Ainda sou do tempo: Looney Tunes
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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

...do Gato Silvestre

quarta-feira, agosto 29, 2018 0
...do Gato Silvestre

O Gato Silvestre, ou Frajola para os brasileiros, é uma das minhas personagens favorita dos Looney Tunes, e a única a ter três estatuetas da academia.

Sylvester the cat, Silvestre em Portugal e Frajola no Brasil, apareceu pela primeira vez em 1935, mas foi a partir de 1945 que começou a aparecer regularmente. Criado por Friz Freleng, Silvestre era mais um animal antropomórfico, um gato preto e branco (numa espécie de smoking), que como em tantos outros cartoons da altura, apenas queria fazer cumprir a cadeia alimentar, perseguindo passarinhos (o piu-piu, ou Tweety no original) ou ratos (o Speedy Gonzales), apesar de fracassar sempre redondamente.

Assim como Daffy Duck, também Silvestre tinha um ligeiro problema na fala, e a sua frase "Sufferin Succotash" tratava de acentuar essa dificuldade. Em Portugal ficou "Sardinhas Saltitantes" se bem que também ouvi "Santa estupidez". Foi mais uma personagem com voz de Mel Blanc, com a qualidade que se lhe reconhece a qual foi-nos apresentada também em Portugal, durante anos a fios. Só no virar do Século, é que começaram a aparecer dobragens em português, fosse em VHS e DVD, fosse nos canais de cabo. Carlos Freixo foi o actor escolhido, substituído mais tarde por Vítor Emanuel.


Uma das coisas que eu mais gostava nele, era de estar sempre a resmungar, com um ar sempre muito aborrecido enquanto deitava um mar de perdigotos. Isto só era diferente quando aparecia nos desenhos animados do Porky Pig, aí aparecia como um gato medroso (que não falava), que via coisas que o seu dono não via e se aborrecia com o gato por causa disso.

Silvestre é a quarta personagem a aparecer em mais cartoons dos Looney Tunes e Merry Melodies, atrás apenas de Bugs Bunny, Daffy Duck e Porky Pig, e é a única a ter 3 estatuetas da academia. A sua rivalidade com Tweety, ficou para a história da animação (atrás apenas de Tom e Jerry), e décadas mais tarde, até fizeram desenhos animados só com os dois e a sua dona, a resolverem mistérios.

Silvestre também aparecia a sofrer consequências nefastas, contra um buldogue (que aparecia como guarda costas do piu piu ou sozinho), ou contra um canguru expert em boxe, já que o nosso herói confundia-o sempre com um rato (muitas vezes ia acompanhado do seu filho, que não tinha tanta vontade de perseguir os outros animais). Curiosamente foi daquelas personagens que só foi baptizada muito tempo depois, em 1948, com Chuck Jones a decidir-se por este nome.

Quem mais era fã da personagem?










quinta-feira, 7 de setembro de 2017

... do Pepé Le Pew

quinta-feira, setembro 07, 2017 0
... do Pepé Le Pew

Sempre achei piada a este don juan frustrado, que se apaixonava sempre por uma gata que nunca correspondia aos seus avanços. Quando apanhava um cartoon com o Pepé Le Pew, ficava todo contente a ver, lembro-me de apanhar alguns antes do começo do filme, na Lotação Esgotada da RTP.

Pepé Le Pew foi criado por Chuck Jones em 1945, fazendo parte da galeria de personagens da Looney Tunes da Warner Brothers. Tratava-se de uma doninha fedorenta, com um sotaque francês bastante carregado, e que tentava sempre seduzir todas as criaturas do sexo oposto que lhe apareciam pela frente. A vítima principal era uma gata preta, a Penélope, que tinha sempre o azar de lhe cair tinta em cima e ficar parecida com uma doninha.

Em alguns cartoons acontecia o inverso, a Penélope ficar apaixonada por ele, e isso também era muito divertido. Em 1949 um desses ganhou um Óscar da academia, e foi assim estrelando mais algumas curtas, protagonizando o seu último desenho em 1962. Apareceu pouco nos desenhos de outras personagens Looney Tunes, mas é ainda hoje uma personagem muito popular, existindo até rumores de poder ir existir um filme sobre ele.







segunda-feira, 10 de julho de 2017

... do Speedy Gonzalez

segunda-feira, julho 10, 2017 0
... do Speedy Gonzalez

É sem sombra de dúvida uma das personagens que todos reconhecem facilmente, Speedy Gonzalez fez a delícia de miúdos e graúdos e tenho boas memórias de ver isto com a minha avó, que adorava quando ele começava "andale andale arriba arriba".

