Ainda sou do tempo

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

... dos Malucos do Riso

quinta-feira, setembro 08, 2016 0
... dos Malucos do Riso

Foi um dos programas mais importantes da SIC, um dos que ajudou a cimentar o papel da estação com líder de audiências e a popularizar ainda mais actores como Guilherme Leite ou Camacho Costa. Os Malucos do Riso tiveram quase duas décadas no ar, com bons e maus momentos mas sempre como um programa popular e com uma grande legião de fãs.

Idealizado por Guilherme Leite e Jorge Marrecos Duarte, o programa consistia numa série de sketchs com textos de Leite e Fernando Heitor, numa mistura de originais com alguns textos (alguns deles anedotas populares, senão a sua maioria) adaptados. O elenco consistia em alguns actores veteranos, uns que já tinham colaborado em outras produções de Guilherme Leite e alguns que apesar da sua experiência não apareciam regularmente na televisão.

Transmitido em pleno horário nobre, a seguir ao Jornal da Noite, teve mais de 500 programas, tendo estreado vez em 1996 e acabando somente em 2012. Camacho Costa, Delfina Cruz, Carla Andrino, Carlos Areia, Luís Aleluia, Ruben Gomes e Paulo Vasco eram alguns dos nomes do primeiro elenco fixo do programa humorístico, sendo que alguns anos depois entraram nomes como Raquel Maria, Fernando Ferrão, Joaquim Nicolau, José Raposo ou Luís Mascarenhas.


O programa começou a ganhar muita popularidade, humor popular com personagens castiços faziam com que os portugueses começassem a ficar fãs do programa e a saber muitas das frases usadas em alguns quadros de cor e salteado. O sketch final dos alentejanos com o mítico "cabecinha pensadora" tornou-se a imagem de marca do programa, e a personagem do Lello uma das mais acarinhadas pelo público.

Camacho Costa dava vida a este cigano simpático que estava sempre a ir presente ao juiz, acabando sempre por deixar este exasperado com as suas justificações. Camacho Costa dava também vida ao dono da mercearia André, com as frases "Servir bem e bem servir, dá saúde e faz sorrir" ou "importado directamente da Tailândia". Outras frases populares eram a do chefe da polícia com o "Ai Costa! A vida Costa" ou "Isto ´´e que vai para aqui uma açorda" dos alentejanos e o popular "Vai lá vai, até a barraca abana"..

O programa teve ainda nomes como Margarida Reis, Vítor Espadinha, Diogo Morgado, António Melo, Alda Gomes ou Fernando Rocha entre tantos outros. Tornou-se uma instituição do canal, mas foi perdendo algum gás ao longo do tempo, perdendo muito da sua popularidade Quem era fã?














segunda-feira, 5 de setembro de 2016

... do Windball da Hello Kitty (brinde de chupas)

segunda-feira, setembro 05, 2016 0
... do Windball da Hello Kitty (brinde de chupas)


Era preciso pouca coisa para entreter uma criança nos anos 80, e perdíamos horas com coisas simples como o estar a soprar para um cachimbo e fazer uma bola flutuar. Era esse o objectivo neste brinquedo/brinde que era vendido com um chupa e com a Hello Kitty em destaque. Um tubo branco onde soprávamos para que uma pequena bola subisse e voltasse a entrar num cesto azul. Quem mais se divertiu com isto?


Imagem Ana Trindade

Imagem Coleccionismo para todos




Imagem Enciclopédia de cromos







quinta-feira, 1 de setembro de 2016

... da Dona Branca

quinta-feira, setembro 01, 2016 0
... da Dona Branca


Não há quem não se lembre da Dona Branca e do seu esquema de juros mensais a 10%, que começou o seu negócio na década de 50 mas que só ficou conhecida de todos os portugueses nos anos 80, depois de uma entrevista que deu ao jornal Tal e Qual.

Maria Branca dos Santos nasceu em 1902 em Lisboa, sabendo-se apenas que cresceu numa família pobre e que nem completou a instrução primária. Apesar disso, mostrou sempre ser uma pessoa muito sagaz e inteligente, com especial apetência para a matemática e gestão empresarial. Começou muito nova a mexer com dinheiro, ficando com o das Varinas que lhe davam depois uma pequena gratificação.

Num país de grande pobreza e dominado por um regime ditatorial, Dona Branca começou o seu negócio clandestino nos anos 50, explodindo na década de 70 com o crescimento do número de desempregados, e ainda o aumento de preço dos bens essenciais e dos impostos que levaram a que muitas famílias portuguesas entrassem em sérias dificuldades.

