Ainda sou do tempo

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

... da Rodoviária Nacional

quarta-feira, novembro 09, 2016 0
... da Rodoviária Nacional

A Rodoviária Nacional faz parte das minhas memórias de adolescente, já que tinha que apanhar dois autocarros para ir para a escola (o 408 e o 404) e assim passava muito tempo do ano lectivo dentro deles. As "lagartas" eram as nossas preferidas, para no meio podermos brincar nas curvas.

A Rodoviária Nacional nasceu em 1975, resultando da nacionalização dos maiores operadores no país, tornando-se a empresa pública de autocarros em Portugal. O critério usado para nacionalizar foi o tamanho da frota: mais de 100 veículos, sendo nacionalizadas ao todo 94 empresas rodoviárias. A RN iniciou a sua actividade efectiva a 1 de Junho de 1976, tendo até esta data sido gerida por uma Comissão Instaladora.

Existiam diversas frotas de autocarro, sendo que na minha zona eram os Volvo, e em Alvide existia uma oficina deles e tudo. Noutras zonas funcionavam AEC e Leyland. Os serviços foram organizados em nove Centros de Exploração de Passageiros (CEPs) de acordo com as diferentes regiões (e operadores nacionalizados) em que a Rodoviária Nacional passou a operar.





Em 1979, o CEP 10 foi criado para gerir as ligações entre Lisboa e na maioria das cidades do país (semelhante à actual Rede Expressos), bem como os corredores de Torres Vedras e Vila Franca de Xira, os dois últimos pertencentes à CEP 6, mas igualmente veículos dos CEPs 4 e 5, que geriam corredores no norte de Sintra e Mafra e no norte de Torres Vedras embora parcialmente, visto que ainda permaneceu após as fases seguintes da Rodoviária Nacional.

Em 1984, o restante dos CEPs 5 e 6 tornou-se na Direcção Regional da Grande Lisboa (DGRL), dividida em quatro Centros Operacionais de Passageiros (COPs).

A secção de carga também foi criada, operando sob diferentes nomes, tais como a RNTrans, para além de Centros de Exploração de Mercadorias (CEMs).



A frota de autocarros foi contada com quatro dígitos, correspondendo o primeiro ao CEP onde o veículo foi afetado (se o veículo pertencia ao CEP 8, o número da frota seria 8xxx). Para a frota do CEP 10, o primeiro dígito era um 0 (0xxx), enquanto que no sistema de numeração da DGRL era de três dígitos, precedido pela letra L (Lisboa) ou CS (Cascais e Sintra) (L - xxx , CS - xxx), com a numeração estritamente distribuída pelo fabricante do chassis, conforme listado abaixo:
L: Lisboa



100 - AEC
340 - Leyland
400 - Volvo/outros
CS: Cascais e Sintra

750 - AEC
880 - Leyland
900 - Volvo/outros



Em 1992, o processo de privatização é iniciado a 10 de Março com a alienação da Rodoviária do Algarve que foi adquirida pela Joaquim Jerónimo, Lda. (grupo Barraqueiro e CGEA - Compagnie Générale D´Entreises Automobiles) com 74,3% das acções, a seguradora Mundial Confiança e a Evicar; a Rodoviária d'Entre Douro e Minho (REDM) é adquirida em partes iguais pelo grupo RENEX - Joaquim Jerónimo, Lda. (Barraqueiro) com o grupo Caima e o grupo Resende; já a Rodocargo, SA e a Transporta, SA, são adquiridas pela TERTIR.
Em 1993, a Rodoviária do Tejo é vendida ao consórcio Internorte; a Rodoviária da Beira Interior é adquirida pelo grupo JOALTO, a Rodoviária da Beira Litoral pelo consórcio constituído pelos grupos RENEX, Resende, e CAIMA (que passou a gerir a RBL) e a Rodoviária do Alentejo pelo consórcio Joaquim Jerónimo (70%) e família Belo (30%), que recupera assim a empresa que tinha sido nacionalizada.



Em 1994, é a vez da Rodoviária da Estremadura se tornar também propriedade da Barraqueiro. A 10 de Janeiro de 1995, a Rodoviária do Sul do Tejo é vendida à Joaquim Jerónimo (45%), administradores (45%) e Covas e Filhos (10%).

A 15 de Maio, dá-se por fim a privatização da Rodoviária de Lisboa, SA. É adquirida igualmente pelo Grupo Barraqueiro, associado ao grupo escocês Stagecoach e à Vimeca. A RL divide-se em 3: a Vimeca fica com a zona ocidental e corredor da Amadora/Queluz; a Stagecoach fica com a área de Cascais e Sintra, vendendo posteriormente a frota de alugueres, ficando a Rodoviária de Lisboa, parte do grupo Barraqueiro, a explorar os corredores de Odivelas/Loures, Bucelas e Vila Franca de Xira.

A 15 de Julho de 1995, tendo a RNIP SGPS, SA (sucessora da RN) alienado todas as suas empresas associadas, deixa de existir. Quem andou numa destas?




