Ainda sou do tempo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

... das K7's de Jogos para o Spectrum

sexta-feira, janeiro 13, 2017 0
... das K7's de Jogos para o Spectrum


Nos anos 80 era muito fácil conseguir jogos para o Spectrum, bastava ter uma K7 e conseguir via algum amigo que soubesse gravar os jogos, ou ir às muitas lojas que vendiam-nas já com jogos gravados.

As pessoas que reclamam de pirataria hoje em dia, nem sei como reagiriam a ir a lojas respeitáveis que faziam cópias dos jogos na hora. Só tínhamos que escolher da lista, pedir ao senhor da loja e darmos uma volta enquanto ele copiava para a k7 que iríamos comprar. As listas na loja tinham muitas vezes a particularidade de serem impressas num Spectrum, e as capas eram cópias (coloridas ou não) o que dava um ar ainda mais pirata à coisa.

As capas delas eram sempre bem sugestivas, mesmo em ponto pequeno despertavam logo a nossa vontade em conseguir o jogo e de chegar a casa e jogá-lo. Quem mais se lembra?




quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

... da Farinha Predilecta

quinta-feira, janeiro 12, 2017 0
... da Farinha Predilecta

Já aqui falei da Maizena e da Farinha Amparo, hoje é a vez da Farinha Predilecta. Mais uma da família das papas espessas, que fez as delícias de muita criança portuguesa nas décadas de 60, 70 e mesmo 80. Quem não se lembra do slogan da Predilecta? "É para a avó e para a neta e também pró atleta", ficou na lembrança de muitos de nós e contribuiu para que esta ficasse para sempre nas nossas recordações.

Foto retirada do blog dias que voam











quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

... de Dar Toques com o Telemóvel

quarta-feira, janeiro 11, 2017 1
... de Dar Toques com o Telemóvel

Hoje deixo apenas a recordação de algo que muitos fizeram, o dar um toque com o telemóvel apenas porque sim, para a outra pessoa saber que estávamos a pensar nela.

Era algo comum nos casais de namorados, ou apenas em duas pessoas que até podiam ter algum interesse, mas puramente platónico. Desengane-se quem pensar que eram só as meninas que gostavam disto, muito rapaz ficava contente de receber um toque, mesmo que fosse só de uma amiga. Isto foi tudo muito comum no virar do Século, e o pior foi quando a coisa começou a ficar mecânica, ou seja, quando se dava toques a uma lista grande, fazendo aquilo quase por obrigação e não pelo prazer.

Ou então quando se respondia eternamente aos toques um do outro, um dava, o outro respondia, o primeiro dava de novo e assim sucessivamente. :) mas eram outros tempos e até recordo com alguma saudade o sentimento que me assolava quando recebia um toque de alguém por quem nutrisse algum sentimento.










terça-feira, 10 de janeiro de 2017

... do Lápis com a Tabuada

terça-feira, janeiro 10, 2017 0
... do Lápis com a Tabuada

Os Lápis com a Tabuada eram uma ajuda preciosa para aqueles que tinham alguma dificuldade com a mesma, já que tinham impresso todas as tabuadas, começando com a do 1 na ponta do lápis, e acabando com a do 10, já perto da borracha. Havia professores que proibiam a sua utilização, mas o maior problema, era mesmo ele ir diminuindo e perdendo os números conforme a sua utilização. Faziam parte da linha fantasia da Viarco, mas tenho ideia de ter visto da Staedler também. Quem teve?



















domingo, 8 de janeiro de 2017

... dos Rolos Fotográficos

domingo, janeiro 08, 2017 0
... dos Rolos Fotográficos

Quando era criança, adorava mexer num rolo fotográfico. Tudo dava para brincar, o rolo em si, a caixa cilíndrica onde este seria colocado para revelação, e saber que era algo que dava para imortalizar momentos. Até porta-chaves cheguei a ter, com uns mini rolos bem engraçados. Este era um objecto de grande apreço e que ainda hoje é usado por muita gente.

O rolo de filme fotográfico de 35 mm, já existia há algum tempo, mas como tantas outras coisas, teve nos anos 80 o seu apogeu. Existiam filas nos locais onde os deixávamos a revelar, eram dos artigos mais vendidos já que não se comprava só um, e era-se considerado alguém se se tivesse uma máquina fotográfica.

Os mais comuns permitiam somente tirar 24 ou 36 fotos, algo muito limitado e tínhamos que fazer a coisa render. O pior de tudo era o medo de que a foto não ficasse bem, algo que só iríamos vislumbrar no negativo quando chegássemos ao fim do rolo, ou quando se revelava por completo. Dedos a tapar objectiva, cabeças cortadas ou tudo tremido era o mais comum de acontecer.