Foi por isso normal que esta espécie de banco particular começasse a ganhar cada vez mais adeptos, apesar de basicamente ser mais um esquema de pirâmide. O cliente X depositava 20 euros num dia, e quando no dia seguinte o cliente Y depositava outros 20 contos, 2 iam logo para o cliente X, ganhando assim os juros mensais que batiam em larga escala os da banca tradicional (na altura 30% ao ano). Como os clientes nunca levantavam a totalidade dos seus depósitos, existia um grande fundo de maneio.


O seu carisma, sinceridade e o facto de vir e conhecer as dificuldades de famílias pobres, fizeram com que ficasse conhecida como Banqueira do Povo, nome utilizado anos mais tarde para uma telenovela da RTP, baseada na sua história. Os clientes eram tantos que as filas que se formavam no seu escritório em Alvalade chamavam tanto a atenção, que ela começou a abrir escritórios em várias zonas, confiando em familiares e amigos próximos que chamava muitas vezes de "sobrinhos" e "afilhados".

O problema é que nem todos eram pessoas honestas, e o dinheiro fácil aliciava a que tentassem extorquir algum para os seus negócios ilícitos, feitos a revelia da Dona Benta. Quando aparecia alguém a investigar, subornava-se e a coisa ficava por ali. Mas o negócio crescia cada vez mais, e a agiota caiu na tentação de um jornalista do Tal e Qual, que a aliciou para uma entrevista que iria ajudar a colocar o seu nome nas bocas de todos os Portugueses.

Entidades oficiais começaram então a investigar e isso despertou medo na clientela que foi acentuando quando o ministro das finanças, Ernãni Gonçalves, foi mostrar os seus receios na estação pública e quando uma reportagem no Jornal de Notícias colocou a nu as fragilidades do negócio da banqueira.

Eunice como dona Benta

Quando quase todos os clientes apareceram para levantar o seu dinheiro começaram as dificuldades, pioradas quando alguns dos seus colaboradores desataram a fugir com o dinheiro dos escritórios, deixando a velha senhora numa situação complicada, passando milhares de cheques, sendo que centenas deles foram sem provisão, prejudicando todo o processo.

Foi presa em 1984, num processo longo que só terminou em 1990, quando foi condenada a dez anos de prisão, num dos casos mais mediáticos do nosso país e que ganhou fama além fronteiras e tudo. Por ter já uma idade avançada e saúde debilitada, viu a sua pena reduzida e acabou os seus dias num lar sozinha, cega e abandonada, morrendo a 3 de Abril de 1992.

Eram feitas diversas paródias baseadas na sua história, com destaque para Ivone Silva em diversos programas de variedades e Eunice Munoz na novela da RTP. Para além disso, passou-se a utillizar o termo Dona Branca para identificar outros casos de agiotagem. Quem se lembra?









sexta-feira, 26 de agosto de 2016

... do Carlos Paião

sexta-feira, agosto 26, 2016 0
... do Carlos Paião

Carlos Paião foi um cantor/compositor/autor de grande gabarito, um dos maiores nomes do panorama musical Português e alguém que deixou saudades por ter partido demasiado cedo. Com um sentido de humor apurado, um sorriso encantador e uma voz melodiosa, Paião atraía várias gerações, deixando um legado que ainda perdura.

Carlos Manuel Marques Paião nasceu a 1 de Novembro de 1957 em Coimbra, começou a compor canções desde muito cedo, dando nas vistas em 1978 quando venceu um festival do Illiabum Cluhe. Dois anos depois concorreu ao Festival RTP da canção, não conseguindo o apuramento mas voltou no ano seguinte e conseguiu a vitória com o seu êxito Playback, derrotando grandes nomes da música nacional como José Cid ou as Doce.

Lá fora as coisas não correram tão bem, mas Portugal já estava rendido ao seu encanto, especialmente quando ele mostrou que podia fazer mais do que canções divertidas, como provou com o seu single Pó de arroz. Não deixou de lado o seu lado compositor, fosse para artistas consagrados como a Amália Rodrigues, fosse para principiantes como o Herman José. Com este encetou uma parceria imbatível, escrevendo as músicas da personagem Serafim Saudade, e hinos como o Vamos Lá Cambada do Estebes.


