Ainda sou do tempo

quinta-feira, 30 de março de 2017

... do Plinto

quinta-feira, março 30, 2017 0
... do Plinto


Hoje vou recordar um dos objectos que podíamos encontrar nas aulas de ginástica/educação física, o Plinto. Era algo já pouco usado na minha altura, mas mesmo assim recordo-me de ter aulas onde tinha que fazer o fatídico salto por cima disto.

A altura daquilo podia ser ajustada, mas a maior parte dos professores gostava de complicar a coisa, e deixava aquilo de uma forma que era complicado para muitos de nós efectuarem um salto em condições. Por norma, havia duas variantes, o irmos a correr, colocar as mãos em cima da almofada (cabeça) do Plinto, e saltar por cima deste, e a outra era dar uma cambalhota com o impulso da corrida.

Do outro lado estava quase sempre o mítico colchão, que mais parecia um tapete, tal a sua grossura, e que não nos inspirava grande confiança para grandes aventuras. Quem se recorda disto?

Foto retirada de Instituo de Odivelas









quarta-feira, 22 de março de 2017

... do View-Master

quarta-feira, março 22, 2017 0
... do View-Master


Lembro-me de ficar sempre entusiasmado quando apanhava um View-Master, achava piada ao conceito da coisa e quando havia "histórias" interessantes, ficava algum tempo com aquilo nos olhos, enquanto via os bonecos que apareciam.

O aparelho em si apareceu pela primeira vez em 1939, baseado numa ideia de Edwin Mayer que já tinha começado a recolher os materiais para a criação do produto em 1919. O View-Master era uma espécie de binóculos, hoje em dia pode-se comparar um pouco aos óculos de VR, onde colocávamos uns discos de cartão que continham umas imagens e podíamos depois ir clicando e ver a história a desenrolar-se.

Os cartões seguiam o mesmo conceito dos slides, eram a cores e tinham alguma qualidade, o disco tinha cerca de 14 imagens e depois íamos rodando e vendo a história completa. Existiam coisas mais "adultas", como imagens de cidades ou monumentos, mas o sucesso residia nos discos para os mais novos, com desenhos animados da Disney em grande destaque, mas existia de tudo um pouco.

Existiu sempre na nossa vida, mas como em tantos outros produtos, conheceu um pico de popularidade nos anos 80, com todos a quererem ter um e ver as histórias que podíamos ver por ali.

Quem teve um?


Imagem retirada do blog Mybesttoys

Imagem retirada do blog My Best Toys












segunda-feira, 20 de março de 2017

... da Pipi das Meias Altas

segunda-feira, março 20, 2017 0
... da Pipi das Meias Altas

Voltamos ao Memórias dos Outros, desta vez com uma estreia, a da escritora Aida Teixeira, que nos vem dar a sua visão pessoal sobre uma personagem mítica da nossa infância, a Pipi das Meias Altas. Uma criação da autora Astrid Lindgren, esta menina sardenta e de cabelos ruivos conquistou o mundo, vivendo aventuras onde mostrava toda a sua força física e a sua simpatia.

Eu ainda sou do tempo em que nem todas as casas tinham electricidade. Quando mudei para uma casa que tinha, também ganhei uma nova amiga: a Televisão. E foi assim que conheci a Pipi das Meias Altas, ou se quiserem a Pippilotta Viktualia Rullgardina Krusmynta Efraimsdotter Långstrump.

Caramba, lembro-me bem que toda eu era inveja daquela catraia que tinha super poderes, e como se isso não bastasse também tinha o Herr Nilsson (macaco), e a liberdade de fazer tudo o que lhe apetecia. Reli a minha caderneta de cromos (sim, sim, ainda tenho a caderneta de cromos, já tem 40 anos, e está incompleta), e ri-me.

Uma coisa era a série de televisão, que nos fazia sonhar, e a víamos em acção a dar cabo do canastro ao Sven, o Sanguinário, e ao Jock, o Cutelo, a viajar de balão deitada numa cama, a apoderar-se dos barcos dos piratas com uma facilidade embaraçante (para os piratas, claro). Outra coisa era a história contada na caderneta de cromos, e foi por isso que me ri quando comecei a reler, 40 anos depois de a ter comprado.


A Pippi com as suas tranças cor de cenoura, marrafa toda incerta, e tão politicamente incorrecta, felizmente. Vi um episódio onde ela fumou um charuto, roubava barcos, agredia com a sua super força naqueles que se lhe atravessavam no caminho, andava com 2 crianças (Tommy, e Annika) que os pais tinham deixado consigo “um belo dia os pais de Tommy e Annika resolveram ter três semanas de férias e deixaram-nos entregues aos cuidados da vossa amiguinha Pippi meias altas”. Oi?? 3 semanas? Aqueles pais nunca ouviram falar de “abandono de menores”, e nós, na altura, também não.

