temporada de 2016/17, tendo conquistado um campeonato nesta categoria.

Quem se lembra deste jogador?












terça-feira, 11 de abril de 2017

... do Óleo de Fígado de Bacalhau

terça-feira, abril 11, 2017 0
... do Óleo de Fígado de Bacalhau


Não me recordo sinceramente de ter tomado disto, e por todos os relatos que já ouvi, estaria por certo nas minhas lembranças, já que todos que o tomaram, ainda hoje se lembram do seu horrível sabor. O Óleo de Fígado de Bacalhau, foi o terror de muita criança entre as décadas de 60 e 80, altura em que começou a deixar de ser usado com tanta frequência.

Existia na forma de xarope e de cápsulas, há quem diga que existiam variantes com sabor a banana (que atenuava o outro sabor), e que recebiam por norma uma colher de açúcar de seguida, para adoçar a boca. O sentido de em Portugal existir um consumo, quase obrigatório, do Óleo de fígado de bacalhau não fazia muito sentido, já que pesquisando sobre o assunto, constato que o seu uso deve-se sobretudo a quem tenha falta de Vitamina D, ou seja, pouca exposição ao sol.

Não se pode dizer que Portugal tenha por isso uma grande necessidade de tomar isto, mas o certo é que muitos tomaram e recordam-se com pavor desses tempos. As justificações eram as de sempre, "vai-te fazer bem", "ajuda-te a crescer", etc. Quem tomou disto?