Ainda sou do tempo

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

... dos Estalinhos de Carnaval

quarta-feira, fevereiro 22, 2017 0
... dos Estalinhos de Carnaval

Já disse aqui várias vezes que não sou grande fã do Carnaval, mas nos anos 80 ainda me divertia um pouco nesta época, e muito por causa de todo o material "explosivo" a que tínhamos acesso, fosse qual fosse a nossa idade. Os Estalinhos faziam parte dessa diversão, simples, económico e servia para assustar, já que era essa a nossa intenção.

Nos anos 80, podíamos entrar numa qualquer papelaria, drogaria ou até aqueles quiosque de rua, e com uma moeda de 5 escudos, comprar uns Estalinhos de Carnaval para nos divertirmos um pouco. Tratava-se de uns saquinhos de papel fino colorido, que continha uma espécie de pólvora lá dentro e que quando atirado para o chão com alguma força, fazia um estalido que podia assustar alguém, se apanhado desprevenido.

Normalmente era utilizado por rapazes, contra algumas raparigas que estivessem distraídas naquele momento, mas também se fazia uma espécie de batalha entre grupos de rapazes. Existia o mito urbano de que alguém tinha criado um saco grande, usando material de vários saquinhos, e que tinha ficado sem dedos ao tentar que este explodisse. Nada que nos afastasse desta brincadeira, muito pelo contrário, ainda nos fazia ter mais vontade de usar esta espécie de arma bélica :D.

Quem mais se divertia com isto?
















segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

... dos Morangos com Açúcar

segunda-feira, fevereiro 20, 2017 0
... dos Morangos com Açúcar

Em dia de aniversário da TVI, recordo um dos seus maiores sucessos, a série Morangos com Açúcar. Um programa que nos deu a conhecer actores que ainda hoje aparecem nas novelas na TVI , que ajudou a criar bandas de sucesso, originou um filme no cinema e teve uma onda de merchandising como nunca se tinha visto no nosso país.

Antes de começar, direi que este post serve para abordar todo o fenómeno Morangos com Açúcar, já que ao longo do tempo irei abordar algumas das temporadas em posts individuais, para além de personagens memoráveis que por lá passaram.

A Malhação já tinha passado no nosso país, na SIC, mas foi na TVI de José Eduardo Moniz que se decidiu fazer uma coisa semelhante, uma série juvenil (num formato em tudo parecido às novelas que todos conhecíamos), que mostrasse aos mais jovens como algo do género podia ser também do seu interesse. O sucesso foi imediato, e de certeza que ultrapassou as expectativas de todos, com os actores a virarem estrelas e o canal a saber aproveitar toda a loucura que rodeou este programa.

Foi no dia 30 de Agosto de 2003 que a TVI estreou o primeiro episódio de MCA, no horário de final de tarde (pelas 19h15), e o genérico mostrava logo o que aí vinha, uma música animada da autoria de Berg e apresentando as personagens que iríamos aprender a amar. Com textos da autoria da Casa da Criação, Morangos com Açúcar teve 9 temporadas, com cerca de 200 episódios que mantiveram o programa no ar até 15 de Setembro de 2012. Se analisarmos bem a coisa, são 18 temporadas, já que em cada ano tínhamos a normal e as férias de verão, que trazia por vezes novas personagens e novas histórias.


Na primeira temporada tivemos a relação de Pipo e Joana como o motor principal da história, que alternava entre o bar que este tinha na praia e o Colégio da Barra, que durante 4 temporadas foi o palco principal da série, onde víamos novatos a contracenar com veteranos, com destaque para Guilherme Filipe, que foi um vilão memorável, com o seu professor Sapinho. No elenco tínhamos nomes que se tornaram conhecidos com o passar do tempo, como Benedita Pereira, João Catarré, Joana Solnado, Patrícia Candoso ou Rodrigo Saraiva, e outros que já conhecíamos bem, como Luís Esparteiro, Dalila Carmo, Helena Isabel ou Rita Salema.

Como já tinha referido, a primeira temporada dividiu-se em duas, e na série de verão tivemos algumas novas personagens, algo que seria habitual e que ganharia força na segunda temporada, onde despontou o Dino, uma das figuras mais populares deste universo, e um bom contraponto para o Crómio, outra figura que deu nas vistas nesta segunda temporada. Aqui tentou-se também manter algo que não afastasse por completo o público, o facto de transitarem algumas personagens da primeira temporada, com mais ou menos destaque do que o que tinham tido na primeira.

Ambientada num colégio da zona de Cascais, a praia e desportos como o Surf tinham algum destaque, mostrando-nos quase sempre um grupo de pessoas com algumas posses, aparecendo um ou outro caso de pessoas que tinham direito a bolsas e coisas do género para estudarem num colégio com aquela categoria. Isso iria ser mais evidente no terceiro ano, com a criação de conflitos entre estudantes de uma escola pública e os deste colégio.

