Ainda sou do tempo

quinta-feira, 9 de março de 2017

... do Jogo do Loto

quinta-feira, março 09, 2017 0
... do Jogo do Loto

Nos anos 80, era comum recebermos jogos tabuleiro amiúde, e jogávamos todos eles de forma regular com os nossos vizinhos e amigos, por mais apelativo, ou não, que isso fosse. O jogo do Loto tinha um aspecto antiquado, mas mesmo assim houve muita malta nova a jogar isto.

Apesar de terem existido diversas marcas, o Loto da Majora era o mais popular, sendo um dos produtos mais vendidos desta empresa. Existiram diversas caixas, mas todas consistiam no mesmo, folhas de conferência, 24 (ou 36) cartões com números aleatórios, um saco onde guardar os números e cerca de 90 números gravados em madeira (ou plástico a dada altura).

Depois cada jogador ficava com 3 cartões, podendo comprar mais, e alguém ia tirando os números do saco e dizendo o que saía em voz alta. e quando alguém tinha esse número no cartão ia apontando e tentando fazer a linha de 5 números que tinha. Seguem as regras conforme estavam no excelente blog amojogos


As memórias que tenho, é de jogar isto com familiares mais velhos, mais do que com pessoal da minha idade, mas isso também aconteceu. Quem jogava isto?











quarta-feira, 8 de março de 2017

... das Lapiseira Troca Pontas

quarta-feira, março 08, 2017 0
... das Lapiseira Troca Pontas


Continuando pelo tema escolar, hoje deixo duas imagens de algo que muitos de nós tiveram nos anos 80 e 90, a Lapiseira que dava para trocar as pontas. Basicamente tratava-se de uma lapiseira, que tinha 9 ou 10 pontas pequenas que se encaixavam uma na outra, e quando uma começava a falhar, era só tirar e colocar no final. O pior era quando se perdia uma delas. Quem teve?



















segunda-feira, 6 de março de 2017

... do Leite Escolar

segunda-feira, março 06, 2017 1
... do Leite Escolar


O programa Leite Escolar ainda existe, mas como já referi por diversas vezes neste blog, gosto de invocar memórias de coisas que nos marcaram, e todos devem se recordar daquele momento em que nos davam um pacote de Leite na escola.

O sabor não era grande coisa, é do que mais me recordo nisso, e era algo que nos era dado na escola primária e no 5º ano (tenho vaga ideia de também me darem no 6º, mas posso estar a fazer confusão). Era-nos dado durante a aula, se não me engano num período da manhã e depois no período da tarde, numas embalagens diferentes do leite que víamos lá por casa, e que invariavelmente acabava a ser espalmado com grande ruído no intervalo seguinte. Quem mais se recorda disto?














quinta-feira, 2 de março de 2017

... da Novela Tieta

quinta-feira, março 02, 2017 0
... da Novela Tieta

Tieta foi uma das melhores telenovelas de todos os tempos, e uma das minhas preferidas, conquistando tudo e todos com o seu bom humor, os seus excelentes diálogos e a qualidade de um excelente elenco.

Foi um dos maiores sucessos da Rede Globo, e por cá aconteceu o mesmo, com o público a ficar completamente fascinado com tudo, com os mistérios da caixa branca da Perpétua, ou da Mulher de Branco, a divertir-se com as malandrices de Osnar, os comentários de dona Milú ou então com os ataque de dona Amorzinho.

Baseado no romance Tieta do Agreste, de Jorge Amado, a telenovela foi escrita por Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzohn, que modificaram algumas coisas em relação ao livro, como a supressão de algumas personagens, a criação de outras (como a Mulher de Branco), e mudando a história por trás de outras, como no caso de Imaculada, que passa de prostituta a uma virgem ingénua e esperançosa. A caixa branca de Perpétua é outro exemplo da liberdade criativa dos escritores, tentando assim retirar alguma da carga adulta e mais pesada do romance.

Com 196 capítulos, apresentou assim uma trama leve e que se desenvolvia a bom ritmo, tendo sido transmitida no horário das 20 pela Rede Globo, entre 14 de Agosto de 1989 e 31 de Março de 1990, por cá a RTP emitiu a novela pelas 20h15, entre Outubro de 1990 e Maio de 1991. Na altura foi alvo de muita reclamação por parte de telespectadores mais conservadores, que chegaram a exigir a sua retirada do ar.


