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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

... das Gilmore Girls (Tal mãe, tal filha)

quarta-feira, setembro 12, 2018 0
... das Gilmore Girls (Tal mãe, tal filha)

Voltamos a um memórias dos outros, desta feita para conhecer a opinião da Sofia Amado, sobre uma das minhas séries preferidas, as Gilmore Girls.

A primeira vez que vi Gilmore Girls, que por cá ficou conhecido como "Tal Mãe, tal filha", não fiquei fã, mas depois que vi uma maratona de uma das temporadas, fiquei completamente viciado no tipo de humor da série, cheia de referências cultura pop, e na química das personagens. Quando desafiei a minha sobrinha a ver isto de começo ao fim, também ela ficou viciada e vão ficar a conhecer a sua opinião. Fiquem então com a opinião da Sofia:



A série conta a história do quotidiano da mãe solteira Lorelai (Lauren Graham), e da sua filha Rory (Alexis Bledel), que partilham uma forte ligação entre a duas através de comédia, referências à cultura pop, e café.

Vivem numa pequena vila chamada Stars Hollow, em Connecticut, e são vizinhas de pessoas bastante peculiares (e no entanto cada um com o seu charme). Basta assistir alguns episódios para desejar ter uma vizinha intrometida como a Babette (Sally Struthers), festejar no armário da Lane (Keiko Agena), comer o macarrão com queijo mais chique de sempre feito pela Sookie (Melissa McCarthy) ou beber um café no Luke’s (Luke, o dono, é representado por Scott Patterson).

Claro que nunca poderíamos ignorar o casal mais sofisticado de Hartford (cidade vizinha de Stars Hollow), Richard (Edward Herrmann) e Emily (Kelly Bishop) Gilmore, que partilham uma complexa relação com a filha Lorelai, apesar de gostarem muito dela e de Rory. Os jantares de sexta feira à noite são sempre uma aventura com estes quatro!

Se ainda não viram, saibam que estão a perder o drama, o romance, e a oportunidade de observarem duas pessoas a comer uma quantidade de comida que alimentaria duas famílias (tios e primos incluídos) e de ouvirem a Paris (Liza Weil) a gritar com a pessoa que tomou posse do comando enquanto ela estava na casa de banho.

Foram “8” temporadas contando com o revival “Gilmore Girls- A Year in the Life”, que apenas tem 4 episódios de hora e meia; foi criada por Amy Sherman-Palladino e foi transmitida desde os anos 2000 até 2007, com o revival a ser emitido em 2016.






segunda-feira, 30 de novembro de 2015

... das Powerpuff Girls

segunda-feira, novembro 30, 2015 0
... das Powerpuff Girls

Sou um grande fã dos Cartoon Cartoons do Cartoon Network, e as Powerpuff Girls tornaram-se a dada altura um dos meus preferidos. Foram um símbolo do Girl Power, três meninas com super poderes e com atitude que conciliavam o ir à escola com o combate ao crime, enfrentando uma galeria de vilões bastante interessante.

As Powerpuff Girls foram uma criação de Craig McCracken, que o desenvolveu na faculdade, estreando como um Cartoon Cartoon no canal Cartoon Network em 1998. Esteve no ar até 2005, sendo nomeado e vencendo diversos prémios, para além de ter vários especiais e um filme que teve algum sucesso. Foram 78 episódios onde nos divertíamos a ver três meninas super poderosas (nome que teve no Brasil) a ter aventuras fantásticas, muitas das vezes enfrentando vilões que tanto podiam ter piada como ser bem perigosos.

Blossom era a ruiva líder do grupo, inteligente e sensata, Buttercup era a morena menina rapaz, impulsiva e corajosa, enquanto que a loura Bubbles era a mais inocente e ingénua das três.

Pudemos ver isto na TV Cabo no seu canal original, mas muitos viram pela primeira vez na TVI, numa versão dobrada em Português. Mojo Jojo e Him eram os vilões mais perigosos e depois existiam os patéticos que tinham os seus momentos, como os Amoeba Boys ou os Ganggreen Gang. Por vezes apareciam uns só de um episódio, como um simples chefe de família que um dia passa-se da cabeça ou um polícia corrupto.


Outras personagens regulares consistiam no Mayor de Townsvillle e a sua assistente (da qual não víamos a cara), a professora da escola e claro está o criador e "pai" delas, o professor Utonium. Volta e meia apareciam episódios delas só com os colegas da escola, ou então elas com alguma situação, como a Bubbles esconder um animal em casa ou encobrirem o facto do professor andar a roubar brinquedos para elas, para ficarem com eles.

Depois existiam episódios com referências de cultura pop interessantes, como quando quatro vilões se unem e formam um grupo que consegue derrotar as meninas num episódio cheio de referência aos Beatles. Alguns dos meus episódios preferidos incluem um que as meninas cortam o cabelo da Blossom de uma forma bastante interessante, ou aquele em que a Buttercup se recusa a tomar banho ou o que ela quer ganhar dinheiro com os dentes dos outros.

Envolvendo os vilões, gosto do que os Ganggreen gang enganam todos com falsos telefonemas, os que o Him aparecia, o do Mojo Jojo entrar numa festa de pijama das raparigas ou o que se descobre que ele ajudou na criação delas. Fora dos normais, adoro o que entra um mimo malvado e um de um mágico zombie. Era realmente uma série interessante, e das criações do Cartoon Network, uma das que se vê bem mesmo nos dias de hoje.














domingo, 15 de novembro de 2015

... do Batman The Animated Series

domingo, novembro 15, 2015 0
... do Batman The Animated Series

Batman TAS (The Animated Series) foi uma das melhores séries de animação dos anos 90, um desenho animado que respeitava a essência do Batman sombrio, inteligente e corajoso. Muitos de nós tiveram a sorte de ver isto nos finais de tarde do Cartoon Network, lá pelo começo da TV Cabo no nosso país. Influenciou outras séries de animação, e até a banda desenhada, que passou a incorporar algumas das suas personagens.

Bruce Timm e Eric Radomski foram as mentes por detrás deste programa, que apresentava uma complexidade e qualidade artística uns furos acima daquilo a que estávamos habituados. Os desenhos eram elegantes e  proporcionavam bons momentos de acção, para além de nos apresentar histórias sombrias e coniventes com a essência da personagem.

Esteve no ar durante três anos, de 5 de Setembro de 1992 a 15 de Setembro de 1995, num total de 85 episódios, transmitidos pela FOX e com produção da Warner Brothers, que produziu também dois filmes (um no cinema e outro para vídeo), que visavam capitalizar o sucesso de audiências que o programa tinha. Ficou em segundo lugar, sempre atrás dos Simpons, em diversas listas para eleger o melhor desenho animado de todos os tempos, para além de ser considerada a melhor versão animada do Batman.



Era evidente a influência dos filmes de Burton no aspecto visual do desenho, com as cores de tonalidade noir e coisas como dirigíveis da polícia, para além de todo o aspecto sombrio que a cidade apresentava. Timm tratou do aspecto visual das personagens, enquanto que Radomski idealizou o cenário gótico que podíamos apreciar em cada episódio. Paul Dini e Alan Burnett foram os outros dois produtores da série, que tinha Andrea Romano a dirigir o elenco de actores que dava voz aos heróis e vilões do programa.

Um aspecto curioso era de que os diálogos eram gravados com ambos os actores em estúdio, e não em estúdios separados como era hábito. Kevin Conroy era o Batman, Bob Hastings o comissário Gordon e Robert Constanzo como o detective Bullock. Tínhamos ainda a Melissa Gilbert (de Casa na Pradaria) a vestir a pele de Batgirl, enquanto que Loren Lester era o Robin. No lado dos vilões Mark Hamill (de Star Wars) roubava a cena como Joker, interpretando-o de uma forma irracional e muito a ver com a personagem.

