Ainda sou do tempo

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

... das Bolachas Tuchas

terça-feira, janeiro 31, 2017 0
... das Bolachas Tuchas

Deixar aqui uma imagem só para nos lembrarmos das Bolachas Tuchas, que fazem parte da memória de todos que viveram a sua juventude nos anos 80. Umas bolachas waffer com cobertura de chocolate, que chegaram a ter novas versões pela Triunfo há uns anos. Quem era fã?


Imagem de Eniclopedia dos cromos










domingo, 29 de janeiro de 2017

... das Chaves para abrir Latas de conserva

domingo, janeiro 29, 2017 0
... das Chaves para abrir Latas de conserva

Hoje deixar aqui apenas a imagem de algo que muitos se devem lembrar, as chaves para abrir as latas de conserva. Antes de apanharmos aquelas latas de abertura fácil, comuns hoje em dia, tínhamos que usar uma pequena chave que fazia com que a tampa se enrolasse ao seu redor, e assim podermos retirar o conteúdo. Diga-se que não era algo muito fácil de fazer, e via muitos a desesperarem com isto.











sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

... dos Cartoons Amar é...

sexta-feira, janeiro 27, 2017 0
... dos Cartoons Amar é...


Estes pequenos cartoons fazem parte da memória de todos nós, e apesar de existirem desde a década de 60, foi mais uma daquelas coisas que atingiu outras proporções nos anos 70/80. Amar é chegou a ter vários livros, e até uma caderneta, publicados pela Editora Abril, que ajudaram a popularizar estes dois meninos no Brasil e em Portugal.

O nome original do cartoon é Love is..,, sendo que ficou como Amar é.. no Brasil e em Portugal, que penso que não chegou a ter edição nenhuma nacional, mas sim as importadas do nosso país irmão. A cartoonista Kim Casali deixava pequenas notas de amor ao seu marido, que decidiu depois compilar e publicar no final dos anos 60. Primeiramente em pequenos panfletos, e mais tarde na forma de tira de jornal.

O cartoon tem sempre só uma imagem, de um casal completamente nu, numa qualquer situação amorosa que será retratada numa frase no canto inferior direito, completando o "Amar é,.." da parte superior direita dessa mesma imagem. O homem tem o cabelo preto, e a mulher o cabelo louro, e é isso (em conjunto com algumas expressões faciais) que ajuda a distinguir os dois, já que apesar de estarem nus, não existem orgãos genitais, e todo o desenho apresenta sempre tudo de uma forma simples, ingénua e amorosa.


Começou a ser publicada em diversos jornais, mas o sucesso veio em 1972, quando decidiram aproveitar a boleia do filme Love Story, e aproveitando uma das frases do filme, publicam um cartoon que faz com que isto se torne uma febre mundial. No auge da popularidade, com todo o tipo de merchandising envolvido, o casal chegava a ganhar mais de 5 milhões de Libras por ano.

Pouco tempo depois, o marido de Kim descobre que tem cancro, e a autora decide parar com a produção do desenho, autorizando o cartoonista britânico Bill Asprey a tomar conta do cartoon, e assim é desde 1975. Nos anos 80 a editora Abril lançou alguns livros ilustrados, que compilavam vários cartoons, e até uma caderneta, fazendo com que estes desenhos ficassem conhecidos e populares para toda uma nova geração.























































































quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

... do Timon e Pumba

quarta-feira, janeiro 25, 2017 0
... do Timon e Pumba

Timon e Pumba fazem parte daquele grupo de personagens que aparecem como secundários num filme, mas acabam por fazer tanto ou mais sucesso que os protagonistas. Apareceram no Rei Leão com um alívio cómico, e chegaram a ter direito a uma série animada no canal Disney.

Criados e animados por Michael Surrey em 1994, ano de estreia do Rei Leão, Timon (com voz de Nathan Lan) era uma Suricata, com a mania que sabe tudo e com uma atitude perante a vida de "deixa andar", enquanto que Pumba (com voz de Ernie Sabella) era um Javali, ingénuo mas com grande coração, e que não se importava de correr perigos, desde que fosse para ajudar os seus amigos.

O grande momento destes dois, foi quando cantaram a música Hakuna Matata no Rei Leão, algo que acabou por virar quase um hino e um modo de vida para muitas pessoas. Era uma dupla na tradição de tantas outras, como Pinky and the Brain, ou Ren e Stimpy, e o sucesso provou que essa fórmula funciona, e não foi de estranhar que fossem as personagens a vender mais merchandising e a provocarem mais paixões junto dos mais novos.

Tiveram uma série de animação, e apareciam várias vezes em outros programas da Disney, tendo direito a um filme que explicava como se conheceram e a importância que tiveram no primeiro filme do Rei Leão. Quem mais era fã?









