Ainda sou do tempo

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

... do Jornal A Capital

sexta-feira, janeiro 20, 2017 0
... do Jornal A Capital

O jornal A Capital foi um vespertino, que virou matutino no final da década de 80, conhecido pelos seus artigos de opinião e as suas reportagens, sendo considerado uma publicação de qualidade nas bancas do nosso país.

Foi de uma cisão no Diário de Lisboa que nasceu este projecto, indo para as bancas pela primeira vez a 21 de Fevereiro de 1968 e mantendo-se em publicação até 30 de Julho de 2005. No final dos anos 60, era um jornal vespertino sem qualquer ligação ao regime, sendo gerido como uma cooperativa de jornalistas, liderado por Norberto Lopes como director e Mário Neves como o seu adjunto.

Na década de 70 era reconhecido como um jornal de qualidade, chegando a atingir os 40 mil exemplares, focando-se na actualidade e com reportagens de grande nível a chamarem a atenção das pessoas. Sobreviveu à revolução de Abril, tendo tido como directores nomes como David Mourão-Ferreira ou Francisco Sousa Tavares.

Quando chegaram as privatizações, foi adquirido por Francisco Pinto Balsemão, que entregou a direcção a Helena Sanches Osório. O jornal foi perdendo fôlego, passou para matutino e tem como novos donos o grupo Prensa Ibérica, que o foi publicando até 2005, altura em que extinguiu a sua distribuição.

Lembro-me bem de ler algumas edições nos anos 90, do símbolo deles e do formato um pouco diferente de outros jornais que já conhecia. Alguém aí costumava ler?
























quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

... do Marco Van Basten

quinta-feira, janeiro 19, 2017 0
... do Marco Van Basten

Foi um dos melhores avançados de todos os tempos, um jogador com uma técnica acima da média e que mesmo acabando a sua carreira muito cedo, continua até hoje a ser considerado um dos melhores de sempre.

Marcel "Marco" Van Basten nasceu a 31 de Outubro de 1964 na Holanda, dando nas vistas nos clubes da sua terra natal, assinando pelo Ajax pouco antes do seu 18º aniversário. Estreou-se pelo clube na época de 1981/82, marcando um golo logo no jogo de estreia frente ao NAC, dando indicações que iria competir com o titular da equipe na época seguinte. E realmente assim foi, sendo basicamente um suplente, Van Basten marcou nove golos em vinte jogos, e quando o então titular saiu para Itália, naturalmente assumiu a posição de principal avançado do Ajax.

De 1983/84 a 1986/87 foi sempre o melhor marcador da equipa e do campeonato, marcando 118 golos em 112 jogos, uma média impressionante, mesmo para a altura. Na temporada de 85/86 marcou 37 golos em 20 jogos, vencendo a bota de ouro europeia. Chegou a marcar 6 golos num só jogo com a camisola do clube Holandês, e em 1986 ficou famoso pelo seu golo de bicicleta frente ao FC Den Bosch.


Foi por isso natural o interesse de outros colossos europeus, com o Milão de Berlusconi a ser o escolhido em 1987, e no ano seguinte juntam-se a ele os seus compatriotas Gullit e Rijkaard, formando um trio maravilha que encantou o mundo do futebol, e que levou o Milão a conquistar em 1988 o seu primeiro título, depois de muitos anos de seca.

Mas foi nesse ano que o Holandês teve a sua primeira lesão grave, jogando apenas por 11 vezes, mas contribuindo mesmo assim para a conquista desse campeonato. Na temporada de 88/89, ele venceu a Bola de Ouro como o melhor jogador europeu, marcando 19 golos na Serie A e 2 golos na final da Taça dos Campeões Europeus frente ao Steaua. Na época seguinte foi o melhor marcador do Calcio, e ajudou o seu clube a vencer de novo a Taça dos Campeões, desta vez frente ao Benfica.

