Ainda sou do tempo: Natal anos 80
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

... do Sequim d'Ouro

quinta-feira, dezembro 20, 2018 0
... do Sequim d'Ouro

O Sequim d'Ouro normalmente dava no dia 25 de Dezembro, e nos anos 80 foi um clássico na RTP.

Zecchino d'Oro é um festival de canções infantis que foi para o ar pela primeira vez em 1959, inicialmente tinha somente canções Italianas, mas em 1976 decidiu-se começar a convidar outros Países, estabelecendo aquele que viria a ser o modelo do festival até aos dias de hoje. Um júri infantil decide quem merece levar o Sequim d'Ouro, prémio que era atribuído aos compositores da canção mas não aos intérpretes, algo que nunca achei muito justo.

Afinal as crianças (as estrangeiras) tinham que cantar a música na sua língua e também numa versão Italiana, algo nada fácil digamos, mas que muitas cumpriam na perfeição. Portugal conseguiu vencer um destes festivais, na sua segunda participação em 1980, com a música interpretada por Maria Armanda "Eu vi um Sapo/Ho visto un rospo", uma música que todos cantaram nos anos 80 e um clássico infantil.


Apresentado por Cino Tortorella, já retirado, o festival ganhou notoriedade ao passar na Eurovisão a partir de 1969, e ao contrário do Festival da canção, têm-se mantido fiel sempre ao seu modelo, recebendo da UNESCO a distinção "património para uma cultura de paz", na altura da comemoração dos 50 anos do programa.

A dada altura o festival teve um convidado especial, o Topo Giggio que ajudava os apresentadores do programa a entreter as crianças. Nunca fui fã deste tipo de festival, mas que remédio tinha eu senão ficar com a família a ver este grupo de crianças a cantarolar na tv.











segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

... da A Minha Agenda da RTP

segunda-feira, dezembro 05, 2016 1
... da A Minha Agenda da RTP


Era um dos anúncios míticos do Natal, já sabíamos que estava perto quando se ouvia o jingle "Para o Natal, o meu presente, eu quero que seja, a minha Agenda, a minha Agenda la la la". A Minha Agenda era uma colaboração da RTP e da Editorial o Livro, apareceu na segunda metade dos anos 80 e todas as crianças queriam uma pelo Natal.

O jingle contribuía para esse desejo, afinal era uma simples agenda, apenas mais colorida e com algumas coisas interessantes para a petizada. Como dizia o slogan "uma prenda para o ano inteiro", já que depois podíamos apontar lá as coisas, mas na verdade o que uma criança podia apontar numa agenda? Muitos usavam como diário, não se limitando a ler só as coisas que lá vinham, como receitas, como fazer brinquedos ou outras coisas interessantes para uma criança.

Existiu entre 1986 e 1998, nunca tive uma, mas cheguei a ler a de um vizinho, que era meu amigo. Quem teve uma?


Foto retirada de Enciclopedia Cromos







sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

... do Castelo de Grayskull

sexta-feira, dezembro 02, 2016 0
... do Castelo de Grayskull

Foi uma das prendas de Natal mais desejadas dos anos 80, os que a conseguiram eram alvo de inveja, e os outros ficavam a chorar, com a esperança de o poder receber no ano seguinte. O Castelo de Grayskull parecia algo imponente, e sendo um dos maiores destaques do desenho animado, normal que fosse também algo muito apetecível.

O Castelo de Grayskull era um dos locais mais importantes do universo que era mostrado nos desenhos animados de He-Man e She-Ra. Tinha uma aura de mistério em seu redor, sabíamos apenas que abrigava uma fonte de poder muito importante, onde vivia a feiticeira Zoar e servia de refúgio para He-Man e os seus companheiros.

Logo no genérico de ambos os programas, o castelo tinha grande destaque, já que ambos os heróis precisavam de erguer as suas espadas e recitar algo para obter os seus poderes. O design era algo impressionante para uma criança dos anos 80, uma grande fortaleza de pedra, com duas torres frontais a ladear a entrada que tinha a forma de um crânio. A boca tinha a ponte levadiça, com uns enormes dentes na lateral. Os anúncios nas revistas de BD ainda nos fazia o querer mais.

