Ainda sou do tempo: NBA
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sábado, 16 de setembro de 2017

... do Larry Bird

sábado, setembro 16, 2017 0
... do Larry Bird

Tive pena de já ter apanhado o final de carreira de Larry Bird, mas mesmo assim tornou-se um dos meus favoritos e uma das razões para que me interessasse por este desporto. Foi um dos melhores dentro e fora de campo, conseguindo a proeza de ser o único na NBA a ter o título de MVP, de treinador do ano e de dirigente do ano.

Larry Joe Bird nasceu a 7 de Dezembro de 1956, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, começando a jogar Basquetebol na universidade desse estado, antes de ser chamado para os Boston Celtics em 1979, jogando nessa equipa durante 13 anos, tornando-se um símbolo da mesma e um dos melhores de sempre do desporto.

Bird venceu o prémio de rookie do ano logo na sua estreia, e com as contratações do ano seguinte (Robert Parrish e Kevin McHale) formou aquela que é considerada uma das melhores frentes de ataque da NBA, com a qual os Celtics venceram logo um título na primeira temporada dos três juntos, vencendo os Houston Rockets na final.

A sua concentração dentro de campo era fantástica, e o jogador colmatava a sua falta de rapidez com a inteligência como encarava o jogo, e a forma como antecipava as jogadas dos seus adversários, para além de ser um exímio atirador. Juntamente com Magic Johnson, que entrou no mesmo ano que Bird para os Lakers, ajudou a que o público voltasse a ter um maior interesse pela NBA, com os confrontos dos dois a ganharem proporções épicas, num duelo que originou uma amizade fora de campo e grandes confrontos dentro deste.


As duas equipas dominaram a década de 80, estando sempre presentes nos grandes jogos e vencendo vários campeonatos durante esse período de tempo. Com Bird os Celtics nunca falharam um playoff, estando sempre presentes nessa fase do campeonato durante os 13 anos em que jogou pela equipa, com Bird a fazer parte da equipa do ano por 12 vezes e sendo escolhido como o melhor jogador em 3 temporadas consecutivas, de 1984 a 1986.

Era um dos jogadores mais respeitados dentro da NBA, admirado pelo seu talento e concentração dentro de campo, foi natural quando se soube que fora dele, Magic tornou-se um dos seus melhores amigos, e os dois continuaram a espalhar magia nos seus confrontos, apesar de Bird começar a ressentir-se de lesões no final dos anos 80. Mesmo assim em 1990 consegue um marco fantástico na sua carreira, ao chegar aos 20 mil pontos, mas dentro de campo começava a apresentar sinais de que a lesão nas costas o impedia de jogar ao melhor nível, tendo sido escolhido mesmo assim para integrar a Dream Team dos Estados Unidos da América, em 1992 para os jogos olímpicos de Barcelona.

Retirou-se nesse mesmo ano, e começou a trabalhar como executivo nos Celtics, onde esteve cinco anos, até decidir abraçar a carreira de treinador na equipa do seu estado natal, os Indiana Pacers. onde conseguiu alguns feitos interessantes, como a melhor media de vitórias dessa equipa e conseguiu inclusive levá-los aos playoffs. Conseguiu vencer o prémio de treinador do ano, e pouco tempo depois começa a sua carreira como dirigente nessa equipa, e conseguiu tornar-se o único neste desporto a conseguir juntar três títulos diferentes de melhor do ano, sendo considerado o dirigente do ano.

Um senhor dentro e fora do campo, continua a a espalhar a sua simpatia pela NBA, onde continuou como presidente dos Pacers até Maio deste ano, onde decidiu sair mas continuar com um papel de conselheiro. Quem mais foi fã dele?










segunda-feira, 1 de maio de 2017

... do Dennis Rodman

segunda-feira, maio 01, 2017 0
... do Dennis Rodman

Foi uma das figuras da NBA dos anos 90, ficando conhecido tanto pela sua qualidade de jogador como pela sua excentricidade dentro e fora do campo.

Dennis Keith Rodman nasceu a 13 de Maio de 1961 em New Jersey, tendo ficado famoso pela sua imagem de bad boy, que ajudou a cultivar com as diferentes aparições televisivas que efectuou, para além das suas atitudes dentro de campo, entrando em diversos conflitos com oficiais de jogo e jogadores adversários.