O Pinguim foi outro dos vilões com um bom tratamento, mas no geral todos os que apareceram na série eram fiéis à BD e com um bom design artístico. E depois ainda houve o caso da Harley Quinn, a louca apaixonada pelo Joker, que teve tanto sucesso que acabou por ser incorporada na BD também.

Foi uma boa  série, acabei por comprar os dvd's e ao rever os mesmos posso comprovar que não envelheceram mal e a qualidade ainda está lá.





















quinta-feira, 3 de setembro de 2015

... do Cow and Chicken

quinta-feira, setembro 03, 2015 0
... do Cow and Chicken

Voltar ao mundo do Cartoon Network, para falar de um dos seus principais programas, o Cow and Chicken. Fazia parte do núcleo principal do canal e mostrava as aventuras de dois irmãos bem suis generis.

Cow and Chicken apareceu pela primeira vez no What a Cartoon! do Cartoon Network, e o sucesso fez com que a Hanna-Barbera encomendasse uma série que estreou em 1997. Criado por David Feiss, o desenho animado mostrava dois irmãos bem estranhos, uma vaca e um galo, "filhos" de dois pais que pareciam humanos da cintura para baixo, e também era só isso que víamos deles.

Existiram 4 temporadas, num total de 52 episódios, onde víamos os dois irmãos em inúmeras aventuras, na escola ou fora dela. Vaca era uma menina ingénua e sonhadora, enquanto que o seu irmão era mais pessimista e cínico, enquanto que os pais deles eram bem doidos e com piadas bem estranhas.

Existiam ainda os dois amigos de Chicken, Flem e Earl, dois geeks bem trapalhões que seguiam sempre o seu amigo, e o primo sem ossos, o boneless Chicken. A personagem que mais dava nas vistas era o Red Guy, que aparecia quase sempre como antagonista, parecia com um diabo e tinha uma forma de falar bem peculiar.


Os episódios eram intercalados pelo cartoon I am Weasel (onde entrava também o Red Guy), que fez tanto sucesso que pouco tempo depois estrelava o seu próprio Cartoon Cartoon. Por cá Cow and Chicken deu na TVI numa versão dobrada em Português, tendo tido algum êxito.

Existiam alguns temas recorrentes, como a Super Cow, que era quando a vaca virava uma super heroína que falava em espanhol ou o facto do Red Guy querer se aproveitar deles. Eu gostava muito dos episódios onde aparecia o boneless chicken, eram sempre situações cómicas com uma galinha ali sem ossos.

Alguns dos meus episódios preferidos incluíam um onde o Red Guy obriga eles a usarem uns aparelhos para os dentes bem horrorosos, o episódio de Happy Meat, e o da venda de garagem.

Quem mais gostava?












sexta-feira, 10 de abril de 2015

... dos Filhos dos Flintstones

sexta-feira, abril 10, 2015 0
... dos Filhos dos Flintstones

O nome do desenho animado em Português engana um pouco, não se trata dos filhos dos Flintstones e sim do grupo habitual da série que todos amam, mas em versão diminuta e mais infantil. Aproveitou bem uma febre, e foi um dos principais dessa moda de desenhos com versões infantis de programas de sucesso.

The Flintstones kids (Os filhos dos Flintstones) foram criados pelos estúdios Hanna-Barbera em 1986, criando uma espécie de prequela (que ao mesmo tempo era um spin off) dos míticos Flintstones, apesar de ignorar por completo toda a cronologia e história de Fred, Wilma, Barney e Betty que se tinham encontrado somente em adultos.

Foram 24 episódios que ajudaram a criar uma moda, a de mostrar personagens famosas em versão infantil, que foram transmitidos pela RTP em 1988 na versão original com legendas em Português, e também era um dos programas de sucesso quando o Cartoon Network começou a ser transmitido na TV Cabo. No Brasil existiu uma versão transmitida pela SBT e dublada como é costume por lá.

O programa tinha vários segmentos, para além da história principal havia um cartoon dentro de um cartoon, o Capitão Caverna e filho, que era um desenho animado que eles viam com grande entusiasmo e nós ficávamos a ver também. Os outros segmentos consistiam em histórias curtas, que mostravam os dilemas de Dino ou então uma curta com um dos Flintstones.

Víamos as aventuras deste grupo na escola primária de Bedrock, e como tinham que enfrentar um bully chamado Rocky e que para além de ter uma paixoneta por Wilma, gostava de fazer a vida negra do grupo. Era algo simples e divertido, os segmentos tinham bastante piada, mais que as histórias principais por vezes, e é realmente o melhor dos desenhos deste género. Até teve um comic produzido pela Marvel, que teve até algum sucesso.



























quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

... do Beavis and Butt-Head

quarta-feira, fevereiro 18, 2015 0
... do Beavis and Butt-Head

Estes dois marcaram toda uma geração, são um dos maiores símbolos dos anos 90 e uma das imagens mais associadas à MTV. Beavis and Butt-Head eram simples, divertidos e com bom gosto musical, o seu programa era visto por todos e todos reconheciam o duo e sabiam com o que contar.

Mike Judge criou Beavis and Butt-Head para a MTV em 1993, com o programa a estrear a 8 de Março e ficando no ar até 28 de Novembro de 1997. Os desenhos não eram bem feitos, mas isso contribuía para o apelo e o estilo do programa, e eles eram bastante monosilábicos, comunicando com poucas palavras e alguns grunhidos, enquanto viam os vídeos de música na TV.

Vivendo no Texas, eles eram os típicos adolescentes com pouca fibra moral e vontade de fazer algo na vida, costumavam pegar-se um com o outro e adoravam avaliar os vídeos de rock que viam, grunhindo um "COOL" ou "This sucks" a cada um que viam, era a forma de os avaliar.

Os episódios por norma tinham um tema ou uma história, e era entre os segmentos animados que eles criticavam os vídeos de música, mas o que as pessoas se lembram ou gostavam mais era mesmo desses momentos, os episódios ficavam para segundo plano. Por cá só quem tinha parabólica é que tinha contacto com eles, mas com a tv cabo isso mudou apesar de já termos apanhado o seu final de carreira.

Eles conseguiam ser muito mauzinhos nas suas críticas, tinham ódios de estimação (como Michael Bolton), mas mesmo as bandas dos quais eles eram fãs (como AC/DC e Metallica) não escapavam a uma crítica negativa se fosse caso disso. A pior crítica que fizeram foi a música dos Milli Vanilli' "Baby Don't Forget My Number" e a Vanilla Ice' com "Ice Ice Baby", quando simplesmente entraram em choque e mudaram de canal.

Eram conhecidos por entrar em "Head banging" quando gostavam das músicas e isso tanto podia ir das bandas de metal aos grupos de rap ou grupos de rock como os Guns n Roses. Foram considerados por muitos como uma excelente forma de crítica social, apesar de muitos acharem apenas que eram de um tremendo mau gosto.












terça-feira, 20 de janeiro de 2015

... dos Animaniacs

terça-feira, janeiro 20, 2015 0
... dos Animaniacs

Graças ao Cartoon Network conheci muito desenho animado de qualidade feito nos anos 90, já aqui falei de uns e hoje volto a esse mundo para falar dos Animaniacs. Este cartoon foi mais um produzido pela empresa de Steven Spielberg e com uma bela dose de non sense e humor fora politicamente incorrecto.

