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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

... do jogo Lemmings

quinta-feira, setembro 13, 2018 0
... do jogo Lemmings

Foi um dos jogos mais populares dos anos 90, e um dos mais vendidos de todos os tempos. Lemmings saiu para quase todas as plataformas, conquistando tudo e todos, e originando uma série de sequelas, remakes e spin offs.

Lemmings foi desenvolvido pela DMA designs para o Amiga em 1991, partindo de uma ideia de Mike Dailly, que tinha desenhado um Lemingue antropomórfico no Deluxe Paint. Juntamente com David Jones, criou então um jogo de plataforma, que era também um puzzle, com pequenos bichinhos simpáticos que fizeram com que todos se viciassem nisto.

Basicamente tínhamos que levar os Lemmings até à saída do nível, usando para isso as funções de cada um deles. Tínhamos uns que cavavam no chão, os que destruíam obstáculos com lança chamas ou ainda uns que escalavam tudo que lhes aparecesse. Andavam sempre atrás uns dos outros, e isso fazia com que tivéssemos que ser rápidos na jogada, senão caíam todos de um penhasco, por exemplo.

O sucesso foi imediato, e começou então a ser produzido para outras máquinas, desde os pc's às consolas, como NES, Mega Drive ou mesmo PSP, anos mais tarde. Vendeu mais de 20 Milhões de cópias, e teve das maiores pontuações de sempre, em diversas revistas da especialidade.















domingo, 10 de junho de 2018

... do FIFA para Mega Drive

domingo, junho 10, 2018 0
... do FIFA para Mega Drive

Foi um dos títulos mais importantes no Mega Drive, uma pedrada no charco nos jogos de desporto, especialmente de futebol, e tornou-se rapidamente um dos favoritos dos utilizadores desta consola.

Comecei a jogar futebol no Mega Drive com o Itália 90, depois passei para o Sensible Soccer (que se tornou o meu favorito), e tive também o Super Kick off, sendo por isso normal o meu interesse quando saiu o primeiro FIFA International Soccer. Criado pela Electronic Arts, o jogo foi lançado em Dezembro de 1993, quando a Genesis/Mega Drive estava em alta, e foi um sucesso absoluto, tanto por parte do público, como por parte dos críticos.

Só saiu para outras consolas em 1994, e começou assim um reinado que perdura ainda nos dias de hoje. O jogo surpreendia por apostar numa vista isométrica, fugindo do género que estávamos habituados, que era a vista de cima. Também podiam estar 4 jogadores numa mesma equipa, algo que era um pouco confuso, mas também muito divertido e interessante.

Com nomes fictícios, sem possibilidade de edição, o mais interessante era mesmo as jogadas que podíamos fazer, os passes, os dribles e os golos especiais, tudo muito diferente daquilo que estávamos habituados. O sucesso foi tanto que foram vendidas mais de 500 mil unidades em apenas 4 semanas, e apesar de ter saído só em Dezembro, tornou-se o jogo mais vendido de 1993.


Foi por isso normal que saísse uma nova versão em 1994, intitulado FIFA 95 e feito exclusivamente para a Mega Drive. O jogo foi aplaudido pela crítica, e as mudanças foram todas para o melhor, conseguindo corrigir os erros apontados na primeira versão, melhorando o sistema de passe, e de posicionamento táctico dos jogadores. O único senão vinha na redução dos cânticos das claques e do som em geral durante o jogo, algo muito elogiado na primeira versão.

Mas estava assim iniciado o primeiro passo no império FIFA, que continuou com a edição do FIFA 96, o primeiro a ter um maior destaque fora do Mega Drive, devido à versão em 3D para a Sega Saturn e Playstation One, com as consolas da Nintendo e da Sega a manterem os motores de jogo das anteriores versões.

Quando chegamos ao FIFA 97, era a versão da Playstation a merecer as melhores críticas, com a  versão de PC a ser criticada pela sua lentidão, e a da Sega a não ser muito apreciada pelos fãs devido a não ser muito diferente das outras versões. Com a própria consola a perder popularidade, a saga chegou ao fim na edição de 1998, com o Road to Wotld Cup a fechar o reinado do futebol da EA nas consolas da SEGA.


O primeiro FIFA tinha só selecções, 48 cada uma com 20 jogadores, enquanto que a versão seguinte já tinha 8 campeonatos, 6 europeus (França, Itália, Espanha, Holanda, Inglaterra e Alemanha) e 2 americanos (Brasil e EUA). Cada equipa tinha 16 jogadores, o mesmo número utilizado nas selecções desta versão, que passavam para 58 disponíveis.

No FIFA 96, apareciam mais alguns campeonatos, mas o que o fazia destacar-se era sem sombra de dúvida vir com os nomes reais, fruto da licença que obtiveram para esse efeito. Já o 97, trouxe apenas o extra de podermos jogar Futsal, o que provocou algum desânimo para quem coleccionava estes jogos.