Na terceira, começou o hábito de dar um sub titulo à temporada, neste caso foi escolhido Geração Rebelde, e o genérico ia acompanhando essas mudanças, mudando de música conforme a nova temporada. Este sub título manteve-se até a sexta temporada, altura que se decidiu sacudir um pouco o formato, e criar uma escola de talentos, onde o canto, a dança e a representação ganhavam força e se afastavam das disciplinas normais, que eram usadas nas primeiras temporadas.


Assim ganhavam ainda mais força os cd's que já iam sendo lançados, com boas vendas, sendo um trajecto normal, numa série que já tinha dado a conhecer nomes com os D'zrt, as Just Girls ou o FF. Para além destas bandas, o programa tinha personagens que ganhavam vida fora da televisão, como foi no caso do Crómio e do Dino, que faziam presenças em diversos locais e arrastavam multidões.

Nesta altura já a TVI também tinha criado uma máquina, que soubesse dar vazão a todo o merchandising que começava a ser vendido, desde material escolar a roupa, passando pelos cd's e concertos com artistas que faziam parte da banda sonora das diversas temporadas. Aliás a música era parte integrante de MCA desde a primeira temporada, assim como as participações especiais de artistas nacionais e internacionais.

Pela série passaram nomes como Simply Red, Anjos, Sugababes, Fingertips, Boss AC, Orishas, João Moutinho ou Manuel Luís Goucha entre outros. Nas últimas temporadas o programa tinha fugido do seu formato original, tentando colar-se a sucessos da altura como High School Musical, mas continuando a apresentar bons resultados, não deixando de ser por isso uma surpresa quando anunciaram o seu final.


Já tinha havido uma peça de teatro com personagens dos Morangos, mas uma produção cinematográfica tem outro impacto, e a prova como mesmo no seu final, ainda tinha muito para dar. Para além de grupos que tiveram um grande sucesso, o maior legado da série é sem sombra de dúvidas a quantidade de actores que deu ao nosso audiovisual.

Para além dos nomes que falei da primeira temporada, pelo programa passaram pessoas que hoje são grandes estrelas ou presenças habituais nas diversas produções televisivas. Rita Pereira, Cláudia Vieira, Sara Matos, Mariana Monteiro, Ana Guiomar, Diogo Valssassina, Joana Duarte, Francisco Côrte-Real, Sara Prata e Isaac Alfaiate entre outros são um bom exemplo do que falo.

Como disse, irei voltar a este tema mais vezes, já que sou confesso fã deste programa e segui regularmente as primeiras 5 temporadas, nunca deixando de ver a série, mas seguindo com menos intensidade as restantes temporadas. Quem mais por aí era fã?
















domingo, 19 de fevereiro de 2017

... da Lusitana Paixão de Dulce Pontes

domingo, fevereiro 19, 2017 0
... da Lusitana Paixão de Dulce Pontes

Com a volta do Festival da Canção, recordar aqui um dos temas que marcaram a década de 90, a Lusitana Paixão. A música ficou no 6º lugar (entre 22 países) da Eurovisão em 1991, conseguindo um total de 62 pontos, depois de ter vencido por cá um festival que teve, entre outros, Toy e Emanuel como concorrentes.

A música é da autoria de Jorge Quintela e José da Ponte, com letra de José da Ponte e Fred Micaelo e orquestração de Fernando Correia Martins. Uma balada poderosa, interpretada por Dulce Pontes, que conseguia distrair a atenção do seu penteado (que ainda berrava anos 80), para a sua voz fenomenal, e tornou-se um clássico no Karaoke.

Letra:

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim
Eu sei desse lado que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender











quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

... dos Puzzles com pregos

quinta-feira, fevereiro 16, 2017 0
... dos Puzzles com pregos

Brinquei bastante com um tabuleiro como este na imagem, da colecção da Ana Trindade, onde tinha que fazer vários desenhos com os pregos coloridos que o acompanhavam. Este brinquedo era basicamente um puzzle, vinham algumas sugestões de imagens para completarmos, mas eu por norma divertia-me a fazer outras imagens, e ficava ali a colocar os pregos no tabuleiro durante horas a fio. Quem mais teve um igual?














quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

... do programa Canto Alegre

quarta-feira, fevereiro 15, 2017 0
... do programa Canto Alegre

A RTP teve sempre bastantes programas com uma estrutura em tudo semelhante ao teatro da revista, com diversas rábulas animadas e acabando sempre numa grande cantoria. Canto Alegre é um bom exemplo disso, um programa que mostrava o ambiente de uma feira e que alternava isso com outras situações em cenários tão variados como um Saloon ou um Castelo Medieval.

Canto Alegre veio da mente de Francisco Nicholson, que escrevia os textos, dirigia os actores e ainda interpretava com todo o talento que lhe era característico, Nunca fui muito fã destes programas, a fórmula dos mesmos cansava-me muito depressa, mas a qualidade dos actores fazia com que eu visse alguns de começo ao fim.