Tendo passado uma infância complicada, deu nas vistas no basquetebol universitário, indo jogar para os Detroit Pistons em 1986. A equipa, com nomes como Isiah Thomas e Joe Dummars, era a ideal para o estilo de jogo mais duro de Rodman, que saltava do banco e mostrava toda a sua qualidade nos ressaltos, dando o seu contributo para que a equipa se apurasse para os playoffs.

De 1986 a 1989, nunca foi titular efectivo, mas saltava do banco sempre com qualidade, e com números, que fizeram com que fizesse parte da lista dos melhores defesas do campeonato. No virar de década, começou finalmente a assegurar um lugar dentro de campo, e tornou-se o melhor defesa da NBA, sendo constantemente elogiado e ganhando diversos prémios, ajudando a que a equipa fosse à final dos playoffs e conseguisse o seu segundo título, derrotando os Portland Trail Blazers.

Na época de 1991-92 conseguiu um total de 1,530 ressaltos, um recorde que prevalece até os dias de hoje, e o seu estilo de jogo duro continuava a fazer com que desse nas vistas, mas tudo mudou em 1993, quando se divorciou da sua mulher e começou a ter uma fase complicada, onde se entregou ao Álcool e drogas, chegando inclusive a pensar em se suicidar.


Mudou-se em então para San Antonio, onde se juntou aos Spurs de David Robinson e começou a jogar como um Power Forward e a mostrar a sua imagem de bad boy, rapando e pintando o cabelo sempre com cores muito berrantes, e entrando em conflitos com jogadores adversários e com os árbitros das partidas que participava.

Mesmo assim, conseguiu mais uma vez ser o melhor nos ressaltos, e a fazer parte dos melhores do campeonato, apesar da equipa não ir longe nos playoffs. Na época de 1994-95, entrou em grandes conflitos com a direcção do clube, sendo castigado e suspenso em diversas ocasiões. Mesmo assim, conseguiu mais de 800 ressaltos, e juntou-se à equipa dos melhores da época. Na temporada seguinte, ajudou a que a equipa fosse à final contra os Houston Rockets de Hakeem Olajuwon, que conseguiu levar a melhor sobre os Spurs de Robinson e Rodman.

Em 1995, e já com 34 anos, foi para os Chicago Bulls de Phil Jackson e Michael Jordan, para substituir Horace Grant, algo que foi considerado um erro e um grande risco para os Bulls. Mas a verdade é que Dennis integrou-se na perfeição, sendo um bom complemento para o mágico Jordan e o trabalhador Pippen. Foi essa equipa que bateu o recorde da NBA, vencendo 72 dos 82 jogos da temporada, um número fantástico que premiava um colectivo que tinha grandes vedetas a trabalhar em conjunto.

Jogou em Chicago quase até o final do Século, saindo na temporada de 1997-8, conseguindo três títulos consecutivos e chegando assim aos cinco campeonatos conquistados. Nos Bulls teve também algum dos seus momentos mais dramáticos, com as lesões a continuarem a apoquentar o seu jogo, e as suspensões por mau comportamento, como o pontapear um cameraman ou o dar uma cabeçada num árbitro. Mesmo assim, chegou por diversas vezes à melhor equipa do campeonato e a conseguir sempre o título de mais ressaltos por jogo.

Até o final do Século jogou ainda pelos Lakers e os Mavericks, mas nunca de forma regular e abandonando assim uma carreira que teve tanto de brilhante como de polémica. Fora de campo, deu nas vistas pelas suas relações com Madonna e Carmen Elektra, nas suas participações em filmes de Hollywood e programas de televisão e em 2013 chegou a visitar a Coreia do Norte, ficando amigo do ditador e tudo.

Foi também uma presença regular no Wrestling, vencendo vários jogos e títulos na WCW, onde a sua personalidade polémica dava ainda mais nas vistas. Mesmo assim, deixou o seu nome impresso na história do basquetebol, e será para sempre lembrado por isso.





segunda-feira, 13 de abril de 2015

... do Charles Barkley

segunda-feira, abril 13, 2015 0
... do Charles Barkley

Foi um dos basquetebolistas que marcou as décadas de 80 e 90, um dos melhores períodos da NBA e onde actuaram dos melhores praticantes deste desporto. Charles Barkley conquistou tudo e todos com a sua simpatia e o seu talento dentro do court, deixando o seu nome no historial da competição.

