Ainda sou do tempo

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

... de ir apanhar grilos

quarta-feira, agosto 10, 2016 0
... de ir apanhar grilos


Nunca cheguei a ter nenhum por não achar piada ao bicho, mas lembro-me de muitos terem uma gaiola pequenina com um grilo em casa, por norma na cozinha. Não percebia o facto de quererem algo que fazia um barulho deveras irritante, mas lá se entretinham dando alface ao bicho que tinha dado tanto trabalho a caçar. Sim que não era fácil, era com umas palhnhhas e por vezes para os tirar das tocas havia quem tivesse que urinar para lá. Quem teve um?












segunda-feira, 8 de agosto de 2016

... de marcar encontros na bola Nívea

segunda-feira, agosto 08, 2016 0
... de marcar encontros na bola Nívea

O creme Nívea é uma instituição em Portugal, e nos anos 60 esta marca teve a ideia de oferecer umas bolas grandes para podermos brincar na praia. Para além dessas bolas grandes azuis, colocaram-se umas versões gigantes presas num suporte que se tornaram parte da paisagem de muita praia nacional. Nas décadas de 70 e 80, muita pessoa marcou encontro usando esta bola como ponto de encontro. Quem proferiu a frase "Encontramo-nos por baixo da bola Nívea"













quinta-feira, 4 de agosto de 2016

... de enrolar a fita da k7 audio

quinta-feira, agosto 04, 2016 0
... de enrolar a fita da k7 audio

Era um dos maiores flagelos da nossa geração, quando a fita da k7 audio começava a sair para fora e tínhamos que usar uma caneta bic para a voltar a enrolar. Quase sempre a coisa corria bem e podíamos continuar a ouvir as nossas músicas favoritas, mas podia demorar algum tempo. Quem se lembra?














segunda-feira, 1 de agosto de 2016

... das Fotonovelas

segunda-feira, agosto 01, 2016 0
... das Fotonovelas


As Fotonovelas faziam-me confusão, mas habituei-me a ver revistas destas na casa da minha tia, que era fã do género. No Brasil foi uma grande febre por mais de três décadas, sendo que algumas delas vinham também para Portugal. Quando o género começou a conquistar as donas de casa portuguesas, também surgiram as revistas nacionais, como a Simplesmente Maria.

Estas revistas eram semelhantes aos livros de banda desenhada, com a história a ser contada aos quadradinhos, mas em vez de desenhos eram apresentadas fotografias de actores com o texto dos diálogos em balões e caixas de texto a explicar a acção. Maior parte das histórias eram importadas de Itália, mas a dada altura começou a haver produção nacional, especialmente a revista Sétimo Céu da editora Bloch.



Nos anos 70 chegaram a existir 20 publicações diferentes nas bancas do Brasil, com as editoras Bloch, Vecchi, RGE e Abril a inundarem o mercado. A revista Capricho da editora Abril chegou a vender mais de 210 mil exemplares por mês, só perdendo para as revistas do Mickey, do Pato Donald e do Tio Patinhas (que vendiam por volta de 400 mil).

Por cá não sei números, mas até o detergente Vim chegou a patrocinar o lançamento de umas revistas, por isso acredito que houvesse aceitação. Nos anos 80 ainda se via alguma coisa, mas perdiam terreno e começaram a desaparecer das bancas. Quem se lembra?













segunda-feira, 25 de julho de 2016

... do yo-yo da Russell

segunda-feira, julho 25, 2016 0
... do yo-yo da Russell



Se os yo-yo voltaram a estar na moda nos anos 80, muito se deve ao acordo da marca Russel com a Coca-Cola, tornando o uso deste objecto uma febre que assolou todo o mundo, e Portugal e o Brasil não foram excepção.

Jack Russell era um habilidoso jogador de yo-yo que decidiu criar uma empresa no final da década de 40 que se dedicasse a promover o objecto, com demonstrações que ajudassem a popularizar isto junto de todos, especialmente os mais novos. Nos anos 80 um acordo com a Coca-Cola fez com que a loucura se instaurasse, todos queriam ter um oficial, quando no fundo parecia ser um yo-yo como qualquer outro.

Programas como os do Júlio Isidro mostravam jovens talentosos a fazer truques que a maior parte de nós não conseguiria reproduzir, mas que iríamos tentar com afinco. Quem teve um? Sabiam fazer truques?










sexta-feira, 22 de julho de 2016

... deste cartaz de gelados da Olá de 1984

sexta-feira, julho 22, 2016 0
... deste cartaz de gelados da Olá de 1984


Recordar aqui mais um cartaz de gelados da Olá, este de 1984 e ainda no seu formato horizontal sem nenhuma menina a embelezar a parte superior do cartaz. Neste há de realçar a novidade do refrescante Tigre, a combinação chocolate-banana do Popsi, o divertido upa upa com sabor a morango e ainda o mítico Cornetto de Whisky. Ainda tínhamos os de "gelo" de laranja e Ananás, além de duas variantes do Fizz, os clássicos sabores do Cornetto, o Epá, Perna de Pau e Super Maxi entre outros. Qual o vosso preferido?
















quarta-feira, 20 de julho de 2016

... do leitor de VHS

quarta-feira, julho 20, 2016 0
... do leitor de VHS


Um dos objectos que marcou a década de 80, todos queriam um leitor VHS para poder alugar as k7's no vídeo clube ou gravar algo da televisão. Só tive um aparelho destes na segunda metade dos anos 80, mas dei bastante uso ao mesmo e cheguei a ter dois móveis cheios de k7's gravadas.

A empresa JVC desenvolveu os primeiros aparelhos no começo da década de 70, entrando em competição com o Betamax da Sony na luta para serem a escolha definitiva como o aparelho a ser usado opor todos em casa. Para isso a empresa Japonesa tentou estabelecer umas regras que deviam ser seguidas pelas suas fábricas como o de ser compatível com qualquer aparelho de tv, das peças serem facilmente substituíveis para serem facilmente arranjados, a qualidade de imagem devia ser o mais parecido possível com o que era transmitido na televisão e a fita dar para duas horas de gravações eram algumas dessas regras.

Depois de convencer as maiores companhias da altura a optar pelo seu sistema em detrimento do Beta, e apesar de ter sido lançado depois (Beta saiu em 1975, VHS em 1976 no Japão e um ano depois nos EUA) acabou por vencer essa batalha tecnológica e quando saíram os primeiros gravadores, as pessoas já se tinham decidido por esses aparelhos como os seus favoritos.


Quem não teve um? De 2 ou 4 cabeças, todos passaram por rituais que ficaram na memoria de todos, o acto de rebobinar a k7, o desespero de ver a fita partir-se, o coolocar algo no buraco da k7 para que pudéssemos gravar por cima do que lá estava ou o tempo que se perdia a programar o aparelho para gravar os programas preferidos. O ir ao video clube perder horas na escolha de um filme ou esperando que alguém viesse entregar aquela k7 que estava sempre a ser alugada por todos.

Quem tinha dois aparelhos, usava um cabo para gravar do video clube ou k7's de amigos. A pirataria era vista com outros olhos, ninguém se importava com o que se gravava da tv, até havia revistas que incentivavam a isso, oferecendo as capas para as caixas. Quem teve um?