Eu era fã de Nicholson, achava piada o seu à vontade, a forma como olhava para nós, sorria e piscava o olho, era uma pessoa que me fazia querer ver aquilo que estava a dar naquele momento. No elenco aparecia outro nome que eu apreciava bastante, o actor António Montez e por isso acabava sempre por suportar as partes que menos me agradava (por norma as cantorias), porque depois sabia que acabava por me rir um pouco nas outras rábulas.

Para além disso, apareciam nomes como Marina Mota (que vendia Bifanas), Fernando Mendes, Magda Cardoso, José Raposo, Maria João Abreu e Cristina Carvalhal entre outros. O ambiente central era uma feira, com Nicholson a ser uma espécie de apresentador que comandava as operações, representando um vendedor de livros (entre outras personagens), que tinha o bordão "Quem não se implementa, não se complementa". Depois tínhamos uma vendedora de roupa interpretada por Magda Cardoso (que dava show também nas partes de bailado do programa), e António Montez tinha uma capachinho ridículo na sua personagem de vendedor de k7's que entre outras bancas representavam o núcleo central do programa.


Isto tudo era complementado com um namoro proibido entre dois jovens, que na tradição de Romeu e Julieta (e tantas novelas), tentavam com que o seu amor vencesse entre as duas famílias que se odiavam e não podiam uma com a outra. Mas para além da feira, o programa tinha outros cenários, os quais não me agradavam por aí além, a não ser o do jardim. Isto porque aí, tinha António Montez em grande plano, que via um extraterrestre (Marina Mota) que mais ninguém via, e que o colocava em situações embaraçosas com o guarda Lopes (Carlos Vieira de Almeida. Os outros cenários mostravam coisas tão variadas como um Saloon, um Castelo Medieval ou um Harém.

Em todos eles, os actores das feiras apareciam vestindo a pele de outros personagens, apesar de aparecerem também algumas caras novas pelo meio. Carlos Alberto Moniz tratava da parte musical do programa, Magda Cardoso das coreografias e bailado e Eduardo Cruzeiro dos cenários. Foram 13 episódios, transmitidos todas as semanas entre Janeiro e Abril de 1989, sendo repetida por diversas vezes ao longo das décadas seguintes, prova da sua popularidade e qualidade.










segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

... de Cobrir o computador com uma capa

segunda-feira, fevereiro 13, 2017 0
... de Cobrir o computador com uma capa

Hoje deixar aqui só a recordação de algo muito comum no final dos anos 90, o de taparmos o monitor do nosso computador com uma capa transparente. Sinceramente não me recordo da razão, mas não era somente pelo pó, diziam que era algo que tinha que ser feito mesmo, para prolongar a vida do mesmo. Havia quem chegasse ao extremo de tapar o teclado e a torre, mas por norma era só o monitor. Quem fazia isso?











sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

... da Revista Gina

sexta-feira, fevereiro 10, 2017 0
... da Revista Gina

A Revista Gina apareceu pouco tempo depois do 25 de Abril de 1974, e tornou-se um enorme sucesso. ficando para sempre na memória de todos os rapazes que tiveram contacto com ela, nas décadas de 70 e 80.

Uma produção da editora Pirâmide, trazia-nos conteúdo traduzido e adaptado pelo próprio dono da editora, Mário Gomes. A esmagadora maioria do que era apresentado, vinha do mercado Alemão, e a capa da revista gostava de realçar isso, estando em destaque o sub-titulo Histórias Sexy Internacionais.

As capas eram bastante simples, com uma fotografia em grande plano de uma mulher, quase sempre com um penteado enorme, e o nome da publicação em letras garrafais. A parte traseira não apresentava nada a não ser o preço, preço esse que flutuava por vezes quase mensalmente. Existem informações que começou por ser 20 escudos, mas a elevada procura que a mesma tinha por todo o país, fazia com que o preço fosse subindo de forma progressiva, chegando a custar 500 escudos nos anos 80.

Foi publicada de Setembro de 1974 a 2005, e no auge da sua popularidade, chegou a ter tiragens de milhares de exemplares, que suplantavam muitas outras publicações da época. Não se vendia em todo o lado, existem recordações de se vender perto do teatro Tivoli de uma forma mais ou menos aberta, e encontrava-se naquelas bancas/quiosques que existiam no meio das ruas. Quem levava uma para o liceu era considerado um herói, e era certo que ela passaria por várias mãos antes de retornar ao seu dono, sem nenhuma página colada de preferência.

As histórias eram do mais básico possível, alternadas com fotos que iam subindo o nível, começando por ser quase uma fotonovela, e em poucas páginas virar algo muito hardcore. Com o passar dos anos, e a quantidade de concorrência que ia aparecendo, a Gina foi perdendo o seu espaço em bancas, mas deixando para sempre uma marca na memória de nós todos.



última foto e alguma info retirada do blog Santa Nostalgia