... do filme Streets of Fire - Estrada de Fogo

quarta-feira, janeiro 25, 2017 0
... do filme Streets of Fire - Estrada de Fogo

Voltamos a mais um Memórias dos Outros, com o escritor Paulo Neto a trazer-nos a sua recordação sobre a Fábula de Rock&Roll do cinema dos anos 80, o filme Streets of Fire, conhecido por cá também como Estrada de Fogo.

Nos anos 80, houve certos filmes que precisaram de conhecer o fracasso na altura e deixar o tempo passar para se tornarem uma paradigmática cápsula do tempo dos anos 80 e assim serem. elevado a filme de culto. É o caso deste filme que precisou de outro tempo e de outro lugar para ser apreciado.


Falo de "Estrada de Fogo" ("Streets of Fire", no original), também de 1984, realizado por Walter Hill ("48 Horas", "Os Selvagens da Noite"), que transpôs a sua habitual temática da lei das ruas para esta invulgar mescla de filme de acção com musical, definido como uma fábula rock & roll. O mítico Jim Steinman, famoso pelos suas épicas composições musicais interpretadas por Meat Loaf e Bonnie Tyler, contribuiu prolificamente para a parte musical do projecto, nomeadamente com a canção que viria a eternizar o filme.


Logo ao início as legendas que dizem "Another place, another time" avisam que estamos perante um universo paralelo onde o passado (anos 50) e o presente de então (anos 80) se misturam. Um concerto  da estrela rock Ellen Aim (Diane Lane) e da sua banda Ellen Aim & The Attackers na sua cidade natal é interrompido pelo gang The Bombers e o seu líder Raven Shaddock (Willem DeFoe) que rapta selvaticamente Ellen em pleno palco. A única esperança para salvar Ellen está numa sua antiga paixão Tom Cody (Michael Paré), que se tornou um duro e rude soldado de fortuna. Contactado pela sua irmã Reva (Deborah van Walkenburg), Tom Cody aceita a missão, acompanhado de McCoy (Amy Madigan), uma aguerrida ex-soldado e Billy Fish (Rick Moranis), o agente de Ellen. Antipatizando com Cody e apenas tolerando-o por não ter outra saída, Billy lembra-lhe constantemente que é ele quem paga a missão e quem namora actualmente com Ellen.



Cody e McCoy conseguem introduzir-se no antro dos Bombers e salvar Ellen. Raven descobre-os já em fuga e segue em seu encalço. Durante a alucinante fuga, Cody, Ellen, Billy e McCoy acabam por arrastar com eles também uma fã de Ellen (Elizabeth Daily) e The Sorels, um grupo de doo-wop que viaja num autocarro. Quando chegam à cidade, Ellen desilude-se quando Billy afirma que Cody só concordou em salvá-la por dinheiro. Mas quando este aceita apenas a parte prometida a McCoy, Ellen e Cody retomam brevemente o romance. Só que o iminente confronto com Raven vai mudar de novo o destino de ambos...

Promovido como um dos blockbusters no Verão de 1984, "Estrada de Fogo" acabou por ser um fracasso de bilheteira e foi achincalhado na crítica. E de facto, contém várias pontas soltas que impedem de ser o grande filme que poderia ser. O principal problema estará porventura no protagonista, pois Michael Paré revela ter o carisma de uma ostra, demasiado caricatural nas cenas de acção e pouco convincente na parte romântica. Diane Lane é bela e sensual, mas nota-se que ainda estava um bocadinho verde para este seu primeiro grande papel. Willem DeFoe, apesar da sua habitual competência, também não consegue escapar à caricatura. Salvam-se sobretudo Amy Madigan, segura e convicente no seu papel de maria-rapaz (inicialmente escrito como uma personagem masculina) e Rick Moranis, que interpreta aqui uma variante interessante do sua eterna personagem de nerd que faz em todos os seus filmes, a do nerd fanfarrão e cheio de garganta, mas pouco traquejo. De assinalar também um cameo de Marine Jahan, que fez as partes de dança da protagonista de "Flashdance", como a stripper do antro dos Bombers. Também não percebo a personagem da groupie (Elizabeth Daily), a quem o grupo aceita que ela os acompanhe para que ela não denuncie Ellen e para eles não perderem tempo. Tirando esse primeiro momento, ela passa o resto do filme como um emplastro irrelevante.

Além da partitura musical de Ry Cooder, a banda sonora contava, além do já referido Jim Steinman, com composições de Stevie Nicks e Tom Petty, bem como canções de The Blasters, The Fixx, Marilyn Martin e Dan Hartman, que cantou "I Can Dream About You", o tema mais bem-sucedido do filme na altura (n.º 6 do top americano).
Porém seria eventualmente "Nowhere Fast", a canção que abre o filme, que daria a "Estrada de Fogo" o seu lugar na memória colectiva, especialmente em Portugal. Lembro-me que vi a primeira parte do filme quando passou na RTP no início dos anos 90 na mítica "Lotação Esgotada" de quarta-feira e de ter ficado impressionado com a canção. E eu não fui o único pois foi a partir daí que "Nowhere Fast" passou a ser amplamente tocada nas discotecas e na rádio, e a ser usada em programas de televisão (lembro-me de a ouvir por exemplo, no "Ai, Os Homens" durante uma prova de artes marciais de um concorrente).