Speedy Gonzalez foi criado por Robert McKinson em 1953, aparecendo num cartoon em que era apenas uma personagem secundária, com um aspecto um pouco diferente daquele com que iria aparecer dois anos mais tarde. Em 1995 apareceu a versão de Friz Freleng, numa curta que venceu um Óscar e que nos mostrava o rato mais rápido do mundo, um mexicano equipado a rigor, com um grande sombrero amarelo, umas calças e uma t-shirt da mesma cor (brancos). e um pequeno lenço vermelho ao pescoço.

Freleng fez aquilo que era comum na altura, deu-lhe um rival, usando para isso o gato Sylvester, que tinha assim mais um animal para apanhar, e que resultava quase sempre em algo que iria acabar mal para ele.

O grande Mel Blanc fez a voz dele até 1986, e nos desenhos animados dos anos 90, foi Joe Alaskey a dar vida a este pequeno herói. Desde então são diversos os actores a assumirem este papel, e também têm sido poucos os desenhos que envolvam esta personagem, um pouco vítima do politicamente correcto, e devido ao receio de haver reclamações em relação aos estereótipos que ele representava.

Mas na verdade a comunidade hispânica adora-o, e chegou a fazer um baixo assinado para que o Cartoon Network desse os desenhos com ele, na altura que o canal assegurou os direitos dos Looney Tunes. Em 1962 chegou a existir uma música chamada Speedy Gonzalez, do cantor Pat Boone, que usava excertos da voz de Mel Blanc e teve um grande sucesso.

Por cá a RTP dava esporadicamente os desenhos onde aparecia o pequeno Speedy, e nos anos 80 e 90, aparecia regularmente ou a seguir ao Telejornal, ou antes do mítico Lotação Esgotada. Quem era fã?















sábado, 17 de outubro de 2015

... do Bugs Bunny

sábado, outubro 17, 2015 0
... do Bugs Bunny

Tornou-se uma das maiores personagens de todos os tempos e a principal cara dos Looney Tunes, um coelho espertalhão que gostava de enlouquecer aqueles que o incomodavam. Bugs Bunny quebrou barreiras, era um dos mais populares defensores do politicamente incorrecto e acompanhou gerações que cresceram a ver as suas diabruras na TV.

Bugs Bunny foi uma personagem com vários criadores, sendo que Tex Avery, Carl Dalton e Ben Hardaway foram  os principais obreiros do aspecto e perfil que ele iria ter nos desenhos animados da Looney Tunes e Merrie Melodies, mas a personagem continuou a evoluir, tanto no aspecto como na sua personalidade, com Bob Clampett, Friz Freleng e Chuck Jones a serem peças fulcrais nesse desenvolvimento.

Apenas uma coisa se mantinha, o grande Mel Blanc como a voz do coelho brincalhão, tornando a frase "What's up, Doc?" um marco na cultura popular. Apareceu pela primeira vez em 1938, mas foi o cartoon "Wild Hare" de 1940 que trouxe a sua estreia oficial, enfrentando aquele que iria ser um dos seus principais rivais, Elmer Fudd, um caçador frouxo e careca, que tinha um riso peculiar e não dizias bem os r's. Em 1942 era já a principal cara dos Merrie Melodies, e durante a Segunda Guerra Mundial cresceu em popularidade devido à sua personalidade e maneira de encarar a vida, fazendo com que os estúdios da Warner Brothers capitalizassem isso, fazendo o coelho enfrentar Hitler ou soldados Japoneses.

Bugs chegou a virar mascote de algumas unidades do exército, e quando a guerra acabou era já um dos maiores rostos da animação, com algumas das suas animações a vencerem Òscares e com a chegada de novas rivalidades, como o Yosemite Sam (criado para ser um rival com mais pujança que Fudd), um cowboy que fervia em pouca água, ou o seu companheiro dos Looney Tunes, o irascível Daffy Duck.