Charles Barkley nasceu a 20 de Fevereiro de 1963 no Alabama, começando a jogar Basquetebol universitário como tantos outros e dando logo nas vistas pelo seu poderio físico, chegando à NBA em 1984 sendo escolhido pelos Philadelfia 76ers e entrando numa equipa onde pontificavam nomes como Julius Erving ou Moses Malone. Malone ajudou Barkley a saber utilizar o seu físico portentoso como uma vantagem, fazendo ele perder peso e utilizar isso para desenvolver o seu jogo.

Para Power Forward não era muito alto, mas conseguia compensar isso e atingir boas médias de jogo. Na temporada de 86-87 começa a assumir a liderança da equipa, com a saída de Malone para outro clube, conseguindo entrar para a equipa All Star apesar de ter ficado mais uma vez pelo caminho nos playoffs.

No ano seguinte bate todos os seus recordes, sendo um dos principais jogadores da NBA apesar dos 76ers nem terem chegado aos playoffs.mas com Barkley a assumir o seu papel como um dos principais atletas do campeonato Norte-Americano e voltando a marcar presença na All Star team. Na temporada de 89-90 quase que conseguiu ser o MVP, ficando em segundo lugar atrás de Magic Johnson (apesar de ter tido mais votos para o primeiro lugar) e sendo eleito basquetebolista do ano por diversas publicações especializadas.

As suas últimas temporadas em Filadélfia foram excepcionais, com Barkley a exibir-se em grande nível e a ser presença constante nas equipas do ano da NBA e a ser um dos principais jogadores em toda a competição. Na sua temporada final, em 91-92, ele utiliza o número 32 em vez do seu tradicional 34, em homenagem a Magic Johnson que tinha anunciado a sua retirada por ter contraído o vírus HIV.

Apesar dessa atitude, e do seu sorriso constante que o levava a ser um favorito dos fotógrafos e dos adeptos, ele tinha atitudes controversas com algumas lutas dentro e fora do campo, com especial destaque para um incidente onde cuspiu para cima de uma fã.


A sua mudança para os Phoenix Suns correu às mil maravilhas, sendo eleito MVP nesse mesmo ano (o terceiro jogador a conseguir esse feito no ano que muda de equipa) e conseguindo levar a equipa à final onde perdeu contra os Chicago Bulls de Michael Jordan. O problema veio na temporada seguinte, onde começou a ser fustigado por uma lesão que fez com que o restante período em Phoenix fosse cheio de altos e baixos, isto apesar de conseguir sempre marcar presença nos jogos All Star. e alguns prémios como ser sempre All NBA e All Star todos os anos.

Continuou a ser uma figura controversa, como quando disse que atletas não deviam ser considerado modelos de conduta a seguir pelos jovens, numa discussão que envolveu até o vice presidente dos EUA. Em 1996-97 muda-se para os Houston Rockets, numa tentativa de chegar a um título de campeão, juntando-se a uma equipa onde existiam dois dos 50 melhores jogadores de sempre da NBA, Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler.

Com o agravar das suas lesões, começou a concentrar-se mais nos ressaltos, conseguindo mesmo assim ser o segundo melhor marcador do clube. Foram temporadas inconstantes e marcadas pelo mau génio com Barkley a envolver-se em disputas físicas com outros jogadores como Oakley ou Shaquille O'Neal.

Fez parte das duas Dream Teams dos EUA, conquistando o ouro nos Jogos Olímpicos tanto em Barcelona como em Atlanta. Ambas as equipas com alguns dos melhores jogadores de sempre desta competição, ou não fosse ele também considerado um dos 50 melhores da NBA. Ao terminar a carreira, começou outra de comentador onde é alguém respeitado e considerado por  todos.

Ainda hoje é chamado de Sir Charles, alcunha que recebeu pelos seus companheiros e que vingou até aos dias de hoje.


















sábado, 15 de fevereiro de 2014

... da NBA na RTP

sábado, fevereiro 15, 2014 0
... da NBA na RTP

A RTP ia sempre transmitindo desportos "alternativos", fora do que o público estava habituado a ver e quando conseguia comentadores que entendiam da coisa e tinham paixão por esse desporto essa aposta era sempre recompensada. No começo dos anos 90 este campeonato estava em alta no nosso país, e muito por culpa do programa NBA Action que o canal dava aos Sábados à tarde.

Carlos Barroca e o Professor João Coutinho eram os dois nomes que a estação pública colocou à frente deste programa. Nomes que já conhecíamos por antigas transmissões de jogos deste campeonato, sim nos anos 80 chegaram a existir umas transmissões de jogos importantes da NBA e devia ser pela insistência destes dois senhores que eram autênticos apaixonados por este desporto.