Depois do sucesso de Tiny Toon, a Warner Brothers não teve dúvidas em colaborar de novo com Steven Spielberg e a sua produtora Amblin Entertainement para a criação de um novo cartoon. Foi assim que nasceram os Animaniacs, que mostrava as aventuras e desventuras dos três irmãos Warner, Wakko, Yakko e Dot, que escapam da sua prisão na torre da Warner e espalham o caos pelo estúdio.

O humor deste programa era cheio de innuendos, referências pop, paródias a filmes e séries conhecidas e muita violência (no bom sentido), resgatando um pouco o espírito dos Looney Tunes e Tex Avery mas de uma forma mais actual. Um dos segmentos de maior sucesso do desenho quando eles decidiam ensinar algo, quer fosse sobre história, geografia, ciência ou matemática e quase sempre com música à mistura. Quem não se lembra do clip de um dos irmãos a cantar as nações do mundo?

Como era hábito na altura, existiam segmentos com outras personagens também elas engraçadas e carismáticas, como um bando de pombos mafiosos ou um esquilo maluco, mas os mais populares foram sem sombra de dúvida Pinky and the Brain. Depois tínhamos o elenco secundário que acompanhava os irmãos Warner, um cientista maligno, uma enfermeira estonteante e um segurança  burro e que sofria bastante com as tropelias dos 3 Warner.

Alguns dos gags habituais mostravam um dos irmãos a dar-nos factos obscuros de trivia, outro com a irmã a recitar poesia e um ainda a mostrar as consequências de uma boa ideia e de uma má ideia.
Quem mais se divertiu com isto?










segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

... da Série Popular

segunda-feira, dezembro 29, 2014 0
... da Série Popular

Quando a Sic Radical começou as suas emissões transmitia algumas séries bastantes interessantes, e a Popular foi um bom exemplo disso. Uma série de adolescentes, mas diferente do que estávamos habituados, com um tom mais negro e satírico.

Popular foi criado por Ryan Murphy e transmitido pela WB entre 1999 e 2001, com 2 temporadas num total de 43 episódios transmitidos. Por cá foi passou na SIC Radical no começo do Século XXI, sendo emitidos as duas temporadas, incluindo aquele final aberto já que a série foi cancelada com um clifhangger tremendo.

Na série víamos duas jovens que viviam nos dois pólos opostos da popularidade no liceu onde andavam, mas por via do destino tiveram que ir viver juntas quando os pais decidiram se juntar e viver na mesma casa. Brooke McQueen (Leslie Bibb) era a rapariga mais popular do liceu, cheerleader e apesar disso também uma aluna exemplar. Apesar disso tinha alguns problemas, como o não saber lidar bem com o abandono da sua mãe e também sofrer de bulimia.

Samantha "Sam" McPherson (Carly Pope) não era das mais populares do liceu, mas era uma rapariga decidida, inteligente e bastante teimosa que vivia sozinha com a sua mãe, após a morte do seu pai quando ela tinha 14 anos. Ambas têm uma relação hostil mas que vai-se alterando ao longo do tempo e ambas percebem que têm muito em comum.



O show diferenciava-se dos outros dramas adolescentes, tinha um humor mais ácido, abordava os temas de uma forma mais sombria e até irónica. O pormenor dos populares serem louros e os morenos os menos populares também era bem jogado, e apesar disso tudo começou a haver uma interacção entre os dois grupos, mostrando que todos podem realmente ser amigos.

Harrison John (Christopher Gorham) era o amigo de ambas, que tinha uma queda por Brooke desde que eram crianças mas mais tarde acaba por ter sentimentos por Sam, algo que perdura durante a série e acaba com as duas a pedir para ele escolher uma delas, mas não conseguimos ouvir a resposta. Nicole Julian (Tammy Lynn Michaels) e Mary Cherry (Leslie Grossman) eram as amigas cheerleaders, a primeira era uma verdadeira vilã em busca de mais poder, enquanto que a última era a típica loura burra das claques, apesar de servir muitas vezes como alívio cómico apesar de também ser considerada mentalmente instável.

No lado oposto tínhamos a activista Lily Esposito (Tamara Mello), uma vegetariana que lutava pelos seus direitos e que acaba por se casar com a estrela de futebol Josh Ford (Bryce Johnson) que tinha já namorado Brooke e Carmen Ferrara (Sara Rue) a outra amiga de Sam, uma gordinha bonita mas insegura, que acaba no entanto por entrar na claque e ganhar outra dimensão na série.

Pais que bebiam demasiado, pais que abusavam dos filhos psicologicamente e fisicamente, adolescentes cheios de inseguranças mas que mascaravam com outros traços e viviam uma vida que só os atormentava. Uma pena o final em aberto, onde vemos um atropelamento e fuga e não sabemos como acaba.

Quem viu isto?











domingo, 16 de fevereiro de 2014

... do Canal Viva

domingo, fevereiro 16, 2014 0
... do Canal Viva



A TV Cabo em Portugal tinha uma boa diversidade de canais no seu começo, mesmo os musicais, com canais que se podia pensar nada adequados ao nosso País mas que acabavam por ter uma grande aceitação. O Canal Viva é um bom exemplo disso, de origem Alemã mas que passava um tipo de música que era novidade para muitos de nós e que acabávamos por gostar e ficar fã da sua programação.

Nem sempre víamos os mais populares e conhecidos aqui, muitas vezes víamos bandas que nunca tínhamos ouvido falar quanto mais ouvir uma das suas músicas, era essa a grande vantagem do Viva sobre os seus concorrentes MTV, VH1 ou SOL Música. O Canal Viva começou as suas emissões em 1993 na Alemanha, e foi introduzido no pacote de canais da TV Cabo pouco depois e por lá ficou até a sua saída nos anos 2000.

A Time Warner decidiu lançar este canal para competir com a MTV e dar assim espaço à música Alemã, foi assim que por cá começámos a ouvir com frequência bandas como Rammstein, Scooter ou Guano Apes. Fiquei viciado nas duas primeiras graças ao zapping que fazia e apanhar de repente aquele som que me conquistou.

O sucesso foi tanto que chegou a existir um segundo canal na Alemanha, com música mais alternativa e independente, coisa que foi esmorecendo com o tempo até à venda do canal para o mesmo grupo que detém a MTV. Alguém mais via o Canal Viva?



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

... do Celebrity Deathmatch

quarta-feira, dezembro 11, 2013 0
... do Celebrity Deathmatch


Quando comecei a ter TV Cabo, existiam alguns programas que eu adorava ver porque apelavam ao lado "Norte-Americano" que há em mim e que nuca foi muito bem "alimentado" pela RTP. O Celebrity Deathmatch foi um deles, com um humor muito ao meu estilo e povoado de piadas relacionados com cultura pop da qual sempre fui fã.

Foi uma das séries de maior sucesso da MTV, não me recordo se deu em algum outro canal (SIC Radical parece uma boa escolha), mas tenho quase a certeza que não. Celebrity Deathmatch era um daqueles programas de Claymation, feitos com bonecos de um género tipo "barro/plasticina" que permite uma variedade enorme de expressões faciais de de acontecimentos físicos que nos faziam chorar a rir com tudo aquilo. Filmado em stop-motion, nele podíamos ver 2 apresentadores com uma forma única de apresentarem um programa onde basicamente 2 celebridades andavam à porrada num ringue de wrestling.

Podíamos ver confrontos que exageravam as diferenças que existiam entre essas duas celebridades, ou apenas duas pessoas famosas que em confronto davam uma ideia engraçada. O melhor disto era mesmo o exagero no gore, havia sempre muito sangue e muita violência à mistura, era comum o combate acabar com alguém a cortar o pé ou a mão à outra pessoa ou algo super violento que não estávamos nada à espera.