Em 1957 a pequena metragem What's Opera, Doc? tornou-se no primeiro cartoon a ser escolhido pela Biblioteca do congresso dos Estados Unidos como algo de tanta importância que devia ser preservado por eles.

Nos anos 60 começou a aparecer regularmente na TV, com todas as suas pequenas metragens a serem adaptadas para esse formato. Isso começou a fazer com que chegasse cada vez a mais países, e Portugal não era excepção, com os seus desenhos a ganharem destaque na década de 70 e 80 na RTP.

Curiosamente durante essas décadas a personagem não tinha material novo, aparecendo em alguns especiais, ou então em produções como no filme Quem Tramou Roger Rabbit?, que foi também a última aparição com a voz de Mel Blanc, antes da morte do actor em 1989. No começo dos anos 90, apareceu em Tiny Toon Adventures, e alguns filmes produzidos para comemorar a personagem, além de aparecer no mega sucesso de bilheteira Space Jam, com a super estrela Michael Jordan.

Em 1997 tornou-se a primeira personagem de animação a virar selo pelos correios dos Estados Unidos, batendo o rival Mickey Mouse, e em 2011 volta à TV com a sua gangue para o Looney Tunes Show, sofrendo mais uma reformulação no seu aspecto e personalidade.

Sou fã da personagem, adorando os seus confrontos com Fudd e Yosemite e mesmo quando enfrentava alguém novo, as suas respostas eram sempre muito divertidas e a sua forma de agir tornava tudo mais interessante.

















terça-feira, 19 de junho de 2012

... do Coiote e Bip Bip/Papa Léguas (Coyote and Road Runner)

terça-feira, junho 19, 2012 8
... do Coiote e Bip Bip/Papa Léguas (Coyote and Road Runner)



Chuck Jones foi um dos maiores génios da animação, e um dos seus melhores trabalhos é sem sombra de dúvida a dupla Coiote e Bip-Bip (Coyote and Road Runner/Papa Léguas) dos segmentos Looney Tunes e Merrie Melodies, que pudemos ver por cá na RTP como tapa buracos, no programa do Vasco Granja ou naquele período que antecedia o filme na Lotação Esgotada.

O design de Chuck, em 1948, foi levado a píncaros de loucura pelo escritor Michael Maltese que escreveu  os primeiros cartoons transmitidos no cinema, e os ocasionais especiais para a televisão, onde podíamos ver as tentativas frustradas de um Coiote, que tentava apanhar uma ave super veloz por meio de armadilhas extremamente elaboradas ou planos complexos que davam sempre mau resultado para este carnívoro.

Foram 48 curtas, quase todas de Chuck Jones, e passadas num deserto que podia ser super realista ou bastante abstracto, dependendo de quem trabalhou nesse episódio. A companhia ACME foi presença quase constante em todos os episódios, era de lá que o Coiote encomendava as peças para as suas armadilhas, assim como a violência nas situações pós armadilha falhada, era impossível não sentir pena em cada queda do penhasco do Coiote, ou então dar uma sonora gargalhada.

O mais engraçado nessas situações era quando o Bip Bip desafiava as leis da física, como quando conseguia entrar num falso buraco pintado numa parede pelo coiote, ou quando este último fica a pairar em pleno ar até se aperceber disso e cair sem dó nem cerimónia.

Também me divertia sempre quando ele montava uma armadilha, a ave passava por ela sem se magoar porque esta não disparava/funcionava, mas depois ele ia todo furioso saltar em cima da mesma e claro que esta funcionava deixando ele de novo humilhado e sem conseguir apanhar o Bip Bip.

Aliás ele parecia sempre mais humilhado que magoado, e é por isso que quase todos gostam da personagem, têm simpatia por ela devido à frustração de não conseguir o seu objectivo e saciar a sua fome.

As animações não tinham mais que 8 minutos, mas era algo que nos enchia de divertimento de tal modo que nem parecia ter sido tão curto. Achava piada ao facto de que no começo do episódio aparecia o nome dos animais, e entre parêntesis aparecia um nome "científico" das espécies enquanto aparecia também os nomes dos artistas envolvidos no episódio. Foi mais um desenho animado cheio de violência que podíamos ver enquanto crianças e nos divertirmos, sem terem medo que fossemos imitar as peripécias ali demonstradas.