(parte do texto mais técnico e informativo retirado da wikipedia)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

... da mini-série V Batalha Final

segunda-feira, novembro 07, 2016 0
... da mini-série V Batalha Final


V a batalha final foi uma das séries que mais me marcou na juventude, com várias cenas que ficaram gravadas para sempre na nossa memória. Quem não se lembra do horror que foi quando vimos a Diana a comer um rato?

V foi criada por Kenneth Johnson, que escreveu e realizou os 2 episódios da mini série original, e que se tornaram um sucesso estrondoso e são conhecidos como os primeiros a começar o género de ficção científica de "visitantes entre nós que tentam conquistar a Terra". A mini foi lançada em 1983, e o sucesso foi tanto, que no ano seguinte surgiu mais uma mini-série (esta com 3 episódios) e uma série semanal com 19 episódios. Ambas foram feitas sem a colaboração de Johnson (que discordava da forma como a NBC queria fazer a história), e apesar de Batalha final, nome dado a essa segunda mini, ter tido bastante sucesso, a série foi um fracasso e bastante criticada.

Por cá sei que as duas mini-séries foram transmitidas pela RTP, mas não tenho a certeza em relação aos outros 19 episódios. Mas lembro-me de seguir isto com atenção nos finais de tarde de fim de semana, entre 1986-87 presumo, e de vibrar bastante com os meus amigos com aqueles "lagartos" mascarados de humanos. Quando vi isso pela primeira vez, fiquei fascinado e faz parte das três cenas que mais me marcaram, em conjunto com a Diana a comer um rato (algo que visto hoje em dia dá dó de tão falso que parece) e a do parto que viu nascer um híbrido, fruto da relação entre uma humana e um "lagarto".


Uma raça de extraterrestres com aparência humanóide chega ao nosso planeta, dizendo vir em paz e que em troca de minerais, e outros elementos que diziam necessitar para salvar o seu planeta, eles partilhariam connosco a sua tecnologia avançada. Os governos do nosso planeta concordam e começam a colaborar com os dois principais responsáveis entre os visitantes, Diana (Jane Badler) e John (Richard Herd).

Começam então a desaparecer alguns cientistas humanos, enquanto que outros são perseguidos e desacreditados pelos media, evitando que qualquer teoria ou opinião negativa relativamente aos visitantes chegasse ao resto da população. Esta continuaria crente na boa fé dos aliens e enquanto que uns são controlados mentalmente, outros juntam-se atraídos pelo poder. O jornalista Mike Donovan (Marc Singer) consegue provas que iram expor os visitantes, mas estes conseguem impedir que estas fossem transmitidas e fazem com que ele seja acusado como traidor e perseguido pela polícia. Donovan junta-se a um movimento, conhecido como a Resistencia, e com a ajuda de uma das líderes, Julie Parrish (Faye Grant) e dissidentes entre os visitantes começa a lutar para libertar a Terra destes invasores.

Mas no último episódio vemos como os visitantes controlam quase por completo o nosso planeta, e com a resistência a enviar uma mensagem de ajuda para o espaço, para ver se outras raças nos podem ajudar na luta contra os invasores. Na Batalha final a história centra-se mais no combate entre as duas raças, com destaque para a "Quinta coluna", que se tratava dos visitantes que não concordavam com os planos para dominar o nosso planeta.


Finalmente consegue-se mostrar a todo o mundo a verdadeira face dos visitantes,e a luta começa a subir de intensidade, com traidores nas duas raças a tornarem as coisas mais complicadas. Começam a existir relações entre as duas raças, o que dá origem ao nascimento de duas crianças mutantes. Tudo termina com a frota de visitantes a abandonar o nosso planeta, ficando Diana e pouco mais para trás, e é por aí que a série semanal tenta seguir a história.

Não a tendo visto, não posso opinar muito sobre ela, e sobre o remake feito recentemente falarei noutro post. O impacto das duas primeiras mini-séries são o suficiente, desde o facto de abordar os visitantes disfarçados até a alegoria Nazi sempre presente. O símbolo e uniforme deles fazia lembrar os da SS, para além da perseguição que fizeram a quem lhes tentava fazer frente. Quem mais se lembra disto tudo?













quarta-feira, 2 de novembro de 2016

... do Jogo da Pesca (Pega Peixe)

quarta-feira, novembro 02, 2016 0
... do Jogo da Pesca (Pega Peixe)

Mais um brinquedo clássico da década de 80 que cai naquela categoria "barulheira infernal". Um jogo de pesca, ou pega peixe como foi chamado no Brasil, onde tínhamos um pequeno lago artificial em que se encontravam uns peixes que subiam e desciam, abrindo e fechando a boca para que os pudéssemos pescar com as pequenas canas que tínhamos. O isco era um pequeno íman, vencia o que apanhava mais peixes obviamente, e a piada consistia nisso mesmo, estarmos ali uns contra os outros. Quem jogou?

