Quem mais era fã? Lembram-se de fugirmos dos árbitros? E da jogada típica de cruzar para a grande área e marcar depois de cabeça?







sábado, 6 de janeiro de 2018

... do Counter-Strike

sábado, janeiro 06, 2018 0
... do Counter-Strike

Foi um dos jogos mais populares do virar de Século, um dos melhores First person shooter e um dos primeiros a fazer com todos gostassem de andar aos tiros online. Counter-Strike teve várias versões, com a última a ser lançada em 2012, tendo sido lançado depois alguns spin offs.

O conceito do jogo era simples, um grupo de mercenários tentava lançar o terror pelo mundo, sendo combatido por outro grupo que fazia tudo para desmantelar e prevenir estes actos terroristas. Concebido como um "Mod" (uma modificação) para o Half-Life em 1999, o título foi desenvolvido por Minh "Gooseman" Lee e Jesse "Cliffe" Cliffe, antes de ser adquirido pela companhia que tinha os direitos do Half-Life, a Valve Corporation.

Em 2000 era um dos mais jogados em todo o mundo, e passado 4 anos saíram duas edições, Condition: Zero e Source, com o último a utilizar um motor de jogo idealizado pela Valve e que tentava assim tirar partido da popularidade do primeiro CS, já que se tratava basicamente de um Remake.

Em 2012 saiu a última edição baseada na série principal, Global Offensive, que saiu para os PC's. Mac's e consolas. Depois disso existiram 3 spin-off's, com o último a ser lançado em 2014 e aproveitando a febre de Zombies que andava em grande pela cultura popular. Não foram bem aceites pela crítica e pelo público em geral, e esmoreceram aquela que era uma das maiores franquias de jogos, com mais de 25 Milhões de unidades vendidas.

Desde o tentar desarmar bombas a tentar salvar reféns, CS tinha a particularidade de puxar pelo modo online, numa altura que a internet começava a dar os primeiros passos a sério nisso, com as velocidades a permitirem que se jogasse de uma forma mais competitiva. A popularidade do jogo era imensa, e no Brasil chegou a haver uma proibição, com um juiz a achar que podia haver uma subversão da paz e ordem entre os que jogavam. Quem jogou?











quinta-feira, 22 de junho de 2017

... do jogo Alley Cat

quinta-feira, junho 22, 2017 0
... do jogo Alley Cat

Hoje voltamos a um Memória dos Outros, desta feita pelas mãos de Joana Rodrigues, que nos relembra assim de um jogo que muitos eram fãs, o Alley Cat. Criado em 1983, primeiro para Atari e no ano seguinte para PC, o jogo era baseado num conceito concebido por John Harris, sendo depois desenvolvido e terminado por Bill Williams. Vamos então às recordações da Joana:

Alley Cat. O famoso jogo de fundo cor de rosa sobre um gato de rua que fugia dum bulldog ao saltar vedações e bidons, entrava pelas janelas, sustentando-se nas cordas da roupa.

Cada vez que o famoso gatinho entrava numa janela, deparava-se com um desafio diferente: ora havia um aquário populado por enguias elétricas onde tínhamos que apanhar peixes, e ai do gatinho que tocasse numa delas… levava uma descarga elétrica e ao fim de 3 toques, era expulso da janela pela qual tinha entrado. Noutra janela, tinha um queijo enorme e o objetivo era entrar pelos buracos e apanhar ratinhos. 

Havia que ter cuidado com uma vassoura que andava lá de um lado para o outro, sob pena de ser expulso pela janela novamente. A única maneira de a entreter era sujar o chão..! Ela ficava a limpar e nós livres para apanhar os ratinhos. Outro nível, visava uma prateleira que tínhamos de subir sendo o inimigo uma aranha que pendurada no teto nos fazia… ser expulsos pela janela novamente! Havia ainda outro nível em que o objetivo era apanhar uma borboleta que estava em cima duma mesa, saltando por cima do mobiliário. Aqui existia a vassoura novamente sendo que a maneira de a contornar era semelhante à do episódio da prateleira descrito anteriormente.

Volta e meia, tínhamos acesso a um nível de bónus em que tínhamos de escalar uns corações até a nossa amada mas cuidado! Tínhamos de fugir dumas malogradas setas que partiam os corações e voltávamos ao inicio.

Passados todos estes níveis, o jogo regressava ao inicio sendo que o numero de bidons que estavam disponíveis para aceder às janelas era menor, e o nível de dificuldade aumentava. Começava como “Kitten” terminando em “Alley Cat”.


Longe da espetacularidade dos jogos de hoje em dia, com cores básicas e sons estridentes típicos de MS-DOS, o jogo “Alley Cat” proporcionava à criançada da altura horas de diversão num jogo que marcou sem dúvida os anos 80.
















quarta-feira, 15 de março de 2017

... da Consola Family Game/Famicom

quarta-feira, março 15, 2017 0
... da Consola Family Game/Famicom


Esta consola faz parte dos meus traumas de infância, já que foi um dos meus desejos de prenda de natal, e apesar de ter debaixo da árvore um embrulho que dava a entender que esse pedido tinha sido atendido, tratava-se na verdade de uma máquina de escrever.