Foi criado por Eric Fogel e existiram cerca de 75 episódios, transmitidos entre 1998 e 2002. A série voltou a ser transmitida por diversas vezes mas sempre longe do sucesso desta primeira temporada, ao todo foram cerca de 96 episódios que andaram pelos vários canais da MTV até 2006.

Johnny Gomez (Maurice Schlafer) e Nick Diamond (Len Maxwell) eram os comentadores residentes e as personagens principais do programa a par do árbitro Mills Lane. Johnny era o mais profissional e sério dos dois, enquanto que Nick era um bêbado que volta e meia arranjava sempre problemas nos comentários. Nos combates o mais giro era a assistir a discussões e "porrada" entre duas coisas que geravam por vezes discussões entre os fãs, como um combate entre Men in Black e X-Files por exemplo.

Stone Cold Steve Austin era um convidado regular na série, aparecia por diversas vezes como comentador convidado e chegou a entrar no ringue mais que uma vez obviamente. Tudo isto começou após um simples combate que opunha Chalres Manson e Marilyin Manson, que aproveitando a febre por programas violentos que assolava os EUA (e não só) no final da década de 90, deu origem à série que acabou também por ter grande sucesso.










quinta-feira, 7 de novembro de 2013

... das Navegantes da Lua (Sailor Moon)

quinta-feira, novembro 07, 2013 0
... das Navegantes da Lua (Sailor Moon)

Hoje falarei aqui de um anime de sucesso no nosso País, o das Navegantes da Lua, um programa que já foi transmitido em vários canais no nosso País e sempre com algum sucesso. Baseado num conhecido Mangá, este desenho animado percorreu gerações e continua a encantar tudo e todos com a sua boa dobragem em Português e história animada.

Foi mais uma produção da Toei Animation, com uma temporada de 46 episódios lançada em 1992 e baseada em parte no Mangá de Naoko Takeuchi (de 1991) que passou no nosso País com uma dobragem em Português de sucesso, com um genérico que ainda hoje faz as delícias de muitos. Segundo a pesquisa que fiz, a série estreou na SIC em 1994 (no Super Buéréré) mas tinha a impressão de ter visto isto no segundo canal, mais alguém partilha dessa ideia ou é apenas um devaneio meu? Se isso realmente aconteceu, é mais um daqueles casos raros de um programa que deu nos 3 canais Portugueses, já que a TVI também transmitiu isto (em 2000) no Batatoon. Mais recentemente, tivemos oportunidade de rever isto no canal Panda, que tem dado os episódios todos no horário nobre.


A dobragem era dirigida por António Semedo e Fernanda Figueiredo com nomes como a Cristina Cavalinhos ou Cristina Paiva a fazer parte do elenco, enquanto que a fabulosa música do genérico pertencia a José Natário e Emanuel Lima. O Estúdio Novaga fez um bom trabalho na adaptação, tentando adaptar o lado um pouco "louco" do anime, em especial da protagonista que era meio "aluada" (perdoem a piada fácil).

Bunny (Fernanda Figueiredo) tinha 14 anos e vivia a vida de um modo despreocupado e alegre na capital do Japão, que um dia salva um gato de um bando de crianças que o estava a maltratar e decide adoptá-lo. O problema foi que chegando a casa o gato começa a falar, assustando completamente Bunny e dizendo-lhe que agora iria virar uma guerreira que tinha como missão encontrar a Princesa da Lua. O gato Luna (António Semedo) ajuda-a a ganhar os poderes com a oferta de um alfinete que a torna assim numa Navegante da Lua que irá ter ajuda de 4 outras guerreiras, a Navegante de Mercúrio (Isabel Wolmar), Navegante de Júpiter (Cristina Cavalinhos), Navegante de Vénus (Cristina Paiva) e Navegante de Marte (Cristina Cavalinhos). Todas juntas combatiam o reino das trevas e tentavam salvar e encontrar então a princesa da Lua.

Não era muito fã disto, nem quando repetiu, mas mais uma vez a dobragem ajudava a que eu tivesse algum interesse a ver isto por mais do que uma vez. E quem não se lembra da frase "Em nome da Lua eu vou castigar-te"?

Vive a vida,
como uma festa,
Sob o vento
da floresta.

Lua navegante,
segue o teu rumo.
Vai em ti a paixão
Do meu destino.
Com o teu poder e a tiara,
E com o meu gato Luna
Vamos vencer as batalhas,
Dessas causas esquecidas.

Luna, Luna, conto contigo
Nestas lutas
Contra o inimigo
Monstros, sonhos são
Lendas ou imaginação
Luna, Luna, vem
Lutar pelo bem.








domingo, 14 de abril de 2013

... do Parker Lewis

domingo, abril 14, 2013 1
... do Parker Lewis

Parker Lewis (ou Parker Lewis can't lose) foi uma série adolescente diferente de todas as outras que já tínhamos visto, divertida, interessante e até com um toque de surrealismo, foi um dos programas mais marcantes da década de 90, e que ainda hoje é relembrado com saudade.

Por cá a série foi transmitida pela TVI no seu começo (quando ainda era o 4ª canal), e gozou de algum sucesso, diferenciando-se do resto da televisão mais cinzenta que estávamos habituados.

Foi transmitida originalmente pela FOX entre Setembro de 1990 e Junho de 1993, com 3 temporadas que perfizeram um total de 73 episódios emitidos. Roupas espalhafatosas, mensagens subliminares, elenco com carisma e muita diversão à mistura, eram a receita para um programa de sucesso um pouco por todo o mundo, e Brasil e Portugal não foram excepção.

A série desenrolava-se no liceu de São Domingo na década de 90, com os vestígios dos anos 80 ainda bem presentes em muitos aspectos da série, e mostrando assim como estava a ser feita essa transição pelos jovens deste mundo.

Isso era notório na moda, com as roupas super coloridas e espalhafatosas em contraste com camisas de flanela e outra roupa mais sóbria, mas também muito colorida.

O protagonista da série era Parker Lewis (Corin Nemec), um jovem popular que gosta de desfrutar da adolescência como poucos e que nos narrava as suas aventuras neste liceu. Aliás notava-se a influência de Ferris Bueller ao longo da série (o filme ainda gozava de algum sucesso), e este actor bebia muito nessa influência ao falar directamente para nós enquanto narrava  os acontecimentos da série, ou nos seus constantes esquemas para faltar às aulas.

Parker vivia com os seus pais, "Marty" Lewis (Timothy Stack) e Judy Lewis (Anne Bloom na 1ª e Mary Ellen Trainor nas outras duas temporadas), que eram proprietários de um videoclube, e com a sua pequena irmã Shelly Lewis (Maia Brewton), uma das suas maiores inimigas e com a qual estava constantemente a lutar.

Na escola anda sempre acompanhado pelos seus dois grandes amigos, Mikey Randall (Billy Jayne) e Jerry Steiner (Troy Slaten), que eram bastante diferentes um do outro, enquanto que um era todo rebelde e preferia mais andar de moto e ouvir música rock do que estudar, o outro era um pequeno génio, que ansiava pela atenção dos outros e que tinha todo o tipo de coisas dentro do seu sobretudo.

A protagonizar a série tínhamos ainda a maior inimiga de Lewis, a directora da escola Grace Musso (Melanie Chartoff), que queria por tudo expulsá-lo do liceu e não suportava a sua forma de estar e de ser, era também conhecida pelos seus gritos estridentes que partiam os vidros da sua porta a toda a hora. Ela era acompanhada por um rapaz maligno com um ar gótico-vampiresco, Frank Lemmer (Taj Johnson), que conseguia se teleportar quando queria e era extremamente fiel a Musso.