A história passa-se em Santana do Agreste, um vilarejo isolado, que vive alimentado por um gerador (que se desliga às 22h) e que recebe os seus visitantes e correio numa carrinha que nem sempre funciona a 100%.  No começo vemos vários flashbacks que mostram como Tieta (Claudia Ohana nos flashbacks e Betty Faria na trama principal), é escorraçada da cidade pelo seu pai Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos), que odeia o seu modo libertino de viver a vida e que vai contra os seus princípios de vida, a pastorear as suas cabritas.

Aliás, a alcunha dela era de cabrita, a forma como os jovens do sexo masculino a tratavam, e mesmo quando regressou rica e poderosa, era assim desta forma carinhosa que personagens como Osnar (José Mayer) lhe chamavam. Osnar fazia parte dos 4 cavaleiros, um grupo de galãs divertido que incluía ainda Timóteo D'Alamberti (Paulo Betty) que se tinha casado com a irmã mais nova de Tieta (que adorava telenovelas e radionovelas), e que sofria muito do estômago, Reginaldo Faria dava vida a Ascânio de Trindade, um político sonhador e por fim tínhamos Amintas Feitosa (Roberto Bonfim), um comerciante da cidade que tentava dar sempre consolo a viúvas beatas como a dona Amorzinho (Lilia Cabral).

Amorzinho e Cinira (Rosane Gofman), eram duas beatas lideradas por Perpétua (Joana Fomm), a irmã mais velha de Tieta, que se veste toda de preto e tem esperança que o seu filho mais velho Ricardo (Cássio Gabus Mendes) se torne padre. Quando Tieta regressa à terra natal, rica e poderosa, vê-se envolvida numa família que saliva pelo seu dinheiro, e Perpétua não é excepção, empurrando o seu filho para a sua irmã, na esperança que esta se afeiçoe a este e lhe deixe tudo.

O problema é que começa aqui uma relação incestuosa, muito polémica para a altura que passou por cá, e uma das tramas principais da novela. Mas existiam outras histórias interessantes, tínhamos o capitão Dário (Flávio Galvão) que adora viver naquela paz, e fará tudo para a conservar, sem saber que a sua mulher era a misteriosa mulher de branco, que fazia suspirar todos os homens da cidade.


  Armando Bógus dava de novo vida a um vilão asqueroso, de seu nome Modesto Pires, que mantinha uma amante chamada Carol (Luiza Tomé), e que deram nas vistas com os seus momentos "Senta aqui Carol, upa la la". O veterano Ary Fontoura era o Coronel Arthur da tapitanga, que mantinha um harém de rolinhas, para satisfazer os seus prazeres sexuais, mas que encontrou alguns problemas quando acolheu Imaculada (Luciana Braga), que conseguiu permanecer virgem e driblar as intenções do velho coronel.

Carmosina (Arlete Salles) era a funcionária dos correios, e solteirona, que juntamente com a sua mãe Dona Milu (Miriam Pires) sabiam logo de todas as novidades da cidade, e quando não sabiam, opinavam  e ficou famoso o bordão de dona Milu, o "Mistériooooo...". Entre outras personagens tínhamos ainda o Bafo de Bode, que era o bêbado da cidade, o motorista da Marinete Jairo (Elias Gleizer), o Turco dono do boteco onde iam beber, a enteada de Tieta, que se decobriu ser na verdade uma ex prostituta, ou ainda as prostitutas da cruz vermelha.

Diverti-me muito com esta novela, revendo com prazer quando foi repetida pela SIC (no final da tarde, já noutros tempos menos conservadores) e no canal GNT. Uma maravilhosa banda sonora, um genérico sedutor e uma história fantástica e bem divertida.

Quem mais foi fã desta grande novela?