A Famicom, ou Family Game, foi a consola que ajudou a popularizar este tipo de sistema de entretenimento familiar. A Nintendo fazia parte da sua concepção, sendo que pouco tempo depois lançou o NES, e a história dos videojogos nunca mais foi a mesma.

Este aparelho apareceu no nosso país na segunda metade da década de 80, tendo um preço bastante acessível e possibilitando a vários jovens alguns momentos de boa diversão. O meu vizinho teve um, era daqueles que vinha já com vários jogos, como um de tanques em que tínhamos que proteger uma águia guardada num labirinto de tijolos, versões do super mário, o Duck Hunt, algum de aviões e coisas do género.

Havia a possibilidade de colocar cartuchos, que começaram a aparecer pouco tempo depois nas feiras e algumas lojas. Quem por ai teve uma destas máquinas?










sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

... das K7's de Jogos para o Spectrum

sexta-feira, janeiro 13, 2017 0
... das K7's de Jogos para o Spectrum


Nos anos 80 era muito fácil conseguir jogos para o Spectrum, bastava ter uma K7 e conseguir via algum amigo que soubesse gravar os jogos, ou ir às muitas lojas que vendiam-nas já com jogos gravados.

As pessoas que reclamam de pirataria hoje em dia, nem sei como reagiriam a ir a lojas respeitáveis que faziam cópias dos jogos na hora. Só tínhamos que escolher da lista, pedir ao senhor da loja e darmos uma volta enquanto ele copiava para a k7 que iríamos comprar. As listas na loja tinham muitas vezes a particularidade de serem impressas num Spectrum, e as capas eram cópias (coloridas ou não) o que dava um ar ainda mais pirata à coisa.

As capas delas eram sempre bem sugestivas, mesmo em ponto pequeno despertavam logo a nossa vontade em conseguir o jogo e de chegar a casa e jogá-lo. Quem mais se lembra?




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

... do Sonic Mega Drive

segunda-feira, janeiro 02, 2017 0
... do Sonic Mega Drive

A Mega Drive foi a minha consola preferida, e o Sonic foi o jogo que me fez ficar horas agarrado ao comando. Um jogo cheio de cor, com um protagonista carismático e níveis que nos deixavam colados ao ecrã, até a música nos deixava entusiasmados com aquilo tudo, e nem o facto de não podermos gravar os níveis nos desanimava.

A SEGA queria uma mascote para competir com o Mario da Nintendo, e não viam esse potencial no Alex Kidd, a mascote da companhia na altura e um símbolo da consola Master system. Mas a companhia queria algo diferente para o Mega Drive, lançando um concurso interno, e depois de várias propostas, venceu o design do artista Naoto Oshima, de um Ouriço jovem e carismático.

O programador Yuji Naka ajudou na criação de algo que ajudasse o jogo a destacar-se dos outros, especialmente na velocidade que a personagem podia alcançar. Foi criada uma equipa só para isto tudo dar certo, e assim em 1991 saiu o tão desejado jogo, que soube tirar partido dos 16 bits da consola, mostrando um título de plataforma mais rápido do que os jogadores estavam habituados. Foi elogiado pelos críticos, e um sucesso comercial, que fez com que a SEGA fizesse pacotes de consola mais jogo, tornando a companhia uma séria rival da Nintendo, fazendo com que esta lançasse a SNES, e começasse uma guerra de consolas que animou a década.


O conceito do jogo era simples, Sonic vivia numa ilha tropical com os seus amigos animais, até que um dia o maléfico Dr Robtonik os decide raptar, e os transformar em criaturas diabólicas. Cabe ao nosso herói atravessar as diferentes zonas da ilha, e atrapalhar os planos deste cientista doido. Eram 3 níveis, por cada uma das 7 zonas da ilha, e tínhamos que chegar ao fim em menos de 10 minuto. Enquanto corríamos e saltávamos, tínhamos que ir apanhando uns anéis, já que nos iam dando recompensas, desde que tivéssemos um anel não morreríamos com os adversários, e se chegássemos ao fim com 50, teríamos acesso a um nível de bónus, onde teríamos a possibilidade de apanhar uma das Esmeraldas do Caos.

Adorei este jogo, as diferenças visuais de cada zona era como se fosse um jogo novo, os monitores com bonus e os postes onde podíamos ir salvando o progresso, ajudavam a que não ficássemos fartos com a dificuldade dos níveis. O sucesso fez com que começasse a sair muito merchandising com o ouriço, e até 1994 saíram mais 4 jogos, que serão abordados por aqui. Quando a SEGA deixou de fazer consolas, nenhum dos títulos produzidos para as máquinas existentes no mercado teve grande sucesso, mas a popularidade da personagem crescia, com desenhos animados e comics a serem produzidos em grande volume, e em 2005 entrou para o Hall of Fame dos videojogos, sendo dos primeiros personagens a merecer essa honra, juntamente com Mariio e Lnk.

No Século XXI saíram regulamente jogos que colocavam lado a lado Sonic e Mario, algo impensável nos anos 90. Quem mais jogou isto no Mega Drive?