Era impossível não nos divertirmos a ver esta série, a constante subversão de Lewis às ordens da directora, os seus esquemas para tramar a irmã ou escapar dos seus deveres escolares ou então para fugir de, ou pedir ajuda a, outra personagem importante no liceu, o do enorme Kubiak (Abraham Benrubi), terminavam sempre numa boa gargalhada.

Os episódios mostravam de tudo um pouco, desde o bully na escola a outros problemas adolescentes, como as paixonetas ou dificuldades escolares, mas sem nenhum do drama a que estávamos habituados em séries anteriores. Tudo era sempre mostrado de uma forma mais leve e divertida, e nas primeiras temporadas até de uma forma algo surreal, com esquemas mirabolantes e situações levadas ao extremo.

A primeira temporada destaca-se por conseguir abordar factos importantes de décadas anteriores, são mostradas coisas importantes dos anos 60, 70 e 80. Fui grande fã desta série, adorava aqueles conflitos iniciais/finais entre o Lewis e a irmã, alternando com a informação dos créditos e o usual "Eat now?" do Kubiak quando se portava bem e pretendia uma recompensa. Aliás eram muitas as "catchphrases" na série, desde o "Synchronize watches" ao "No problem" do Parker, passando pelo "Eek!" do Jerry e o "Coolness" do Mikey.

Um dos meus episódios favoritos, é aquele que aborda a dependência de Jerry em relação ao seu Mega Drive e ao jogo Altered Beast, aliás ele era uma das minhas personagens preferidas e gosto como evoluiu a relação entre ele e a irmã mais nova do seu melhor amigo Parker. Marcou uma época e por isso mesmo pode parecer algo datada por vezes, já que é demasiado presa nos anos 90, mas o seu humor consegue passar por cima disso e vale a pena rever muitos dos seus episódios.













segunda-feira, 8 de abril de 2013

... do Johnny Bravo

segunda-feira, abril 08, 2013 4
... do Johnny Bravo

Johnny Bravo era um dos meus desenhos animados preferidos da série de cartoons produzidos pelo Cartoon Network, com alguns dos melhores profissionais do canal a série tinha um humor inteligente e diferente de tudo a que estávamos habituados.

Van Partible criou a série para o canal Cartoon Network, que estreou o programa em 1997 e tornou-se rapidamente uma imagem de marca das produções do canal, com alguns dos seus escritores e directores a tornaram-se famosos mais tarde com os seus próprios projectos, como Seth MacFarlane com Family Guy ou Butch Hartman com Fairly OddParents.

Começou a ser exibida nas rubricas What a Cartoon! e Cartoon Cartoons em 1997 e durou até 2004, com 4 temporadas e 67 episódios produzidos. Johnny Bravo (Jeff Bennet) era um jovem narcisista e machista que nunca tinha sucesso nas suas tentativas de conquista, que vivia com a sua mãe Bunny (Brenda Vaccaro) e era constantemente "aborrecido" por uma pequena menina, Little Suzy (Mae Whitman) e um nerd com óculos que o idealizava, o Carl (Tom Kenny).


Adorava os episódios com um humor sem sentido mas muito divertido, como aquele em que ele interrompe a hibernação de um urso, ou em que ele pensa que o mundo parou por ver a mesma hora a piscar sempre no seu leitor de vídeo.

A série girava muito em torno da estupidez de Bravo, e isso era usado ao extremo quer para o "engate", quer para situações do dia a dia. A qualidade da escrita notava-se nas referências à cultura Pop que conseguiam assim atrair um maior público, e a algumas piadas mais adultas ou com duplo sentido que passavam despercebidas em algo com aspecto mais infantil.

Adorava quando se usavam outras personagens, como o Batman Adam West ou personagens de sucesso da Hanna Barbera como um episódio fantástico com o elenco de Scooby Doo, ou ainda referências da cultura televisiva como segmentos baseados em episódios de séries como a Twilight Zone.


Infelizmente mudaram o estilo de animação e o estilo de humor, dando maior destaque a outras personagens do programa e perdendo assim alguma da sua originalidade e encanto. Algumas das suas expressões entraram para o dia a dia de muitas pessoas, e ainda hoje muitos referem a personagem quando querem falar de alguém extremamente narcisista ou machista.

Johnny Bravo era basicamente um James Dean com um visual baseado em Elvis Presley, e utilizavam isso muitas vezes no programa com referências ao Rei do Rock um pouco por todo o lado. Vi isto pela primeira vez no Cartoon Network na TV Cabo na casa de um amigo, e comecei a seguir fielmente mal coloquei cabo na minha casa, mas a série foi transmitida nos canais nacionais com dobragem em Português, com nomes como Carlos Freixo ou José Jorge Duarte. No Brasil também teve algum sucesso na sua versão dublada em Português do Brasil com nomes como Ricardo Juarez ou Alexandre Moreno.

Ainda hoje me divirto muito a rever isto no canal Boomerang, sem sombra de dúvida um dos melhores dos anos 90.





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

... do canal Sol Musica

sexta-feira, fevereiro 22, 2013 3
... do canal Sol Musica


O canal Sol Música era um dos meus canais preferidos da TV Cabo, transmitia basicamente música Portuguesa e não tinha apresentadores a atrapalhar a emissão.

O canal fazia parte do pacote base da ZON (na altura TV Cabo) nos primeiros tempos da companhia, emitindo música Portuguesa, Espanhola e alguns hits Internacionais. Pertencente à empresa Espanhola Chello Multicanal, a dada altura decidiu dividir-se o canal em dois, com o nosso País a ficar com o Sol Música Portugal e ficando a transmitir quase exclusivamente só música Portuguesa, com alguns (poucos) hits internacionais pelo meio.

Isto era interessante porque podíamos ouvir Pop/Rock Português (mesmo que por vezes cantado em Inglês) que não era transmitido nos outros canais, conhecer bandas novas com qualidade e não ficar limitado ao "pimba" que imperava nos canais Nacionais, ou aos mesmos hits de sempre na MTV.

Em 2005, devido às baixas audiências, o canal foi cancelado no nosso País, deixando uma lacuna que até hoje ainda não foi preenchida.




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

... do Dallas

sexta-feira, novembro 09, 2012 0
... do Dallas

Dallas foi uma soap opera que conquistou o mundo como poucas séries conseguiram, foi um sucesso arrasador que dominou a década de 80 e marcou tudo e todos quer pela história quer pelas roupas e penteados usados pelo elenco do programa.

A CBS transmitiu o programa entre 1978 e 1991 em 14 temporadas com mais de 357 episódios, que mostrava a vida dos membros da família Ewing e das suas disputas constantes com os seus rivais da família Barnes. A série conquistava as pessoas por mostrar personagens cheias de defeitos humanos como a sede pelo poder, a ganância, as constantes intrigas familiares, a constante vontade de vingança eram presentes em quase todos os episódios onde também havia lugar para o romance e os triângulos amorosos.


Jock Ewing (Jim Davis) era o patriarca da família, um grande magnata do petróleo texano que fez fortuna muito cedo na sua vida e nem sempre pelos caminhos mais correctos. Já Digger Barnes (protagonizado por 3 actores diferentes ao bom estilo das soap opera), alcoólico, nunca teve muito sucesso na vida e culpa os Ewing por isso e fez a cabeça de seu filho Cliff (Ken Kercheval), para ajudar ele na sua vingança.