quinta-feira, 27 de outubro de 2016

... da Tabuada Escolar do Ratinho

quinta-feira, outubro 27, 2016 0
... da Tabuada Escolar do Ratinho



Foram muitos os que usaram a Tabuada Escolar do Ratinho de Alfredo Cabral, e aposto que a maioria teve uma edição com a capa que aqui apresento. Este livro já era usada nos anos 60 e 70 (com outras capas), mas esta dos anos 80 ficou marcada na memória de todos. Para além da tabuada, vinham pequenos exercícios e operações aritméticas, e até coisas interessantes como os 10 mandamentos do bom aluno. Esta capa simpática ajudava a criança a não ter tanto medo da matemática. Quem teve?











segunda-feira, 24 de outubro de 2016

... do Chocolate Taxi

segunda-feira, outubro 24, 2016 0
... do Chocolate Taxi
foto retirada de enciclopedia dos cromos

Foi um dos chocolates que marcou a década de 80, muitos se recordam do seu nome, mesmo que não fossem fãs dele. Era o meu caso, mas se me dessem um chocolate Taxi não dizia que não. Quem se lembra do gosto da bolacha Wafer com caramelo?

imagem retirada de http://enciclopediadecromos.blogspot.pt/











quinta-feira, 20 de outubro de 2016

... dos Cavaleiros do Zodíaco

quinta-feira, outubro 20, 2016 0
... dos Cavaleiros do Zodíaco


Os Cavaleiros do Zodíaco tiveram a particularidade de terem sido censurados no nosso país quando foram transmitidos pela RTP, e apesar de não ter tido o mesmo sucesso de outros animes, este desenho animado passou por mais cinco canais, provando que existia algum interesse por parte do público.

Saint Seya (Os Cavaleiros do Zodíaco) foi uma série de anime produzida pela Toei Animation, sendo emitida originalmente entre 1986 e 1989, baseada no Mangá com o mesmo nome de Masami Kurumada. Por cá foi a RTP a primeira a pegar na série, transmitindo em 1996 a versão original com legendas, mas depois de queixas por parte de pais que achavam o programa muito violento, o canal cancelou tudo, dando apenas 36 episódios. Com o sucesso de Dragon Ball Z, a SIC decidiu apostar em 1999 numa versão dobrada em português, que foi um pouco mal tratada pela constante mudança de horários.

Passou de forma fugaz pela SIC Gold, mas foi no canal Animax que encontrou uma casa em 2009. Ai foi de novo passada a versão original com legendas, passando episódios inéditos por cá. A SIC K e a SIC Radical deram continuidade anos mais tarde, dando versões mais recentes. No Brasil tem uma grande legião de fãs, sendo transmitida pela Rede Manchete entre 1994 e 1997, tendo sido repetida pelo Cartoon Network e pelo Band. Existem filmes que foram estreados nos cinemas japoneses e brasileiros, tal a popularidade por lá.



Um grupo de órfãos é treinado de forma intensa, desde tenra idade, para se tornarem uns Cavaleiros capaz de usar o poder do Cosmo, e protegerem dessa forma a reencarnação da deusa Atena. Os Cavaleiros de Bronze são assim forçados a combater contra os Cavaleiros de Ouro, a mando do vilão Papa do Santuário, e evoluindo os seus poderes e habilidades.

O Cavaleiro do Pégaso, Seya, era o protagonista da série, ajudado por Shiru (Cavaleiro do Dragão), o mais forte do grupo, Hyoga (Cavaleiro do Cisne), Shun (Cavaleiro de Andrómeda) e o seu irmão Ikki (Cavaleiro da Fénix).

A série ganhou uma legião de fãs por causa das batalhas e das diferentes mitologias abordadas, tudo isso acompanhado por uma banda sonora de qualidade. Para além de se manter fiel ao Mangá, teve algumas coisas exclusivas e o anime teve 3 grandes sagas, Santuário (1-73), Asgard (74-99) e Poseidon (100-114). Depois foram feitos vários OVA (filmes animação), mantendo o interesse pela série vivo e o sucesso foi tanto que em 2006 o criador voltou a escrever e desenhar novas sagas. Foi feito um filme em CGI e existe diverso merchandising que atesta a popularidade do anime.





terça-feira, 18 de outubro de 2016

... de brincar com o Gô-Gô

terça-feira, outubro 18, 2016 0
... de brincar com o Gô-Gô

Foto do blog brinquedo antigo
Mais um daqueles brinquedos que apesar de ter um conceito meio "aborrecido", teve bastante sucesso. O Gô-Gô apareceu no começo da década de 80, e em 1983 existiu uma forte campanha de publicidade da MMD, para que este se tornasse a febre desse verão.

Era um brinquedo de plástico, com uma forma semelhante a uma mini-raquete e que tinha um buraco no meio e uma bola de plástico dura presa por um fio, e o objectivo seria acertar no buraco e ir enrolando o fio dessa forma. De salientar que a bola era dura, por isso era normal ficarmos com dores nos dedos quando se falhava o buraco. Podia-se jogar sozinho, ou juntar amigos e competir a ver quem terminava primeiro. Que brincou com isto?

Imagem do blog Santa Nostalgia