Sentia-se o quanto gostavam daquilo, a intensidade nos comentários e a paixão nos relatos era algo que o público absorvia e começava ele também a sentir. No programa NBA Action apostava-se na sequência de imagens espectaculares deste desporto, o melhor que tinha acontecido, o relato dos resultados e tudo sobre os bastidores deste campeonato.

Penso ver isto aos sábados pela hora do almoço ou pelas 16h, já não me recordo se no canal 1 ou na rtp2, e de vibrar com as jogadas e afundanços de nomes míticos como Larry Bird ou Magic Johnson. Acompanhámos assim também a era de ouro dos Chicago Bulls com nomes como Scottie Pippen, Horace Grant e Michael Jordan a entrarem nos nossos vocabulários, tudo ajudado com algum merchandising que começava a aparecer e cadernetas para coleccionarmos.

A parte preferida era sem sombra de dúvidas o top 10 de jogadas, onde revíamos assim a magia que acontecia lá por fora.









domingo, 2 de setembro de 2012

... do Michael Jordan

domingo, setembro 02, 2012 0
... do Michael Jordan


No final da década de 80, e começo da década de 90, a NBA estava em alta pelo nosso País. Uma das maiores estrelas era o jogador dos Chicago Bulls, o Michael Jordan.

Jordan saiu da universidade para a equipa de Chicago em 1984,, e pouco depois começou a despontar numa equipa, que era treinada por Phil Jackson e que tinha nas suas fileiras jogadores como Horace Grant ou Scottie Pippen, que viria a dominar a NBA no começo da década de 90, ganhando os campeonatos de 1991 a 1993.

Air Jordan fez uma pausa, afirmando que se queria retirar, em 1993 mas acabou por voltar aos Chicago Bulls em 1995, liderando-os para mais um tricampeonato entre 1996 e 1998. O carisma de Jordan desde cedo o tornou um dos favoritos do público, mesmo dos apoiantes das equipas adversárias, e o atirando para as páginas das revistas que publicitavam os seus constantes recordes e a magia do seu jogo, em especial a capacidade do jogador de quase "voar" em direcção ao cesto para afundanços memoráveis.

Nas suas primeiras épocas, o jogador era constantemente o melhor marcador da liga, e chegou a ser em algumas vezes o MVP das épocas, mas foi em 1991 com a subida de forma de Scottie Pippen e de uma equipa sólida e talentosa, que o talento de Jordan veio totalmente ao de cima.

A equipa conseguiu um recorde de 15-2 em vitórias, e bateu a equipa dos Los Angels Lakers por uns claros 4-1 na final do Playoff. Jordan chorou pela vitória e por ter conseguido o seu primeiro MVP Final Award.

A importância do jogador era tanta, que quando este anunciou a sua retirada dos courts, a equipa dos Chicago Bulls reformou a sua camisola nº 23 deixando-a para sempre em exibição no pavilhão e não deixando assim mais nenhum jogador utilizar aquele número na equipa. Mas não durou muito a sua reforma, e ele retornou à equipa onde despontava agora o excêntrico Dennis Rodman(sendo que Phil Jackson continuava no comando da equipa), e ajudou os Bulls a voltarem a conquistar a NBA com mais 3 vitórias em finais consecutivas.

Jordan era um exímio marcador, e deslumbrava multidões com os seus longos vôos e a capacidade de mudar a bola de mãos enquanto estava a voar, mesmo bloqueado por jogadores adversários. Rapidamente se tornou um nome conhecido em todo o mundo, devido às presenças regulares em Televisão, quer em programas, quer em anúncios, onde se tornou um dos mais bem pagos de sempre no mercado publicitário. Mais tarde chegou a aparecer num filme onde contracenava com personagens de animação, os lendários Looney Tunes da Warner.

Fez também parte do excepcional Dream Team dos Jogos Olímpicos de Barcelona, o que ajudou a elevar a capacidade criativa da equipa dos Estados Unidos e a torná-lo uma cara ainda mais familiar entre o público de todo o mundo. As suas constantes reformas e regressos aos courts não beliscaram a sua carreira genial, onde se pode gabar de ter sido aplaudido de pé em pleno Madison Square Garden num jogo contra os New York Knicks, ou ainda de nas suas primeiras épocas ter a estrela da NBA Larry Bird a afirmar que o jogador que tinha jogado contra ele era "Deus mascarado de Michael Jordan".