A série começa quando o filho mais novo, Bobby (Patrick Duffy) chega em casa com uma surpresa, ele tinha-se casado com a filha de Barnes, Pamela (Victoria Principal), algo que não caiu bem no resto da família que nunca a aceitou e sempre criou muitas intrigas com ela.

A rica família vive na extensa fazenda Southfork cuja dona é a esposa de Jock, Ellie Ewing (Barbara Bel Geddes), mãe de Bobby, Gary, e J.R. (Larry Hagman).

J.R. era o filho mais velho e tinha um casamento miserável com Sue Ellen (Linda Gray), concentrando as suas energias no negócio da família e na tentativa de acabar com o casamento do seu irmão mais novo.

A rivalidade entre estes dois irmãos era o maior atractivo da série, eles não podiam ser mais diferentes, um era calmo, honesto, trabalhador e carinhoso com todos, o outro era antipático, manipulador e desonesto querendo sempre atingir os seus objectivos sem olhar a fins.

Desde as tentativas para acabar o casamento do irmão, às tentativas para ficar com o lugar de presidente da empresa da família, as duas primeiras temporadas centram-se muito na luta entre estes 2 irmãos. Na fazenda vivia ainda a filha do filho do meio, Lucy (Charlene Tilton), e o capataz  Ray Krebbs (Steve Kanaly) que anos mais tarde veio-se a descobrir que afinal era também um filho Ewing. Quanto às esposas dos 2 Ewing mais novos, elas começaram a dar nas vistas quando eram apanhadas no fogo cruzado desta guerra, quer interna quer externa. Isso veio-se a mostrar quando Sue Ellen se envolver com Cliff Barnes e fica grávida, ficando no ar a dúvida de quem poderia ser o pai.

Mas o mistério que colocou Dallas nas bocas de todo o mundo foi aquele que ocorreu no final da terceira temporada quando vemos JR Ewing ser atingido por dois tiros mas não percebemos quem é que atirou nele. Suspeitos não faltavam, as duas últimas temporadas mostravam falcatruas atrás de falcatruas deste empresário que enganava tudo e todos para conseguir os seus intentos, e por isso a personagem era odiada por todos na série e pelo público cá fora também. O actor chegou a ser agredido na rua por velhotas que odiavam os seus planos e as suas atitudes.

Era muito novo para ligar a este programa quando foi transmitido pela primeira vez na RTP, em pleno horário nobre, mas lembro-me de ter a minha família toda colada ao ecrã e de eu ficar entretido apenas com o genérico que tinha uma música imponente e imagens que mostravam toda a riqueza que aparecia depois na série.

Vi anos mais tarde na SIC Gold e pude confirmar a qualidade da mesma, e a razão pelo sucesso todo que teve já que me viciei também nestas aventuras e nos esquemas diabólicos do vilão do programa.

A série também teve sucesso no Brasil, onde foi transmitida pela Globo durante toda a década de 80 aos Domingos à noite a seguir ao Fantástico. Ao longo dos anos existiram muitas reviravoltas típicas das Soap Operas Norte-Americanas, morriam personagens que entravam e desapareciam em poucos episódios, vários actores interpretavam o papel duma mesma personagem de modo a que esta não seja excluída da série e esquemas mirabolantes para voltar com uma personagem da morte devido ao sucesso que tinha junto do público.

A história mais absurda foi aquela que eliminou por completo uma temporada, quando afirmaram que a mesma tratava-se apenas de um sonho de Pamela, e que afinal o Bobby estava ali vivo a tomar duche com ela. Outros problemas aconteciam com as disputas do elenco com os produtores do programa de modo a terem aumentos de ordenado, e nem sempre isso era resolvido da melhor forma.

Em todo o caso foi um programa que marcou uma década e uma geração e apesar de todas as temporadas não terem o mesmo fôlego e qualidade, as primeiras temporadas são de uma força impressionante e devem ser vistas por todos aqueles que gostam de uma boa história de intriga familiar e de disputas pelo poder.











domingo, 21 de outubro de 2012

... do Freakazoid

domingo, outubro 21, 2012 0
... do Freakazoid

Era um grande fã do Freakazoid!, um dos desenhos animados mais surreais do Cartoon Network e um dos mais divertidos que por lá passava. Já era adolescente mas vibrava muito com o humor deste programa, até porque era um pouco mais adulto do que o habitual, e com o humor non-sense sempre presente neste desenho animado. Foi transmitido em Portugal na sua versão original no canal por cabo e no Brasil teve direito a uma versão dobrada em Português do Brasil que ajudou a ter algum sucesso nesse país.

Freakazoid! foi uma produção de Steven Spielberg, Bruce Timm e Paul Dini para a programação infantil de WB! ,de Setembro de 1995 até Junho de 1997, com duas temporadas de 24 episódios que relatava as aventuras de um super herói maníaco que era muito maluco e tinha super vilões ainda mais malucos. A equipa de escritores de Animaniacs, com Tom Ruegger à cabeça, transformou este desenho animado numa comédia disparatada com muito humor físico, referências à cultura pop e cenas estapafúrdias que ajudaram a série a ter algum sucesso.

Gostava dos conceitos parvos como o Relaxo-o-vision ou Scream-o-vision onde mostravam imagens de filmes de imagem real (um pouco como Family Guy chegou a fazer mais tarde), ou as personalidades famosas que parodiavam. Conceitos parvos como uma espécie de Batcaverna com um mordomo mudo ajudavam a que não levássemos a série a sério, como Bruce Timm queria no início, e os seus super-poderes não serviam de nada devido à sua insanidade e este distrair-se com qualquer coisa absurda enquanto combatia um crime.

É mais um dos bons desenhos animados da década de 90, onde uma animação diferente da habitual nos mostrava bons argumentos com uma comédia invulgar e nos prendia com a loucura que era apresentada no programa.






sexta-feira, 5 de outubro de 2012

... do Laboratório de Dexter (Dexters Laboratory)

sexta-feira, outubro 05, 2012 6
... do Laboratório de Dexter (Dexters Laboratory)


Dexter's Laboratory foi dos primeiros Cartoons Cartoons que eu vi, e acabou por ser um dos meus favoritos pelo humor do mesmo e por gostar quase sempre de todas os episódios. Era um dos principais desenhos animados do canal Cartoon Network, um dos canais que eu mais via na TV Cabo, e acabou por marcar várias gerações que se divertiram muito com as aventuras e desventuras deste pequeno génio infantil.

O programa foi criado por Genndy Tartakovsky, e mostrava um rapaz génio que tinha um laboratório secreto numa casa onde vivia com os seus dois pais, que não tinham de perto nem de longe a sua inteligência, e a sua irmã Dee-Dee, com a qual se envolvia sempre em brigas por ela invadir sempre o seu laboratório secreto. A primeira série de 13 episódios começou a ser transmitida em Abril de 1996, e 3 anos mais tarde já tinham sido transmitidos 52 episódios e um filme para Televisão tornando-se a mais popular criação dos estúdios da Cartoon Network (uma divisão da Hanna-Barbera) e a com maior sucesso a nível mundial.

Em 2001 uma nova equipe de produção tomou conta do programa, com este a cair um pouco de qualidade, quer nas histórias quer na animação que agora tinha um aspecto mais vectorial, mas que mesmo assim teve ainda mais 26 episódios durando até 2003.

A série foi nomeada para quatro Emmys, e ajudou a lançar a carreira de alguns artistas que se tornaram famosos por outros trabalhos como Craig McCracken, Butch Hartman ou Seth MacFarlane, Adorava quando havia crossovers com programas famosos, como o Blue Falcon ou com indirectas a programas famosos como uma cena em que o pai dele se põe a falar como os professores do Charlie Brown em Peanuts.

