Ainda sou do tempo

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

... do filme Carrie

segunda-feira, outubro 17, 2016 0
... do filme Carrie

Um de filmes de terror que mais gostei de ver, uma demonstração do quão cruel pode ser a vida no liceu e uma boa dose de horror psicológico. Carrie tem a particularidade de ser o primeiro livro de Stephen King, e também ser a primeira adaptação de uma obra do autor ao cinema.

O filme foi realizado por Brian De Palma, tendo estreado em 1976 e se tornado um filme de culto, com a cena icónica da jovem banhada em sangue a ser parodiada ao longo dos anos em diversas séries, filmes e desenhos animados. O filme serviu de rampa de lançamento para muitos jovens actores como Nancy Allen ou John Travolta, enquanto que Sissy Spacek teve uma magnífica interpretação no papel da pobre jovem Carrie, acompanhada por Piper Laurie, que brilhou no papel da sua mãe. Ambas acabaram por receber nomeações para Òscares, prova da qualidade da sua actuação.

A história mostra-nos como a jovem Carrie sofria de bullyng constante no liceu, e como isso começa a piorar, quando ela entra em pânico por lhe surgir o período enquanto ela tomava banho com as restantes colegas. Vemos que enquanto ela é gozada, aconteciam algumas coisas estranhas, como lâmpadas rebentarem do nada, ou coisas caírem de móveis sem nenhuma explicação. Se a vida de Carrie era má no liceu, por casa as coisas não eram melhores, com uma mãe que era uma fanática religiosa e que abusava verbalmente dela.


Na escola as coisas pareciam melhorar quando foi convidada para o baile, mas o casal popular interpretados por Nancy Allen e John Travolta decidem abater uns quantos porcos para encher um balde com o seu sangue. Eles colocam esse balde por cima do palco, e quando Carrie é chamada lá, leva com aquilo tudo, numa cena mítica e perturbadora. Enquanto está ali a ser gozada por todos, começam a acontecer coisas estranhas que acabam por matar todos dentro do ginásio e este acaba por pegar fogo.

Ao sair do ginásio, Carrie começa a ir a pé para casa, mas o casal Allen-Travolta não estava contente e tentam atropelá-la, mas são vitimas do seu poder, já que ela faz com que o carro capote e acabe por cair e explodir. Ao chegar a casa conta tudo enquanto é confortada pela sua mãe, que sugere que comecem a rezar para que as coisas melhorem. Mas Carrie acaba por ser esfaqueada nas costas pela sua própria mãe, e ela acaba por usar os seus poderes e matar a sua mãe com os utensílios básicos de uma cozinha. Atormentada por tudo o que tinha acontecido, perde controle e acaba por incendiar a  casa toda e a fazer desabar.

Em 1999 saiu uma sequela que foi um fracasso completo, e em 2013 apareceu um remake que não teve o mesmo impacto do original. Para além disso existiu um filme para tv e um musical. Quem mais ficou fã de King por causa deste filme?











terça-feira, 11 de outubro de 2016

... do Cake Bar da Dan Cake

terça-feira, outubro 11, 2016 0
... do Cake Bar da Dan Cake
Foto de Enciclopédia Cromos
Recordar hoje um dos bolos que fez parte da minha infância, devo ter comprado umas boas centenas mas não por gostar do seu sabor, mas por causa dos brindes que vinham neles. O Cake Bar era um bolo pequeno e rectangular de chocolate, onde vinha sempre um brinde, ou um autocolante ou um boneco monocromático (faria as delícias da ASAE) enterrado no mesmo.

Lembro-me do ritual de chupar os restos do chocolate do boneco, que eram quase sempre de desenhos animados de sucesso, como o He-Man ou Thundercats, enquanto que uma vez apareceram uns que pareciam armaduras espaciais e uma ou outra nave. Gostava bastante destes bonecos, eram pequenos mas cheios de pormenores, eram somente de uma cor e todos juntos formavam uma bela colecção. Nos cromos lembro-me de fazer do Justiceiro (Knight rider) e da Mafalda. Quem se lembra?


foto de http://btoys.blogspot.pt/




























Foto de http://enciclopediadecromos.blogspot.pt/



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

... de ficar a olhar para os negativos das fotos

sexta-feira, outubro 07, 2016 0
... de ficar a olhar para os negativos das fotos


Uma memória rápida para aqueles que, como eu, perdiam algum tempo a olhar para os negativos das fotos a tentar decifrar o que lá estava. Era agarrarmos naqueles pedaços e colocarmos contra o sol, ou uma luz forte, e percebermos se tinha corrido tudo bem. Quem mais?










terça-feira, 4 de outubro de 2016

... do jogo da Batalha Naval

terça-feira, outubro 04, 2016 0
... do jogo da Batalha Naval

Era um dos meus jogos preferidos, talvez por ser uma das melhores coisas para se fazer numa aula de matemática, os cadernos com folhas quadriculadas eram a ferramenta ideal para se fazer uma jogatana de Batalha Naval.

As regras e os elementos que compunham o jogo eram simples, fazia-se duas grelha de 10x10 (uma de ataque e uma de defesa), identificando a linha superior com letras, enquanto que na lateral seriam números a serem usados. Depois distribuía-se pequenos quadrados que seriam como  Navios, e que o jogador adversário teria que tentar acertar com palpites do género "b-7" que podiam receber como resposta "água" "navio em questão" e o malfadado "afundaste".