Apesar das vendas do seu primeiro disco não terem sido muito boas, marcava presença regular na televisão escrevendo temas para genéricos de programas como o Foguete de António Sala e Luís Arriaga. Teve grandes sucessos como o hino romântico Cinderela ou o divertido Meia Dúzia, para além de um dueto com Cândida Branca Flor que interpretaram no festival da canção de 1983.

Nesse ano licenciou-se em medicina, mas continuando nesta sua paixão que era a música, escrevendo canções para nomes como António Mourão, Nuno da Camara Pereira ou Lenita Gentil. Para além disso continuava a colaborar com actores como Carlos Quintas ou Florbela Queiróz, mostrando que se movia por todo o espectro artístico em Portugal.

Faleceu a 26 de Agosto de 1988, num trágico acidente de automóvel deixando todo o país em choque. O seu espólio era tão extenso que na década de 90 ainda existiam artistas a cantar temas inéditos de sua autoria.











quinta-feira, 25 de agosto de 2016

... dos gelados Rajá

quinta-feira, agosto 25, 2016 0
... dos gelados Rajá



Os gelados Rajá foram uma instituição em Portugal, de tal forma que muitos dos nossos avós não falavam "vamos comer um gelado ", mas sim "vamos comer um Rajá'. Os nossos pais recordavam-se dos brindes que eles ofereciam, uns bonecos monocromáticos e outros tipo de brinquedos. Recordar aqui alguns dos cartazes.











segunda-feira, 22 de agosto de 2016

... do Verão Azul

segunda-feira, agosto 22, 2016 2
... do Verão Azul

El Verano Azul foi uma das séries de maior sucesso no nosso país, colocou uma geração inteira a assobiar o genérico e a ficar fã do grupo de miúdos e do velho marinheiro Chanquete. A série retratava o Verão na perfeição, com a diversão de passar as férias com amigos na praia, as paixões e namoricos típicos da estação e com muita aventura a mistura.

Verão Azul foi uma produção da TVE, gravada entre Agosto de 1979 e Dezembro de 1980 na localidade de Nerja. Foi transmitida em 1981 e o sucesso foi tanto que passou a ser repetida durante vários anos nas próximas duas décadas. Apesar de ter apenas 19 episódios, foi um êxito no nosso país também, transmitida pela primeira vez em 1982, foi repetida várias vezes durante os anos 80, tornando-se um dos símbolos do programa Agora Escolha.

Na série podíamos acompanhar um grupo de jovens com idades entre os 8 e os 17 anos, que estava a passar férias na costa sul de Espanha. O programa falava de temas como o divórcio, especulação imobiliária, o podermos protestar pelos nossos direitos ou o conflito entre gerações, marcando todos aqueles que a viram. O episódio em que morre o velho marinheiro, que era como que um avo para eles, mostrou a todos como a morte faz parte da vida e o impacto que deixa nos jovens.


Pilas Torres era Bea, uma menina bonita que fez muito jovem se apaixonar e juntamente com Miguel Angelo Varelo, o gordito Piraña, tornaram-se os favoritos do público. Acompanhados por Desi (Cristina Torres), Javi (Juan Jose Artero), Pancho (Jose Luiz Fernandez) e Tito (Miguel Joven) vivem grandes aventuras, contando com o apoio de dois adultos, o velho marinheiro Chanquee (Antonio Ferrandis) e Júlia (Maria Garandon) uma pintora solitária que simpatiza com o grupo.

As discussões de Javi com o seu pai, os problemas que existiram quando os jovens decidem ajudar num protesto contra uma imobiliária, ou a morte de Chanquete são algumas das cenas mais marcantes de uma série com um dos genéricos mais animados de sempre, com as crianças divertidas a assobiarem enquanto andam de bicicleta. Quem se lembra?










sábado, 20 de agosto de 2016

... deste cartaz de gelados da Olá de 1980

sábado, agosto 20, 2016 0
... deste cartaz de gelados da Olá de 1980

Recordar hoje este cartaz da Olá de 1980, do tempo em que ainda eram na horizontal e se pagavam com escudos. Nele podemos encontrar os clássicos Epá, Cornetto, Super Maxi e Perna de Pau e ainda o Diabrete, Krisppi e os económicos de laranja e ananás. Como novidade tínhamos um tipo Epá mas de morango, um "skate" de chocolate, um em homenagem a novela Dancin Days e o Fiizz limão que viria ele próprio a tornar-se um clássico. Existiam também uns que vinham numa pequena "tigela" e que se tornaram populares como sobremesa nos restaurantes.