Para além das chatices com a irmã que lhe destruía tudo no laboratório (normalmente com a catchphrase "Oooooh, what does this button do?") , Dexter tinha um inimigo na personagem Mandark, um rapaz génio que se apaixonou pela irmã dele e que competia diversas vezes com Dexter nas invenções que produziam. É-me complicado escolher um episódio favorito, adoro um em que eles cantam durante o episódio quase todo enquanto falam do nascimento de Dexter, adoro aquele em que ele cria um comprimido para entender um cão, aquele em que fica a falar "Omelette du Fromage" o episódio todo, o do Blue Falcon, o que tem homenagem a Peanuts durante o episódio todo, entre tantos outros.

Não gostava muito dos desenhos animados "Dial M for Monkey" que davam entre os 2 blocos de episódios, mas já gostava mais do "Justice Friends", apesar de continuar a preferir somente os episódios do Dexter e era essa a razão porque via o programa. Chegou a ser transmitido com dobragem em Português com vozes como a do Pedro Granger ou José Jorge Duarte num dos canais nacionais, enquanto que no Brasil fez sucesso numa dublagem com vozes como a de Nádia Carvalho ou Carlos Seidl.









quarta-feira, 19 de setembro de 2012

... de Uma Casa na Pradaria

quarta-feira, setembro 19, 2012 7
... de Uma Casa na Pradaria

Uma Casa na Pradaria (Little House on the Prairie) era uma daquelas séries de fazer chorar as pedras das calçadas, carregadinha de drama mas sabiamente temperada com alguns momentos de humor e acima de tudo uma mensagem de união familiar e valores como a Amizade e a Honestidade, a série marcou gerações e continua a ser um sucesso aquando das suas repetições nos mais diversos canais.

A RTP transmitiu esta série no final da década de 70 e começo da década de 80, penso que também foi repetida ao longo desta década mas foi algo que nunca me interessou muito, as únicas séries do Michael Landon que eu gostava eram o Bonanza ou o Um Anjo na Terra. Foi aquando da sua repetição na SIC Gold que pude apreciar esta série e ficar completamente viciado nela, os dramas aguentam-se bem no meio daquele elenco maravilhoso de actores e da cumplicidade que eles transmitem para o público e do humor que está sempre presente na série.

A série foi transmitida pela NBC entre 1974 e 1983, com 9 temporadas e cerca de 203 episódios adaptados dos livros Little House de Laura Ingalls Wilder. Comprei os dvd's que saíram por cá, e só tenho pena do preço salgado que essas edições tiveram e especialmente a má qualidade de imagem dessas edições.

Charles Ingalls (Michael Landon) e a sua esposa Caroline (Karen Grassle) decidiram pegar nas suas filhas Mary (Mellisa Sue Anderson), Laura (Mellisa Gilbert) e Carrie (Lindsay e Sidney Greenbush) e tentarem a sorte em Walnut Grove, uma localidade onde puderam construir uma pequena casa e uma quinta onde viviam com dificuldades mas sempre de uma forma honrada e honesta.

Charles era um trabalhador por natureza, para além do trabalho na sua quinta, começou logo a procurar trabalho na cidade e fazia de tudo um pouco mesmo sendo enganado em algumas ocasiões e recebendo muito pouco por esse mesmo trabalho. Honesto e amigo do seu amigo, fazia de tudo para ajudar alguém em apuros e para proteger a sua família com a ajuda da sua esposa Caroline que partilhava destes ideais e era uma exímia cozinheira.

Como já disse, gostava muito dos momentos de humor desta série e a comédia maior vinha da família Oleson, que era proprietária do "supermercado" da cidade e tinha um estilo de vida acima das possibilidades dos Ingalls, algo que a Senhora Harriet Oleson (Katherine MacGregor) fazia questão de esfregar na cara de Caroline, muito para desagrado do seu marido Nells (Richard Bull), que tinha outra educação e sentido moral e chegava a sentir inveja do amor que existia na família Ingalls.

Esta rivalidade era transporta para os mais novos, a Nellie (Alison Arngrim) era uma menina mimada que tinha inveja da inteligência da filha mais velha dos Ingalls, a Mary e de todos preferirem estar com elas mesmo sendo pobres. Já o filho Willie (Jonathan Gilbert) pegava-se com a Maria Rapaz que era a Laura Ingalls, muitas das vezes instigado por Nellie que também não gostava nada de Laura. Outro foco de humor vinha do amigo de Charles, Isaiah Edwards (Victor French) e de alguns dos habitantes da cidade como o bom médico Hiram Baker (Kevin Hagen) ou   o bondoso Reverendo Robert Alden (Dabbs Greer).

Mas a série retratava as dificuldades daquela altura, em especial como quando a natureza estragava as colheitas e obrigava as famílias a procurar outros rendimentos. Existiram episódios onde Charles teve que viajar e procurar empregos perigosos como o de transportar Nitroglicerina, de modo a poder sustentar a sua família. Amor, Família, Amizade, Alcoolismo, Deficiências físicas, diferenças raciais, de tudo um pouco era abordado nesta série de uma forma séria mas ao mesmo tempo muito humana e leve, podendo ser vista por toda a família e servindo como uma boa lição. Era também interessante ver a relação entre Charles e Laura, muito unidos e sempre em grande destaque.

Adorava os episódios que envolviam os Oleson, em especial um em que ambas as famílias disputam várias provas numa feira da cidade, ou aqueles em que Charles conseguia saldar a sua dívida no mercado para regozijo de Nels e arreliação de Harriet. É uma série que aconselho a todos, já que ao longo das temporada soube sempre se reinventar bem com a adopção de meninos por parte da família Ingalls e do casamento das suas filhas mostrando assim o seu crescimento e amadurecimento.











segunda-feira, 18 de junho de 2012

... dos 2 Cachorros Bobos (2 Stupid Dogs)

segunda-feira, junho 18, 2012 5
... dos 2 Cachorros Bobos (2 Stupid Dogs)


Existiram grandes desenhos animados na década de 90, e os 2 Cachorros Trapalhões/Bobos (2 Stupid Dogs) é um bom exemplo disso. A série foi criada por Donovan Cook nos estúdios da Hanna-Barbera em 1993, numa altura que estes estavam já como parte do império de Ted Turner e por isso estes desenhos animados foram transmitidos pela TBS de 5 de Setembro de 1993 a 13 de Fevereiro de 1995.

Por cá pudemos ver a série em 1995 no programa Buéréré, que era transmitido na SIC, na sua versão dobrada em Português do Brasil. Há muito que isso não acontecia pelo nosso país, mas até foi uma boa opção já que a dobragem adequava-se à loucura do desenho animado e respeitava o seu espírito na perfeição o que pude comprovar quando anos mais tarde vi a versão original no Cartoon Network.

Foram duas temporadas de 36 episódios que mostravam as aventuras de 2 cães não muito inteligentes, o cachorro pequeno e o cachorro grande, numa animação algo incomum para a época com um aspecto mais simplista lembrando as animações clássicas do estúdio HB mas com um humor à anos 90.



2 Stupid Dogs é o responsável pelo revitalizar dos estúdios da Hanna-Barbera, que não tinha um sucesso desde a última animação dos Smurfs, com um sucesso em vários países devido a um tipo de humor muito próprio e que realçava sempre na perfeição a estupidez dos dois cães. Gostava sempre quando um osso ficava preso na cabeça do pequeno cão e este perdia o episódio todo à procura dele, ou este apaixonado por um cão de brinquedo. Outra parte que gostava era quando surgia uma pequena capuchinho vermelho que era bastante sádica e torturava os 2 cães sem dó nem piedade.