                    

               

               

                 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

... dos Estalinhos de Carnaval

quarta-feira, fevereiro 22, 2017 0
... dos Estalinhos de Carnaval

Já disse aqui várias vezes que não sou grande fã do Carnaval, mas nos anos 80 ainda me divertia um pouco nesta época, e muito por causa de todo o material "explosivo" a que tínhamos acesso, fosse qual fosse a nossa idade. Os Estalinhos faziam parte dessa diversão, simples, económico e servia para assustar, já que era essa a nossa intenção.

Nos anos 80, podíamos entrar numa qualquer papelaria, drogaria ou até aqueles quiosque de rua, e com uma moeda de 5 escudos, comprar uns Estalinhos de Carnaval para nos divertirmos um pouco. Tratava-se de uns saquinhos de papel fino colorido, que continha uma espécie de pólvora lá dentro e que quando atirado para o chão com alguma força, fazia um estalido que podia assustar alguém, se apanhado desprevenido.

Normalmente era utilizado por rapazes, contra algumas raparigas que estivessem distraídas naquele momento, mas também se fazia uma espécie de batalha entre grupos de rapazes. Existia o mito urbano de que alguém tinha criado um saco grande, usando material de vários saquinhos, e que tinha ficado sem dedos ao tentar que este explodisse. Nada que nos afastasse desta brincadeira, muito pelo contrário, ainda nos fazia ter mais vontade de usar esta espécie de arma bélica :D.

Quem mais se divertia com isto?
















segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

... dos Morangos com Açúcar

segunda-feira, fevereiro 20, 2017 0
... dos Morangos com Açúcar

Em dia de aniversário da TVI, recordo um dos seus maiores sucessos, a série Morangos com Açúcar. Um programa que nos deu a conhecer actores que ainda hoje aparecem nas novelas na TVI , que ajudou a criar bandas de sucesso, originou um filme no cinema e teve uma onda de merchandising como nunca se tinha visto no nosso país.

Antes de começar, direi que este post serve para abordar todo o fenómeno Morangos com Açúcar, já que ao longo do tempo irei abordar algumas das temporadas em posts individuais, para além de personagens memoráveis que por lá passaram.

A Malhação já tinha passado no nosso país, na SIC, mas foi na TVI de José Eduardo Moniz que se decidiu fazer uma coisa semelhante, uma série juvenil (num formato em tudo parecido às novelas que todos conhecíamos), que mostrasse aos mais jovens como algo do género podia ser também do seu interesse. O sucesso foi imediato, e de certeza que ultrapassou as expectativas de todos, com os actores a virarem estrelas e o canal a saber aproveitar toda a loucura que rodeou este programa.

Foi no dia 30 de Agosto de 2003 que a TVI estreou o primeiro episódio de MCA, no horário de final de tarde (pelas 19h15), e o genérico mostrava logo o que aí vinha, uma música animada da autoria de Berg e apresentando as personagens que iríamos aprender a amar. Com textos da autoria da Casa da Criação, Morangos com Açúcar teve 9 temporadas, com cerca de 200 episódios que mantiveram o programa no ar até 15 de Setembro de 2012. Se analisarmos bem a coisa, são 18 temporadas, já que em cada ano tínhamos a normal e as férias de verão, que trazia por vezes novas personagens e novas histórias.


Na primeira temporada tivemos a relação de Pipo e Joana como o motor principal da história, que alternava entre o bar que este tinha na praia e o Colégio da Barra, que durante 4 temporadas foi o palco principal da série, onde víamos novatos a contracenar com veteranos, com destaque para Guilherme Filipe, que foi um vilão memorável, com o seu professor Sapinho. No elenco tínhamos nomes que se tornaram conhecidos com o passar do tempo, como Benedita Pereira, João Catarré, Joana Solnado, Patrícia Candoso ou Rodrigo Saraiva, e outros que já conhecíamos bem, como Luís Esparteiro, Dalila Carmo, Helena Isabel ou Rita Salema.

Como já tinha referido, a primeira temporada dividiu-se em duas, e na série de verão tivemos algumas novas personagens, algo que seria habitual e que ganharia força na segunda temporada, onde despontou o Dino, uma das figuras mais populares deste universo, e um bom contraponto para o Crómio, outra figura que deu nas vistas nesta segunda temporada. Aqui tentou-se também manter algo que não afastasse por completo o público, o facto de transitarem algumas personagens da primeira temporada, com mais ou menos destaque do que o que tinham tido na primeira.