"Nowhere fast" é interpretada pelos Fire Inc., que não eram mais que os habituais músicos de Jim Steinman, e a voz de quem Lane fazia playback no filme é a de Laurie Sargent. Um épico trepidante que tornou-se essencial em várias noites retro das discotecas em Portugal e não só. Também recomendo a audição do outro tema dos Fire Inc., o não menos épico "Tonight Is What It Means To Be Young"  que fecha o filme e que chegou a ser utilizado como uma das taglines.


A popularidade da banda sonora acabou por renovar o interesse em "Estrada de Fogo" e elevá-lo ao estatuto de culto. O passar dos anos acabou por ser gentil para o filme, que agora vê-se bem por não ser levado tanto a sério como na altura.  Vê-se como uma fantasia surreal  ao estilo videoclip, ou não houvesse uma parte em que parece que o filme pára para dar lugar a um videoclip de Diane Lane a fazer playback de uma das canções do filme. Ou então, como afirmou Nuno Markl, como uma banda desenhada com gente de carne e osso. Seja como for, quando descobri o DVD em promoção na FNAC, decidi comprá-lo e apesar de todas as falhas e incipiências, vê-se com agrado e com um toque de nostalgia eighties

"Estrada de Fogo" esteve inicialmente pensado para ser o primeiro tomo de uma trilogia de Tom Cody, mas o insucesso comercial inviabilizou a continuação do projecto. Porém, em 2008, houve uma sequela não oficial e que passou completamente despercebida fora do circuito independente, "Road to Hell" com Michael Paré e Deborah van Valkenburg a retomarem os seus papéis.








Mais um texto de Paulo Neto, ao qual agradeço pelo tempo dispensado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

... dos Soldados de Plástico Monocromáticos

segunda-feira, janeiro 23, 2017 1
... dos Soldados de Plástico Monocromáticos

Eu ficava horas a brincar com os meus soldadinhos de plástico, é uma das memórias mais queridas da minha infância. Como era um brinquedo relativamente barato, era algo a que tinha acesso facilmente, a minha mãe comprava-me uns saquinhos na praça de Cascais, e eu ficava depois no meu quintal a construir batalhas memoráveis.

Estes soldados de plástico eram monocromáticos, ou seja, só de uma cor, normalmente em diversos tons de verde, mas também havia em castanho e alguns creme. Existiam umas quantas posições, e o preferido de quase todos, era um pequeno, ajoelhado e com uma bazuca no ombro. Existiam os com espingardas em riste, os com ela em repouso, havia um deitado com a arma pronta a atirar, e outro deitado mas numa posição de como se estivesse a arrastar pelo chão.

Havia também os com metralhadora, e depois havia uns em várias poses, dando para fazer um belo campo de batalha. Se tivéssemos sorte, apanhávamos sacos que vinham com extras como jipes, umas trincheiras, alguns edifícios militares, e umas bandeiras com uns montinhos onde as colocar. Existiam tropas de diversos países, com destaque para os Estados Unidos e o Japão, mas lembro-me de ter de países como Inglaterra. China ou França. Quem mais brincava com isto?
















sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

... do Jornal A Capital

sexta-feira, janeiro 20, 2017 0
... do Jornal A Capital

O jornal A Capital foi um vespertino, que virou matutino no final da década de 80, conhecido pelos seus artigos de opinião e as suas reportagens, sendo considerado uma publicação de qualidade nas bancas do nosso país.

Foi de uma cisão no Diário de Lisboa que nasceu este projecto, indo para as bancas pela primeira vez a 21 de Fevereiro de 1968 e mantendo-se em publicação até 30 de Julho de 2005. No final dos anos 60, era um jornal vespertino sem qualquer ligação ao regime, sendo gerido como uma cooperativa de jornalistas, liderado por Norberto Lopes como director e Mário Neves como o seu adjunto.

Na década de 70 era reconhecido como um jornal de qualidade, chegando a atingir os 40 mil exemplares, focando-se na actualidade e com reportagens de grande nível a chamarem a atenção das pessoas. Sobreviveu à revolução de Abril, tendo tido como directores nomes como David Mourão-Ferreira ou Francisco Sousa Tavares.

Quando chegaram as privatizações, foi adquirido por Francisco Pinto Balsemão, que entregou a direcção a Helena Sanches Osório. O jornal foi perdendo fôlego, passou para matutino e tem como novos donos o grupo Prensa Ibérica, que o foi publicando até 2005, altura em que extinguiu a sua distribuição.

Lembro-me bem de ler algumas edições nos anos 90, do símbolo deles e do formato um pouco diferente de outros jornais que já conhecia. Alguém aí costumava ler?