Ainda sou do tempo

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

... do Lápis com a Tabuada

terça-feira, janeiro 10, 2017 0
... do Lápis com a Tabuada

Os Lápis com a Tabuada eram uma ajuda preciosa para aqueles que tinham alguma dificuldade com a mesma, já que tinham impresso todas as tabuadas, começando com a do 1 na ponta do lápis, e acabando com a do 10, já perto da borracha. Havia professores que proibiam a sua utilização, mas o maior problema, era mesmo ele ir diminuindo e perdendo os números conforme a sua utilização. Faziam parte da linha fantasia da Viarco, mas tenho ideia de ter visto da Staedler também. Quem teve?



















domingo, 8 de janeiro de 2017

... dos Rolos Fotográficos

domingo, janeiro 08, 2017 0
... dos Rolos Fotográficos

Quando era criança, adorava mexer num rolo fotográfico. Tudo dava para brincar, o rolo em si, a caixa cilíndrica onde este seria colocado para revelação, e saber que era algo que dava para imortalizar momentos. Até porta-chaves cheguei a ter, com uns mini rolos bem engraçados. Este era um objecto de grande apreço e que ainda hoje é usado por muita gente.

O rolo de filme fotográfico de 35 mm, já existia há algum tempo, mas como tantas outras coisas, teve nos anos 80 o seu apogeu. Existiam filas nos locais onde os deixávamos a revelar, eram dos artigos mais vendidos já que não se comprava só um, e era-se considerado alguém se se tivesse uma máquina fotográfica.

Os mais comuns permitiam somente tirar 24 ou 36 fotos, algo muito limitado e tínhamos que fazer a coisa render. O pior de tudo era o medo de que a foto não ficasse bem, algo que só iríamos vislumbrar no negativo quando chegássemos ao fim do rolo, ou quando se revelava por completo. Dedos a tapar objectiva, cabeças cortadas ou tudo tremido era o mais comum de acontecer.



Kodak e Fuji protagonizavam, como tantos outros produtos nessa década, uma guerra animada, mas que a primeira vencia por larga margem, principalmente no nosso país. O sucesso era tanto, que os mais velhos diziam "tira-me um kodak" em vez de foto, por exemplo.

O filme fotográfico no interior do rolo era interessante, uma espécie de celulose que era bastante sensível à luz que lhe chegava pela lente da câmara. Havia filmes com maior ou menor sensibilidade à luz, tinha-se que ter em atenção coisas como o ISO deles (que determinava a sensibilidade), com diversos formatos (35 mm era o mais comum, como já referi) e outros cuidados importantes que faziam com isto fosse algo que não podia ser encarado com leviandade.

Quem ainda usa? Quem usou e se recorda com saudade?










quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

... dos Pauzinhos de Chupas em diferentes formas

quinta-feira, janeiro 05, 2017 0
... dos Pauzinhos de Chupas em diferentes formas


Recordar aqui algo que faz parte das minhas memórias de infância, de quando comprava um chupa e o mesmo tinha um formato diferente do habitual. Havia espingardas, espadas, sabres, pás, de tudo um pouco.





Primeira e última foto retiradas de fmpsinogau.blogspot.pt










segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

... do Sonic Mega Drive

segunda-feira, janeiro 02, 2017 0
... do Sonic Mega Drive

A Mega Drive foi a minha consola preferida, e o Sonic foi o jogo que me fez ficar horas agarrado ao comando. Um jogo cheio de cor, com um protagonista carismático e níveis que nos deixavam colados ao ecrã, até a música nos deixava entusiasmados com aquilo tudo, e nem o facto de não podermos gravar os níveis nos desanimava.

A SEGA queria uma mascote para competir com o Mario da Nintendo, e não viam esse potencial no Alex Kidd, a mascote da companhia na altura e um símbolo da consola Master system. Mas a companhia queria algo diferente para o Mega Drive, lançando um concurso interno, e depois de várias propostas, venceu o design do artista Naoto Oshima, de um Ouriço jovem e carismático.

O programador Yuji Naka ajudou na criação de algo que ajudasse o jogo a destacar-se dos outros, especialmente na velocidade que a personagem podia alcançar. Foi criada uma equipa só para isto tudo dar certo, e assim em 1991 saiu o tão desejado jogo, que soube tirar partido dos 16 bits da consola, mostrando um título de plataforma mais rápido do que os jogadores estavam habituados. Foi elogiado pelos críticos, e um sucesso comercial, que fez com que a SEGA fizesse pacotes de consola mais jogo, tornando a companhia uma séria rival da Nintendo, fazendo com que esta lançasse a SNES, e começasse uma guerra de consolas que animou a década.


O conceito do jogo era simples, Sonic vivia numa ilha tropical com os seus amigos animais, até que um dia o maléfico Dr Robtonik os decide raptar, e os transformar em criaturas diabólicas. Cabe ao nosso herói atravessar as diferentes zonas da ilha, e atrapalhar os planos deste cientista doido. Eram 3 níveis, por cada uma das 7 zonas da ilha, e tínhamos que chegar ao fim em menos de 10 minuto. Enquanto corríamos e saltávamos, tínhamos que ir apanhando uns anéis, já que nos iam dando recompensas, desde que tivéssemos um anel não morreríamos com os adversários, e se chegássemos ao fim com 50, teríamos acesso a um nível de bónus, onde teríamos a possibilidade de apanhar uma das Esmeraldas do Caos.