Ambientada num colégio da zona de Cascais, a praia e desportos como o Surf tinham algum destaque, mostrando-nos quase sempre um grupo de pessoas com algumas posses, aparecendo um ou outro caso de pessoas que tinham direito a bolsas e coisas do género para estudarem num colégio com aquela categoria. Isso iria ser mais evidente no terceiro ano, com a criação de conflitos entre estudantes de uma escola pública e os deste colégio.

Na terceira, começou o hábito de dar um sub titulo à temporada, neste caso foi escolhido Geração Rebelde, e o genérico ia acompanhando essas mudanças, mudando de música conforme a nova temporada. Este sub título manteve-se até a sexta temporada, altura que se decidiu sacudir um pouco o formato, e criar uma escola de talentos, onde o canto, a dança e a representação ganhavam força e se afastavam das disciplinas normais, que eram usadas nas primeiras temporadas.


Assim ganhavam ainda mais força os cd's que já iam sendo lançados, com boas vendas, sendo um trajecto normal, numa série que já tinha dado a conhecer nomes com os D'zrt, as Just Girls ou o FF. Para além destas bandas, o programa tinha personagens que ganhavam vida fora da televisão, como foi no caso do Crómio e do Dino, que faziam presenças em diversos locais e arrastavam multidões.

Nesta altura já a TVI também tinha criado uma máquina, que soubesse dar vazão a todo o merchandising que começava a ser vendido, desde material escolar a roupa, passando pelos cd's e concertos com artistas que faziam parte da banda sonora das diversas temporadas. Aliás a música era parte integrante de MCA desde a primeira temporada, assim como as participações especiais de artistas nacionais e internacionais.

Pela série passaram nomes como Simply Red, Anjos, Sugababes, Fingertips, Boss AC, Orishas, João Moutinho ou Manuel Luís Goucha entre outros. Nas últimas temporadas o programa tinha fugido do seu formato original, tentando colar-se a sucessos da altura como High School Musical, mas continuando a apresentar bons resultados, não deixando de ser por isso uma surpresa quando anunciaram o seu final.


Já tinha havido uma peça de teatro com personagens dos Morangos, mas uma produção cinematográfica tem outro impacto, e a prova como mesmo no seu final, ainda tinha muito para dar. Para além de grupos que tiveram um grande sucesso, o maior legado da série é sem sombra de dúvidas a quantidade de actores que deu ao nosso audiovisual.

Para além dos nomes que falei da primeira temporada, pelo programa passaram pessoas que hoje são grandes estrelas ou presenças habituais nas diversas produções televisivas. Rita Pereira, Cláudia Vieira, Sara Matos, Mariana Monteiro, Ana Guiomar, Diogo Valssassina, Joana Duarte, Francisco Côrte-Real, Sara Prata e Isaac Alfaiate entre outros são um bom exemplo do que falo.

Como disse, irei voltar a este tema mais vezes, já que sou confesso fã deste programa e segui regularmente as primeiras 5 temporadas, nunca deixando de ver a série, mas seguindo com menos intensidade as restantes temporadas. Quem mais por aí era fã?
















domingo, 19 de fevereiro de 2017

... da Lusitana Paixão de Dulce Pontes

domingo, fevereiro 19, 2017 0
... da Lusitana Paixão de Dulce Pontes

Com a volta do Festival da Canção, recordar aqui um dos temas que marcaram a década de 90, a Lusitana Paixão. A música ficou no 6º lugar (entre 22 países) da Eurovisão em 1991, conseguindo um total de 62 pontos, depois de ter vencido por cá um festival que teve, entre outros, Toy e Emanuel como concorrentes.

A música é da autoria de Jorge Quintela e José da Ponte, com letra de José da Ponte e Fred Micaelo e orquestração de Fernando Correia Martins. Uma balada poderosa, interpretada por Dulce Pontes, que conseguia distrair a atenção do seu penteado (que ainda berrava anos 80), para a sua voz fenomenal, e tornou-se um clássico no Karaoke.

Letra:

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender