Ainda sou do tempo

terça-feira, 4 de outubro de 2016

... do jogo da Batalha Naval

terça-feira, outubro 04, 2016 0
... do jogo da Batalha Naval

Era um dos meus jogos preferidos, talvez por ser uma das melhores coisas para se fazer numa aula de matemática, os cadernos com folhas quadriculadas eram a ferramenta ideal para se fazer uma jogatana de Batalha Naval.

As regras e os elementos que compunham o jogo eram simples, fazia-se duas grelha de 10x10 (uma de ataque e uma de defesa), identificando a linha superior com letras, enquanto que na lateral seriam números a serem usados. Depois distribuía-se pequenos quadrados que seriam como  Navios, e que o jogador adversário teria que tentar acertar com palpites do género "b-7" que podiam receber como resposta "água" "navio em questão" e o malfadado "afundaste".

Tínhamos direito a quatro navios só com 1 quadrado (vulgo submarino), três navios de 2 quadrados, dois de 3 quadrados, um de 4 quadrados e um porta aviões, com 5 quadrados a perfazerem um T. Haviam variantes em relação ao número de navios usados, mas esta era a mais comum. No Brasil faziam-se 2 grelhas 15x15 com mais navios por lá.

Os "navios" não podiam estar pegados, se bem que não evitava que batoteiros (como eu) fossem mudando alguns de lugar enquanto era humanamente possível. Os submarinos eram ideais para isso.
Era jogado por 2 pessoas e demorava ainda algum tempo. O "tabuleiro" era feito por nós, ou então usava-se cartões como o da imagem que eram dados em ocasiões como as eleições na escola por exemplo. Havia alguns que tinham um jogo em casa, onde se colocava pequenos barcos nuns aros com buracos. Tenho boas recordações deste jogo que era bem divertido e que até obrigava a alguma estratégia.










terça-feira, 27 de setembro de 2016

...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

terça-feira, setembro 27, 2016 0
...do anúncio do lápis "se conduzir, não beba"

Este anúncio da prevenção rodoviária ficou para sempre na memória de todos, especialmente para aqueles que eram crianças em 1986 e que queriam aquele modelo de cidade para poderem brincar. O anúncio tinha uma mensagem forte, acompanhado de uma música que mostrava a seriedade da coisa e a imagem era simples, uma mão segurava num lápis e percorria uma estrada como fosse um carro. Ao longo do percurso estavam vários copos de vinho, onde o lápis parava e "bebia" e depois seguia viagem de novo. Até que começava a derrapar e parte-se o bico, dando-se um acidente fatal. Quem se lembra?








segunda-feira, 26 de setembro de 2016

... do Hellraiser - Fogo Maldito

segunda-feira, setembro 26, 2016 0
... do Hellraiser - Fogo Maldito

Eu era um daqueles habituais no vídeo clube do meu bairro, e como acontecia com todos os regulares, existiam "fases" de aluguer. A fase dos filmes de comédia, dos de animação ou por exemplo os de horror. Nessa última fase vi de tudo que me aparecia pela frente e um dos que me chamou logo a atenção foi o Fogo Maldito de Clive Barker.

Já tinha tido contacto com alguns livros de Barker, por isso quando vi o nome dele na capa da k7 vhs tive logo que alugar o filme. O facto de ter uma personagem cheia de pregos na cabeça também ajudou nessa escolha, claro. Hellraiser saiu em 1987, ficando com o nome Renascido do Inferno no Brasil e Fogo Maldito por cá, baseado na obra Hellbound Heart de Clive Barker, que realizou e escreveu o argumento para o filme, que ainda hoje é considerado um dos melhores dentro do seu género.

O filme era original e fugia do padrão slasher que dominava o terror naquela década, abordando temas muito queridos ao autor como as questões morais que decidimos sob pressão de stress ou medo, sendo que o sado masoquismo marcava presença ao longo da história, especialmente no aspecto de obter prazer com a dor.


Frank Cotton (Sean Chapman) compra um cubo numa loja de antiguidades, e fica fascinado com o mesmo depois de saber que este é capaz de abrir um portal para uma dimensão onde o prazer reina e é o sentimento dominante. O nome porque era conhecido era de Configuração do Lamento, e quando Frank finalmente resolve o quebra cabeças nele, entra num reino habitado por umas criaturas disformes e deformadas, vestindo couro preto e conhecidas como Cenobitas.

O problema acontece quando Cotton percebe que os conceitos de prazer deles diferem drasticamente do seu, eles têm prazer com a dor e começam a provocar isso no seu corpo, rasgando-o com ganchos e correntes e torturando-o até ele obter prazer disso, condenado-o a uma eternidade para isso mesmo. Doug Bradley dá vida a Pinhead, nome por que ficou conhecido, apesar de na obra ser Priest e que o autor insiste para que o chamem dessa forma, já que considera pinhead pouco digno para a sua criação.

Frank consegue começar a fugir da dimensão dos Cenobitas, quando o sangue do seu irmão começa a regenerar o seu corpo desfigurado e ele convence a mulher deste (uma antiga amante sua) a atrair mais homens para a casa, para que eles os matem e Frank consiga recuperar a sua aparência. O problema é que um dia são surpreendidos pela sobrinha de Cotton, e esta rouba o cubo das suas mãos conseguindo também ela resolver o seu quebra cabeças (acidentalmente) e entrando em contacto com os Cenobitas. Ela tenta escapar do mesmo destino do seu tio, prometendo entregá-lo em troca da sua vida, mas mesmo cumprindo isso, vê-se atacada por eles e só escapa usando o cubo que devolve os Cenobitas para a sua dimensão. O filme acaba com ela a tentar destruir o cubo, mas sem sucesso, com este a acabar nas mãos do vendedor que o tinha vendido a Frank, oferecendo o cubo a outro cliente, proferindo a frase "o que lhe dá prazer, senhor?"

O sucesso do filme trouxe várias sequelas (algumas com sucesso) e um remake feito em 2014.






















quarta-feira, 21 de setembro de 2016

... do Escantilhão de letras

quarta-feira, setembro 21, 2016 0
... do Escantilhão de letras


Quem não usou um escantilhão? Seja em forma rectangular ou circular, foram um pouco populares nos anos 80, chegando a ser brindes em produtos como o Tulicreme. Ficava-se ali entretido a pintar aqueles buracos para fazer letras desenhadas nos cadernos. Quem fez disto?











segunda-feira, 19 de setembro de 2016

... do Battlestar Galáctica (1978)

segunda-feira, setembro 19, 2016 0
... do Battlestar Galáctica (1978)

Hoje volto a ter um convidado a partilhar uma memória especial, a da série Battlestar Galactica. Será Nuno Amado, do excelente Leituras de BD, a recordar o que sentiu ao ver um programa que faz parte da história televisiva, de tal forma que teve direito a um remake muitos anos mais tarde.

Battlestar Galactica foi uma série que veio ocupar o espaço vazio deixado por Espaço 1999 e Star Trek. Foi uma novidade porque os gráficos, cenários e toda a ambiência era bastante melhor que as outras duas anteriores séries. A evolução técnica assim o permitiu e deixou uma legião de fãs, sobretudo adolescentes, sempre à espera de um novo episódio!

Esta série foi originalmente criada e exibida nos EUA entre 1978 e 1979, com uma pequena sequela em 1980 chamada Galactica 1980. O seu criador foi Glen Larson e este franchise teve tanto sucesso que acabou por ser adaptada para livros, comics e video games. Em Portugal a primeira série (24 episódios) começou a ser exibida na RTP em Setembro de 1982, e a segunda série um ano depois (10 episódios).