Kodak e Fuji protagonizavam, como tantos outros produtos nessa década, uma guerra animada, mas que a primeira vencia por larga margem, principalmente no nosso país. O sucesso era tanto, que os mais velhos diziam "tira-me um kodak" em vez de foto, por exemplo.

O filme fotográfico no interior do rolo era interessante, uma espécie de celulose que era bastante sensível à luz que lhe chegava pela lente da câmara. Havia filmes com maior ou menor sensibilidade à luz, tinha-se que ter em atenção coisas como o ISO deles (que determinava a sensibilidade), com diversos formatos (35 mm era o mais comum, como já referi) e outros cuidados importantes que faziam com isto fosse algo que não podia ser encarado com leviandade.

Quem ainda usa? Quem usou e se recorda com saudade?










quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

... dos Pauzinhos de Chupas em diferentes formas

quinta-feira, janeiro 05, 2017 0
... dos Pauzinhos de Chupas em diferentes formas


Recordar aqui algo que faz parte das minhas memórias de infância, de quando comprava um chupa e o mesmo tinha um formato diferente do habitual. Havia espingardas, espadas, sabres, pás, de tudo um pouco.





Primeira e última foto retiradas de fmpsinogau.blogspot.pt










segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

... do Sonic Mega Drive

segunda-feira, janeiro 02, 2017 0
... do Sonic Mega Drive

A Mega Drive foi a minha consola preferida, e o Sonic foi o jogo que me fez ficar horas agarrado ao comando. Um jogo cheio de cor, com um protagonista carismático e níveis que nos deixavam colados ao ecrã, até a música nos deixava entusiasmados com aquilo tudo, e nem o facto de não podermos gravar os níveis nos desanimava.

A SEGA queria uma mascote para competir com o Mario da Nintendo, e não viam esse potencial no Alex Kidd, a mascote da companhia na altura e um símbolo da consola Master system. Mas a companhia queria algo diferente para o Mega Drive, lançando um concurso interno, e depois de várias propostas, venceu o design do artista Naoto Oshima, de um Ouriço jovem e carismático.

O programador Yuji Naka ajudou na criação de algo que ajudasse o jogo a destacar-se dos outros, especialmente na velocidade que a personagem podia alcançar. Foi criada uma equipa só para isto tudo dar certo, e assim em 1991 saiu o tão desejado jogo, que soube tirar partido dos 16 bits da consola, mostrando um título de plataforma mais rápido do que os jogadores estavam habituados. Foi elogiado pelos críticos, e um sucesso comercial, que fez com que a SEGA fizesse pacotes de consola mais jogo, tornando a companhia uma séria rival da Nintendo, fazendo com que esta lançasse a SNES, e começasse uma guerra de consolas que animou a década.


O conceito do jogo era simples, Sonic vivia numa ilha tropical com os seus amigos animais, até que um dia o maléfico Dr Robtonik os decide raptar, e os transformar em criaturas diabólicas. Cabe ao nosso herói atravessar as diferentes zonas da ilha, e atrapalhar os planos deste cientista doido. Eram 3 níveis, por cada uma das 7 zonas da ilha, e tínhamos que chegar ao fim em menos de 10 minuto. Enquanto corríamos e saltávamos, tínhamos que ir apanhando uns anéis, já que nos iam dando recompensas, desde que tivéssemos um anel não morreríamos com os adversários, e se chegássemos ao fim com 50, teríamos acesso a um nível de bónus, onde teríamos a possibilidade de apanhar uma das Esmeraldas do Caos.

Adorei este jogo, as diferenças visuais de cada zona era como se fosse um jogo novo, os monitores com bonus e os postes onde podíamos ir salvando o progresso, ajudavam a que não ficássemos fartos com a dificuldade dos níveis. O sucesso fez com que começasse a sair muito merchandising com o ouriço, e até 1994 saíram mais 4 jogos, que serão abordados por aqui. Quando a SEGA deixou de fazer consolas, nenhum dos títulos produzidos para as máquinas existentes no mercado teve grande sucesso, mas a popularidade da personagem crescia, com desenhos animados e comics a serem produzidos em grande volume, e em 2005 entrou para o Hall of Fame dos videojogos, sendo dos primeiros personagens a merecer essa honra, juntamente com Mariio e Lnk.

No Século XXI saíram regulamente jogos que colocavam lado a lado Sonic e Mario, algo impensável nos anos 90. Quem mais jogou isto no Mega Drive?