Adorei este jogo, as diferenças visuais de cada zona era como se fosse um jogo novo, os monitores com bonus e os postes onde podíamos ir salvando o progresso, ajudavam a que não ficássemos fartos com a dificuldade dos níveis. O sucesso fez com que começasse a sair muito merchandising com o ouriço, e até 1994 saíram mais 4 jogos, que serão abordados por aqui. Quando a SEGA deixou de fazer consolas, nenhum dos títulos produzidos para as máquinas existentes no mercado teve grande sucesso, mas a popularidade da personagem crescia, com desenhos animados e comics a serem produzidos em grande volume, e em 2005 entrou para o Hall of Fame dos videojogos, sendo dos primeiros personagens a merecer essa honra, juntamente com Mariio e Lnk.

No Século XXI saíram regulamente jogos que colocavam lado a lado Sonic e Mario, algo impensável nos anos 90. Quem mais jogou isto no Mega Drive?







sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

... dos Sucedâneo de Chocolate

sexta-feira, dezembro 30, 2016 0
... dos Sucedâneo de Chocolate

Os Sucedâneo de Chocolate fazem parte da memória de muita criança da década de 70 e 80, já que havia um familiar que oferecia uma destas e que nós comíamos como se fosse mesmo chocolate. A esmagadora maioria era de origem espanhola, e havia quem vendesse isto na rua, para ganhar mais algum.

Os Sucedâneo de Chocolate são feitos com Cacau, gordura vegetal e adoçantes. Devido a ter ingredientes de menor qualidade, era bastante mais barato e a maioria das crianças ficava satisfeita com isso. Confesso que não era fã, mas sei que sou uma minoria. Quem se lembra?










terça-feira, 27 de dezembro de 2016

... da Fava e do Brinde no Bolo Rei

terça-feira, dezembro 27, 2016 0
... da Fava e do Brinde no Bolo Rei

Todos aqueles que foram crianças na segunda metade do Século XX, lembram-se bem do entusiasmo que era ao comer o Bolo Rei, só para descobrirmos a quem calharia o brinde, ou então a quem sairia a fava. O valor de ambos era o mesmo, já que os brindes não eram nada de especial, mas a coisa valia pela diversão e emoção de tudo aquilo.

Para percebermos isto, podemos olhar para a lenda, que fala da forma como os três Reis Magos decidiram aquele que seria o primeiro a dar a prenda ao menino Jesus. Escondeu-se uma fava num bolo, e o que calhasse com a fatia "premiada" seria então o primeiro. Pode-se também olhar para o factor histórico, já que foram os Romanos a usar a fava no Bolo, para escolher aquele que seria o rei da festa (nas festas realizadas para celebrar o solstício de Inverno), e que a igreja católica aproveitou para juntar ao conceito todo da natividade. Os brindes vieram mais tarde, e passaram de moedas de ouro a objectos metálicos de valor simbólico..

Por cá, o primeiro Bolo Rei foi apresentado em meados do Século XIX, com o filho do fundador da confeitaria nacional em Lisboa a trazer a receita de Paris. As normas comunitárias fizeram com que se acabasse com a história dos brindes e das favas lá dentro, mas Quem se recorda da brincadeira e alegria que era para ver a quem saía o brinde ou a fava? E quem esburacava o bolo para ver se encontrava algo?

Foto retirada de http://ciclomaluco.blogspot.pt/




Alguma info retirada de ciclomaluco.blogspot.pt







segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

... do Yoggi a bebida viva

segunda-feira, dezembro 26, 2016 0
... do Yoggi a bebida viva

Os Yoggi continuam aí no mercado, mas vou aqui recordar dos primeiros anúncios que vi desta marca, que nos mostrou que podíamos também beber iogurtes. ´

A Longa Vida já era conhecida por todos nós, mas no final da década de 80, apresentou-se de uma forma jovem e moderna, apresentando um iogurte líquido, algo que dava uma aparência radical e que tinha tudo a ver com os anos 80.

As primeiras embalagens eram muito semelhantes ao que já conhecíamos e nada prático para transportar, especialmente se queríamos levar nas mochilas ou assim. O slogan era cativante "Yoggi a bebida viva", e um anúncio jovem e animado apresentava-nos o produto de uma forma fixe e divertida. A música era também cativante "Yoggi é iogurte para beber, Yoggi tem a vida em cada sabor".

Nos anos 90 mudou-se para as convencionais garrafas de plástico, muito mais práticas de transportar e de beber o iogurte. Começaram a aparecer outras marcas no mercado, mas Yoggi teve sempre um cantinho especial no coração daqueles que foram crianças e adolescentes nos anos 80. Não há muito tempo, fizeram uma campanha engraçada com o slogan "Custa a engolir?". Quem bebeu disto nos anos 80?






Imagem de Enciclopedia Cromos