O êxito desta série foi enorme na altura e muita gente ainda se lembra dos protagonistas como Apollo, Starbuck, Adama, Boomer… foram nomes que ficaram devido às suas personalidades bem vincadas e de serem pilotos daquelas naves bem fixes, os Vipers! Excepto Adama (Lorne Green), claro… esse era o comandante da Battlestar Galactica. E depois tínhamos os famosos Cylons, os vilões. Apesar de serem latas burras na sua generalidade, o seu aspecto e sobretudo o seu “olho” vermelho sempre a mover-se tornou-os famosos, aliás, nós em criança colocámos a alcunha de Cylons aos vizinhos coscuvilheiros que se escondias atrás das persianas para ver o que andávamos a fazer!

A premissa da história era a de que os Humanos em tempos idos tinham migrado pelo espaço profundo a partir do planeta Kobol e fundaram 12 colónias. Acabaram por entrar em guerra com um povo cibernético, os Cylons cujo fim era a destruição da Humanidade. Através de artimanha e traição (ajudados por um Humano, Baltar) acabam por conseguir destruir as 12 colónias. Só se conseguiram salvar algumas naves que nesse dia estavam longe, e a Battlestar Galactica foi a única grande nave de guerra que por sorte não foi destruída. A partir daqui tudo se passa à volta dos protagonistas já referidos, em aventuras de ataque, de defesa, de salvamento ou política e intriga interna dentro do grupo de naves que a Galactica protegia.

Adama e Apollo (seu filho) tinham os seus dramas familiares e Starbuck era o eterno playboy espacial… Boomer era um bom coadjuvante a tudo isto, e de vez em quando Athena (filha de Adama) aparecia como interesse amoroso de Starbuck. Com esta receita se fizeram os 24 episódios, e resultava. O objectivo final deste grupo de naves, com os últimos humanos a bordo, era conseguir atingir o planeta que deveria representar a 13ª colónia: a Terra! Mas os Cylons eram perseverantes… não deixaram que isto fosse fácil!



A série entretanto começou a entrar em declínio comercial e acabou por ser terminada no seu 24º episódio, com a cena final em que Starbuck e Apollo perdem por uma unha negra uma transmissão da Terra para a Apollo 11 em direcção à Lua. Mas… o produtor da série sabia que ela tinha potencial. E tinha mesmo! Então convenceu os parceiros de negócio a investir em mais uma série, que se chamou Galactica 1980. A acção desta é praticamente toda feita na Terra. Só que o problema que estava a existir (e que já tinha afectado grandemente a série inicial) era o baixo orçamento. Cenas repetidas muitas vezes, inclusivamente da série passada, matou Galactica 1980. Ao fim de 10 episódios foi cancelada.

Mas pronto… a série tinha potencial e este acabou por ao de cima no remake de 2004 que transformou e deu corpo a uma das melhores séries de Sci-Fi de sempre. Mas isso é conversa para outro post, porque o “corpo” dessa série é muito mais complexo. Resta-me dizer que toda a mitologia desta série assenta na religião Mormon (Conselho dos Doze, Kobol,……) ou não fosse Larson membro dessa Igreja. Foram publicados alguns estudos sobre isso. Mas na realidade quem é que quer saber disso?

(Ninguém me oferece uma miniatura da Galáctica?)

Até à próxima ;)



















quinta-feira, 15 de setembro de 2016

... dos Estojos Escolares de fecho

quinta-feira, setembro 15, 2016 0
... dos Estojos Escolares de fecho


Já falei aqui dos estojos de íman, e hoje deixo algumas imagens dos estojos com fecho, dos quais não era fã, ms tive um ou outro, especialmente o com material de educação visual. A dada altura o mais pequeno era bastante popular, simples e punha-se tudo lá dentro e pronto. Quem teve?










terça-feira, 13 de setembro de 2016

... dos Lápis Caran d' Ache

terça-feira, setembro 13, 2016 0
... dos Lápis Caran d' Ache

Já aqui falei dos lápis Viarco, mas hoje vou relembrar de um objecto de luxo que muitos admiravam, mas poucos tiveram para mostrar, os lápis Caran d' Ache. Existiam vários estojos, de "alumínio/metal"e de cartão e com  poucos ou muitos lápis lá dentro. As imagens nas capas eram lindas, de paisagens Suíças, país onde eles foram criados em 1924. Quem teve uns?