No começo da década de 90, viu a Sampdoria a vencer o campeonato, enquanto que no seu clube enfrentava algumas dificuldades, devido aos conflitos com o treinador da altura, Arrigo Sacchi. Devido a isso mesmo, Berlusconi decide contratar Fabio Capello, que na sua época de estreia consegue vencer o título e ainda fazer com que Van Basten voltasse a ser o melhor marcador do campeonato com 25 golos.


Em 1992 voltou a dar nas vistas com um golo de pontapé de bicicleta, num jogo contra o Gotemburgo para a Liga dos Campeões, num jogo em que se torna o primeiro jogador a marcar 4 golos numa partida da competição. Em Dezembro é eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo, Na temporada de 1993/94, Basten continuou a espalhar a sua magia e conseguiu ser o terceiro jogador (depois de Platini e Cruyff) a vencer por três vezes o prémio de melhor jogador da Europa.

Infelizmente foi nessa altura que se voltou a ressentir da sua lesão, fazendo com que fizesse várias operações, das quais nunca recuperou totalmente e dois anos depois decidiu se retirar do futebol. Todos concordaram que foi uma enorme perda para o desporto e para todos, já que estava no auge da sua carreira e ainda tinha alguns anos pela frente.

Pela selecção Holandesa, foi uma das principais figuras na conquista do Europeu de 1988, sendo considerado o melhor jogador do torneio, enquanto que em 92, foi um dos melhores jogadores do Europeu mas não conseguiu ir além das Meias Finais, onde viu Schmeichel defender a grande penalidade que tentou converter.

Foi considerado por profissionais do meio, e por jornalistas e público em geral, um dos melhores avançados de sempre. Com uma técnica excepcional que lhe permitia marcar vários golos de forma acrobática, com muitos vóleis e pontapés de bicicleta, para além de ser um exímio finalizador dentro da grande e pequena área.

Depois da sua retirada, enveredou pela carreira de treinador, ficando à frente de Ajax ou da selecção do seu país, por diversas ocasiões. Em Agosto de 2016, decidiu assumir um papel na estutura da FIFA, dando nas vistas recentemente com sugestões para melhorar o futebol num todo. Quem era fã?










quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

... do Caco Antibes

quarta-feira, janeiro 18, 2017 0
... do Caco Antibes

Já fiz um post do Sai de Baixo, mas hoje irei falar da minha personagem favorita nesse programa, o grande Caco Antibes. Interpretado pelo fantástico Miguel Falabella, era conhecido pelo seu "domínio" da língua inglesa, pelo seu horror a pobre e por tentar ser rico a qualquer custo.

Carlos Augusto Vasconcellos Antibes, vulgo Caco Antibes, foi um dos protagonistas do programa humorístico Sai de Baixo, um ex membro da alta sociedade de São Paulo, que se vê na penúria depois de ser alvo de uma auditoria federal. Caco vê-se assim obrigado a deixar a mansão onde vivia mais a sua mulher e a sua sogra, para ir viver para o apartamento do irmão da sua sogra.

O actor Miguel Falabella (do qual eu já era fã) faz um dos seus melhores papéis de sempre, sabendo encarnar uma pessoa que tinha tudo para ser detestável, mas que acabava por cair na boa graça das pessoas. Na tradição de outras personagens do género, como Archie Bunker, Caco alternava entre o obnóxio e o divertido, sempre numa linha ténue, nunca fincando o pé por completo em nenhum dos lados, mas com o evoluir do programa, era claro a predilecção pelo lado divertido.



Eu era fã das discussões dele com Cassandra ou com Edileuza, em ambos os casos, gostava ainda mais quando fazia referências a coisas pessoais , especialmente com Aracy Balabanian. Quem não se ria com o termo "cabeção"? Ou quando ele fazia menção a quantas pessoas tinham que tratar do cabelo dela nos bastidores, ou ainda a falar da idade dela e dos programas onde esta já tinha entrado.