Os bonecos dos Masters do Universo já eram carotes, muitos (como eu), nunca tiveram nenhum e era algo que magoava um pouco. O Castelo era algo ainda mais caro e quase inatingível, e fiquei feliz quando consegui ter um já com mais de 30 anos de idade, uma prenda bem estimada de um amigo de infância. Quem teve um?










quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

... da música A Todos Um Bom Natal

quinta-feira, dezembro 10, 2015 0
... da música A Todos Um Bom Natal

Um dos maiores clássicos de Natal da nossa infância, todos aguardavam o momento em que o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras começava a cantar A Todos um bom Natal no Natal dos Hospitais. Uma música animada com um refrão fácil de decorar, da autoria de César Batalha (música) e Lúcia Carvalho (letra).



Á todos um bom Natal
Á todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós

No natal pela manhã
ouvimos o sinos tocar
e há uma grande alegria
no ar

A todos um bom Natal
A todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós

Nesta manhã de Natal
Há em todos os paises
muitos milhões de meninos
felizes

A todos um bom Natal
A todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós

eles andam pela casa
descaços oude chinelas
Procuram as suas prendas
tão belas

A todos um bom Natal
A todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós

Depois fazem uma roda
as crianças dão as mãos
as crianças sentem se
irmãos.

A todos um bom Natal
A todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós

Se isto fosse verdade
para todos os meninos
era bom ouvir os sinos
cantar

A todos um bom Natal
Á todos um bom Natal
Que seja um bom Natal para todos nós
Que seja um bom Natal para todos nós










segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

... dos Operários de Natal

segunda-feira, dezembro 22, 2014 0
... dos Operários de Natal

Um álbum bastante interessante com músicas e histórias que celebravam o Natal e os operários que contribuem para que este corra pelo melhor. Operários de Natal tinha letras de Ary dos Santos e nomes como Fernando Tordo ou Paulo de Carvalho envolvidos na sua concepção.

Penso que o álbum saiu em 1978, e foi oferecido a muita criança que podia assim ter mais um vinil na sua colecção e este misturava músicas com umas mini histórias narradas por Maria Helena de Eça Leal. O disco Operários do Natal celebrava todos aqueles que no seu trabalho contribuem de alguma forma para o sucesso da época Natalícia, os Carteiros, o pasteleiro, o lenhador ou então aqueles muito importantes como os pais ou os amigos.

Ary dos Santos e Joaquim Pessoa tratavam dos textos enquanto que Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho trataram da música e deram a voz a algumas das canções. Mas também podíamos apanhar nomes como Ana Bola ou Zé da Ponte envolvidos neste disco que podia ter um ar meio comunista, mas era bastante interessante e uma prenda que muita criança gostou de receber.













quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

... do Last Christmas dos Wham

quinta-feira, dezembro 18, 2014 0
... do Last Christmas dos Wham

Já nos habituámos a ouvir a toda a hora a música Last Christmas quando chega o Natal, é normal e faz parte do panteão das músicas tradicionais apesar de ter surgido apenas em 1984, sendo das músicas mais recentes desse grupo de canções natalícias.

Last Christmas foi lançado pela Epic Records em 1984, num single do duo Wham! composto por George Michael e Andrew Ridgeley. Escrita e produzida por George Michael, a música vendeu Milhões de cópias e é um dos Singles mais bem sucedidos a não chegar ao #1, isto porque sofreu com a competição do lançamento do "do they know its christmas".

No clip a dupla vai para uma estância de ski  acompanhados de suas respectivas namoradas, mas ao longo do vídeo percebemos que a de Andrew já esteve envolvida com George, e que a música é dedicada a ela. Uma música romântica, triste mas cheia de espírito Natalício e por isso faz até hoje parte das canções que tocam nesta altura.

Fala de amores passados e de como já entregámos o nosso coração de presente a alguém, mas não foi devidamente apreciada. Como curiosidade, este foi o ultimo vídeo de George Michael sem barba, look que adoptou depois e nunca mais largou.

Um sucesso em todo o mundo, foi diversas vezes presença nos top 10, muitos anos depois de ter sido lançada, tendo sido já alvo de várias versões por diversos artistas.



Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.

Once bitten and twice shy
I keep my distance
But you still catch my eye.
Tell me, baby,
Do you recognize me?
Well,
It's been a year,
It doesn't surprise me
(Merry Christmas)

I wrapped it up and sent it
With a note saying, "I love you,"
I meant it
Now I know what a fool I've been.
But if you kissed me now
I know you'd fool me again.