Não se levantou uma hoste de justiceiros a pedir que aqueles pais fossem apedrejados em praça pública, quiçá até perderem o direito de serem pais, e as crianças serem entregues para adopção!
O cavalo foi abandonado, sozinho, com vários potes de comida, embora lhe tivessem recomendado para “repartir bem as rações”. Suponho que o Lilla gubben não foi glutão, e conseguiu gerir a ração e a água, até a sua dona super poderosa voltar. Cá estaria mais um motivo para os justiceiros actuais partirem numa demanda – abandono do animal.

A série teve 13 episódios, indo para o ar pela primeira vez em 1969, sendo transmitido pela RTP por diversas vezes nas décadas de 70 e 80, conquistando também por cá uma legião de fãs. No Brasil recebeu o nome de Pippi Meialonga, e também por lá teve um grande sucesso. Por cá tivemos revistas, livros e cadernetas de cromos, tudo para fazer as delícias dos mais pequenos.

Não pensávamos em nada que não fosse ver a série por aquilo que ela realmente era: uma série de entretenimento para crianças. Se gostava de a rever? Claro… que não!! Não gosto de estragar as minhas memórias.


Aida Teixeira é autora de livros infantis e agora também uma colaboradora ocasional do Ainda sou do tempo. Podem ver a sua obra aqui.










sexta-feira, 17 de março de 2017

... deste brinquedo dos anos 80

sexta-feira, março 17, 2017 0
... deste brinquedo dos anos 80

Hoje deixar aqui só a imagem destes brinquedos, que tiveram alguma popularidade nos anos 80 e 90. Consistia em personagens conhecidas de desenhos animados, eu tive um Snoopy, numa espécie de ginásio portátil, onde clicávamos nuns botões de lado e o boneco ia para cima e para baixo. Alguém se recorda do nome disto?


quarta-feira, 15 de março de 2017

... da Consola Family Game/Famicom

quarta-feira, março 15, 2017 0
... da Consola Family Game/Famicom


Esta consola faz parte dos meus traumas de infância, já que foi um dos meus desejos de prenda de natal, e apesar de ter debaixo da árvore um embrulho que dava a entender que esse pedido tinha sido atendido, tratava-se na verdade de uma máquina de escrever.

A Famicom, ou Family Game, foi a consola que ajudou a popularizar este tipo de sistema de entretenimento familiar. A Nintendo fazia parte da sua concepção, sendo que pouco tempo depois lançou o NES, e a história dos videojogos nunca mais foi a mesma.

Este aparelho apareceu no nosso país na segunda metade da década de 80, tendo um preço bastante acessível e possibilitando a vários jovens alguns momentos de boa diversão. O meu vizinho teve um, era daqueles que vinha já com vários jogos, como um de tanques em que tínhamos que proteger uma águia guardada num labirinto de tijolos, versões do super mário, o Duck Hunt, algum de aviões e coisas do género.

Havia a possibilidade de colocar cartuchos, que começaram a aparecer pouco tempo depois nas feiras e algumas lojas. Quem por ai teve uma destas máquinas?










terça-feira, 14 de março de 2017

... do Alfinete para fralda de pano

terça-feira, março 14, 2017 0
... do Alfinete para fralda de pano

Ainda usei fralda pano, e lembro-me de ver estes alfinetes nas casas dos meus primos mais novos, ou nos vizinhos com bebés, e pensar como seria perigoso a probabilidade de espetar algo tão pequeno com uma coisa destas. E quem não se lembra de ver alguém com o alfinete na boca, enquanto trocava a fralda ao bebé?













... do desespero de quando nos chamavam pelo primeiro e segundo nome

terça-feira, março 14, 2017 0
... do desespero de quando nos chamavam pelo primeiro e segundo nome

Deixar aqui a memória que muitos devem partilhar comigo, o desespero que era quando um dos pais nos chamava pelo primeiro e segundo nome (ou o nome por inteiro). Por norma comigo a coisa acontecia da seguinte forma, estava a brincar na rua, ouvia o meu nome "Hugo, anda jantar", que se repetia daí a pouco, devido a ter ignorado o primeiro. Passado algum tempo já seria "HUGO MIGUEL JÁ PARA CASA", e aí sabia que era melhor cumprir e ir logo para casa. Quem mais se recorda de situações do género?