Tínhamos direito a quatro navios só com 1 quadrado (vulgo submarino), três navios de 2 quadrados, dois de 3 quadrados, um de 4 quadrados e um porta aviões, com 5 quadrados a perfazerem um T. Haviam variantes em relação ao número de navios usados, mas esta era a mais comum. No Brasil faziam-se 2 grelhas 15x15 com mais navios por lá.

Os "navios" não podiam estar pegados, se bem que não evitava que batoteiros (como eu) fossem mudando alguns de lugar enquanto era humanamente possível. Os submarinos eram ideais para isso.
Era jogado por 2 pessoas e demorava ainda algum tempo. O "tabuleiro" era feito por nós, ou então usava-se cartões como o da imagem que eram dados em ocasiões como as eleições na escola por exemplo. Havia alguns que tinham um jogo em casa, onde se colocava pequenos barcos nuns aros com buracos. Tenho boas recordações deste jogo que era bem divertido e que até obrigava a alguma estratégia.










terça-feira, 27 de setembro de 2016

...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

terça-feira, setembro 27, 2016 0
...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

Este anúncio da prevenção rodoviária ficou para sempre na memória de todos, especialmente para aqueles que eram crianças em 1986 e que queriam aquele modelo de cidade para poderem brincar. O anúncio tinha uma mensagem forte, acompanhado de uma música que mostrava a seriedade da coisa e a imagem era simples, uma mão segurava num lápis e percorria uma estrada como fosse um carro. Ao longo do percurso estavam vários copos de vinho, onde o lápis parava e "bebia" e depois seguia viagem de novo. Até que começava a derrapar e parte-se o bico, dando-se um acidente fatal. Quem se lembra?








segunda-feira, 26 de setembro de 2016

... do Hellraiser - Fogo Maldito

segunda-feira, setembro 26, 2016 0
... do Hellraiser - Fogo Maldito

Eu era um daqueles habituais no vídeo clube do meu bairro, e como acontecia com todos os regulares, existiam "fases" de aluguer. A fase dos filmes de comédia, dos de animação ou por exemplo os de horror. Nessa última fase vi de tudo que me aparecia pela frente e um dos que me chamou logo a atenção foi o Fogo Maldito de Clive Barker.

Já tinha tido contacto com alguns livros de Barker, por isso quando vi o nome dele na capa da k7 vhs tive logo que alugar o filme. O facto de ter uma personagem cheia de pregos na cabeça também ajudou nessa escolha, claro. Hellraiser saiu em 1987, ficando com o nome Renascido do Inferno no Brasil e Fogo Maldito por cá, baseado na obra Hellbound Heart de Clive Barker, que realizou e escreveu o argumento para o filme, que ainda hoje é considerado um dos melhores dentro do seu género.

O filme era original e fugia do padrão slasher que dominava o terror naquela década, abordando temas muito queridos ao autor como as questões morais que decidimos sob pressão de stress ou medo, sendo que o sado masoquismo marcava presença ao longo da história, especialmente no aspecto de obter prazer com a dor.


Frank Cotton (Sean Chapman) compra um cubo numa loja de antiguidades, e fica fascinado com o mesmo depois de saber que este é capaz de abrir um portal para uma dimensão onde o prazer reina e é o sentimento dominante. O nome porque era conhecido era de Configuração do Lamento, e quando Frank finalmente resolve o quebra cabeças nele, entra num reino habitado por umas criaturas disformes e deformadas, vestindo couro preto e conhecidas como Cenobitas.

O problema acontece quando Cotton percebe que os conceitos de prazer deles diferem drasticamente do seu, eles têm prazer com a dor e começam a provocar isso no seu corpo, rasgando-o com ganchos e correntes e torturando-o até ele obter prazer disso, condenado-o a uma eternidade para isso mesmo. Doug Bradley dá vida a Pinhead, nome por que ficou conhecido, apesar de na obra ser Priest e que o autor insiste para que o chamem dessa forma, já que considera pinhead pouco digno para a sua criação.

Frank consegue começar a fugir da dimensão dos Cenobitas, quando o sangue do seu irmão começa a regenerar o seu corpo desfigurado e ele convence a mulher deste (uma antiga amante sua) a atrair mais homens para a casa, para que eles os matem e Frank consiga recuperar a sua aparência. O problema é que um dia são surpreendidos pela sobrinha de Cotton, e esta rouba o cubo das suas mãos conseguindo também ela resolver o seu quebra cabeças (acidentalmente) e entrando em contacto com os Cenobitas. Ela tenta escapar do mesmo destino do seu tio, prometendo entregá-lo em troca da sua vida, mas mesmo cumprindo isso, vê-se atacada por eles e só escapa usando o cubo que devolve os Cenobitas para a sua dimensão. O filme acaba com ela a tentar destruir o cubo, mas sem sucesso, com este a acabar nas mãos do vendedor que o tinha vendido a Frank, oferecendo o cubo a outro cliente, proferindo a frase "o que lhe dá prazer, senhor?"

O sucesso do filme trouxe várias sequelas (algumas com sucesso) e um remake feito em 2014.






















quarta-feira, 21 de setembro de 2016

... do Escantilhão de letras

quarta-feira, setembro 21, 2016 0
... do Escantilhão de letras


Quem não usou um escantilhão? Seja em forma rectangular ou circular, foram um pouco populares nos anos 80, chegando a ser brindes em produtos como o Tulicreme. Ficava-se ali entretido a pintar aqueles buracos para fazer letras desenhadas nos cadernos. Quem fez disto?