[Chorus 2x]

Oh, oh, baby.

A crowded room,
Friends with tired eyes.
I'm hiding from you
And your soul of ice.
My god I thought you were someone to rely on.
Me? I guess I was a shoulder to cry on.

A face on a lover with a fire in his heart.
A man under cover but you tore me apart, ooh-hoo.
Now I've found a real love, you'll never fool me again.

[Chorus 2x]

A face on a lover with a fire in his heart (I gave you my heart)
A man under cover but you tore him apart
Maybe next year I'll give it to someone
I'll give it to someone special.

Special...
Someone...










quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

... do Natal dos Hospitais

quarta-feira, dezembro 10, 2014 0
... do Natal dos Hospitais


Vai ser no dia 11 de Dezembro de 2014 que se vai realizar a 57ª edição do Natal dos Hospitais, um programa que marca a época Natalícia na estação pública, e um que todos os Portugueses seguiam fielmente por mais de 4 décadas, até começar a perder algum do seu fulgor.

São duas as lembranças mais intensas que tenho do mítico programa Natal dos Hospitais, uma é a de esperar pelo final do programa para ver a actuação do Herman José, a outra era a de ver em companhia da minha Avó, que não tinha televisão em casa dela e eu tinha que a ir buscar para ver na minha casa. Esta festa existe desde 1944, numa iniciativa do Jornal de Notícias que tentava assim dar alguma alegria às pessoas que estão, por algum infortúnio, internadas num hospital por altura do Natal, afastados assim dos seus mais queridos.

Foi em 1958 que a RTP começou a sua colaboração com esta festa, com Henrique Mendes como o apresentador e a artista Beatriz Costa a ser a primeira artista a actuar, neste que é o programa mais antigo do canal estatal. Era uma festa que tinha presença também na rádio, com a Emissora Nacional e depois a RDP a tratarem de a transmitir para todos aqueles que quisessem ouvir o que estava acontecer ora no Hospital São João do Porto (da parte da manhã) e no de Alcoitão (na parte da tarde).

Era nestes dois hospitais que a maratona televisiva se realizava, sendo assim até 2006, quando começou a ser intercalado entre os dois durante o dia todo e assim foi durante um ano, até que a RTP decidiu colocá-lo em diversos hospitais por esse país fora, sendo que o palco principal continuaria a ser o de Lisboa. Era neles que era sorteado sempre um televisor a cores, um dos momentos que marcava a transmissão e que era atribuído a uma qualquer instituição.


As caras mais conhecidas da estação pública marcavam presença nesta festa, apresentadores como Eládio Clímaco, Artur Agostinho ou Júlio Isidro foram alguns dos anfitriões de uma festa que tinha depois a presença de artistas como José Cid, Marco Paulo, Amália, José Malhoa, Trio Odemira, Maranata e todos que estivessem na berra a dada altura. Uns com mais sucesso, outros com menos, assim era conduzida esta maratona que ia desde as 9 da manhã às 20 da noite, altura que terminava em apoteose com a actuação da Amália Rodrigues durante muitos anos, e a partir dos anos 80 com o Herman José.

Não era só de canções que o programa vivia, também apareciam actuações de ginastas, bailarinos, mágicos e também apareciam orquestras, coros e grupos de folclore. Quando era criança para além do Herman, gostava de ver as actuações dos grupos mais para a minha idade, como os Ministars ou os Onda Choc, ou ainda o mítico Coro de Santo Amaro de Oeiras, que ia quase sempre com o fantástico A Todos um Bom Natal. Confesso que nem todos os anos tinha vontade de ver aquilo, ou pelo menos de ver aquilo tudo de uma ponta à outra, mas havia sempre actuações que gostava de ver, de alguns dos artistas mais importantes da nossa praça.

E uma das mais valias do programa era mesmo esse, estavam lá todos os pesos pesados do mundo artístico em conjunto com quem estivesse na moda nesse ano e mesmo aqueles "o que raio é isto no palco" tinham algum charme. Depois a meio dos anos 90 foi perdendo esse charme, começou a ter muitos artistas que não agradavam a todos ou que nem tinham muita qualidade e foi também sofrendo com a concorrência dos programas do género dos outros canais privados.

Mesmo assim é uma instituição da nossa história televisiva e continua a ser ainda hoje um programa de referência.