O cão pequeno era o líder, apesar de em algumas ocasiões ser menos inteligente que o cão grande, e era bastante energético e hiperactivo com um grande medo de gatos procurando a ajuda do cão grande, que na verdade era mais preguiçoso do que estúpido, apenas queria que o deixassem em paz e não se preocupava muito com as coisas ao seu redor.

Existiam personagens que apareciam em diversos episódios, como um homem grande que invariavelmente surgia no caminho dos cachorros e com pouca paciência para eles. Quando lhes explicava algo e eles não entendia, reagia sempre "isn't that cute...BUT IT''S WRONG".

Um dos meus episódios favoritos é quando ele tem que colocar gotas nos olhos e fica sem conseguir ver, procura então um cão guia e logicamente que fica com estes 2 que só lhe causam problemas. Um programa bem divertido, foi raro o episódio que não teve piada, e um dos desenhos animados que ninguém com um bom sentido de humor deve perder.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

... do Sai de Baixo

segunda-feira, junho 11, 2012 2
... do Sai de Baixo

Eu adorava ver o canal Brasileiro GNT que apresentava uma programação variada, que ia desde a repetição de grandes clássicos da Globo, como O Bem Amado, a programas de sucesso que ainda não tinham sido transmitidas por cá, como o fantástico Sai de Baixo.

Sai de Baixo era uma Sitcom Brasileira transmitida ao Domingo pela hora do jantar, como no Brasil, e que mostrava a vida de uma família e a dos seus empregados num apartamento situado no Largo do Arouche. Vavá (Luis Gustavo) vivia sozinho no apartamento com a companhia apenas da sua empregada Edileuza (Claudia Gimenez) e a presença ocasional do namorado desta, o porteiro do prédio Ribamar (Tom Cavalcante).

Mas um dia recebe a visita de sua irmã Cassandra (Aracy Balabanian) que tem uma notícia bombástica. Aracy era uma viúva que vivia com a sua filha Magda (Marisa Orth), e o seu genro Caco Antibes (Miguel Falabella) numa luxuosa mansão, e aparece a pedir abrigo a Vavá, já que problemas com as finanças deixaram Caco na miséria e eles todos à beira de irem viver para debaixo de uma ponte. Para convencer o seu irmão, ela usa a carta sentimental e perante a oposição deste, puxa da situação legal já que ela também é herdeira daquele apartamento deixando assim Vavá sem remédio, a não ser aceitar todos no mesmo tecto.

A primeira temporada do programa é genial, com um excelente elenco em palco, que transmitia o texto de uma forma perfeita, muito devido à grande química entre os membros do elenco, com maior destaque nas contendas entre Caco e Edileuza, ou entre Caco e Cassandra. Foi por isso uma pena quando Cláudia Gimenez saiu do elenco (segundo rumores por conflitos com os roteiristas), em especial porque a primeira substituta não tinha muita piada e nem química nenhuma entre os diversos membros do elenco, e também porque Claudia e Falabella tinham grande sucesso nas suas discussões. Mas o trabalho de Luis Gustavo e Daniel Filho (os criadores do programa), voltou a conhecer o sucesso com o desempenho competente de Márcia cabrita como a nova empregada Neide Aparecida e logicamente a continuação de bons textos e bons diálogos.


Era interessante ver as diferentes personalidades destas personagens, Vavá era calmo, sereno e um pouco ingénuo, exactamente o oposto da sua irmã Cassandra, que era arrogante e impaciente em especial para com a criadagem. Isso gerava momentos engraçados com Edileuza que tinha uma personalidade forte, e que lhe respondia à letra deixando-a furiosa com isso, e com o namorado dela, Ribamar, que era uma pessoa simples que só queria se divertir e encarava as coisas de uma forma bem leviana.

As estrelas brilhavam no casal Caco e Magda. Ele, com a sua arrogância e ódio para com os pobres, que gerava gargalhadas sempre que começava um discurso enumerando os defeitos dessa classe, e ela porque não era muito inteligente e tinha frases que nos deixavam a chorar a rir com a imbecilidade do conteúdo proferido por ela. Outro dos atractivos de Caco era a sua tentativa de falar em Inglês, quase sempre de uma forma desajeitada, levando os outros membros do elenco a não conseguir segurar a risada. Esse era outro atractivo da série, por vezes eles desatavam a rir com atitudes dos seus colegas, ou com as frases do texto.



Foi no começo da década de 90 que Luis Gustavo e Daniel Filho idealizaram uma série de humor que fosse filmada num palco, num ambiente familiar e com o público presente na gravação ao vivo enquanto que era dada liberdade total aos seus actores. O programa durou sete temporadas, com 241 episódios filmados entre 31 de Março de 1996 e 31 de Março de 2002, sendo transmitida por cá pelo canal GNT no final da década de 90, e mais tarde repetida pela SIC nas suas madrugadas. A série era sempre filmada na sala do apartamento e somente em 2000 passou para um cenário diferente, o de um café, que foi rapidamente abandonado pela falta de empatia com o público e pelo declinar das audiências.

Tom Cavalcante era um dos actores que improvisava mais no palco, o seu tipo de humor brilhava nesses improvisos ou então quando tinha que encarnar outras personagens, levando ao extremo os clichés da figura que ele tentava interpretar perante a gargalhada geral. Infelizmente, também ele saiu do programa, a meio de 1999, em conflito com o director Denis Carvalho, deixando assim o programa com uma grande baixa a nível do talento humorístico em palco.

As últimas temporadas tiveram as adições do veterano actor Ary Fontoura, e de uma criança que fazia de filho de Caco e Magda, que entraram ocasionalmente e nunca conseguiram fazer esquecer os membros que tinham saído.

Adorava quando os membros interagiam com o público, quer o presente na gravação quer nós em casa, em especial nos momentos que eles iam mesmo para o meio das cadeiras e brincavam com o público presente. Outra coisa que gostava, era quando eles começavam a falar o texto do programa mas usando os seus nomes da vida real, ou com referências a características suas na vida real, e nisso Miguel Falabella e Tom Cavalcante eram exímios.

Os convidados especiais do programa também usavam esta arma, ou eram alvos disso, José Wilker e Lima Duarte foram bons exemplos de ocasiões do género, e também os meus convidados preferidos. No caso de Lima Duarte, fingiu-se que ele tinha ficado chateado quando um dos membros do elenco entusiasmou-se e atirou água para cima dele obrigando ele a abandonar a personagem e começando a reclamar com todos em palco falando que não tem idade para essas coisas. Tudo muito bem feito.


As frases de Magda corriam a Internet, com o pessoal a enviar e-mails com a compilação das frases mais divertidas, e o chavão "odeio pobre" tornou-se comum mesmo em Portugal. O à vontade do elenco em brincar com eles mesmos ou com o cenário, era usual a brincadeira de "saírem" para o Quarto ou outras divisões que na verdade eram apenas os bastidores do palco, tornava o programa mais familiar e o público conseguia identificar-se com as brincadeiras deles. É uma série que deixa saudades pelo seu bom humor, pelo seu excelente elenco e por ser bastante divertida, daquelas que merecia uma edição completa em dvd.

Eis algumas frases da Magda:


- Eu não acredito no que os meus ouvidos vêem.

- Eu pretendo sumir da alface da terra!

- Me segura que eu vou desmamar...

- Eu quero o divórcio. Não, divórcio não porque é muito pouco, eu quero o trivórcio!

- Em briga de marido e colher não se mete na mulher.

- Deus escreve esperto por lindas portas.

- Nós nos casamos com um caminhão de bens.