Ele, como bom burguês decadente que era, odiava a criadagem, e com Claudia Gimenez a química era inegável, com ela a responder à letra às suas provocações. Há uma campanha eleitoral, onde o debate entre os dois faz-me chorar a rir. Com Ribamar, vivido por Tom Cavalcante, a coisa era diferente mas também dava belos momentos humorísticos.

A sua relação amorosa teve grandes momentos nas primeiras temporadas, com as referências constantes ao canguru perneta e a ele vociferar bem alto um "Cala a boca, Magda!", sempre que ela cometia um daqueles erros inacreditáveis. Com o dono do apartamento, as melhores cenas vinham dele a querer aproveitar-se da ingenuidade deste, ou de quando Luis Gustavo não conseguia conter o riso quando Caco começava a falar em inglês, ou atrapalhava-se com o texto.


O inglês de Caco, que dizia ser fluente na língua, era sofrível e dava momentos fantásticos no programa, especialmente porque os outros membros do elenco caíam quase sempre na risada quando este começava a falar. Há um episódio onde ele dá uma aula a todos, e impossível não rir à gargalhada com tudo aquilo.

Mas o que catapultou a personagem para a fama, e até para os memes na internet muitos anos mais tarde, era o seu horror a pobre. A coisa funcionava de forma orgânica, ou pegava-se numa parte do texto e ele depois aproveitava para falar de como o pobre vivia essa situação, ou então ele entrava logo a falar de algo que tinha visto, e era quase sempre algo levado ao extremo e que provocava risada geral tanto no público ao vivo como no que estava por casa.

Aliás o carisma e o à vontade dele a meter-se com o público presente no teatro, e a mandar indirectas para os que estavam por casa, tornava tudo aquilo ainda mais divertido. Quem mais era fã da personagem?






                          


                      


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

... dos Irmãos Metralha

segunda-feira, janeiro 16, 2017 0
... dos Irmãos Metralha

Os Irmãos Metralha eram os meus vilões preferidos da Disney, um grupo de malfeitores fracassados que nos proporcionou momentos muito divertidos, nas suas inúmeras tentativas de assaltar a Caixa Forte do Tio Patinhas.

Os Irmãos Metralha (Beagle Boys), um trio de irmãos que tinha números em vez de nomes (176-761, 176-671, 176-176), foram uma criação do mestre Carl Barks, e apareceram pela primeira vez com esse nome em 1951, na revista #134 “Walt Disney Comics and Stories” Na versão original apareceram com camisolas vermelhas, mas no Brasil apareciam com uns uniformes laranja, mas uma coisa era comum nas suas aparições, tentavam constantemente assaltar a caixa forte do Patinhas, algo que acabava com eles sempre atrás das grades.

Numa história da década de 80, o velho avarento desiste de lutar contra eles, e entrega a sua fortuna e a sua caixa forte a estes vilões, indo viver para a casa do Donald. Estes depois de se divertirem com uns mergulhos na caixa forte, rapidamente ficam fartos do presente, quando o têm que defender todos os dias dos ataques de outros criminosos, ou então de terem que estar sempre ao telefone a resolver os negócios relacionados com a fortuna. Esta história do autor Giogio Cavazzano, acaba com os irmãos a entregar de novo a caixa forte ao Tio Patinhas, e a prometerem não o atacar durante um tempo. Eu gostava muito dos planos que envolviam negócios legítimos dos Irmãos, como o de estarem a construírem um edifício perto da Caixa Forte e aproveitarem para cavar um túnel até ela.


A dada altura as histórias Disney no Brasil começaram a ser feitas por Brasileiros, e os Irmãos Metralha foram dos que mais beneficiaram com isso, já que ganharam algum destaque graças a 2 integrantes que se tornaram famosos, o Vovô Metralha e o Azarado (1313), em especial nas histórias que o Vovô contava sobre os seus antepassados e de como o Azarado os impedia sempre de terem sucesso.

Existiu de tudo um pouco nessas aventuras, eles na era medieval, como gangsters (há uma história fenomenal no estilo do filme Padrinho), envolvidos em elementos relacionados com a mitologia Grega ou Romana, ou recriações de lendas conhecidas por todos. Tudo narrado pelo Vovô, e com o 1313 a ser sempre o alvo de uma bengalada no final. Essas histórias vinham quase sempre do brilhante Ivan Saidenberg, um dos melhores autores brasileiros e que deixou a sua marca também nestas personagens.

Outra coisa foi a aparições de mais Metralhas com alguma particularidade, havia o intelectual, o brincalhão, e por aí fora. Na televisão, apareceram bastantes vezes na série Ducktales, com as suas camisolas vermelhas e com algumas mudanças em relação à bd (como uma matriarca em vez de um patriarca).


Apesar de ser uma constante os ataques à caixa forte, também havia muita história em que faziam outros roubos, ou sofriam por não terem sucesso neles. Aliás eles por vezes faziam-me pensar nos vilões de Duarte e Companhia, que padeciam do mesmo mal. Quem mais era fã destes vilões?












sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

... das K7's de Jogos para o Spectrum

sexta-feira, janeiro 13, 2017 0
... das K7's de Jogos para o Spectrum


Nos anos 80 era muito fácil conseguir jogos para o Spectrum, bastava ter uma K7 e conseguir via algum amigo que soubesse gravar os jogos, ou ir às muitas lojas que vendiam-nas já com jogos gravados.

As pessoas que reclamam de pirataria hoje em dia, nem sei como reagiriam a ir a lojas respeitáveis que faziam cópias dos jogos na hora. Só tínhamos que escolher da lista, pedir ao senhor da loja e darmos uma volta enquanto ele copiava para a k7 que iríamos comprar. As listas na loja tinham muitas vezes a particularidade de serem impressas num Spectrum, e as capas eram cópias (coloridas ou não) o que dava um ar ainda mais pirata à coisa.

As capas delas eram sempre bem sugestivas, mesmo em ponto pequeno despertavam logo a nossa vontade em conseguir o jogo e de chegar a casa e jogá-lo. Quem mais se lembra?




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

... da Farinha Predilecta

quinta-feira, janeiro 12, 2017 0
... da Farinha Predilecta

Já aqui falei da Maizena e da Farinha Amparo, hoje é a vez da Farinha Predilecta. Mais uma da família das papas espessas, que fez as delícias de muita criança portuguesa nas décadas de 60, 70 e mesmo 80. Quem não se lembra do slogan da Predilecta? "É para a avó e para a neta e também pró atleta", ficou na lembrança de muitos de nós e contribuiu para que esta ficasse para sempre nas nossas recordações.

Foto retirada do blog dias que voam











quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

... de Dar Toques com o Telemóvel

quarta-feira, janeiro 11, 2017 1
... de Dar Toques com o Telemóvel

Hoje deixo apenas a recordação de algo que muitos fizeram, o dar um toque com o telemóvel apenas porque sim, para a outra pessoa saber que estávamos a pensar nela.

Era algo comum nos casais de namorados, ou apenas em duas pessoas que até podiam ter algum interesse, mas puramente platónico. Desengane-se quem pensar que eram só as meninas que gostavam disto, muito rapaz ficava contente de receber um toque, mesmo que fosse só de uma amiga. Isto foi tudo muito comum no virar do Século, e o pior foi quando a coisa começou a ficar mecânica, ou seja, quando se dava toques a uma lista grande, fazendo aquilo quase por obrigação e não pelo prazer.

Ou então quando se respondia eternamente aos toques um do outro, um dava, o outro respondia, o primeiro dava de novo e assim sucessivamente. :) mas eram outros tempos e até recordo com alguma saudade o sentimento que me assolava quando recebia um toque de alguém por quem nutrisse algum sentimento.